30º Dia – O Dia da Libertação!

25 04 2011

Hoje o dia amanheceu diferente em Portugal. São 07:00 hs e estou a escrever e a pensar:

Talvez, para muitos, seja um dia normal de feriado, tantos, estão ainda a dormir, as ruas estão quietas, os pássaros a cantar, os pinheiros, agora já maduros, deixam cair alguns frutos nas ruas de primavera, um pouco mais floridas, em um mês que passou do inverno, mas ainda não é verão. O vento balança as folhas, e o sol, ainda tímido, repousa sobre o telhado das casas. Seria um dia normal em Portugal, senão fosse o seu significado. Após a sexta-feira da morte, o sábado dos questionamentos e o domingo da ressurreição, urge, 25 de abril, o “Dia da Libertação”! Neste dia singular, sobre os céus de Portugal baixamos um decreto: “Jesus Cristo vos libertou, para que sejais, de facto, livres, Portugal!”

 Há 30 dias atrás, Deus nos deu uma direcção para um tempo de intercessão sobre Portugal: O Senhor nos disse que deveríamos orar por 30 dias (do dia 27 de março até o dia 25 de abril) e disse-nos que neste dia 25, nós deveríamos profetizar a Libertação Espiritual da Nação.

 Por que esta data específica? (relembrando)

O dia 25 de abril para os portugueses, é um dia de grande importância, pois é o dia em que eles comemoram o início da democracia, conseguida, através de uma investida militar e também das massas contra a ditadura, que era imperante no país. Foi uma vitória tão grande que este dia, é chamado de “Dia da Liberdade”.

Neste ano de 2011, “o Dia da Liberdade”, é exatamente, um dia após a Páscoa, onde comemoramos a Ressurreição de Jesus, conquistada após seu Sacrifício, no Calvário. Então, profeticamente, em um dia, comemoraremos a Ressurreição e no outro, profetizaremos a Verdadeira Libertação Espiritual da nação Portuguesa. Este será “O Dia da Verdadeira Libertação” do regime ditador, que o principe das trevas impôs aqui.

 Um outro detalhe interessante, é que segundo a história de Portugal, depois do dia da Liberdade, “foi criada a Junta de Salvação Nacionalresponsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica” (wikipédia).

Com a demissão do nosso Primeiro Ministro, José Sócrates, provavelmente teremos eleições em junho. Não é uma boa altura para se levantar “O Verdadeiro Exército da Salvação”?  E profetizar aos “ares de Portugal”, a Vinda do Reino de Deus sobre esta Nação, crendo, que, como Igreja, temos autoridade para nomearmos o próximo Governante de Portugal:  Jesus Cristo!

Temos uma imensa responsabilidade diante disto tudo, sobretudo, nosso maior dever é agora a evangelização, pois ficamos 30 dias guerreando e profetizando a Salvação da nação. Oramos pela salvação das famílias, de tantos grupos específicos, dos concelhos não-alcançados e consagramos cada vida desta nação a Jesus. Agora, temos uma missão importante. Veja a direção que nos enviou o Pr. Daniel Vicente, relacionado à este propósito e esta missão:

“Amada Irmã. Que o Senhor lhes dê a tão esperada vitória neste propósito. Os anjos do Senhor já estão mobilizados para a guerra, não parem de orar!!! Não esqueça, ao final de cada dia de propósito, consagrem a área geográfica que conquistarem e se sentirem responsáveis, ao senhorio de Jesus Cristo! Na semana seguinte façam um trabalho evangelístico, na área geográfica que foi consagrada, conforme o Espírito Santo lhes encarregar de fazer. Não deixem de anunciar que Jesus é o Salvador e Senhor daqueles que o receberem. Aproveitem a mobilização do povo de Deus para os dias de oração e façam a evangelização das áreas consagradas, não deixemos o tempo passar. O Senhor será convosco nesta batalha…  PAZ!!!”

O evangelismo é o nosso próximo passo de fé. Precisamos agora, de esforço e de um trabalho de fé, para por meio do evangelismo, reivindicarmos para Deus, tudo o que foi conquistado nestes dias de oração. Ouçamos o conselho do pastor Daniel: “não deixem o tempo passar”. Creio mesmo que não conseguimos conquistar nada, se não o tivermos feito primeiramente, em oração. Sempre me perguntei porque o povo de Israel precisou ficar 13 dias dando voltas ao redor das muralhas antes da Conquista de Jericó. Antes de pisarem na cidade, suas orações precisavam já ter estado lá. Antes de enfrentarem os inimigos,  já precisavam tê-los vencido em seus corações, por meio da  fé. Antes de vencerem a guerra física, já precisavam tê-la vencido espiritualmente, por meio da oração. O que eles fizeram, de comum acordo, foi tão intenso, que a cidade não ofereceu nenhuma resistência diante do povo de Deus. Esta vitória foi incrível! A oração tem íntima relação com a conquista. No Salmo 2.8, Deus diz: Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão”. Nossa oração conquista a nação e o evangelismo é apenas a atitude de fé, para o que já foi conquistado em oração! Lembrem-se da Vitória de Josué em Refidim, contra os amalequitas (Ex 17.8-13), enquanto Moisés, Arão e Hur oravam! Lembrem-se também, da vitória do rei Josafá, após sua fervorosa oração:

“Porque em nós não há força para resistimos a esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos estão postos em Ti” (2 Cr 20.12).

Este tempo de oração, foi para mim, um tempo muito precioso. Nos primeiros dias de nossa convocação eu mencionei um texto de Jó que dizia: “e Deus mudou a sorte de Jó, quando ele orava pelos seus amigos” e disse que Deus nos recompensaria pela fidelidade na oração. Sabe, amados, orar é nossa obrigação e “não merecemos” nenhum adicional, por fazermos aquilo que é nossa obrigação, mas Deus é tão generoso e tão bondoso, que tem abençoado além das medidas, aqueles que estiveram conosco neste propósito. Temos ouvido e visto muitas coisas: desde heranças inesperadas até títulos de residência! Deus é mesmo muito Fiel e nos recompensa, mesmo quando fazemos o que é nossa obrigação!

Também há uma especial atmosfera de arrependimento sobre os ares de Portugal nestes dias: um amigo disse-me que estavam em um culto, orando por Portugal e de repente, no meio do povo, alguém começou a chorar compulsivamente e a pedir perdão pelos pecados em alta-voz e pelas vezes que tinha, com seus lábios, amaldiçoado a nação. Ele disse que neste dia, houve muito quebrantamento! Deus está a se mover de forma muito especial nesta nação!

Nos primeiros dias de oração, em atitude profética, eu dobrei a bandeira de Portugal e coloquei dentro da minha Bíblia, para profetizar quebrantamento e uma nação inteira dobrada, prostrada, diante de Deus! Creio que isto vai acontecer! Portugal viverá o avivamento! Nós cremos nisto! Oramos por isto! Esperamos isto! E Deus falou que fará isto!

