Eu vim para que tenham “zoë”!

19 01 2011

Este início de ano está sendo um tempo muito produtivo para mim. Embora eu tenha ficado 20 dias de “férias” do Blog; tenho usado o meu tempo para cumprir algumas metas que tracei para 2011. Bem, mas agora voltei! Voltei a fazer o que eu amo fazer: escrever!

Já há algum tempo estou com este tema na cabeça e algumas frases no papel. Já parei várias vezes para escrever sobre esse assunto, mas sempre acabo indo para outro assunto e deixando esse de lado; mas hoje resolvi, finalmente, postar a respeito de “zoë.

O que é “zoë? É uma palavra grega, que traduzida, quer dizer: vida. Ela é encontrada, neste texto de João 10.10: “O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância”.

A Bíblia não usa somente este termo para referir-se à vida. Pelo menos três termos são usados para a palavra “vida”. Embora quando traduzidas, a palavra seja a mesma, elas não são sinônimas, mas distintas. No original grego, encontram-se assim classificadas:

  1. “Bios”: vida biológica e/ou vida diária. Tem a ver com a vida do corpo, vida exterior, que adoece, envelhece e morre. Essa palavra é usada na Bíblia mais como vida diária, curso da vida (Lc 8.14; 1 Tm 2.2).
  2. “Psyche”: vida psicológica; alma vivente. Tem a ver com a vida da alma, que é um conjunto de mente, vontade, emoções, coração, etc (1 Co 15.45a).
  3. 3. “Zoë”: vida espiritual. Tem a ver com a vida do Espírito. Espírito cheio de Vida (1 Co 15.45b). A palavra “zoë, significa “a vida completa e absoluta, que pertence a Deus, vida real e genuína, vida activa e vigorosa, não só neste mundo, para aqueles que colocam a sua confiança em Cristo, mas depois da ressurreição ser consumada num corpo perfeito e por toda a eternidade”.

“O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância” (João 10.10). Neste texto de João, Jesus explica o propósito da vinda Dele em contraste com o propósito da vinda de satanás. E usando a figura do ladrão, Jesus diz: roubo, morte e destruição fazem parte do propósito das trevas para o homem; mas o Meu Propósito, a Minha Missão é transmitir Vida; mas não uma vida qualquer; não apenas uma vida biológica, transitória; tampouco uma vida almática; mas vida zoë; ou seja a Minha Vida. E aqui ainda há uma redundância que talvez tenha sido proposital: Jesus disse … e a Minha Vida Abundante, com Abundância. Aleluia!

Não fomos criados já com esta vida, assim como Adão também não foi. Adão foi feito “alma vivente” (“Psyche”), embora tenha sido desenhado para participar da vida zoë, assim como nós. Essa classe de vida estava disponível para Adão, na figura da Árvore da Vida (árvore zoë) , assim como Jesus (Nossa zoë) está disponível para nós hoje.

A árvore do conhecimento do bem  e do mal era uma proposta de vida individual, baseada apenas na consciência e não na dependência de Deus. Comer deste fruto era dizer: eu sou a autoridade sobre meus pensamentos e atitudes, minha consciência é o único padrão de minhas escolhas, eu não dependo de ninguém, sou guiado apenas pela minha alma, pelo meu coração, pelos meus desejos e por aquilo que me é agradável. Comer deste fruto era desejar viver a vida da alma, desconectada da vida do Espírito.

A Árvore da vida (zoë) era uma proposta de vida coletiva, dependente, interligada e abundante. Comer do seu fruto significava viver a vida do Espírito, viver para sempre, estar para sempre ligado a Deus; dependente Dele, ser um com Ele; tendo Ele como padrão para as escolhas e decisões. Você lembra do que Jesus disse em Jo 15.1? “Eu sou a Videira Verdadeira, e meu Pai é o Agricultor” No versículo 4 diz: “permanecei em mim, e eu permanecerei em vós”. No versículo 6 Jesus disse: “Se alguém não permanecer em mim será lançado fora”. E foi isso o que aconteceu com Adão.

Quando Adão pecou, ele foi expulso do jardim e afastado a árvore da vida. Por que? Foi lançado fora do jardim, porque escolheu viver a vida da alma, a vida individual e independente de Deus. Ao invés de viver e compartilhar da vida do Espírito, Adão preferiu viver a vida natural, almática e carnal.

Até que, na plenitude dos tempos, a Vida de Deus se manifestou! O verbo se fez carne e habitou entre nós! (Jo 1.4,14). E aos que crêem na Vida de Deus (Jesus), essa mesma Vida é implantada no seu espírito. Jesus veio colocar dele mesmo no homem, pois a vida está Nele e Ele é a Vida. Veja 1 Jo 5.11-13: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna”.

