30º Dia – O Dia da Libertação!

25 04 2011

Hoje o dia amanheceu diferente em Portugal. São 07:00 hs e estou a escrever e a pensar:

Talvez, para muitos, seja um dia normal de feriado, tantos, estão ainda a dormir, as ruas estão quietas, os pássaros a cantar, os pinheiros, agora já maduros, deixam cair alguns frutos nas ruas de primavera, um pouco mais floridas, em um mês que passou do inverno, mas ainda não é verão. O vento balança as folhas, e o sol, ainda tímido, repousa sobre o telhado das casas. Seria um dia normal em Portugal, senão fosse o seu significado. Após a sexta-feira da morte, o sábado dos questionamentos e o domingo da ressurreição, urge, 25 de abril, o “Dia da Libertação”! Neste dia singular, sobre os céus de Portugal baixamos um decreto: “Jesus Cristo vos libertou, para que sejais, de facto, livres, Portugal!”

 Há 30 dias atrás, Deus nos deu uma direcção para um tempo de intercessão sobre Portugal: O Senhor nos disse que deveríamos orar por 30 dias (do dia 27 de março até o dia 25 de abril) e disse-nos que neste dia 25, nós deveríamos profetizar a Libertação Espiritual da Nação.

 Por que esta data específica? (relembrando)

O dia 25 de abril para os portugueses, é um dia de grande importância, pois é o dia em que eles comemoram o início da democracia, conseguida, através de uma investida militar e também das massas contra a ditadura, que era imperante no país. Foi uma vitória tão grande que este dia, é chamado de “Dia da Liberdade”.

Neste ano de 2011, “o Dia da Liberdade”, é exatamente, um dia após a Páscoa, onde comemoramos a Ressurreição de Jesus, conquistada após seu Sacrifício, no Calvário. Então, profeticamente, em um dia, comemoraremos a Ressurreição e no outro, profetizaremos a Verdadeira Libertação Espiritual da nação Portuguesa. Este será “O Dia da Verdadeira Libertação” do regime ditador, que o principe das trevas impôs aqui.

 Um outro detalhe interessante, é que segundo a história de Portugal, depois do dia da Liberdade, “foi criada a Junta de Salvação Nacionalresponsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica” (wikipédia).

Com a demissão do nosso Primeiro Ministro, José Sócrates, provavelmente teremos eleições em junho. Não é uma boa altura para se levantar “O Verdadeiro Exército da Salvação”?  E profetizar aos “ares de Portugal”, a Vinda do Reino de Deus sobre esta Nação, crendo, que, como Igreja, temos autoridade para nomearmos o próximo Governante de Portugal:  Jesus Cristo!

Temos uma imensa responsabilidade diante disto tudo, sobretudo, nosso maior dever é agora a evangelização, pois ficamos 30 dias guerreando e profetizando a Salvação da nação. Oramos pela salvação das famílias, de tantos grupos específicos, dos concelhos não-alcançados e consagramos cada vida desta nação a Jesus. Agora, temos uma missão importante. Veja a direção que nos enviou o Pr. Daniel Vicente, relacionado à este propósito e esta missão:

“Amada Irmã. Que o Senhor lhes dê a tão esperada vitória neste propósito. Os anjos do Senhor já estão mobilizados para a guerra, não parem de orar!!! Não esqueça, ao final de cada dia de propósito, consagrem a área geográfica que conquistarem e se sentirem responsáveis, ao senhorio de Jesus Cristo! Na semana seguinte façam um trabalho evangelístico, na área geográfica que foi consagrada, conforme o Espírito Santo lhes encarregar de fazer. Não deixem de anunciar que Jesus é o Salvador e Senhor daqueles que o receberem. Aproveitem a mobilização do povo de Deus para os dias de oração e façam a evangelização das áreas consagradas, não deixemos o tempo passar. O Senhor será convosco nesta batalha…  PAZ!!!”

O evangelismo é o nosso próximo passo de fé. Precisamos agora, de esforço e de um trabalho de fé, para por meio do evangelismo, reivindicarmos para Deus, tudo o que foi conquistado nestes dias de oração. Ouçamos o conselho do pastor Daniel: “não deixem o tempo passar”. Creio mesmo que não conseguimos conquistar nada, se não o tivermos feito primeiramente, em oração. Sempre me perguntei porque o povo de Israel precisou ficar 13 dias dando voltas ao redor das muralhas antes da Conquista de Jericó. Antes de pisarem na cidade, suas orações precisavam já ter estado lá. Antes de enfrentarem os inimigos,  já precisavam tê-los vencido em seus corações, por meio da  fé. Antes de vencerem a guerra física, já precisavam tê-la vencido espiritualmente, por meio da oração. O que eles fizeram, de comum acordo, foi tão intenso, que a cidade não ofereceu nenhuma resistência diante do povo de Deus. Esta vitória foi incrível! A oração tem íntima relação com a conquista. No Salmo 2.8, Deus diz: Pede-me, e eu te darei as nações por herança, e os fins da terra por tua possessão”. Nossa oração conquista a nação e o evangelismo é apenas a atitude de fé, para o que já foi conquistado em oração! Lembrem-se da Vitória de Josué em Refidim, contra os amalequitas (Ex 17.8-13), enquanto Moisés, Arão e Hur oravam! Lembrem-se também, da vitória do rei Josafá, após sua fervorosa oração:

“Porque em nós não há força para resistimos a esta grande multidão que vem contra nós, e não sabemos o que fazer, mas os nossos olhos estão postos em Ti” (2 Cr 20.12).

Este tempo de oração, foi para mim, um tempo muito precioso. Nos primeiros dias de nossa convocação eu mencionei um texto de Jó que dizia: “e Deus mudou a sorte de Jó, quando ele orava pelos seus amigos” e disse que Deus nos recompensaria pela fidelidade na oração. Sabe, amados, orar é nossa obrigação e “não merecemos” nenhum adicional, por fazermos aquilo que é nossa obrigação, mas Deus é tão generoso e tão bondoso, que tem abençoado além das medidas, aqueles que estiveram conosco neste propósito. Temos ouvido e visto muitas coisas: desde heranças inesperadas até títulos de residência! Deus é mesmo muito Fiel e nos recompensa, mesmo quando fazemos o que é nossa obrigação!

Também há uma especial atmosfera de arrependimento sobre os ares de Portugal nestes dias: um amigo disse-me que estavam em um culto, orando por Portugal e de repente, no meio do povo, alguém começou a chorar compulsivamente e a pedir perdão pelos pecados em alta-voz e pelas vezes que tinha, com seus lábios, amaldiçoado a nação. Ele disse que neste dia, houve muito quebrantamento! Deus está a se mover de forma muito especial nesta nação!

Nos primeiros dias de oração, em atitude profética, eu dobrei a bandeira de Portugal e coloquei dentro da minha Bíblia, para profetizar quebrantamento e uma nação inteira dobrada, prostrada, diante de Deus! Creio que isto vai acontecer! Portugal viverá o avivamento! Nós cremos nisto! Oramos por isto! Esperamos isto! E Deus falou que fará isto!