Veja uma Palavra que Deus deu ao Pr. Fenner, palavra esta, publicada em seu blog:

“Nos próximos anos irá acontecer um reavivamento na Europa; e Portugal será porta de entrada para este reavivamento; “porque em todo o mundo está sendo anunciada a fé que vocês tem”  (Rm 1.8). Existe um povo de fé em Portugal e Deus está interessado em se manifestar a este povo. São chamados de remanescentes; aqueles que não se acomodaram aos padrões presentes, não se conformaram com este século, que estão enxergando além da realidade e vendo a transformação que Deus vai realizar. Eles conseguem enxergar a sede espiritual das pessoas, que a religiosidade não tem saciado, e agem para que estes sedentos sejam quebrantados e transformados pela glória de Deus. Os remanescentes não estão acomodados aguardando uma transformação, mas já se encontram em posição para lavrarem a terra com sua oração. Nós vamos nos juntar a eles neste trabalho. Esta tarefa também é nossa. A intercessão é o instrumento para revirar a terra, arrancar o joio e preparar o solo para as sementes. Você deve fazer parte deste propósito!”

Deus costuma confirmar o que vai fazer, também  com sinais e quero, compartilhar algo que me aconteceu:

Bem no início de nosso propósito tive uma experiência interessante. Um pastor amigo, que foi missionário durante muito tempo aqui em Portugal, havia compartilhado uma visão, onde ele via densas trevas sobre Portugal e uma nação mergulhada na escuridão. Ele via apenas alguns pontos de luz na nação, que eram os filhos de Deus Ele disse:

“A impressão que tive era de que o Senhor se afastou de Portugal. O pecado dessa nação tornou-se insuportável para o Senhor. Existem lugares onde o Senhor não está, e Portugal é um desses lugares. Ele está em seus filhos (os pontos de luz), mas não na nação. Nem mesmo a igreja cristã está brilhando com essa luz. A idolatria, a feitiçaria, a bruxaria e o humanismo cobriram Portugal, entraram na igreja e o Senhor se afastou da nação”. 

No dia em que ele teve esta visão, nós dedicamos um dia inteiro a orar “para que a Luz de Jesus pudesse brilhar em Portugal”. Me lembro que nestes dias, estávamos orando e pedindo perdão pelos pecados da nação, e pelo dano causado pelas religiões presentes em Portugal. Nestes mesmos dias, os céus de Portugal começaram ficar visivelmente escuros e isto virou notícia de jornal. Não vi a reportagem, mas meu marido Luciano viu e disse que eles estavam explicando este fenômeno cientificamente. Seja lá o que eles dizem ser, eu vi o céu muito negro e com nuvens muito negras. E elas formavam figuras no ar e se moviam rapidamente. Estavam tão baixas, que parecia que podíamos tocá-las. Não sou uma pessoa que “espiritualiza” tudo, mas o momento que vi as nuvens, senti algo ruim, e incomodada, comecei orar em meu espírito, e imediatamente, vi estas nuvens dissipando. Creio que Deus estava confirmando que nossa oração dissiparia as trevas de sobre a nação.

Na quarta feira dia 20/04/2011 (curiosamente o 25º dia de intercessão), no dia em que começamos a interceder pela Unidade da IGREJA, e exactamente neste dia, aconteceu algo interessante: Deus colocou seu “arco” no céu. Por que, justamente neste dia? Estava uma tarde diferente e neste momento, o sol estava apenas nos telhados das casas. Foi muito bonito de se ver! Eu estava conversando com meu irmão sobre como estava lindo o céu. Era um dia alegre. E aí, vimos o arco!

Gênesis 9.11-16, fala deste Arco, onde o Senhor diz que todas as vezes que ele aparecer no céu, Deus se lembrará de Sua aliança com os seres viventes, de que não mais destruirá toda a terra com um dilúvio (Vs.14,15a).

“E sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nela aparecer o arco, então me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne” (…).

 Eu não estava com uma máquina fotográfica no momento, mas tirei uma foto usando o telemóvel. E apesar da baixa definição do TM, conseguimos enxergar o arco. Veja:

O Arco é produzido pelo reflexo do sol nas gotas de chuva. Na hora eu só achei bonito, mas quando fui orar, senti Deus falar claramente comigo: Neste dia, eu estou reafirmando minha aliança com a minha Igreja, em Portugal. Já as pequenas gotas (da grande chuva que virá) estão começando a reflectir, reflexos do Sol da Justiça nos céus de Portugal! A Verdadeira Luz (Jesus) vai brilhar sobre Portugal! Meus amados, Preparemo-nos para o avivamento que virá!

E por fim, eu agradeço imenso a todas os intercessores e Igrejas que participaram conosco destes dias de intercessão por Portugal! A intensa participação de muitas Igrejas, com e-mails, informações, palavras de Deus, direções, me fizeram crer que nossa Unidade realmente é possível! Estamos juntos nesta guerra. Esta é a guerra da Igreja e a vitória da Igreja, no Senhor!  Talvez nós nunca saibamos quantos joelhos se dobraram diante de Deus, nestes dias de Oração, mas tenho certeza, que nenhuma oração foi vã ou caiu por terra, e certamente, no tempo oportuno, vamos colher os frutos. E eu quero estar aqui para testemunhar isto! Pensei em mencionar nominalmente, todos os que estiveram connosco neste propósito, mas seria injusta ao esquecer-me de alguém, então agradeço a TODOS pela perseverança e pelo compromisso! Somos um no Senhor! Continuemos, juntos, como Igreja e em oração: “Pelos nossos irmãos, por nossos filhos, nossas casas e por nossa terra” (Ne 4.14).

 Motivos de Oração: 

  • Agradeça ao Senhor por tudo o que Ele realizou nestes dias. Há acções invisíveis e espirituais, que nossos olhos ainda não viram, mas que pela fé, já se tornaram realidade sobre esta nação. Agradeça!
  • Neste dia, profetize a Palavra de Deus sobre os ares de Portugal!
  • Este é o “Dia da Libertação”, então profetize isto!
  • Profetize a Implantação do Reino de Jesus nesta nação. Nós entronizamos Jesus Cristo em Portugal. Nós declaramos que no Trono de Portugal, se sentará Jesus, para reinar com Justiça.
  • Ore pelas próximas eleições, que ocorrerão dentro dos próximos 2-3 meses.
  • Ore, agradecendo a Deus, por todos os intercessores, que estiveram connosco neste propósito. Cubra a vida de cada um com orações! E ore para que o Senhor levante muitos outros!
  • Ore por mais obreiros para esta seara!
  • Ore por uma mobilização de Evangelismo nos quatro cantos da nação! Vamos colher os frutos que plantamos nestes dias de oração!
  • Ore por um Novo Tempo, um Tempo de visitação de Deus sobre a nação e mais do que isso: ore para que a Presença de Deus repouse sobre cada pessoa desta nação. Ore por avivamento!
  • E não se esqueça: ore pelos concelhos não-alcançados, especialmente por Braga.
  • Ore pelas famílias, ore por toda a liderança e ore pela Igreja do Senhor.

Que o Senhor os recompense!   Daniele Marques

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29º Dia – Senhor, aviva Portugal!

24 04 2011

Fizemos questão de colocar hoje uma Palavra do Pr. Salomão Oliveira, Diretor da JOCUM em Portugal, porque este homem de Deus, há muitos anos deixou o Brasil e veio como missionário para esta nação, em um tempo que não havia aqui, tantas Igrejas. Há muitos anos ele tem feito Campanhas de Oração por Portugal, tem mobilizado igrejas, trabalhado em prol da Unidade do Corpo e treinado muitos jovens para a obra missionária.  Portanto, queremos nos unir à uma oração que, por décadas, ele tem feito a Deus: Senhor, aviva Portugal! 