 

Embora Jesus tenha vindo trazer essa vida abundante e plena no Espírito; não são todos que gozam dela. Embora essa vida Divina esteja dentro de nós, ela não está operando em nós automaticamente. Por que? Porque precisamos aprender a viver por meio dela. Para isso, precisamos de duas coisas:

a)       Perder a vida natural: Porque para que essa vida espiritual, zoë, seja liberada em nós, a vida natural, almática, “Psyche” precisa ser tratada, julgada. E esse tratamento começa com a morte do nosso eu. Se buscássemos menos algumas coisas e buscássemos mais morrer, mais rápido chegaríamos aos nossos alvos. Precisamos deixar de viver a “vida almática” (psiquê). Esta vida é uma vida independente, é a vida direcionada pelo que eu acho, pelas minhas emoções, coração (enganoso) e pensamentos. Há muitas pessoas talentosas que estão vivendo e desenvolvendo um ministério baseado na vida da alma. Capacidade humana não gera a vida de Deus. O que gera a vida de Deus (zoé) é o Espírito de Deus. Nosso esforço humano só atrapalha. ”O que é nascido da carne é carne, mas o que é nascido do Espírito é Espírito e vida”. Precisamos desejar aquilo que é nascido do Espírito. Eu quero aquilo que é nascido do Espírito, que é gerado pelo Espírito! Aleluia! E para isso, temos que aceitar o processo da cruz. Somente a cruz libera a ressurreição.

Somente a sujeição à morte, liberará a vida zoé de Deus em nós. A morte é o que libera a vida!!! Enquanto não entendermos isso, e não nos sujeitarmos a isso, nossa alma vai continuar no controle, impedindo o fluir da vida de Deus para nós e para a Igreja.

b) Aprender a andar no Espírito: Andar no Espírito faz parte da vida nova e abundante que Jesus conquistou para nós! Andar no Espírito é pensar nas coisas que são do alto, é falar a linguagem sobrenatural do Espírito (aleluia!); é importar-se com o que Deus se importa e com quem Ele se importa, é estar completamente mortificado na carne e alinhado com Deus! Andar no Espírito é não se ofender mais (morto não se ofende), é não reagir, não revidar (morto não reage, não revida); todavia, é não perder nenhuma oportunidade de derramar a vida de Deus sobre as pessoas! Se minha carne já não vive, o canal está livre para o fluir liberalmente da vida de Deus em nós e através de nós!

De um lado “já não vivo eu”, do outro, “Cristo vive em mim” (Gl 2.20). Não há como gozar da vida de Deus, sem perder a vida da alma. Jesus disse: “Pois, quem quiser salvar a sua vida por amor de mim perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á” (Mt 16.25). E ainda: “Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna, “zoé” (Gl 6.8)”.  E: “Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz” (Rm 8.6). E ainda: “De maneira que “ora, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive (zoé) por causa da justiça” (Rm 8.10). Finalmente, Jesus Cristo une essas duas verdades. Ele disse: “O que ama a sua vida (psiquê), a perderá; e o que aborrece a sua vida (psiquê) neste mundo, para a vida eterna (zoé) a guardará” (Jo 12.25).

Então, não perca mais tempo, viva a Vida zoé que Jesus conquistou para você! Baruch Hashem! Daniele Marques.

Ouça a música e seja ministrado:

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Fomos enxertados… mas peraí, enxerto não leva adubo? E adubo não é feito de estrume?

30 12 2010

Gostaria de compartilhar um detalhe muito especial no texto de Lucas 13. Um detalhe que faz toda a diferença na compreensão deste texto.

“E passou a narrar esta parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, e não o achou” (Lc 13.6).

Hum? Uma figueira plantada em uma vinha?

Parece-me que este tipo de plantação não é a que naturalmente produz, a não ser que seja-lhe feito um enxerto com estrume (como concorda o versículo 8, leia).

Vamos ver se entendemos o que estava acontecendo: uma árvore que era produtora potencial de figos, foi plantada em uma videira. E era esperado que ela desse uvas, ou mesmo figos, ou alguma outra variação, já que se tratava de um enxerto. Mas ela não deu. E Jesus disse que daria-lhe tempo para que talvez um enxerto resultasse no processo de frutificação. Andei estudando e vi que os enxertos são muito eficazes e muito produtivos, pois gozam da mesma seiva da árvore principal de onde foram plantados. Veja:

“A enxertia é um processo de reprodução de planta eficaz e muito interessante. (…) As células que se reproduzirem a partir do enxerto trarão as características exatas da planta mãe de onde foi retirado o garfo ou a borbulha. Nota-se então que se você quiser reproduzir uma planta de ótima qualidade seja ela frutífera ou florífera, um caminho pode ser a enxertia. Existem plantas que só são reproduzidas por este processo. A experiência mostra que as plantas enxertadas ficam de porte menor, mais atarracadas e produzem frutos melhores e em maior quantidade e o que é melhor, em muito menos tempo”.

(Extraído de http://www.atelierdobonsai.com.br/enxertia.html)

Talvez o Ap. Paulo nem tivesse pensando neste texto de Lc 13 quando escreveu Rm 11.11-24, ou talvez sim, pensou e até o usou como base, uma vez que Lucas era seu discípulo. Paulo se refere a um enxerto (espiritual), para mostrar o processo de como fomos enxertados no propósito salvífico de Deus. Ele usa a figura de uma oliveira para dizer como nós, que éramos oliveiras bravas, fomos enxertados em boa oliveira, nos tornando agora, “participantes da raiz e da seiva da oliveira” (Rm 11.17).

Apesar de não ser um processo natural, esse processo de frutificação, funciona muito bem, mas só funciona quando há uma acção externa. Não funciona sozinho, apenas caindo uma semente na terra. Há de haver muito investimento para que nasçam frutos. Há de haver os enxertos.