Veja uma Palavra que Deus deu ao Pr. Fenner, palavra esta, publicada em seu blog:

“Nos próximos anos irá acontecer um reavivamento na Europa; e Portugal será porta de entrada para este reavivamento; “porque em todo o mundo está sendo anunciada a fé que vocês tem”  (Rm 1.8). Existe um povo de fé em Portugal e Deus está interessado em se manifestar a este povo. São chamados de remanescentes; aqueles que não se acomodaram aos padrões presentes, não se conformaram com este século, que estão enxergando além da realidade e vendo a transformação que Deus vai realizar. Eles conseguem enxergar a sede espiritual das pessoas, que a religiosidade não tem saciado, e agem para que estes sedentos sejam quebrantados e transformados pela glória de Deus. Os remanescentes não estão acomodados aguardando uma transformação, mas já se encontram em posição para lavrarem a terra com sua oração. Nós vamos nos juntar a eles neste trabalho. Esta tarefa também é nossa. A intercessão é o instrumento para revirar a terra, arrancar o joio e preparar o solo para as sementes. Você deve fazer parte deste propósito!”

Deus costuma confirmar o que vai fazer, também  com sinais e quero, compartilhar algo que me aconteceu:

Bem no início de nosso propósito tive uma experiência interessante. Um pastor amigo, que foi missionário durante muito tempo aqui em Portugal, havia compartilhado uma visão, onde ele via densas trevas sobre Portugal e uma nação mergulhada na escuridão. Ele via apenas alguns pontos de luz na nação, que eram os filhos de Deus Ele disse:

“A impressão que tive era de que o Senhor se afastou de Portugal. O pecado dessa nação tornou-se insuportável para o Senhor. Existem lugares onde o Senhor não está, e Portugal é um desses lugares. Ele está em seus filhos (os pontos de luz), mas não na nação. Nem mesmo a igreja cristã está brilhando com essa luz. A idolatria, a feitiçaria, a bruxaria e o humanismo cobriram Portugal, entraram na igreja e o Senhor se afastou da nação”. 

No dia em que ele teve esta visão, nós dedicamos um dia inteiro a orar “para que a Luz de Jesus pudesse brilhar em Portugal”. Me lembro que nestes dias, estávamos orando e pedindo perdão pelos pecados da nação, e pelo dano causado pelas religiões presentes em Portugal. Nestes mesmos dias, os céus de Portugal começaram ficar visivelmente escuros e isto virou notícia de jornal. Não vi a reportagem, mas meu marido Luciano viu e disse que eles estavam explicando este fenômeno cientificamente. Seja lá o que eles dizem ser, eu vi o céu muito negro e com nuvens muito negras. E elas formavam figuras no ar e se moviam rapidamente. Estavam tão baixas, que parecia que podíamos tocá-las. Não sou uma pessoa que “espiritualiza” tudo, mas o momento que vi as nuvens, senti algo ruim, e incomodada, comecei orar em meu espírito, e imediatamente, vi estas nuvens dissipando. Creio que Deus estava confirmando que nossa oração dissiparia as trevas de sobre a nação.

Na quarta feira dia 20/04/2011 (curiosamente o 25º dia de intercessão), no dia em que começamos a interceder pela Unidade da IGREJA, e exactamente neste dia, aconteceu algo interessante: Deus colocou seu “arco” no céu. Por que, justamente neste dia? Estava uma tarde diferente e neste momento, o sol estava apenas nos telhados das casas. Foi muito bonito de se ver! Eu estava conversando com meu irmão sobre como estava lindo o céu. Era um dia alegre. E aí, vimos o arco!

Gênesis 9.11-16, fala deste Arco, onde o Senhor diz que todas as vezes que ele aparecer no céu, Deus se lembrará de Sua aliança com os seres viventes, de que não mais destruirá toda a terra com um dilúvio (Vs.14,15a).

“E sucederá que, quando eu trouxer nuvens sobre a terra, e nela aparecer o arco, então me lembrarei da minha aliança, firmada entre mim e vós e todos os seres viventes de toda carne” (…).

 Eu não estava com uma máquina fotográfica no momento, mas tirei uma foto usando o telemóvel. E apesar da baixa definição do TM, conseguimos enxergar o arco. Veja:

O Arco é produzido pelo reflexo do sol nas gotas de chuva. Na hora eu só achei bonito, mas quando fui orar, senti Deus falar claramente comigo: Neste dia, eu estou reafirmando minha aliança com a minha Igreja, em Portugal. Já as pequenas gotas (da grande chuva que virá) estão começando a reflectir, reflexos do Sol da Justiça nos céus de Portugal! A Verdadeira Luz (Jesus) vai brilhar sobre Portugal! Meus amados, Preparemo-nos para o avivamento que virá!

E por fim, eu agradeço imenso a todas os intercessores e Igrejas que participaram conosco destes dias de intercessão por Portugal! A intensa participação de muitas Igrejas, com e-mails, informações, palavras de Deus, direções, me fizeram crer que nossa Unidade realmente é possível! Estamos juntos nesta guerra. Esta é a guerra da Igreja e a vitória da Igreja, no Senhor!  Talvez nós nunca saibamos quantos joelhos se dobraram diante de Deus, nestes dias de Oração, mas tenho certeza, que nenhuma oração foi vã ou caiu por terra, e certamente, no tempo oportuno, vamos colher os frutos. E eu quero estar aqui para testemunhar isto! Pensei em mencionar nominalmente, todos os que estiveram connosco neste propósito, mas seria injusta ao esquecer-me de alguém, então agradeço a TODOS pela perseverança e pelo compromisso! Somos um no Senhor! Continuemos, juntos, como Igreja e em oração: “Pelos nossos irmãos, por nossos filhos, nossas casas e por nossa terra” (Ne 4.14).

 Motivos de Oração: 

  • Agradeça ao Senhor por tudo o que Ele realizou nestes dias. Há acções invisíveis e espirituais, que nossos olhos ainda não viram, mas que pela fé, já se tornaram realidade sobre esta nação. Agradeça!
  • Neste dia, profetize a Palavra de Deus sobre os ares de Portugal!
  • Este é o “Dia da Libertação”, então profetize isto!
  • Profetize a Implantação do Reino de Jesus nesta nação. Nós entronizamos Jesus Cristo em Portugal. Nós declaramos que no Trono de Portugal, se sentará Jesus, para reinar com Justiça.
  • Ore pelas próximas eleições, que ocorrerão dentro dos próximos 2-3 meses.
  • Ore, agradecendo a Deus, por todos os intercessores, que estiveram connosco neste propósito. Cubra a vida de cada um com orações! E ore para que o Senhor levante muitos outros!
  • Ore por mais obreiros para esta seara!
  • Ore por uma mobilização de Evangelismo nos quatro cantos da nação! Vamos colher os frutos que plantamos nestes dias de oração!
  • Ore por um Novo Tempo, um Tempo de visitação de Deus sobre a nação e mais do que isso: ore para que a Presença de Deus repouse sobre cada pessoa desta nação. Ore por avivamento!
  • E não se esqueça: ore pelos concelhos não-alcançados, especialmente por Braga.
  • Ore pelas famílias, ore por toda a liderança e ore pela Igreja do Senhor.