Por Pr. Salomão Oliveira


 “Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e no decurso dos anos faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia” (Habacuque 3.2)

Quando pensamos em avivamento, este é o primeiro texto que nos vem à mente. Sentimos um pouco o coração do profeta. Um homem totalmente comprometido com sua geração. Não tenho a intenção, nem temos espaço aqui, para fazer um estudo bíblico, mas desejo falar um pouco do coração deste profeta, porque eu creio que uma das coisas que nós mais precisamos nos nossos dias é de referências, profetas que choram, pregam e exortam no temor do Senhor.

Cap 1- Habacuque recebe a revelação da sentença do Senhor para com Judá e ele não se mostra indiferente e entra em clamor na presença de Deus.

Até quando Senhor clamarei eu e tu não me escutarás? Gritarei sobre o que se passa na minha nação e não salvarás? Porque nos mostra a iniquidade e nos faz ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de nós, há contendas e o litígio se suscita. O perverso cerca o justo e ainda celebram a vitória por terem adquirido o direito de matar os indefesos ainda no ventre materno.” (vs.2-4)

“Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque realizo em vossos dias obra tal que vós não crereis quando vos for contada” (vs. 5)

Na China, os mais optimistas crêem que há em torno de 300 milhões de crentes, ou seja, acima dos 20% da nação serve a Jesus Cristo. Em Guatemala, Nicarágua e El-Salvador existem comunidades que estão se convertendo em massa. Pequenas cidades, que dantes eram pobres e a maioria dos homens viviam embriagados pelas ruas, hoje são cidades que vivem em paz e os seus homens, excelentes agricultores.

O Evangelho, que é o poder de Deus, os tem alcançado e transformado completamente. Na própria Argentina, que passou por momentos terríveis, a igreja clamou, o povo chorou, o Senhor os ouviu e dia após dia eles têm experimentado a abundância do Senhor. O Chile, pequeno país escondido entre a cordilheira dos Andes. Poucos falam do Chile, mas é um país que também tem sido visitado pelo poder de Deus e mais de 25% da sua população ama a Jesus. O Brasil, que é conhecido no mundo pelo seu futebol, samba e violência tem a cada dia milhares que se rendem aos pés de Cristo. A cada mês centenas de igrejas são implantadas de norte a sul.

Senhor, e nós? Portugal! Até quando falaremos dos outros?
Olhe para nós… Precisamos tanto do Teu olhar!

Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza, e vigiarei para ver o que Deus me dirá, e que resposta eu terei à minha queixa” (Cap 2.1).

Visto como despojaste a muitas nações, todos os mais povos te despojarão a ti, por causa do sangue dos homens, e da violência contra a terra, contra a cidade e contra os seus moradores. Ai daquele que ajunta em sua casa bens mal adquiridos, para pôr em lugar alto o seu ninho, a fim de livrar-se das garras do mal. Vergonha maquinaste para a tua casa, destruindo tu a muitos povos, pecaste contra a tua alma. Porque a pedra clamará da parede, e a trave responderá do madeiramento. Ai daquele que edifica a cidade com sangue e a fundamenta com iniquidade!” (Cap 2:8-12).

Dá ouvidos ó pastor de ‘Portugal’, tu, que conduzes a José como um rebanho; Tu, que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor…Desperta o teu poder e vem salvar-nos. Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos” (Sl.80.1-3).

Realmente, Senhor, diante destas declarações nos sentimos alarmados. Aviva-nos Senhor, restaura-nos, Senhor, perdoa-nos, Senhor. Ajude-nos a viver um novo tempo. Transforma os nossos corações, quebranta-nos. Arranque dos nossos corações o orgulho, a altivez e a falta de temor do Senhor, para Glória de Jesus.

                                                                         Pr. Salomão Oliveira
Director da Jocum-Portugal

Motivos de Oração:

  • Peçamos perdão a Deus pelos nossos pecados e da nossa nação.
  •  Oremos por sede pela Sua presença e pela sua Palavra.
  • Peçamos um coração quebrantado e humilde.
  • Peçamos mais compromisso com a Oração.
  • Peçamos a Deus que levante novos grupos de Intercessores.
  • Oremos por avivamento nos quatro cantos de Portugal.
  • Peçamos para que Deus levante os “Habacuques”, “Jeremias”, “Elias” e outros, comprometidos com a verdade e cheios de ousadia.
  • Peçamos novo líderes baptizados na graça e na verdade.
  • Oremos para que os crentes desta nação sejam cheios do Espírito Santo!
  • Peçamos compromisso com a unidade.
  • Oremos por um novo tempo, marcado por uma intensa Presença de Deus!
Que Deus o abençoe! Daniele Marques.





28º Dia – Ore pela Restauração do Altar!

23 04 2011

Sede meus imitadores (Palavra para Pastores e líderes)
por Ap. Luiz Hermínio dos Santos

“Lucas 11. 1”.

Introdução:

Jesus estava orando… Eles pediram… “Ensina-nos a orar”.
Eles não Pediram: ensina-nos a pregar, ou a  jejuar, ou a cantar, ou a evangelizar.

Tudo isso nasce de uma vida de oração. Eles viam o Seu líder orando. Lucas 5: 15 – 16; Marcos 6: 30 – 32; João 6: 15.
Jesus tocava seus liderados com o Seu estilo de vida.
Um líder deve influenciar seus liderados a irem a Deus. O Pai influencia seus filhos.
Ninguém segue alguém que não sabe onde está indo.
Jesus não orou por Eles, mas Ele os instruiu a orar também.

Existem dois tipos de líderes:

Líder que Comanda: Ele faz junto com os seus liderados.
Líder que Manda: Só dá ordens.
O que comanda tem autoridade e o que manda tem autoritarismo.

 Lembre-se:

Jesus não era controlado por pessoas, Ele confrontava a religião; os fariseus só mandavam, atavam fardos pesados sobre os outros. Mas Jesus os amava o suficiente para falar a verdade para eles. “Mateus 23: 1 – 39”.

Exemplo:
O jovem rico – Marcos 10: 21. “Jesus olhou para ele e o amou”.
Não comprometa a verdade para agradar os homens. Gálatas 1: 10 – 11.
Jesus confrontou os fariseus. Mateus 15: 7 – 9.
Jesus confrontou as pessoas da Sua terra. Lucas 4: 28 – 30.
Jesus confrontou os próprios familiares. João 7: 5.
Jesus confrontou seus companheiros de trabalho. João 6: 60 – 66.
Jesus confrontou seus amigos mais chegados. João 11: 1 – 3; 6: 21 – 32.
Os líderes tramavam sua morte.
Sua própria terra o rejeitou.
Sua família achava que Ele estava fora de si.
Seus companheiros saíram ofendidos.


A Palavra só faz mal para quem pratica o mal.
Mas Ele continuava determinado, obedecendo ao Pai.
Se obedecermos a Deus por amor, não nos sentiremos ofendidos quando Ele for duro conosco.
Nós precisamos entender que o amor e o julgamento de Deus são perfeitos.
Aquele que veio trazer paz ao mundo acabou trazendo espada. Mateus 10: 34.
Ele nos ama, mas conhece as intenções dos nossos corações.

Eles viam os frutos que as orações de Jesus produziam:
Ousadia – Autoridade – Intrepidez.
Ele falava manso e as pessoas diziam: “Como Ele tem autoridade”, e por isso queriam aprender a orar.

Muitos não conhecem o poder que tem.
Moisés argumentou (sou gago).
Jeremias argumentou (sou criança).
Mas suas palavras tinham vida. João 6: 63.
A Palavra que Ele nos tem dito são Espírito e vida.