Bem, não quero fugir do texto de Lucas 13, nem da verdade principal do texto, que foi a que Jesus tencionou comunicar. O texto ilustra a conversa anterior de Jesus com os judeus sobre a necessidade de arrependimento. O fruto que Jesus esperava encontrar em Israel, depois de três anos de investimento, era o arrependimento. Talvez, eles se fiassem no facto de serem filhos de Abraão, mas Jesus lhes disse que, se eles não se arrependessem, pereceriam da mesma forma que os criminosos. E Jesus usou a figura de uma árvore sem frutos (sem arrependimento) para ilustrar a possibilidade de Israel ser cortada, caso não produzisse o fruto esperado.

Como podemos aplicar este texto e estas verdades à nossa vida?

  1. Todos precisamos nos arrepender, pois não existe hereditariedade no Reino de Deus. Deus só tem filhos; não tem netos! Filho de peixe é peixinho, mas filho de crente não é crentinho. Mesmo quando nascemos na igreja, precisamos confessar a Jesus, com arrependimento, pelos nossos pecados. E não quero aqui falar apenas do arrependimento inicial para a salvação, mas da continuidade do arrependimento na vida diária cristã. Arrependimento é dia a dia! Á medida em que nos relacionamos com Deus por meio de sua Palavra, ela nos expõe, expõe nossas falhas. E Deus espera que esta exposição nos leve ao quebrantamento, ao arrependimento, e assim à mudança de mente, e consequentemente, de atitudes.
  2. Como a natureza que herdamos de Adão não era naturalmente produtiva (era uma oliveira brava), foi necessário um enxerto. Foi Deus quem nos enxertou, como disse Paulo aos Romanos. E isso nos tornou co-participantes da  salvação que foi primariamente, anunciada aos judeus. Fomos enxertados … mas peraí, enxerto não leva adubo? E adubo não é feito de estrume? O enxerto em si não é feito de estrume, mas o estrume é necessário no processo de enxertia; ele é depositado no solo, junto à planta enxertada. Veja o Comentário do nosso irmão Robson Lelles sobre esse assunto: (preciso agradecê-lo, pois ele corrigiu esta frase, com o comentário que posto a seguir, me ajudando muito na apresentação mais coerente deste Post):
    “(…) um enxerto é realizado através da inserção de um ramo de uma planta numa fenda aberta no tronco de outra planta (matriz) até alcançar-lhe os canais lenhosos, por onde flui a seiva. Não se coloca estrume, húmus ou qualquer adubo na enxertia, ou se corre o risco de infectar o enxerto e a própria planta matriz, infeccionando e matando a ambos. A conexão entre o ramo enxertado e o tronco fendido da planta matriz deve estar totalmente limpa (sem estrume, portanto), para que os canais da seiva da planta matriz venham a se unir com os do ramo enxertado, passando a alimentá-lo com a seiva elaborada a partir daquele tronco. Costuma-se inclusive isolar o ponto da enxertia com tiras de tecido fortemente amarrados, para que não ocorra infiltração de agentes contaminadores, de forma a garantir o sucesso daquela união, até que ocorra a cicatrização da fenda e do ramo num único tecido. Só então a amarração é retirada e o enxerto é dado como bem-sucedido. Inclusive, para que alguns enxertos específicos “peguem”, é costume aplicar-se pinceladas de uma calda antibiótica na parte externa da conexão, tamanha é a suscetibilidade daquelas espécies a contaminações. A pureza dessa “conexão” é que garante a pureza da seiva que alimentará o enxerto, assim como a pureza da mensagem (seiva espiritual) que chega até nós, os enxertados, garante a pureza de nossa alimentação espiritual, tornando-nos espiritualmente fortes. Quanto ao ADUBO (estrume, húmus), este continua sendo necessário e deve ser aplicado no entorno da raiz da planta matriz, para que as RAÍZES absorvam os nutrientes, juntamente com a água, sintetizando a SEIVA que circulará entre a planta matriz e o enxerto (…)”.

  3. Interessante, uma vez ouvi um pastor dizer que a raiz da palavra humildade vem de húmus. Húmus é uma palavra de origem latina que quer dizer terra fértil, rica em nutrientes e preparada para receber a semente. Húmus ou humo é a matéria orgânica depositada no solo, resultante da decomposição de animais e plantas mortas, ou de seus subprodutos. O esterco para a frutificação é produzido por aquilo que é excretado do nosso corpo e também pelo material resultante da morte de organismos. O esterco, que tem a ver com a fertilidade da terra, primeiramente tem a ver com a morte de seres. Não há enxerto sem humos, não há vida sem morte e também não há frutificação sem arrependimento. Então, uma pessoa frutífera não é aquela que mais trabalha, mas é aquela que carrega em si, a morte, sendo exactamente este factor, o potencializador de sua vida! (a semente precisa morrer para produzir).
  4. E nesta altura, não dá para tomarmos atalhos! Essa regra vale para todos: líderes e liderados; pais ou filhos. Este é um daqueles valores onde não há como negociar. O homem pode até aceitar substitutos, presentes, e se deixar levar pela manipulação que maqueia a falta de arrependimento. Mas Deus? Não-não! Deus conhece o nosso interior e sabe exactamente “o quê é o quê” e “quem é quem”. Ele pesa todas as motivações; aliás, todas as coisas são nuas e patentes diante Dele. Arrependimento é mudança de mente e de atitudes. E humildade é quando reconhecemos  que precisamos morrer todos os dias, e que precisamos aprender sempre!