Que o Senhor os recompense!   Daniele Marques





29º Dia – Senhor, aviva Portugal!

24 04 2011

Fizemos questão de colocar hoje uma Palavra do Pr. Salomão Oliveira, Diretor da JOCUM em Portugal, porque este homem de Deus, há muitos anos deixou o Brasil e veio como missionário para esta nação, em um tempo que não havia aqui, tantas Igrejas. Há muitos anos ele tem feito Campanhas de Oração por Portugal, tem mobilizado igrejas, trabalhado em prol da Unidade do Corpo e treinado muitos jovens para a obra missionária.  Portanto, queremos nos unir à uma oração que, por décadas, ele tem feito a Deus: Senhor, aviva Portugal! 


Por Pr. Salomão Oliveira


 “Tenho ouvido, ó Senhor, as tuas declarações, e me sinto alarmado; aviva a tua obra, ó Senhor, no decorrer dos anos, e no decurso dos anos faze-a conhecida; na tua ira, lembra-te da misericórdia” (Habacuque 3.2)

Quando pensamos em avivamento, este é o primeiro texto que nos vem à mente. Sentimos um pouco o coração do profeta. Um homem totalmente comprometido com sua geração. Não tenho a intenção, nem temos espaço aqui, para fazer um estudo bíblico, mas desejo falar um pouco do coração deste profeta, porque eu creio que uma das coisas que nós mais precisamos nos nossos dias é de referências, profetas que choram, pregam e exortam no temor do Senhor.

Cap 1- Habacuque recebe a revelação da sentença do Senhor para com Judá e ele não se mostra indiferente e entra em clamor na presença de Deus.

Até quando Senhor clamarei eu e tu não me escutarás? Gritarei sobre o que se passa na minha nação e não salvarás? Porque nos mostra a iniquidade e nos faz ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de nós, há contendas e o litígio se suscita. O perverso cerca o justo e ainda celebram a vitória por terem adquirido o direito de matar os indefesos ainda no ventre materno.” (vs.2-4)

“Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos e desvanecei, porque realizo em vossos dias obra tal que vós não crereis quando vos for contada” (vs. 5)

Na China, os mais optimistas crêem que há em torno de 300 milhões de crentes, ou seja, acima dos 20% da nação serve a Jesus Cristo. Em Guatemala, Nicarágua e El-Salvador existem comunidades que estão se convertendo em massa. Pequenas cidades, que dantes eram pobres e a maioria dos homens viviam embriagados pelas ruas, hoje são cidades que vivem em paz e os seus homens, excelentes agricultores.

O Evangelho, que é o poder de Deus, os tem alcançado e transformado completamente. Na própria Argentina, que passou por momentos terríveis, a igreja clamou, o povo chorou, o Senhor os ouviu e dia após dia eles têm experimentado a abundância do Senhor. O Chile, pequeno país escondido entre a cordilheira dos Andes. Poucos falam do Chile, mas é um país que também tem sido visitado pelo poder de Deus e mais de 25% da sua população ama a Jesus. O Brasil, que é conhecido no mundo pelo seu futebol, samba e violência tem a cada dia milhares que se rendem aos pés de Cristo. A cada mês centenas de igrejas são implantadas de norte a sul.

Senhor, e nós? Portugal! Até quando falaremos dos outros?
Olhe para nós… Precisamos tanto do Teu olhar!

Pôr-me-ei na minha torre de vigia, colocar-me-ei sobre a fortaleza, e vigiarei para ver o que Deus me dirá, e que resposta eu terei à minha queixa” (Cap 2.1).

Visto como despojaste a muitas nações, todos os mais povos te despojarão a ti, por causa do sangue dos homens, e da violência contra a terra, contra a cidade e contra os seus moradores. Ai daquele que ajunta em sua casa bens mal adquiridos, para pôr em lugar alto o seu ninho, a fim de livrar-se das garras do mal. Vergonha maquinaste para a tua casa, destruindo tu a muitos povos, pecaste contra a tua alma. Porque a pedra clamará da parede, e a trave responderá do madeiramento. Ai daquele que edifica a cidade com sangue e a fundamenta com iniquidade!” (Cap 2:8-12).

Dá ouvidos ó pastor de ‘Portugal’, tu, que conduzes a José como um rebanho; Tu, que estás entronizado acima dos querubins, mostra o teu esplendor…Desperta o teu poder e vem salvar-nos. Restaura-nos, ó Deus; faze resplandecer o teu rosto, e seremos salvos” (Sl.80.1-3).

Realmente, Senhor, diante destas declarações nos sentimos alarmados. Aviva-nos Senhor, restaura-nos, Senhor, perdoa-nos, Senhor. Ajude-nos a viver um novo tempo. Transforma os nossos corações, quebranta-nos. Arranque dos nossos corações o orgulho, a altivez e a falta de temor do Senhor, para Glória de Jesus.

                                                                         Pr. Salomão Oliveira
Director da Jocum-Portugal

Motivos de Oração:

  • Peçamos perdão a Deus pelos nossos pecados e da nossa nação.
  •  Oremos por sede pela Sua presença e pela sua Palavra.
  • Peçamos um coração quebrantado e humilde.
  • Peçamos mais compromisso com a Oração.
  • Peçamos a Deus que levante novos grupos de Intercessores.
  • Oremos por avivamento nos quatro cantos de Portugal.
  • Peçamos para que Deus levante os “Habacuques”, “Jeremias”, “Elias” e outros, comprometidos com a verdade e cheios de ousadia.
  • Peçamos novo líderes baptizados na graça e na verdade.
  • Oremos para que os crentes desta nação sejam cheios do Espírito Santo!
  • Peçamos compromisso com a unidade.
  • Oremos por um novo tempo, marcado por uma intensa Presença de Deus!
Que Deus o abençoe! Daniele Marques.





28º Dia – Ore pela Restauração do Altar!

23 04 2011

Sede meus imitadores (Palavra para Pastores e líderes)
por Ap. Luiz Hermínio dos Santos

“Lucas 11. 1”.

Introdução:

Jesus estava orando… Eles pediram… “Ensina-nos a orar”.
Eles não Pediram: ensina-nos a pregar, ou a  jejuar, ou a cantar, ou a evangelizar.

Tudo isso nasce de uma vida de oração. Eles viam o Seu líder orando. Lucas 5: 15 – 16; Marcos 6: 30 – 32; João 6: 15.
Jesus tocava seus liderados com o Seu estilo de vida.
Um líder deve influenciar seus liderados a irem a Deus. O Pai influencia seus filhos.
Ninguém segue alguém que não sabe onde está indo.
Jesus não orou por Eles, mas Ele os instruiu a orar também.