Precisamos de pregações vivas e só teremos isso, se persistirmos em oração.

Se quisermos uma vida santa precisamos orar, mas se quisermos orar temos que ter uma vida santa.

Ler é bom, mas orar é melhor. Ler sobre oração e não orar é o mesmo que ler sobre culinária e não ter os ingredientes para preparar os alimentos. Tiago 5: 17 – 18 fala de Elias. Elias alterou o curso normal da natureza, estrangulou a economia, desafiou a idolatria e desafiou o ocultismo.

“Elias orou”. A oração muda às coisas, mas Ela também muda as pessoas. Precisamos de paixão na oração.

Salmos 119: 136. Torrentes de águas nascem dos meus olhos…

O sacerdote usava uma roupa de linho para entrar no Santo dos Santos, para não suar. Na adoração não entra suor (força). Só lágrimas de paixão.

“Não é por força, mas é pelo Meu Espírito”. Salmos 126: 6. O que sai andando e chorando… Nossos olhos estão secos porque nosso coração está seco e se o que sai da nossa boca não tem vida é porque nosso coração está vazio de Deus.

 Cuidado com o sucesso!

Naquele grande dia o fogo do juízo vai provar a qualidade e não a extensão da obra que realizamos.
A que foi gerada na oração resistirá ao teste.
A oração nos trará fome por almas e a fome por almas nos levará à oração.
O crente que tem visão espiritual ora e o que ora tem visão espiritual.

Não abandone o altar para construir uma torre de ambições. Gênesis 11: 1 – 4. O altar é Divino. A torre é humana.

O Maior inimigo do homem é o sucesso que ele adquire por si próprio.

O Sucesso é um campo minado, e muitos pecados estão enterrados neste campo.

Soberba, independência, estrelismo e vanglória. Lucas 5: 15 – 16.

Altares são de pedras. Torres são de tijolos. A Igreja é feita de pessoas. “Pessoas diferentes que vivem em unidade”.

“Quando deixamos de fazer o que Deus mandou acabamos fazendo o que Ele não mandou”. Aí atraímos: Problemas, confusões, maldições e divisões. Perdemos a benção quando deixamos de ser uma benção.

Desde o dia de pentecostes até hoje, os grandes avivamentos que tem havido, nasceram da oração conjunta dos crentes, mesmo que em número pequeno. Se a oração cessar nenhum movimento continua.

O mundo não é santo, é porque a Igreja não é santa.

A Igreja teve início com aqueles homens agonizando no cenáculo.

Hoje seus líderes estão se juntando em restaurantes para fazerem planos.

Ela (igreja) começou num avivamento e está terminando em um ritual.

Começou com força viril, hoje está estéril.

Os fundadores eram indivíduos de grande fervor e nenhum título.

Nós precisamos ser guiados por Deus para orientar uma geração desorientada.

Jeremias 2 Leia com atenção todo o capítulo. Você verá o que Deus espera de nós ministros do Senhor.

Se um pregador não possui o Espírito de Deus, seu escritório não passa de um laboratório onde ele disseca doutrina e cultiva dogmas para sua vida. É preciso unção para ensinar! A verdade que conforta é a mesma que confronta.

Se nós dormirmos, Igreja, o inimigo invadirá a cidade.

Não prepare só o sermão para pregar; o pregador deve estar tão preparado quanto o sermão que ele preparou.

O sermão de Pedro no dia de pentecostes impactou, mas ele só nasceu depois de perseverança na oração.

Ele simplesmente pregou o que disse o profeta Joel: “Ele pregou a Palavra”.

Não invente, pregue a Palavra. Atos 2: 14 – 36.

Pregue mensagens de consolo sim:
Para doentes.
Para enfermos.
Para abatidos.

Mas se você vê um ladrão entrar na casa do vizinho e não avisa isto é crime.

Conclusão:

Atos 19: 15 – O inferno conhecia Paulo.

Este é o maior elogio que o inferno pode fazer a alguém. “Conheço Jesus… sei quem é Paulo”. Associar seu nome ao de Jesus.

Porque os demônios O conheciam?

  • Ele foi ao terceiro céu.
  • Os anjos O serviam.
  • Suas orações provocavam terremoto em prisões.
  • Suas orações estraçalhavam grilhões.
  • Estabelecia igrejas por onde passava.
  • Conquistou almas debaixo do nariz do imperador em Roma.
  • Sentia-se a vontade na presença de Reis, Governadores e Tetrarcas.
  • Invadiu o domínio da capital intelectual do mundo com a mensagem do Evangelho.
  • Deixava confusos os sábios.

Resumindo: Enquanto Paulo viveu, o inferno não teve paz.

E depois que morreu Sua mensagem ecoou até nossos dias, e continua sacudindo o inferno.

Este homem é bom imitar:

II Co 12:5… De um (homem) assim me gloriarei.

Paulo foi à cruz e experimentou o milagre da regeneração.

Mas depois quando foi crucificado com Cristo conheceu um milagre maior, o da identificação.

“Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Gálatas 2: 20.

Não tinha ambições pessoais…

Por isso não tinha nada para zelar;

Não tinha mais reputação…

Logo não tinha que lutar para se defender;

Não possuía bens…

Portanto nada com o que se preocupar;

Não tinha direitos…

Por isso não se julgava vítima de injustiça;

Estava morto: Quem poderia matá-lo?

Era o menor dos menores: Quem poderia humilhá-lo?

É este o homem que diz: “Sede meus imitadores”.

“O que aprendestes, recebestes e ouvistes de mim e em mim vistes, isso farei… e o Deus de paz será convosco”. Filipenses 4: 9.

 Ap. Luiz Hermínio, pastor presidente da Missões Evangelísticas “Vinde Amados Meus”  (http://www.mevam.org.br/)

Motivos de Oração (em favor dos pastores e líderes de Portugal): 

  • Peça perdão pelos pecados dos pastores e líderes desta nação.
  • Ore para que todos vivam uma vida de arrependimento, quebrantamento e contrição.
  • Ore por humildade, por um coração ensinável e dependência de Deus.
  • Ore pela restauração completa do altar.
  • Ore para que Jesus seja sempre o centro de suas vidas e ministérios.
  • Ore pela cura da alma e perdão.
  • Ore para que o corpo, alma e espírito vivam em renovo diário.
  • Ore por saúde física.
  • Ore para que eles tenham um maior tempo de oração, busca e lágrimas diante do Senhor.
  • Ore por sabedoria, conhecimento, revelação e visão.
  • Ore pela quebra de toda religiosidade.
  • Ore pelo testemunho (que sejam sempre irrepreensíveis).
  • Ore por fidelidade.
  • Ore por liberalidade nas finanças.
  • Ore por provisão, sustento e prosperidade.
  • Ore por unção, intrepidez, fé, avivamento e também unidade entre os líderes.
  • Ore para que todos os líderes sejam “pais” espirituais.
  • Ore para Deus levantar muitos pastores de pastores.
  • Ore pelas famílias dos líderes, para que todos estejam guardados e rendidos diante do Senhor.
Que Deus te abençoe. Daniele Marques.




22º Dia – Oremos pelos Imigrantes em Portugal!

17 04 2011

Portugal tem aproximadamente 10.698,888 habitantes e quase meio milhão de Imigrantes legais. Em 1990 residiam em Portugal 107.767 estrangeiros, em 2000 passaram a ser 207.587. No ano de 2009, o último disponibilizado pelo SEF, viviam em território português 454.191 estrangeiros. Mas acreditamos que estejam cá muito mais, uma vez que o SEF registra apenas os imigrantes já legalizados. Alguns crêem, que pelo menos 10% da população seja efectivamente, de imigrantes. Deste número, as comunidades mais representativas são a brasileira, a cabo-verdiana e o contingente de imigrantes dos países de leste, com predominância para os ucranianos.