    Só damos a evidência de que estamos realmente arrependidos, quando mudamos de facto! E isso implica em voltarmos atrás para consertarmos algumas coisas, em termos coragem para pedir perdão e reconhecermos nossos erros. A nossa frutificação e prosperidade dependem disso. Se isto ainda é difícil, ainda não há húmus suficientes para iniciar o processo! Podemos até trabalhar muito e fazermos muitas coisas ao mesmo tempo, e algumas ou muitas delas, até em Nome de Deus; mas infelizmente, sem produzir o fruto que Jesus espera encontrar: o arrependimento. Nossa dificuldade em nos arrependermos e pedirmos perdão, pode comprometer toda a nossa colheita! Se você está lendo isso e se sentindo confrontado, ainda há uma esperança! O ruim é quando a vaidade toma conta de nós de tal forma, que sempre achamos que a Palavra é para o outro e nunca para nós! Não fique o tempo todo vendo o erro das pessoas e o que elas fizeram ou não, contra você. Enxergue seus próprios erros através dos olhos da humildade e do arrependimento. Esses são os olhos de Jesus (Sl 32.8). Se você quer ser produtivo e agradar o dono da vinha, com lindos e saudáveis frutos, arrependa-se hoje e humildemente decida consertar o que ficou para trás. Mude sua mente, suas atitudes, peça perdão a quem você ofendeu e aos que te ofenderam, como Jesus ensinou em Mt 5.23,24. Comece de novo se for necessário, mas comece certo. Jesus nos ama tanto, que está disposto a investir em nós, o tempo que for necessário, mas algumas atitudes nossas, podem abreviar alguns processos.

Que em 2011, você possa ser uma árvore carregada de muitos frutos, todos agradáveis ao Senhor! E termino com uma frase que meu amigo Arthur me enviou esta semana por e-mail: Não existe glória sem morte, “a glória de Deus se acomoda bem sobre defuntos”. Feliz “2011: o ano da morte do “eu” e do fogo de Deus”. Baruch Hashem! Daniele Marques.





Feliz 2011!

28 12 2010





Feliz Natal ou Boas Compras?

24 12 2010

Meu ir-filho Luiz Felipe escreveu um artigo para o Blog da Escola, e como estamos próximos ao Natal, resolvi publicá-lo aqui também no meu Blog. Espero que gostem …

Feliz Natal ou Boas Compras?

Estamos diante de uma das maiores festas do mundo, onde nos reunimos com a família e compramos muitos presentes, porém, será que é este o real significado do natal ou estamos a nos esquecer do principal? Da origem dessa festa. Esta festa tem uma origem religiosa. Na igreja Cristã Ocidental, o Natal é comemorado no dia 25 e na Igreja Ortodoxa Oriental, é comemorado no dia 6 de Janeiro.

Porém, qual será a história dessa data tão desejada pelas crianças e nem tanto pelo bolso dos pais? Embora, originalmente, o Natal seja um feriado cristão, muitos não crentes também comemoram este feriado. Actualmente, o Natal deixou de ter uma vertente religiosa e passou a ter uma vertente puramente comercial, perdendo a sua verdadeira essência. Para muitos, o Natal é sinônimo de compras, mas onde na sua história, estão os presentes? Isto me parece ser uma idéia burguesa para aumentar as vendas. E o é.

Bem, o verdadeiro motivo para o comemorarmos é este: O Natal é o dia em que comemora-se o nascimento de Jesus, porém não sabemos o dia certo deste nascimento. Segundo a Bíblia, os magos do Oriente estavam à procura daquele que seria o rei dos Judeus, porque tinham visto uma estrela no Oriente e iam O adorar; e Herodes (rei da Judéia, na Época) ouviu-lhes, perguntando-lhes onde este rei iria nascer, e eles o responderam: – Em Belém da Judéia; “Então, Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera. E enviando-os a Belém, disse: Ide e perguntai diligetemente pelo menino e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.” (Mt. 2; 7-8) Acabaram de falar com o rei e seguiram viagem, e perceberam que a estrela ia com eles, e chegaram ao lugar onde estava Jesus. “E, entrando  na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e,prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra. E sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para sua terra por outro caminho.” (MT. 2; 11-12). Herodes visto que tinha sido enganado pelos reis magos, ficou furioso, mandou fazer um recenseamento, matando todas as crianças até os dois anos de idade, em Belém e suas províncias. Quando José ficou sabendo disse a partir de uma revelação por um anjo, ele e sua família fugiram para o Egito, até a morte do rei Herodes.

O Natal é comemorado no dia vinte e cinco, porque na Roma Antiga, era neste dia em que os romanos festejavam “o início do Inverno”, então presume-se que haja alguma relação em entre esses dois factos. O vinte e cinco é festejado desde o século IV pela Igreja Ocidental e V pela Igreja Oriental. A Igreja Ortodoxa o comemora 13 dias depois dos cristãos, por causa da diferença do calendário Gregoriano. Geralmente, eles ficam 40 dias de jejum,  e este é um tempo de reflexão.

A figura que hoje conhecemos como Pai Natal, não tem nada a ver com o verdadeiro natal e advém de São Nicolau (séc. IV), que era bispo da Ásia Menor, ele era conhecido por ser uma pessoa austera, generosa e que praticava o bem. Ele ajudava os pobres, colocando sacos de moedas nas chaminés, sem ninguém saber.