Existem dois tipos de líderes:

Líder que Comanda: Ele faz junto com os seus liderados.
Líder que Manda: Só dá ordens.
O que comanda tem autoridade e o que manda tem autoritarismo.

 Lembre-se:

Jesus não era controlado por pessoas, Ele confrontava a religião; os fariseus só mandavam, atavam fardos pesados sobre os outros. Mas Jesus os amava o suficiente para falar a verdade para eles. “Mateus 23: 1 – 39”.

Exemplo:
O jovem rico – Marcos 10: 21. “Jesus olhou para ele e o amou”.
Não comprometa a verdade para agradar os homens. Gálatas 1: 10 – 11.
Jesus confrontou os fariseus. Mateus 15: 7 – 9.
Jesus confrontou as pessoas da Sua terra. Lucas 4: 28 – 30.
Jesus confrontou os próprios familiares. João 7: 5.
Jesus confrontou seus companheiros de trabalho. João 6: 60 – 66.
Jesus confrontou seus amigos mais chegados. João 11: 1 – 3; 6: 21 – 32.
Os líderes tramavam sua morte.
Sua própria terra o rejeitou.
Sua família achava que Ele estava fora de si.
Seus companheiros saíram ofendidos.


A Palavra só faz mal para quem pratica o mal.
Mas Ele continuava determinado, obedecendo ao Pai.
Se obedecermos a Deus por amor, não nos sentiremos ofendidos quando Ele for duro conosco.
Nós precisamos entender que o amor e o julgamento de Deus são perfeitos.
Aquele que veio trazer paz ao mundo acabou trazendo espada. Mateus 10: 34.
Ele nos ama, mas conhece as intenções dos nossos corações.

Eles viam os frutos que as orações de Jesus produziam:
Ousadia – Autoridade – Intrepidez.
Ele falava manso e as pessoas diziam: “Como Ele tem autoridade”, e por isso queriam aprender a orar.

Muitos não conhecem o poder que tem.
Moisés argumentou (sou gago).
Jeremias argumentou (sou criança).
Mas suas palavras tinham vida. João 6: 63.
A Palavra que Ele nos tem dito são Espírito e vida.

Precisamos de pregações vivas e só teremos isso, se persistirmos em oração.

Se quisermos uma vida santa precisamos orar, mas se quisermos orar temos que ter uma vida santa.

Ler é bom, mas orar é melhor. Ler sobre oração e não orar é o mesmo que ler sobre culinária e não ter os ingredientes para preparar os alimentos. Tiago 5: 17 – 18 fala de Elias. Elias alterou o curso normal da natureza, estrangulou a economia, desafiou a idolatria e desafiou o ocultismo.

“Elias orou”. A oração muda às coisas, mas Ela também muda as pessoas. Precisamos de paixão na oração.

Salmos 119: 136. Torrentes de águas nascem dos meus olhos…

O sacerdote usava uma roupa de linho para entrar no Santo dos Santos, para não suar. Na adoração não entra suor (força). Só lágrimas de paixão.

“Não é por força, mas é pelo Meu Espírito”. Salmos 126: 6. O que sai andando e chorando… Nossos olhos estão secos porque nosso coração está seco e se o que sai da nossa boca não tem vida é porque nosso coração está vazio de Deus.

 Cuidado com o sucesso!

Naquele grande dia o fogo do juízo vai provar a qualidade e não a extensão da obra que realizamos.
A que foi gerada na oração resistirá ao teste.
A oração nos trará fome por almas e a fome por almas nos levará à oração.
O crente que tem visão espiritual ora e o que ora tem visão espiritual.

Não abandone o altar para construir uma torre de ambições. Gênesis 11: 1 – 4. O altar é Divino. A torre é humana.

O Maior inimigo do homem é o sucesso que ele adquire por si próprio.

O Sucesso é um campo minado, e muitos pecados estão enterrados neste campo.

Soberba, independência, estrelismo e vanglória. Lucas 5: 15 – 16.

Altares são de pedras. Torres são de tijolos. A Igreja é feita de pessoas. “Pessoas diferentes que vivem em unidade”.

“Quando deixamos de fazer o que Deus mandou acabamos fazendo o que Ele não mandou”. Aí atraímos: Problemas, confusões, maldições e divisões. Perdemos a benção quando deixamos de ser uma benção.

Desde o dia de pentecostes até hoje, os grandes avivamentos que tem havido, nasceram da oração conjunta dos crentes, mesmo que em número pequeno. Se a oração cessar nenhum movimento continua.

O mundo não é santo, é porque a Igreja não é santa.

A Igreja teve início com aqueles homens agonizando no cenáculo.

Hoje seus líderes estão se juntando em restaurantes para fazerem planos.

Ela (igreja) começou num avivamento e está terminando em um ritual.

Começou com força viril, hoje está estéril.

Os fundadores eram indivíduos de grande fervor e nenhum título.

Nós precisamos ser guiados por Deus para orientar uma geração desorientada.

Jeremias 2 Leia com atenção todo o capítulo. Você verá o que Deus espera de nós ministros do Senhor.

Se um pregador não possui o Espírito de Deus, seu escritório não passa de um laboratório onde ele disseca doutrina e cultiva dogmas para sua vida. É preciso unção para ensinar! A verdade que conforta é a mesma que confronta.

Se nós dormirmos, Igreja, o inimigo invadirá a cidade.

Não prepare só o sermão para pregar; o pregador deve estar tão preparado quanto o sermão que ele preparou.

O sermão de Pedro no dia de pentecostes impactou, mas ele só nasceu depois de perseverança na oração.

Ele simplesmente pregou o que disse o profeta Joel: “Ele pregou a Palavra”.

Não invente, pregue a Palavra. Atos 2: 14 – 36.

Pregue mensagens de consolo sim:
Para doentes.
Para enfermos.
Para abatidos.

Mas se você vê um ladrão entrar na casa do vizinho e não avisa isto é crime.

Conclusão:

Atos 19: 15 – O inferno conhecia Paulo.

Este é o maior elogio que o inferno pode fazer a alguém. “Conheço Jesus… sei quem é Paulo”. Associar seu nome ao de Jesus.

Porque os demônios O conheciam?

  • Ele foi ao terceiro céu.
  • Os anjos O serviam.
  • Suas orações provocavam terremoto em prisões.
  • Suas orações estraçalhavam grilhões.
  • Estabelecia igrejas por onde passava.
  • Conquistou almas debaixo do nariz do imperador em Roma.
  • Sentia-se a vontade na presença de Reis, Governadores e Tetrarcas.
  • Invadiu o domínio da capital intelectual do mundo com a mensagem do Evangelho.
  • Deixava confusos os sábios.

Resumindo: Enquanto Paulo viveu, o inferno não teve paz.

E depois que morreu Sua mensagem ecoou até nossos dias, e continua sacudindo o inferno.