 OS PARTIDOS TEM OPINIÕES DIFERENTES SOBRE “O QUÊ” DEVE-SE FAZER COM OS ESTRANGEIROS

 Em Portugal, da esquerda à direita, existem diversas visões e argumentações no que diz respeito às políticas de imigração. Desde a “igualdade” entre portugueses e imigrantes, proposta pelo Bloco de Esquerda, até ao repatriamento imediato de todos os clandestinos para os seus países de origem, sugerido pelo PNR (Partido Nacional Renovador), o que não faltam são propostas para o problema da imigração.

 À esquerda, o Bloco defende uma “nova política de imigração” que passe pela regularização dos clandestinos e a legalização dos imigrantes, com todos os direitos e deveres, a atribuição direito de voto a todos os imigrantes que estejam em Portugal há mais de três anos, bem como, a concessão de autorização de residência aos actuais portadores de autorização de permanência, extinguindo-se esta última categoria. Por outro lado, o BE (Bloco de Esquerda) recusa qualquer tipo de políticas de criminalização da imigração, como as adoptadas, em Itália, pelo governo de Berlusconi.

 O PCP (Partido Comunista Português) não tem uma posição tão taxativa quanto a do Bloco de Esquerda, porém, os comunistas apontam a sua acção política para o mesmo sentido que os bloquistas, ou seja, pretendem a legalização dos imigrantes e das suas famílias, a equiparação ao nível de direitos entre trabalhadores portugueses e estrangeiros. Ao nível das prestações socais, o Partido Comunista defende uma maior abrangência para os imigrantes, como forma de os ajudar na inserção social. O partido liderado por Jerónimo de Sousa demonstra-se, ainda, desfavorável a um sistema de quotas que, segundo os comunistas, cria marginalização social, exploração desenfreada e constante violação dos direitos humanos.

 À direita, o CDS (Centro Democrático Social, partido Popular) pretende uma resposta comum ao nível dos Estados-membros da União Europeia, defendendo que a “Europa deve ser aberta mas deve regular a imigração”. Isto significa dizer que a política de imigração deve atender ao desenvolvimento económico e demográfico, bem como às capacidades de recepção e, por fim, às ligações com cada um dos países de origem das comunidades imigrantes. Defendem um controlo rigoroso da entrada, saída e permanência de cidadãos estrangeiros, assim como, a criação de Gabinetes de Informação e Apoio ao Imigrante (GIAI), destinados a fornecer conhecimentos básicos da legislação portuguesa, em todas as Lojas do Cidadão. No que toca à ligação com a criminalidade, o CDS propõe que em caso de condenação por crimes graves cometidos por titulares de vistos de residência, detidos em flagrante delito, a consequência seja a expulsão do país.

 O PNR aponta a imigração como uma das causas da actual difícil situação do país. Os nacionalistas consideram que a imigração em massa traduz-se numa ameaça à soberania, segurança dos portugueses, cria situações de injustiça para os trabalhadores portugueses, que se vêem confrontados com a “concorrência desleal de mão-de-obra mais barata vinda do exterior”. O PNR  fala num aumento generalizado da insegurança no país e aponta as suas causas: redes de crime organizado estrangeiras que operam em Portugal e gangues compostos por jovens de origem africana. Para dar resposta a este problema, o Partido Nacional Renovador defende a renúncia aos Acordos de Schengen, a criminalização do apoio à imigração ilegal, alterar a Lei da Nacionalidade para que os imigrantes “nunca possam recorrer ao subterfúgio de ter filhos em Portugal para poderem ficar a viver permanentemente no nosso País” e ainda, decretar o repatriamento imediato de todos os clandestinos para os seus países de origem. (http://e-clique.com/m3-portugal/2011/03/06/imigracao-um-problema-ou-uma-solucao/).

Enquanto não há um concenso entre os partidos políticos de Portugal, se os imigrantes são um problema ou uma solução, eles ficam, de um lado, aceitos como importantes para o desenvolvimento do país e aquecimento da sua economia; mas por outro lado, sofrem imensas discriminações, correndo o risco, inclusive de serem explusos do país.

 E QUANTO A NÓS, POVO DE DEUS? QUAL É A NOSSA POSIÇÃO?

Penso, que pelo facto de sermos cristãos, temos que nos posicionar, com relação aos imigrantes. E a melhor solução é aquela que a Palavra de Deus nos dá. Essa convivência entre nativos e imigrantes é muito antiga. Já na época de Moisés, e até mesmo antes, temos ouvido falar disto. O povo de Israel foi imigrante (estrangeiro) em muitas terras e este foi um dos motivos pelos quais Deus ordenou que eles deveriam tratar bem aos estrangeiros: “Também não oprimirás o estrangeiro;  pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Ex 23. 9).

 O Senhor também não permitia que seu povo discriminasse ou oprimisse seus estrangeiros. Veja:

 “Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós” (Ex 12.49).

“Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus” (Lv 19. 34).

“Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva” (Dt 24. 17).

“Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém” (Dt 27. 19).

“O SENHOR guarda os estrangeiros; sustém o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios” (Sl 146. 9).

“Ao povo da terra oprimem gravemente, e andam roubando, e fazendo violência ao pobre e necessitado, e ao estrangeiro oprimem sem razão (Ez 22. 29).

Jesus disse que quem tratasse bem ao estrangeiro, estaria fazendo-o a ele: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me” (Mt 25. 35).

Há uma certa identificação, entre a realidade étnica do primeiro século e o fenómeno das migrações no Portugal actual: “E em Jerusalém (podemos ler: Portugal) estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.” Atos 2.5

Portugal, que foi peregrino e estrangeiro por tantas terras, foi desbravador de territórios “DANDO NOVOS MUNDOS AO MUNDO”, e emigrou para muitos deles, agora tem, dentro de suas portas, muitos imigrantes. Eles estão à nosso cargo, e segundo a Palavra de Deus, precisam ser amados, hospedados, e cuidados, sem discriminação, como vimos nos textos acima referidos. A expressão multi-culturas é algo, que de facto, estamos acostumados.

Quantas aflições têm de passar para a sua reinserção na cultura, costumes, trabalho, religião, etc.? Quantos sofrem com discriminações, racismo, imensas burocracias com os processos de legalização, falta de assistência médica, de emprego, etc? Será que já paramos para perguntar: se eles estão cá, o que Deus pretende com isto?

Este é um desafio. Hoje temos de alcançar os grupos étnicos aqui representados e dispor-nos a ajudá-los com aquilo que, muitas vezes sem eles saberem, é o que de melhor poderão levar desta experiência de imigração, ou seja: o Evangelho de Jesus Cristo.

A pergunta feita em Atos 2.12:“O QUE QUER ISTO DIZER?”, surgiu num ambiente de uma cidade carregada de diversidade étnica e linguística. Essa pergunta deve estimular-nos à reflexão. Tendo uma realidade multi-étnica muito semelhante a esta vivida num dia especial em Jerusalém. Como responderemos nós ao desafio missionário da comunidade imigrante entre nós? Independentemente da nossa resposta, Deus já está a trabalhar entre os milhares de imigrantes que estão paredes-meias a partilhar connosco este espaço e este tempo, tão especial nas nossas vidas. E PORQUE? Uma pergunta que nunca teve resposta, poderá neste caso particular ter a seguinte solução:

 Nós não fomos, Deus enviou-os até nós! E agora?