Ao contrário do que muitas pensam, não foi a Coca- Cola que lançou este look do Pai Natal, e sim o cartunista Thomas Nast, na revista Haper`s Weeklys, no ano de 1886. É evidente que a Coca-Cola ajudou a difundir está idéia, pois em 1931, ela lançou uma publicidade com o Pai Natal, nas cores vermelha e branca, as mesmas cores do rótulo da Coca-Cola.

São Francisco de Assis, introduziu o presépio, com intuito de tornar esta comemoração mais empolgante e dar mais vida. Há muitas versões sobre a origem da Árvore de Natal, a mais aceita é a de Martinho Lutero. Em um belo dia, Martinho estava voltando para casa, e parou, olhando para o céu, o apreciou, através de pinheiros que estavam em volta da estrada, o céu estava estrelado. Ele ficou encantado com isto, e levou um galho de uns pinheiros para casa, colocando-os em um vaso com terra e enfeitou, colocando velas acesas na ponta dos galhos, papéis coloridos, etc.  Martinho tinha como objectivo ensinar os seus filhos, a grandeza do céu, na noite em que Jesus tinha nascido. Algumas pessoas também afirmam, que a árvore de natal, fazia parte de uma adoração pagã e que foi transformada em um símbolo natalino. Não sabemos ao certo, como esta árvore veio realmente a se relacionar com a idéia natalina.

No Natal, as crianças esperam esperam o mais novo vídeo-game, e os adultos não ficam atrás, aproveitam esta época de tentações, com baixos preços, e correm para comprar o presente mais caro, para se afirmar nesta sociedade consumista. Nesta época do ano, surgem imensas promoções; as gravadoras lançam CD`s, dvd`s especiais de Natal; etc. Aqui eu dou um conselho: neste Natal, não compre o que você não pode pagar, mas dê o maior presente de todos: a sua presença e o seu amor às pessoas.

“O que compraria Jesus?” Frase provocatória, coloca o dedo na ferida dos cristãos que enchem as superfícies comerciais para celebrar o aniversário do nascimento de Cristo com uma espectacular troca de presentes. A frase preambula pelas lojas de um centro comercial de Michigan, Estados Unidos da América, numa das acções da campanha “Dia sem compras” que o movimento Adbusters conseguiu instalar em pontos estratégicos do planeta. (…)”  Jornal de Notícias

Em 2009, o GAIA (Grupo de Acção e Intervenção Ambiental) organizou o “Dia sem compras”, e deu sugestões para as compras de Natal com consciência, tais como:  evitar compras de marcas ou de países que supostamente utilizar o trabalho infantil; optar por comprar produtos locais; com isto, evita-se os transportes; e da-se preferência a produtos biológicos.

Porém, será que nós já pensamos que, enquanto estamos na nossa e confortável casa, ceiando com a nossa família e trocando presente, há pessoas na rua, sem ter o que comer e sem família? Existem também, pessoas com suas famílias, porém que não têm o que comer. Neste Natal dê às pessoas, o presente que Jesus gostaria de receber, afinal, Ele é o aniversariante. Ame o próximo, ajude as pessoas, dê um presente, mesmo sem valor monetário, mas que poderá marcar a vida de uma família, apenas com um gesto. E não faça isto só no natal, tenha este “espirito natalino” com você o ano todo. Não se deixe levar pelo Tsunami das publicidades natalicias, pense mais na verdadeira essência do Natal e não se esqueça do Principal nesta grande Noite: Jesus! Feliz Natal e um ótimo 2011. Por Luiz Felipe Monteiro.





Há um “Kairós” para todo Propósito!

18 12 2010

Gostaria de meditar hoje sobre dois tipos de tempo, sobre os quais, não somente nós nos movemos, mas Deus se move. O tempo “Krõnos” e o tempo “Kairós”: era assim que os gregos os definiam. A Bíblia fala dos dois.

Meu intuito aqui, não é apenas definir e explicar ambos os tempos, mas encorajar você a interpretar e reagir de forma correcta, quando for inaugurado o tempo oportuno de Deus em sua vida.

O primeiro tempo é o “Krõnos”. Este, é o tempo dos dias e dos anos (presente, passado e futuro), das horas e das estações. Este é um tempo igual para todos, com dias de 24 h. Esse é o tempo do homem, onde as coisas naturais acontecem. É um tempo que acaba, é passageiro e transitório. Não dá pra voltar ao “Kronos” de ontem. O ontem já foi. Esse é o tempo que mede o meu FAZER. É o tempo das minhas atividades e dos meus muitos compromissos. No tempo cronológico, eu realizo tarefas.

Ah, neste tempo eu posso ficar muito estafado, cansado e posso virar um ativista. Marta, agia de acordo com o “krõnos” (Lc 10.40,41).

Em Gn 1.14 Deus menciona o tempo “krõnos”: “haja luminares no firmamento do céu, para fazerem separação entre o dia e a noite; sejam eles para sinais e para estações, e para dias e anos”. Outra inferência está no Salmo 104.19 “Designou a lua para marcar as estações; o sol sabe a hora do seu ocaso”.Os luminares marcam as estações, delimitam o tempo cronológico, mas Deus marca o tempo (“kairós”)!

O segundo tempo é o “Kairós”. É o tempo oportuno, ocasião própria, momento aceitável e tempo do favor. Este é o tempo de Deus. É neste tempo que Deus se move. Esse é o tempo que leva o homem a corresponder com Deus. É o tempo do SER e não simplesmente do FAZER. É o tempo dos propósitos e envolve uma atmosfera de cumprimento. Este tempo não está preso dentro de um relógio, ele anda de acordo com a Vontade de Deus.