Este homem é bom imitar:

II Co 12:5… De um (homem) assim me gloriarei.

Paulo foi à cruz e experimentou o milagre da regeneração.

Mas depois quando foi crucificado com Cristo conheceu um milagre maior, o da identificação.

“Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim”. Gálatas 2: 20.

Não tinha ambições pessoais…

Por isso não tinha nada para zelar;

Não tinha mais reputação…

Logo não tinha que lutar para se defender;

Não possuía bens…

Portanto nada com o que se preocupar;

Não tinha direitos…

Por isso não se julgava vítima de injustiça;

Estava morto: Quem poderia matá-lo?

Era o menor dos menores: Quem poderia humilhá-lo?

É este o homem que diz: “Sede meus imitadores”.

“O que aprendestes, recebestes e ouvistes de mim e em mim vistes, isso farei… e o Deus de paz será convosco”. Filipenses 4: 9.

 Ap. Luiz Hermínio, pastor presidente da Missões Evangelísticas “Vinde Amados Meus”  (http://www.mevam.org.br/)

Motivos de Oração (em favor dos pastores e líderes de Portugal): 

  • Peça perdão pelos pecados dos pastores e líderes desta nação.
  • Ore para que todos vivam uma vida de arrependimento, quebrantamento e contrição.
  • Ore por humildade, por um coração ensinável e dependência de Deus.
  • Ore pela restauração completa do altar.
  • Ore para que Jesus seja sempre o centro de suas vidas e ministérios.
  • Ore pela cura da alma e perdão.
  • Ore para que o corpo, alma e espírito vivam em renovo diário.
  • Ore por saúde física.
  • Ore para que eles tenham um maior tempo de oração, busca e lágrimas diante do Senhor.
  • Ore por sabedoria, conhecimento, revelação e visão.
  • Ore pela quebra de toda religiosidade.
  • Ore pelo testemunho (que sejam sempre irrepreensíveis).
  • Ore por fidelidade.
  • Ore por liberalidade nas finanças.
  • Ore por provisão, sustento e prosperidade.
  • Ore por unção, intrepidez, fé, avivamento e também unidade entre os líderes.
  • Ore para que todos os líderes sejam “pais” espirituais.
  • Ore para Deus levantar muitos pastores de pastores.
  • Ore pelas famílias dos líderes, para que todos estejam guardados e rendidos diante do Senhor.
Que Deus te abençoe. Daniele Marques.




27º Dia – Oremos pelo Discipulado Eficaz!

22 04 2011

Quando a Daniele nos ligou e nos falou do propósito de orar por Portugal durante 30 dias, logo os nossos corações (o meu e da minha esposa Priscilla) aqueceram, pois Deus não esqueceu de Portugal e levanta homens e mulheres de oração todos os dias em favor desta nação.

Numa de nossas conversas com a Daniele, abordamos o tema discipulado. E o que tem a ver discipulado com o propósito de orar por Portugal?

Tem tudo a ver!!! Devemos orar para que a nação portuguesa seja bem discipulada por homens e mulheres de Deus que possam reproduzir a vida de Cristo em outros, que sejam canal desse DNA maravilhoso que é o sangue de Jesus e que saibam também cuidar dessas vidas preciosas que o Senhor coloca em nossas mãos.

A nação portuguesa precisa de bons discipuladores, pessoas comprometidas com o evangelho verdadeiro e genuíno, discipuladores que saibam reproduzir a vida de Cristo sobre esta nação e discipuladores que atendam o chamado da grande comissão:

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19).

Esta ordem é bem clara para o povo de Deus: devemos fazer discípulos, pessoas que sigam a nossa fé em Cristo Jesus, pessoas que estão dispostas a renunciar o pecado e viver uma vida nova com Deus.

“Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?” (Rm 10:14)

Vamos sonhar os sonhos de Deus e implantar o Seu reino também, aqui nas terras portuguesas. “Jesus disse: Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu Reino…” Mt 6.33. Portugal está precisando que o Reino de Deus seja estabelecido e não o reino de homens. A situação está muito complicada por aqui, não apenas por causa da crise económica, mas também porque as pessoas têm estado muito deprimidas, a violência está aparecendo… e etc. Temos que orar para reflectir e reproduzir a glória de Deus nesta nação e para que o povo desta terra pare de olhar para a sua própria “auto-suficiência” e deseje ser parecido com Cristo. Quando uma nação não conhece a Jesus, ela reproduz o pecado e os pecadores, mas quando uma nação conhece a Jesus, ela passa a reproduzir santos lutando contra o pecado.

Desde a criação do homem, o Nosso Deus deseja estabelecer o Seu reino aqui na terra, pessoas que reflictam a sua glória. Quando Deus criou Adão e Eva, Deus os criou a Sua imagem e a Sua semelhança e lhes deu uma ordem: “Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra…” Gn 1:28. Por quê Deus deu esta ordem? Porque Adão e Eva gozavam de perfeita comunhão com Deus e, assim, reflectiam a glória de Deus perfeitamente. Se eles não tivessem cometido o pecado, os seus filhos, netos, bisnetos e todos os seus descendentes iriam reflectir a glória de Deus, eles cresceriam, se multiplicariam e toda a terra ficaria cheia da glória de Deus, como as águas cobrem o mar. Mas, infelizmente, o homem pecou, e eles passaram a reproduzir filhos de acordo com a sua própria natureza: não mais uma natureza divina, mas uma natureza pecaminosa, corrompida.

Contudo, o plano original de Deus nunca mudou. Mesmo que o homem natural, por causa do pecado, não reflicta a glória de Deus, aquelas pessoas que já nasceram de novo verdadeiramente reflectem a Sua glória. Então a ordem de Deus continua a mesma: “Eu quero o Meu Reino implantado sobre toda a terra e isto vai acontecer quando os meus filhos colocarem o Meu Reino em primeiro lugar, crescerem e se multiplicarem até que toda a terra esteja cheia de pessoas que reflictam a minha Glória”.

A sociedade é transformada a partir do outro, e com a nação portuguesa também ocorre o mesmo. Por isso, oremos para que nós, os discípulos de Cristo, sejamos agentes transformadores e reprodutores da natureza de Cristo nesta nação, nesta sociedade, nestas vidas, e que os portugueses e todos os estrangeiros que aqui vivem, venham desejar se relacionar com o perfeito que é Jesus Cristo, pois só assim teremos um Portugal reflectindo a glória de Deus. E como fazer esta transformação na nação?

Através do DISCIPULADO. Jesus priorizou o discipulado na Sua vida aqui na Terra. Antes de escolher os seus discípulos, Ele orou a noite toda e uma grande parte do seu tempo foi ocupada investindo na vida deles: ensinando-os e sendo um exemplo para eles. Então, nós desafiamos você, amado irmão, a fazer como Jesus, orar, ser um exemplo, e discipular pessoas, fazendo delas seguidoras de um Deus Todo-Poderoso, reprodutoras da natureza de Cristo, e embaixadores que podem mudar o rumo de uma nação. Um povo que se santifica, que adora, que clama a Deus, que vive a natureza de Cristo, e o reconhece como Senhor e Salvador, prospera, frutifica e torna-se referência para outras nações. E é assim que Portugal vai mudar e recomeçar!