 (O texto a seguir é de autoria de Fernando Cunha, Ministério Alkantara / Igreja Baptista de Faro e responde a esta pergunta):


“AMAI O ESTRANGEIRO” (DT. 19:10 A)

Há vários anos, ouvimos falar de uma perseguição longínqua movida contra os cristãos nos países de governo comunista. Emocionamo-nos com os testemunhos vindos da ex-União Soviética, da Roménia, da China e da Albânia, entre outros. Certamente, até oramos pelos nossos irmãos e pela quebra de barreiras à pregação do Evangelho nesses países.

Há menos anos, tomamos consciência das perseguições nos países muçulmanos e nas tremendas dificuldades que se levantam contra a evangelização nesses países…

Mas não fomos! A esmagadora maioria dos missionários transculturais estão em países já alcançados. A Igreja portuguesa, há muito habituada a receber missionários do exterior tem-se mostrado fechada ao envio de obreiros.

Foi então que Deus os trouxe até nós. Dos países da ex-União Soviética, da China, de Marrocos, do Egipto e da Argélia, para só citar alguns. Eles estão cá!

E nós?

Chamamos-os de ladrões, dizemos que andam a roubar os nossos empregos e observamo-los como quem observa animais num zoológico. Mas foi Deus, quem os trouxe para nos entregar o enorme privilégio de os alcançarmos com o Evangelho de Jesus.

Temos em nossas mãos um campo de missões tremendo. Eles estão cá, e cá podemos evangelizá-los em liberdade (pelo menos por enquanto!)

Durante quase 40 anos de expedições a um país muçulmano, tenho sentido muito profundamente a dor de conhecer um país onde é proíbido pregar o Evangelho. Mas os muçulmanos estão cá, as suas mesquitas também, e nós o que fazemos?

Chegou a altura de fazer como Jesus disse: Levantar os olhos e VER. Chegou a altura de pedirmos ao Senhor que nos faça sentir a Sua paixão pelos perdidos e que essa paixão nos mova à acção.

Chegou a hora de buscarmos a Sua face, entendermos que Ele nos a entregou para ouvirmos as Suas estratégias para alcançarmos os que Ele nos enviou.

Somos responsáveis perante o Senhor por aquele muçulmano que trabalha ao pé de nós, por aquela senhora chinesa que nos atende na sua loja tantas vezes, por aquele egípcio, dono do restaurante onde vamos comer quando queremos celebrar algo importante. SOMOS RESPONSÁVEIS!!!

Não fomos, Deus enviou-os. Vamos agir?

Motivos de Oração:

  • Pedir perdão ao Senhor, por todos os maus-tratos e racismos que fizemos nossos imigrantes sofrer.
  • Para que Deus nos dê uma genuína e intensa paixão pelos imigrantes não-alcançados.
  • Pela salvação dos imigrantes que encontram-se em Portugal.
  • Para que a Igreja realmente, sinta-se responsável pelos imigrantes, entendendo o grande privilégio e a grande responsabilidade que Deus nos está a conceder. Precisamos amá-los e cuidar bem deles. Qualquer atitude hostil, é considerada pelo Senhor, como opressão e injustiça social e portanto, pecado.
  • Por uma boa integração dos imigrantes, na sociedade portuguesa.
  • Para que Deus destrua todo e qualquer preconceito e racismo que possa existir entre nós.
  • Em Portugal há igrejas inteiras com maioria de imigrantes e por causa de toda esta crise, muitos estão voltando para suas casas (muitos mesmo). Pr. Carlos, da Igreja Elim, mencionou este facto e pediu orações pelo imenso número de igrejas que estão perdendo seus membros.
Que Deus o abençoe! Daniele Marques.




21º Dia – Oremos pelos nossos Governantes!

16 04 2011

A CORRUPÇÃO

 “O SENHOR Deus tem uma acusação a fazer contra o povo que vive neste país. Escutem, israelitas, o que Deus está dizendo: — Não há sinceridade, não há bondade, e ninguém neste país quer saber de Deus.  Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam.  Por isso, a terra ficará seca, e tudo o que vive nela morrerá. Morrerão os animais, as aves e até os peixes” (Oséias: 4.1-3)

Nos tempos do profeta Oséias, Israel era uma nação corrompida. Reinava a mentira, o roubo, e o crime, ou seja, o abuso de autoridade (pública ou privada) para benefício próprio, era comum. Este é um facto que devemos considerar, quando a corrupção não é devidamente enfrentada e contrariada por cada cidadão e pelo estado, a nação pode mergulhar numa depravação e perversão generalizada.

Nos nossos dias, em Portugal, o quadro não parece muito diferente.

Vários títulos de jornais revelam a corrupção nos mais diversos sectores da nossa nação: Corrupção no Desporto, corrupção nas autarquias (as suspeitas que pairam sobre a Câmara Municipal de Lisboa, entre outras), corrupção na economia (a fuga ao fisco como problema transversal na nossa sociedade), corrupção na política (começa a ser cada vez mais frequente vermos figuras politicas a serem arrastadas para a barra dos tribunais) e de forma lamentável e paradoxal a própria justiça não escapa a esta maré negra da corrupção, sendo quase prática comum a violação do segredo de justiça.

 Segundo o Diário Económico “a criminalidade económica e financeira consolidou-se em Portugal”. Dizia então o artigo que dados do Ministério Publico apontavam para a abertura de mais de 8 mil inquéritos relativos a fraudes, corrupção, crimes fiscais, branqueamento de capitais e infracções de tecnologia. Estes números revelavam uma média de 13 novos inquéritos por dia. A maioria incide sobre casos de corrupção (42,3%), que estão a ser investigados pela Policia Judiciária e dizem respeito a suspeitas que recaem sobre órgãos e dirigentes de autarquias.

O assunto é realmente muito sério, de tal forma que a luta contra a corrupção foi o tema dominante do discurso evocativo do 5 de Outubro passado, proferido pelo Presidente da Republica (PR) e também o foi para o Procurador-Geral da Republica (PGR) no dia da sua tomada de posse. Na sua intervenção, o Presidente da República disse que a corrupção “tem um potencial corrosivo para a qualidade da democracia, que não pode ser menosprezado” e por isso “o combate à corrupção é vital”. Por seu lado o PGR afirmou, “a verdade é que em cada povo e em cada época tem que existir aquele mínimo de valores éticos a respeitar, e subjacentes à feitura e aceitação das leis… não havendo essa consciência moral e a certeza de que todos serão tratados de igual forma, existindo antes a convicção de que todos se governam e de que a corrupção é um mal menor e inevitável, os esforços contra a corrupção serão sempre votados ao fracasso”.

 O quadro é realmente negro, as autoridades parecem despertas para o problema mas até hoje não conseguiram inverter esta tendência.

A Igreja não deve adoptar uma postura de resignação porque fomos desafiados por Jesus Cristo para sermos o Sal da terra. Uma das características do sal é precisamente evitar a decomposição, sendo factor de conservação dos alimentos. Jesus ensinou também que seriam “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” A Igreja tem que assumir a sua responsabilidade.

Levantemos a uma só voz um clamor diante de Deus para que tenha misericórdia da nossa nação e estabeleça entre nós o seu reino, que é de justiça, e de paz, e de alegria no Espírito santo. “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade”.                                     