Ec 3.1-8  fala deste tempo:

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.

Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;

Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;

Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;

Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;

Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;

Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;

Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz”.

Embora Salomão use a expressão “debaixo do céu” neste texto, esse tempo não se refere a um tempo de horas e segundos. Ao passar a primeira vista no texto até achei que ele falava do “krõnos”. Mas duas expressões me chamaram a atenção: “tempo determinado” e “tempo para propósito”. Veja a descrição de Salomão; ele enumera situações onde há propósito: nascimento, morte, plantio, colheita, cura, queda, edificação, guardar e deitar fora, perda, busca, choro, alegria, pranto, danças, abraços, calar, falar, amar, odiar, guerra, paz. Eu poderia chamar a toda esta descrição de atitudes com propósito. Há propósito na vida, na morte, no plantio, na colheita, etc.

No verso 9 Salomão ainda diz: “que proveito tem o trabalhador naquilo em que se afadiga?” e no verso 11, ele completa: “Deus pôs a eternidade no coração do homem”. Ou seja, no “krõnos”, eu posso me afadigar, mas se eu ajo no “kairós”, eu ajo com propósitos; eu correspondo às expectativas de Deus; eu correspondo com as perspectivas eternas que Deus colocou dentro de mim.

E sobre isso, eu posso afirmar: o importante não é a velocidade com que eu faço as coisas, ou a quantidade de coisas que sou capaz de fazer, dentro de um dia de 24 hs; mas o COMO eu faço essas coisas. O Apóstolo Paulo disse: “veja cada um, COMO edifica” (1 Co 3.10).

Eu estou, com estas palavras, encorajando você a agir em correspondência com os Planos e com a Vontade de Deus. Jesus disse à Marta: “uma coisa só é necessária; Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada” (Lc 10.42). Precisamos descobrir o que é realmente necessário fazermos e como devemos fazer, para nos movermos edificando um fundamento firme, que não nos será tirado. Precisamos seguir produzindo frutos para a eternidade. Os frutos que receberão galardão, são aqueles que estão de acordo com o propósito de Deus para nós.

Uma das principais coisas que Deus me chamou para fazer é Ensinar, Fundamentar. Eu tenho certeza disso. Quando falo sobre isso, meu coração arde. Quando estou estudando, lecionando ou ministrando, sinto algo muito de Deus no meu ser. Como eu posso definir? É  uma aprovação; uma capacitação; sinto que estou correspondendo com o propósito de Deus para mim. É como se Deus dissesse: – É isso aí! Eu te desenhei para fazer isso! Por isso, eu tenho que me mover dentro deste propósito. Tudo o que eu fizer, precisa estar em correspondência com este propósito. Você também precisa descobrir para o quê você foi desenhado.

Que alegria sentimos quando estamos com fome e encontramos comida, ou quando a chave encontra a fechadura, ou quando a roupa é o nosso número exato! Nos alegramos quando aquelas coisas que foram feitas para nós, cumprem o seu propósito.

Tudo tem um propósito! As coisas que tributam Glória para Deus são quelas que correspondem ao propósito para o qual foram criadas.

Quando Deus criou os grandes luminares, o sol e a lua, Ele deu propósitos para eles: “o maior para governar o dia e o menor para governar a noite e fazerem separação entre a luz e as trevas” e também para “iluminar a terra” (Gn1.16-18). E viu Deus que os luminares correspondiam aos seus propósitos; então Deus disse: isso é “Bom”. Deus aprovou a sua criação, porque ela correspondia exactamente com o seu propósito.

Tudo tem um propósito, temos que descobrir o nosso, para que nossas escolhas e atitudes estejam de acordo com ele.

Mas … (sempre tem um “mas”, hehe)

O meu propósito precisa acontecer dentro do Tempo de Deus: O tempo “kairós” de Deus!

Aqui é que muitos se atropelam, fazendo a coisa certa no tempo errado. O tempo certo é o tempo da oportunidade de Deus. O tempo certo acontece. E quando ele acontece, temos que estar preparados para cumprir o nosso propósito.

  • Moisés foi chamado para ser um libertador. Ficou 80 anos se preparando para cumprir o seu propósito. O tempo de sua oportunidade foi o evento da sarça, que ardia e não se consumia. Ali, ele obteve a aprovação para realizar o que ele tinha sido chamado e treinado para fazer: “diz que O EU SOU  te enviou” (Ex 3.14).Moisés foi respaldado neste momento.
  • José, foi treinado 13 anos para ser o governador do Egito (Gn 41.46). Durante o seu período de treinamento, ele soube fazer as escolhas certas e foi se movendo em direção ao seu propósito. O tempo de sua oportunidade aconteceu quando o copeiro-chefe se lembrou dele e falou dele a Faraó, que o manda chamar. Note que José reage dentro deste tempo: “se barbeou, trocou as vestes e se apresentou a Faraó” (Gn 41.9-14). Ele sabia que tinha chegado o seu momento!
  • Davi foi ungido rei. Mas o dia da sua unção não foi o seu “Kairós”. Davi fez escolhas que o levou cada vez mais para perto do seu propósito. Talvez, o evento de Golias tenha sido o seu “Kairós” (1 Sm 17). A partir dali, todos viam Davi como o futuro rei. As mulheres cantavam: “Saul venceu milhares, mas Davi, dez milhares” (1 Sm 18.-7). Ele recebeu as roupas e as armas de Jônatas (1 Sm 184) e isso foi profético! Ele estava recebendo o direito de sucessão ao trono. E todas as outras coisas que aconteceram na vida de Davi, culminando com a morte de Saul, foram apenas consequências de escolhas certas, no tempo certo, dentro do propósito certo.
  • Jesus, o Nosso Salvador, preparou-se 30 anos para a Obra Redentora. Seu “kairós” foi no momento do seu batismo, quando Deus o aprovou: “Este é o Meu Filho Amado, em quem me comprazo” (Mt 3.17). A partir dali, seu ministério fluiu tanto, que eu e você, somos hoje, o resultado da maneira como Jesus correspondeu, no tempo certo, ao seu propósito e se moveu dentro dele.