Feliz é a nação cujo Deus é o SENHOR, e o povo ao qual escolheu para sua herança” Sl 33:12

Faça a diferença! Seja um discipulador! Gere a vida de Cristo, gerando Discípulos de Cristo!

(Prs. Dantas e Priscilla, Igreja Batista Shekinah – Portugal)

Motivos de Oração:

  • Para que o povo de Deus esteja envolvido na grande comissão: Fazer Discípulos.
  • Para que possamos fazer discípulos e cuidar bem de cada um.
  • Para que o Reino de Deus seja estabelecido em Portugal.                      
  • Para que Portugal reflicta a glória de Deus para outras nações.
  • Para que os portugueses abram as portas das suas casas para o discipulado.
Continuemos em Oração! Que Deus os abençoe. Daniele Marques.






26º Dia – Ore por Santificação e Vida de Testemunho!

21 04 2011

A Santificação do Corpo (por Pr. Luciano Subirá)

É preciso entender que todo cristão deve trazer em si a marca de “santidade ao Senhor”, à semelhança do sacerdote da lei mosaica, que trazia esta inscrição na mitra (Ex 28.36-39). Portanto queremos trazer luz sobre o processo de santificação e, em especial, a santificação do corpo, uma vez que vivemos dias em que a imoralidade que impera no mundo tem entrado pelos portões da Igreja.

É necessário começar estabelecendo fundamentos da doutrina de santificação, portanto quero iniciar pelo que considero o fundamento principal deste assunto:

“À igreja de Deus que está em Corinto, aos SANTIFICADOS em Cristo Jesus, CHAMADOS PARA SEREM SANTOS, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Coríntios 1.2)

O texto acima nos mostra que a santificação tem duas etapas:

inicial – “santificados em Cristo Jesus”;

progressiva – “chamados para serem santos”.

Quando a Bíblia usa o termo “santificados” em Cristo Jesus, não fala de algo que está acontecendo, mas sim de algo que já aconteceu; está no tempo passado. Vários outros textos confirmam que ao encontrarmos Jesus e nascermos de novo, fomos santificados (At 26.18, 1 Co 6.11, etc). Todo o passado de pecado foi removido e a sujeira espiritual foi lavada (Tt 3.5); tornamo-nos novas criaturas e as coisas velhas já passaram (2 Co 5.17).

Por outro lado, a mesma Bíblia mostra que depois de termos passado por esta santificação, ainda há necessidade de algo mais, pois o mesmo texto também diz: “chamados para serem santos”. Estes mesmos que foram santificados inicialmente (uma experiência instantânea) são chamados para SEREM santos. Em outras palavras, o que Deus começou agora deve ser mantido e desenvolvido por cada um de nós.

“Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá a Deus” (Hebreus 12.14)

Ao falar sobre seguir a santificação, a Bíblia está falando de um processo. Esta carta foi dirigida a pessoas cristãs, portanto já haviam passado pela santificação inicial do novo nascimento. Porém, elas necessitavam de algo mais: um processo de santificação. E o que diferencia estas duas etapas da santificação?

O fato do homem ser tripartido (composto de três partes distintas), bem como o da salvação divina tocar de modo distinto cada uma destas partes:

“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso ESPÍRITO e ALMA e CORPO sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5.23)

Quando o apóstolo Paulo fala sobre Deus nos santificar “completamente”, está falando sobre o nosso ser inteiro, que é composto de espírito, alma e corpo.

Seu espírito é a parte de si que tem consciência de Deus e das coisas espirituais. Sua alma é a parte de si que tem consciência de si mesmo. Já seu corpo é a parte de si que tem consciência das coisas naturais. A salvação divina atinge cada uma destas três partes da seguinte maneira:

ESPÍRITO – já passou pela santificação inicial que se deu na ocasião da regeneração (2 Co 1.21 – Tg 1.18 – 1 Pe 1.21). Agora se desenvolve mediante o processo de crescimento (1 Pe 2.2 – Ef 5.15) que corresponde ao crescimento natural (1 Co 3.1-3 – Hb 5.13,14);

ALMA – é a nossa personalidade; sede das emoções, intelecto e vontade. Não é regenerada, mas restaurada (Tg 1.21) pela Palavra de Deus. Enquanto a santificação do espírito é inicial e imediata, a santificação progressiva tem seu lugar na alma e no corpo. É o processo de mudança de valores (Lc 5.33-39 – Ef 4.23 – Jr 18.1-6 – Rm 12.1,2) que também chamamos de desenvolver a salvação (Fl.1:6 e 2:12) e despir-se do velho homem (Ef 4.20 a 5.21);

CORPO – nosso corpo só será totalmente santificado depois de transformado (Rm 8.23 – Fl 2.21 – 1 Co 15.50-53). Até que isto aconteça, a santificação do corpo é o processo contínuo de sujeitar a carne (1 Co 9.27), guardar-se da imoralidade (1 Co 6.13-20 – 1 Ts 4.1-8) e usar adequadamente os membros do corpo. A santificação do corpo abrange ainda a nossa forma de falar e de vestir (Ef 4.25,29 – 1 Tm 2.9,10).

O que aconteceu em nosso espírito – a regeneração – é o que chamamos de santificação inicial. Porém o processo de restauração da alma e sujeição da carne é o que chamamos de santificação progressiva. Ao destacar cada uma das três partes que compõem nosso ser enquanto falava da santificação, o apóstolo Paulo estava nos mostrando a necessidade de trabalharmos com cada parte em separado. Escrevendo aos Coríntios, ele falou sobre nos purificarmos das imundícies tanto da carne como do espírito (2 Co 7.1).

Reconhecida esta diferença, avancemos em nossa meditação considerando o que a Bíblia fala sobre a santificação do corpo, que é o enfoque deste estudo:

Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, QUE CADA UM DE VÓS SAIBA POSSUIR O SEU VASO EM SANTIDADE E HONRA, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Porque Deus não nos chamou para a imundície, mas para a santificação. Portanto, quem rejeita isso não rejeita ao homem, mas sim a Deus, que vos dá o seu Espírito Santo” (1 Tessalonicenses 4.3-8)

Diante do que as Sagradas Escrituras afirmam neste texto, podemos extrair cinco princípios:

1) Abster-se da prostituição;

2) Possuir o corpo em santidade e honra;

3) Não iludir ou defraudar o irmão nesta área;

4) Deus é vingador;

5) Rejeitar a santificação é rejeitar a Deus.