  Pastor João Pedro Carvalho
                                    Assembleia de Deus de Coimbra
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Somente um Poder pode contrariar a corrupção. O único Poder que consegue guardar-nos de corrupção é o de JESUS CRISTO. É essencial que os filhos de Deus mantenham um coração puro e incontaminado do sistema do mundo, do hedonismo, do humanismo e dos desejos da carne. Para isto é necessário que abracemos de corpo e alma a Palavra de Deus e suas promessas.

Pedro diz que Deus nos deu grandíssimas e preciosas promessas para que por elas nos tornemos co-participantes na natureza divina, livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo. A natureza de Deus em nós é alcançada mediante o novo nascimento. É desenvolvida através de meditação constante na Palavra de Deus, após a crucificação dos desejos da nossa carne. “Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção, mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”.  É tempo da igreja se levantar e semear no Espírito para que o mundo perceba que há como colher o bem. É tempo da igreja acender uma luz para que o mundo perceba que as trevas são dissipadas; é  tempo da igreja ser igreja: Sal da terra, para que no meio do mundo, possa evitar a sua corrupção. Sejamos pois sal fora do saleiro. O mundo preciso, o mundo espera, o mundo exige.

Jacinto Rosa
Pastor do Centro Cristão Fonte de Vida
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Como o cristão deve se portar, face à corrupção que assola o mundo todo (e não somente Portugal):

  • Cada cristão deve adoptar  uma conduta irrepreensível em toda a sua maneira de viver. Todos os dias e em todos os lugares, por todos os meios. Isto deve ser inegociável!
  • O Evangelho de Cristo, capaz de transformar o Homem corrupto num Homem íntegro, deve ser anunciado a tempo e fora de tempo.
  • Os Princípios Bíblicos, essenciais na formação de uma consciência moral e ética, devem ser transmitidos de forma adequada e persistente a cada geração.
  • Cada cristão, em obediência à Palavra de Deus, deve manter uma vida diária de oração, súplica e acções de graças pelos seus governantes, pois todos eles, foram constituídos por Deus. Veja o que nos diz a Palavra: “Exorto, pois antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e acções de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda piedade e honestidade” (1 Tm  2. 1-2).

 Motivos de Oração:

  • Peçamos perdão pelos nossos pecados e os pecados da nossa nação.
  • Oremos pelo Presidente da República, pelo Primeiro Ministro, pelos Ministros das diversas áreas, pelos deputados, pelos partidos políticos, pelos Governadores Civis, pelos presidentes das Câmaras Municipais, pelos Presidentes das Juntas de Freguesias em todo o país, pelos vereadores municipais e todos aqueles que de alguma forma exercem autoridade neste país.
  • Oremos contra toda forma de corrupção no coração dos nossos governantes.
  • Oremos para que Deus possa abrir portas para a pregação do Evangelho dentro dos ministérios públicos.
  • Oremos pedindo salvação para nossos governantes ( 1 Tm 2.1-6)
  • Oremos para que nossos governantes sejam completamente transformados pela Palavra de Deus, sejam cheios do Temor do Senhor e de sabedoria.
  • Oremos por estabilidade política.
  • Oremos por um renovo de ética e moral no seio das autoridades da nação portuguesa.

Que Deus o abençoe! Daniele Marques.

“Bem-aventurada é a nação, cujo Deus é o Senhor e o povo ao qual escolheu para sua herança”  (Salmo 33.12)





20º Dia de Oração – Desertificação, uma consequência da Emigração das Áreas Rurais!

15 04 2011

Quero começar este artigo, fazendo uma diferença entre os termos Imigração e Emigração. Imigração é o movimento de entrada, com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de trabalho e/ou residência, de pessoas ou populações, de um país para outro. Ex: um brasileiro que venha morar em Portugal. Já emigração é o ato e o fenômeno espontâneo de deixar seu local de residência para se estabelecer numa outra região ou nação em busca de trabalho ou residência. Ex: um português do interior que sai de Portugal para morar em Lisboa, ou em algum outro país.

Até há poucos anos atrás Portugal era um país essencialmente rural, poder-se-ia dizer que não haviam pessoas nascidas no “asfalto”, as pessoas nasciam na província e só depois debandavam para as grandes cidades do litoral. A relação com a ruralidade e com tudo o que tinha a ver com a terra era por demais evidente. Nos anos 60 e 70 não havia agregado familiar que migrasse para os arredores das grandes cidades que não arranjasse maneira de ter a sua horta e os seus animais domésticos, normalmente galinhas, coelhos, patos… nas hortas cultivava-se batatas, cebolas, couves, feijão verde, tomate, etc.

 Com o aumento da globalização e da modernidade; também, devido à falta de empregos, muitos portugueses precisaram emigrar para outros países ou até mesmo para Lisboa, em busca de trabalho e meio de vida melhores. E grande parte da população das aldeias e das regiões rurais de Portugal, principalmente do Norte, abandonaram seus locais de origem, para migrarem para o litoral ou para lugares com mais oportunidades de trabalho.

 Hoje já quase ninguém quer “perder tempo” a tratar da horta ou dos animais. O consumismo leva a que as pessoas comprem tudo nos hipermercados e há muitas crianças das cidades que nunca viram uma galinha ao vivo ou a rama de uma cenoura… Estes factores contribuem para um desenraizamento, para uma falta de identidade, para uma frustração e uma desmotivação das pessoas. Infelizmente, isto tem implicações negativas para muitas famílias: deixam de existir os laços fundamentais de coesão social, cultural e familiar.

Outro problema é a desertificação do interior, que perde sua população jovem, que sai em busca de novas oportunidades, deixando seus pais, já idosos, a cuidar dos campos. Ao chegar a idade, não podem mais trabalhar como antes, e consequentemente, os campos perdem a produtividade. E sem produtividade, vão ficando cada vez mais áridos, até se tornarem completamente desertos e inférteis. O interior do país sofre com tudo isto: os campos ficam ao abandono, as florestas (e os incêndios) entram pelas aldeias porque ninguém as detém (as hortas deram lugar a florestas desordenadas), muitas casas começam a ficar degradadas porque as pessoas que lá vivem envelheceram e não têm possibilidades de fazer a manutenção necessária, as populações envelhecem a ritmo acelerado e deixa de haver interacção entre gerações mais novas e mais velhas.

 Para entender mais sobre este assunto: assista os vídeos:

“a terra está de luto, e todo que mora nela desfalece…” Oséias 4: 3

A palavra “Desertificação” é a degradação do solo, cuja qualidade e quantidade é determinante para o desenvolvimento de plantas, colheitas, florestas, animais, bem como o estabelecimento das comunidades humanas, que é consequencia da emigração das populações rurais, para os centros urbanos ou para países desenvolvidos, que deixam a terra sem capacidade de produzir.

Portugal é um dos países da bacia do Mediterrâneo onde a desertificação é particularmente sentida, com cerca de 60% do seu território susceptível à desertificação e à seca. As características mediterrâneas do clima associado à geologia, são factores que contribuem para que no território português se encontrem zonas classificadas de semi-áridas e sub-húmidas secas.