O que precisamos então, é entender qual é o nosso” kairós”, qual é o tempo da nossa oportunidade. É extremamente necessário que nossas vidas estejam alinhadas com os tempos determinados por Deus, para nos movermos dentro dele.

1Cr 12.32 fala de uma tribo inteira, que era entendida na ciência dos tempos; essa tribo sabia exactamente qual era o “kairós” de Deus para Israel e o que Israel deveria fazer neste tempo. Veja: “dos filhos de Issacar, duzentos de seus chefes, entendidos na ciência dos tempos para saberem o que Israel devia fazer, e todos os seus irmãos sob suas ordens”.

Que coisa maravilhosa! Nós devemos buscar isso, ansiar por isso, conhecermos a Deus o suficiente para saber quando Ele se move e o que fazer quando Ele se move; porque uma ação de Deus ao nosso respeito, precisa desencadear uma reação nossa! Veja o que acontece quando agimos e reagimos em direção à Vontade de Deus: “sabemos que todas as coisas colaboram (cooperam) juntamente para o bem daqueles que amam a Deus e são chamados segundo o seu PROPÓSITO” (Rm 8.28). Nosso relacionamento de correspondência com Deus, fica estabelecido de tal forma, que todas as coisas (isto é, o universo inteiro) passam a corresponder e a cooperar para o nosso bem, para que nós cumpramos o nosso propósito, que também é o propósito de Deus. Todas as coisas passam a ser servas do propósito de Deus para nós!

Por isso, não se preocupe se você está neste período de treinamento necessário até que o “kairós” de Deus aconteça. Ele vai acontecer! Enquanto isso, não perca o foco, não deixe de se mover na direção do que Deus te chamou para fazer, não aceite propostas que não estejam de acordo com o teu propósito, por melhores que elas sejam; não negocie a unção que está sobre você. Não importa se as vezes o tratamento de Deus é silencioso, ou parece demorado. Seu tempo vai chegar! Quando o teu tempo chegar, o que você não fez em 10, 20, 30, 50 anos, porque estava sendo preparado, vai se concretizar em 5 e com excelência!

Posso afirmar, com certeza, que a meta do diabo é te desfocar do teu propósito, e te fazer perder o teu “kairós”. Por isso, vigie, não se deixe levar pelas circunstâncias, não dê ouvidos às intimidações das pessoas; o diabo vai usar tudo e de todos que puder para te parar. E isto pode incluir amigos, família, etc.

Continue avançando, prosseguindo para o alvo, para as coisas que estão diante de ti. Lá na frente tem um prêmio: é o prêmio da SOBERANA VOCAÇÃO de Deus em Cristo Jesus! Não corra, como desferindo golpes no ar, siga em direção ao teu propósito, aja e reaja dentro do “kairós” de Deus! Chegue ao final de sua história podendo dizer: “combati o bom combate, ACABEI A CARREIRA, guardei a fé!” (2 Tm 4.7).

Talvez você esteja se perguntando: Como posso descobrir em que tempo estou? Com certeza, esta é uma pergunta que só Deus exactamente pode responder. Mas … como “Ele deixa pistas no caminho” ( como falamos no 2ºPost), podemos descobrir algo sobre esses tempos; e as “estações” podem nos dizer muito sobre isso.  Nas próximas postagens, talvez eu escreva sobre as “estações”, agentes reguladores dos tempos de Deus sobre nós. Baruch Hashem! Daniele Marques.





Feliz Natal!

16 12 2010





Um Minuto com Ele muda tudo!!!

15 12 2010

Vivemos dias muito difíceis! Os problemas são tantos e as situações tão desgastantes, que alguns, não suportam e chegam ao naufrágio da fé! Jesus disse em Jo 16.33 “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis aflições; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Com esta afirmação, Jesus não somente afirma que teríamos aflições, mas principalmente, nos encoraja a não perdermos nem o ânimo e nem a paz, face às dificuldades.

Uma das coisas que gosto muito em Deus, é o facto de não omitir as situações difíceis pelos quais os personagens da Bíblia passaram. Davi disse, certa vez: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim?” (Sl 42.5a). Muitos escritores da Bíblia, descreveram momentos de vitórias e triunfos, e outros, passaram por profundas crises e abatimentos. Porém, Deus quis que tanto uma situação, como outra, ficassem registradas, para o nosso ensino, encorajamento, admoestação e esperança: “Porquanto, tudo que dantes foi escrito, para nosso ensino foi escrito, para que, pela constância e pela consolação provenientes das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15.4). Não há, nas Escrituras, a falsa idéia de que os servos de Deus não passam por problemas ou de que um cristão não pode sofrer.