Examinemos o que a Bíblia tem a dizer sobre cada um deles…

ABSTER-SE DA PROSTITUIÇÃO

O maior inimigo da santificação do corpo é, sem dúvida alguma, a prostituição. É interessante notar que este tipo de pecado não desaparece automaticamente da vida de alguém que nasceu de novo, senão a Bíblia não diria justamente aos nascidos de novo para absterem-se deste tipo de pecado. É impressionante a quantia de vezes em que a Bíblia adverte seus leitores (o povo de Deus) quanto aos perigos deste tipo de pecado! A prostituição (este termo inclui todos os pecados de ordem sexual) é um pecado diferente dos demais:

“Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6.18)

Há algo por trás deste tipo de pecado que ainda não temos percebido. O que Paulo está enfatizando na carta aos irmãos de Corinto é o valor e santidade que o corpo deve ter como templo do Espírito Santo. Observe o contexto deste texto:

“Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo. Ora, Deus não somente ressuscitou ao Senhor, mas também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? De modo nenhum. Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um só corpo com ela? Porque, como foi dito, os dois serão uma só carne. Mas o que se une ao Senhor é um só espírito com ele. Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6.13-20)

Quando meditamos nesta porção bíblica a ponto de deixa-la penetrar em nosso íntimo, uma nova consciência vai se formando. Abster-se da prostituição é um imperativo para todo cristão porque seu corpo é templo do Espírito Santo de Deus! O corpo não foi feito pelo Criador para se prostituir, e sim para carregar em si a presença de Deus, o que não pode acontecer quando o santuário é maculado.

Deus criou o corpo do homem com um destino bem definido. Assim como Ele fez o estômago para os alimentos (e vice-versa), o que revela um propósito e destino bem específico, assim também projetou e idealizou o corpo para ser seu santuário. Desde o início Deus queria fazer de nós sua habitação. O corpo não foi criado para a prostituição, mas para ser SANTO de modo a servir como morada de um Deus santo!

POSSUIR O CORPO EM SANTIDADE E HONRA

Não somos donos de nós mesmos. Foi exatamente isto que Paulo afirmou aos Coríntios:

“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6.13-20)

Deus nos comprou pelo sangue vertido de Jesus na cruz. Agora não mais pertencemos a nós mesmos, mas sim a Deus. Nosso corpo deixou de ser nosso e passou a ser do Senhor, e Ele deseja que o glorifiquemos com o uso correto do nosso corpo.

Precisamos aprender a “possuir” (usar, ser mordomo) o corpo em santidade e honra. Isto fala na apenas de na nos prostituirmos, mas até mesmo da maneira como tratamos nosso corpo: alimentação, vestuário, etc. isto serve para todos, mas em especial para as mulheres! Não creio que possuir o corpo em santidade (diante de Deus) e honra (diante dos homens) inclua o uso de roupas sensuais e provocantes. O crente deve ser diferente! Isto não significa que teremos algum tipo de uniforme (terno para os homens e vestido para as mulheres, por exemplo), mas que devemos mostrar zelo pelo santuário de Deus e não defraudarmos uns aos outros nesta matéria. O ensino bíblico não deixa isto passar em branco:

“Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem COM TRAJE DECOROSO, com modéstia e sobriedade…” (1 Timóteo 2.9a)

Não devemos faltar com o decoro, mas honrar ao Senhor até na forma como nos vestimos. Isto também é possuir o corpo em santidade e honra!

NÃO DEFRAUDAR O IRMÃO

A prostituição é um pecado que não afeta só quem o pratica, mas também quem se envolve nele. Quando duas pessoas se envolvem e ambos são cristãos, além de terem pecado contra Deus e o seu corpo, defraudaram um ao outro. Lesaram uma outra pessoa e vão dar conta a Deus pelas duas coisas…pois a Bíblia declara que Deus é vingador destas coisas!

DEUS É VINGADOR

Os pecados de prostituição não ficarão impunes. A Bíblia diz que Deus é vingador destas coisas. Em Provérbios 6.29 lemos que não ficará impune aquele que tocar a mulher de seu próximo. Deus julgará os pecados de prostituição!

Alguns crentes não levam a sério o ensino bíblico e “brincam” com a graça divina, esquecendo-se que “de Deus não se zomba; tudo quanto o homem semear, isto também ceifará”, Gl 6.7. Quando escreveu sua primeira epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo declarou:

“Nem nos prostituamos, como alguns deles fizeram; e caíram num só dia vinte e três mil” (1 Coríntios 10.8)

A menção aqui é ao episódio que se deu quando os israelitas estavam nas proximidades de Moabe (Nm 25.1-9) e se entregaram à prostituição com as moabitas. E o relato bíblico mostra que uma praga matou mais de vinte mil homens num só dia! Não se tratava de uma coincidência, mas de juízo sobre o pecado. Quando Finéias, neto de Arão, fez expiação pelo povo, a praga cessou (Nm 25.10-13). Deus é vingador destas coisas!

REJEITAR A SANTIFICAÇÃO É REJEITAR A DEUS

Muitos fazem pouco caso da mensagem de santidade e acham que estão desprezando um pregador, mas o que a Palavra de Deus de fato ensina é que, quem assim o faz está rejeitando ao próprio Deus e não aos homens que Ele levantou para proclamarem estas verdades.

Sem santificação ninguém verá ao Senhor. Portanto, o que rejeita esta mensagem rejeita ao próprio Deus!

FUGIR É O MELHOR REMÉDIO

Há pessoas que acham que a melhor maneira de lutar nesta área é resistir este inimigo, mas o conselho bíblico é bem diferente. Não fala de enfrentar ou resistir, mas sim de fugir! Paulo, escrevendo a Timóteo, disse: “Foge também das paixões da mocidade”, 2 Tm 2.22. Quando José se encontrou em dificuldades de resistir os apelos da mulher de Potifar a melhor saída que ele encontrou foi correr! Ela não representava uma ameaça física a José; não podia violenta-lo…o único perigo que José viu foi em si mesmo, na sua carne e desejos. Mas não lidou com o problema de nenhuma outra forma a não ser fugir.

Fuja das ofertas do pecado e conserve-se em santidade ao Senhor. Além da benção presente, saiba que haverá um galardão e recompensa para aquele que vencer.

Quando o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios, advertindo-os quanto ao perigo deste pecado deu o mesmo conselho: “Fugi da prostituição”, 1 Co 6.18. Sempre que a Bíblia fala sobre este pecado, ensina a mesma saída. Portanto, siga este conselho!

Que o Senhor o conduza a um viver vitorioso de santidade.

Autor: Luciano P. Subirá. É o responsável pelo Orvalho.Com (http://orvalho.com/) – um ministério de Ensino Bíblico ao Corpo de Cristo. Também é pastor da Comunidade Alcance em Curitiba/PR. Casado com Kelly, é pai de dois filhos: Israel e Lissa.


Motivos de Oração:

  • Pedindo perdão pelos pecados cometidos pela Igreja em Portugal e por todo mau-testemunho. 
  • Para que cada crente em Portugal, busque a santificação.
  • Para que a Igreja em Portugal, seja exemplo no testemunho, no trato, no amor, na verdade, na transparência, na vida santa e irrepreensível.
  • Para que os crentes vivam uma vida de vigilância e temor, evitando a defraudação, fugindo da prostituição e de toda oferta e aparência do mal.
  • Para que cada crente, aprenda a possuir seus corpos em santidade e honra, para a Glória de Deus.
Que Deus os abençoe. Daniele Marques.