As políticas de ordenamento do território desajustadas, como a campanha do trigo nos anos 30 ou a plantação de monoculturas de eucalipto durante os anos 80 do século passado, os incêndios florestais que grassam ao longo do Verão, o regime hídrico torrencial que caracteriza o clima mediterrânico, a ocupação urbana e industrial dos melhores solos agrícolas, são tudo factores que têm contribuído para a degradação e erosão do solo pobre e frágil que Portugal possui. Este é um fenómeno, que sendo complexo, urge ser travado. É a nossa subsistência que está em jogo, pois a diminuição da capacidade agrícola dos nossos solos, bem como o abandono dos meios rurais, terá como consequência a nossa futura dependência de terceiros para alimentarmos a nossa população.

 No Velho Testamento Deus através do profeta Oséias refere a reacção da criação perante aquilo que observa no relacionamento existente entre o povo de Israel (Os 4:1-3). O profeta Isaías, contemporâneo de Oséias, declara que “são os seus moradores” os responsáveis pela degradação da terra (Is. 24:5-6). Mais tarde, o profeta Jeremias lamenta-se perante o estado deplorável em que a terra se encontra (Jer. 12: 4). São alguns exemplos que encontramos nas Sagradas Escrituras que mostram o desagrado de Deus pela forma como é tratada a sua Criação, onde o Ser Humano é o expoente máximo.

Felizmente, a obra redentora de Cristo Jesus dá-nos esperança genuína sobre o nosso futuro e sobre o futuro da Criação (Jo. 3:16; Cl. 1:17-20; Rm. 8:19-22). Nesse sentido, enquanto adoradores do Criador temos de reflectir sobre a nossa relação uns com os outros e com a própria criação à luz da Bíblia. Isso implica avaliar o nosso estilo de vida e os sistemas sociais económicos onde estamos inseridos e procurar a vontade de Deus.

Neste sentido, creio que desertificação não se refere apenas a tudo o que foi exposto acima. Ao nosso lado, o nosso próximo poderá estar a ser perturbado pela “desertificação espiritual” sendo a nossa responsabilidade apresentar Aquele que afirmou “…aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede;…” (Jo.4: 14). Filipe Bally Jorge, Biólogo.

(Fontes: matéria de José Alex Gandum (Jornalista), textos da Jocum, vídeo site do pr. Denner)

Motivos de Oração:

  • Pela salvação dos portugueses que estão a envelhecer nas aldeias, muitas delas, sem nenhuma igreja evangélica.
  • Por envio de pastores missionários para estas regiões não-alcançadas de Portugal.
  • Pela preservação da biodiversidade, criação de Deus, presente em Portugal.
  • Pelas autoridades locais, nas decisões que tomam, relativas à ocupação do solo.
  • Pelas famílias que perdem tudo devido a catástrofes naturais, incêncios, etc, efeitos da desertificação.
  • Por uma maior consciência ambiental e cívica dos portugueses.
  • Por medidas do governo de re-população dos lugares abandonados.
Que Deus te abençoe! Daniele Marques.






18º Dia – Oremos pelas Polícias GNR e PSP!

13 04 2011


O suicídio é a principal causa de morte não natural entre os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP e GNR), revela um estudo hoje divulgado em Peniche durante um seminário dos Serviços Sociais desta força de segurança.

“A principal causa de morte na Polícia entre 2006 e 2009 são os suicídios, que têm aumentado infelizmente, ocorrendo principalmente quando os agentes se encontram no ativo”, revelou a subcomissária Sílvia Caçador.

Falta de acompanhamento psicoafetivo

Segundo a autora do estudo, o problema pode estar relacionado “com uma falta de acompanhamento psicoafetivo e com as dificuldades em lidar com os problemas diários da profissão”.

Os suicídios ocorrem durante a vida ativa dos polícias, enquanto os acidentes de transporte, apontados como outra das principais causas de morte não naturais, acontecem já durante a aposentação.

As doenças do aparelho respiratório, provocados pela poluição atmosférica a que os polícias estão sujeitos quando fazem patrulhamento das ruas e pelo consumo de tabaco enquanto forma de escape para os problemas da profissão, são uma das principais causas de morte natural, seguindo-se as doenças do aparelho circulatório, tumores e perturbações mentais.

O estudo revela ainda que as maiores taxas de mortalidade ocorrem entre os 20 e os 24 anos de idade, devido “à inexperiência dos polícias em lidar com os problemas diários da profissão”, ou entre os 50 e os 54 anos.

“A partir dos 50-55 anos verificamos que há um acumular de anos de cansaço e de dedicação a uma profissão difícil, havendo mais óbitos neste grupo de idades”, já em situação de aposentação, justificou.

Clique no link para ver a reportagem:

http://videos.sapo.pt/nLNeRG3GYvz3K91YJ7zw

Recentemente temos sido confrontados com este problema no seio das forças policiais, nomeadamente na PSP (Polícia de Segurança Pública),  e GNR (Guarda Nacional Republicana.

Em Portugal, ao contrário do Brasil por exemplo, onde este problema é um verdadeiro flagelo e onde os nossos irmãos militares evangélicos estão procurando dar apoio nesta área, eram raros estes casos. Por isso, podemos questionar-nos! Porquê este problema? A sociedade aparentemente tem melhores condições sociais, as forças policiais estão melhor equipadas, os soldos (vencimentos) não sendo os desejáveis, são aceitáveis tendo em conta a condição do país. Contudo, surgem aqui e ali casos de desespero, descontrolados, que não encontrando solução para o seu problema de alma, põem termo à vida física.

Como militares e polícias cristãos evangélicos, sabemos muito bem identificar onde está a origem do problema e que urge ser atacado.  A Bíblia é bem clara mostrando que a influência de Satanás no mundo se manifesta nas pessoas. Esta influência na alma que João 10:10 refere como: Roubar, Matar, Destruir e se materializa através da desmotivação do individuo-o, desagregação da família, descrédito nas instituições e na sociedade, levando por fim ao suicídio; só pode ser contrariada através  duma paz interior, que unicamente podemos encontrar crendo e aceitando Jesus como nosso Salvador.

Quem tem Jesus tem a vida!” Diz o mesmo versículo. “Mas Jesus veio dar-nos vida e vida com abundância” Portanto, não comete este erro ou atentado contra o seu próprio corpo. A vida é um dom de Deus que só a Ele pertence! Nenhum de nós enquanto cidadão militar, polícia ou civil tem o direito de atentar contra ela. Por isso é urgente que a mensagem de Cristo penetre nos corações de todo o homem ou mulher que serve nas forças militares e policiais, para que sejam libertos desta influência satânica e sirvam a Deus e a nação portuguesa com esperança e alegria.

Irmãos, oremos por esta preocupação e que o Senhor nos ajude! Militares, polícias e civis a trabalhar-mos na evangelização dos nossos companheiros e assim contribuir-mos para a ausência deste problema na forças militares e policiais. Os Militares Evangélicos de Portugal – Estão ao dispor das instituições militares e policiais, para que com a “mensagem da cruz” se ganhe esta batalha.

Samuel Cóias
O Presidente da Direcção  MEP – TCOR/PILAV(R)

Motivos de Oração:

  • Que Deus possa dar consolo e conforto aos órfãos e viúvas de militares que suicidaram.
  • Por libertação e salvação de militares e familiares.
  • Por abertura de novos pontos de pregação e testemunho nas Esquadras Policiais espalhadas por nosso país.
  • Por protecção na vida dos militares evangélicos.
  • Pelos lares de militares que estão afectados pela violência doméstica.
  • Que a igreja evangélica portuguesa possa ser usada por Deus para trazer respostas efectivas nesta matéria.
  • Por um avivamento entre os militares do nosso país.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.