Asafe, no Salmo 73, descreve o dia em que entrou uma crise profunda, ao comparar “seu bolso”, com o de muitos, que nem mesmo conheciam ou serviam ao Senhor. Ele chegou até mesmo ter inveja da prosperidade os ímpios.

Você, em algum momento da vida, já teve uma atitude como a de Asafe? Ele entrou em crise ao perceber que os ímpios eram prósperos; enquanto ele, que servia ao Senhor, diariamente, padecia necessidades. Era até mesmo difícil para Asafe, o fazer menção destas dúvidas. Só o falar disso, poderia soar mal. Ele temia ser mal interpretado pela sua comunidade. Talvez, ao expressar seus questionamentos, pudesse ser comparado a um traidor, blasfemo ou herege.

Em vez de mencionar estas dúvidas, Asafe preferiu escrever. E em suas linhas, ele honestamente expôs diante do Senhor as suas queixas! E quando ele se voltou para Deus, de repente, uma luz começou a jorrar sobre sua vida, sobre suas crises e seus questionamentos; o que o levou a escrever:  v.16 e 17, “Em só refletir para compreender isso, achei mui pesada tarefa para mim; até que entrei no santuário de Deus, e compreendi o destino dos ímpios”. Esse: “até que” mudou toda a sua história!  No campo dos questionamentos, suas dúvidas só aumentavam e sua crise só piorava, até que Asafe decidiu aproximar-se de Deus, e sua vida mudou imediatamente.  E digo imediatamente, porque a partir do verso 17, a postura de Asafe mudou. Um minuto com Deus mudou tudo! E agora, na Presença de Deus, Asafe resolveu orar, e orar com muita intensidade, trazendo à memória quem Deus era para Ele.

Coloco aqui, versões diferentes desta oração, para que você entenda a intensidade da conversa de Asafe com Deus.

(Verso 23)

“Contudo, sempre estou contigo; tomas a minha mão direita e me susténs(NVI).

“E apesar de tudo isso, Tu estavas sempre a meu lado, segurando bem firme a minha mão direita” (Bíblia Viva).

“Todavia estou de contínuo contigo; tu me sustentaste pela minha mão direita” (Almeida Corrigida e Revisada Fiel).

Asafe estava a dizer: -É verdade que passei maus bocados, mas Tu sempre estivestes ao meu lado, diariamente, me dando suporte, me segurando bem firme!

E continua:

“Tu me guiarás com a tua sabedoria durante esta vida e depois me receberás ao teu lado, na glória. Quem mais, além de Ti, eu posso considerar como Deus? Ninguém! Aqui na terra, o que eu mais desejo é a tua Presença. Minha saúde pode acabar, meu coração ficar doente, mas Deus é a fortaleza do meu coração. Ele é a minha eterna riqueza!” (Sl 73.24-26).

Asafe entendeu que estar com Deus, o afastava das efemeridades da vida e o fazia enxergar a eternidade!

Asafe reconheceu que a maior preciosidade que ele possuía era a Presença de Deus! Deus era a verdadeira Fonte do seu contentamento e da sua alegria! Podia faltar o dinheiro ou a saúde, mas Deus era a sua eterna riqueza! Aleluia!

E foi neste contexto, que Asafe declarou : “Quanto a mim, bom é estar junto a Deus; no Senhor Deus ponho o meu refúgio, para proclamar todos os teus feitos” Sl 73:28.

Este homem revoltado, murmurador, queixoso, em crise, em apenas um minuto, transformou-se em um homem cheio da Presença de Deus, motivado, encorajado, que cria que Deus era a sua segurança. Asafe estava preparado para ser um pregador e anunciador dos feitos do Senhor! O que lhe aconteceu?

Um minuto com Deus mudou a sua visão! Mudou a sua história! Asafe não precisou ler livros de auto-ajuda ou participar de palestras de motivação! Um minuto com Deus mudou tudo!

Um minuto com Deus muda murmuração em exaltação; muda lamento em festa!

Um minuto com Deus transforma a tristeza em alegria. Até a tristeza na Presença de Deus, salta de alegria! ( Jó 41.42)

Você já passou por isso? Já esteve em uma crise onde achava que não havia solução e resolveu orar sobre o assunto? E bem no início da oração, Deus se manifestou e você até esqueceu o motivo da sua reclamação?

É assim mesmo! Já passei por isso algumas vezes …

Quando Ele vem, tudo se torna tão insignificante, não é mesmo?

Quando meditamos em quem Ele é, nossas questões cotidianas não passam de simples percalços do dia-a-dia, completamente possíveis de serem resolvidos e totalmente insignificantes, diante da Presença Maravilhosa de Deus e de Sua Grandeza inigualável!

Do que mais precisamos então? De mais campanhas e correntes para resolver nossos problemas? De palestras motivacionais e livros de auto-ajuda? De dinheiro? Carros? Casas? Viagens? Saúde? Não!!!!!!!!!!!!!!

Davi sabia esta resposta, quando afirmou: “Porque vale mais um dia nos teus átrios do que em outra parte mil. Preferiria estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade (Sl 84.10).

Precisamos é de mais tempo com Deus, pois um minuto com Ele muda tudo!!!

 

 

No próximo Post, vou falar sobre a interpretação dos tempos e épocas, do “kairós” e do “kronos”, de tempos e estações. Era para postar esse hoje, mas vou deixar para amanhã. Não percam! Baruch Hashem! Daniele Marques.