25º Dia – Oremos pela Unidade da Igreja em Portugal!

20 04 2011

A UNIDADE DA IGREJA NA CIDADE

A palavra Igreja e seu uso no Novo Testamento

A palavra igreja vem do vocábulo grego “Ekklesia”, que aparece 114 vezes no N. Testamento.

  • No singular aparece 17 vezes referindo-se a IGREJA UNIVERSAL (Mt 16:18; Ef 1:22; Cl 1:18; etc.).
  • No singular aparece 49 vezes referindo-se a IGREJA LOCAL (Mt 18:17; I Cor 1:2; etc.).
  • No plural aparece 38 vezes e se refere as IGREJAS LOCAIS de diversas localidades (Atos 9:31; II Cor 11:8; Apoc 1:4 e 11; etc.).
  • Aparece 10 vezes em várias formas (Rom 16:5; Heb 12:23; Atos 19:32,39,40).


A Igreja na Cidade

Nos tempos dos primeiros apóstolos e pais da igreja, a totalidade dos crentes que viviam em uma cidade formavam a ÚNICA igreja  daquele lugar. Não havia naqueles dias duas ou mais igrejas coexistindo simultaneamente em uma mesma localidade. Não há nenhum relato bíblico que se refere a pluralidade de igrejas em uma mesma localidade.

No capítulo 11 do livro de Atos se relata o nascimento da igreja em Antioquía. É a primeira comunidade mista onde não existe a parede de divisão, entre Judeus e gentios. Esta mistura , permite ter uma visão mais ampla da extensão do Reino de Deus. Com uma clara visão apostólica, a igreja de Antioquía chega a ser a mais missionária daqueles tempos. Barnabé e Paulo saem de Antioquía fundando as igrejas por todo mundo conhecido. Ao cabo de alguns anos , encontramos a igreja do Senhor em cidades ou localidades como Iconio, Listra, Filipos, Tessalonica, Eféso, Corinto, etc. Em cada localidade fundaram uma só igreja. A nenhum dos apóstolos fundadores havia ocorrido levantar “outra” igreja se já existia uma em cada localidade.. Quando Apólo chegava a uma cidade, não se lhe ocorria levantar “outra igreja” de acordo com seu estilo. Se assim o fizesse estaria realizando uma divisão no corpo de Cristo.

A igreja mencionada nas Sagradas Escrituras está fundada sobre o princípiode que em cada cidade deve haver uma só igreja.
Para eles era improcedente, por estar reunido com a mesma natureza da igreja, pretender edificar “outra igreja” na mesma localidade quando já havia uma. Tal pretensão supõe atentar contra o corpo de Cristo. Este princípio foi tão claro para os apóstolos que as igrejas se denominava pelo nome da localidade. A única maneira de identificar uma igreja determinada era pelo nome da cidade em que estava. Isto deixa muito evidente duas realidades que estamos sustentando:
1) O nome da cidade dava a cada comunidade a sua identidade.
2)Em cada cidade havia uma única igreja , pois nunca se disse no Novo Testamento: “…. as igrejas que estão em uma determinada cidade.” Em outras palavras, a totalidade dos filhos de Deus que viviam em uma cidade formavam a única igreja dessa cidade.

  • “a igreja que estava em Jerusalém” ( At 11: 22)
  • “a igreja que estava em Antioquía,”( At 13:1)
  • “a igreja de Deus que está em Corinto”. ( I Co 1:2 e II Co 1:1)
  • “a igreja em Éfeso…. a igreja em Esmirna…. a igreja em Pérgamo…. a igreja em Tiatíra….. etc. ( Ap 2:1, 8, 12, 18…).

 Interpretações errôneas sobre a unidade da igreja

Quando se fala sobre a unidade da igreja, muitos interpretam erroneamente o que isto significa, não porque haja má intenção, senão porque nosso contexto de igreja nos desorienta. A situação de anormalidade na qual vivemos não nos permite compreender com clareza como pode funcionar uma igreja em cada localidade. É necessário atuar com paciência e maior dependência do Espírito Santo para que Ele clareie nossos pensamentos e ilumine o nosso espírito.

  • Um erro comum é pensar que a igreja da localidade deve funcionar em um só edifício. Estão tão ligado ao conceito igreja-edifício que parece que não se pode pensar em uma só igreja na localidade sem imaginar a todos em um só edifício. Temos que repetir até cansar que o edifício não é a igreja; sem parar, se segue chamando ao edifício com o termo “igreja”. Isto faz com que se continue se associando igreja com edifício.
  • Outro erro é pensar que todos temos que ser membros da mesma instituição. Todavia é comum pensar que se somos da mesma denominação somos um. Esta herança ficou na igreja pelo ensinamento tão marcado de que cada organização tinha que levantar uma congregação em cada povo ou cidade, ainda que já tivesse outros grupos cristãos estabelecidos, considerando normal as divisões, e que só tinha que manter a unidade denominacional. Graças a Deus, muitos pastores, sem necessidade de romper seus vínculos denominacionais, estão relacionando-se cada vez mais com outros pastores da localidade; não obstante, há outros líderes que Deus está levando há uma relação mais estreita com os pastores de sua cidade, quebrando as barreiras mais tradicionais.
  • Um erro todavia mais sutil é pensar que a unidade da igreja em uma cidade consiste em reunir a todos os membros da igreja em uma reunião dominical ou semanal. Por supor que fazer reuniões conjuntas periodicamente que é muito bom; porém seria um erro pensar que a unidade da igreja é fazer reuniões com todo o povo. Bem no começo da renovação nos libertamos da associação igreja-edíficio; porém muitos não conseguem libertar-se da associação igreja-reunião. A reunião conjunta é uma expressão da igreja, porém não é a única nem fundamental. Por muitos anos, a igreja por causa da perseguição não podia ter uma só reunião para expressar sua unidade; não obstante, funcionava como uma só igreja.

Não confundamos a unidade da igreja com estar todos debaixo de um mesmo teto, nem com uma só instituição legal, nem tampouco com a reunião . Nosso contexto de igreja é o que nos condiciona a pensar que esta conduta colectiva é a mais importante expressão da unidade da igreja.

 A Igreja: Um só Corpo

A igreja deve funcionar em cada localidade como UM SÓ CORPO. Ao pensar na igreja como UM SÓ CORPO nos liberamos de limitar a unidade da igreja a edifícios, reuniões ou instituições. E abrimos nossa mente a multiforme sabedoria de Deus para entender o funcionamento da igreja da cidade. Quando pensamos em um corpo, pensamos em algo dinâmico, não estático; flexível , não rígido; adaptável, dócil. A figura do corpo é muito eloqüente e funcional; porque uma vez que em um corpo, estão todos os seus membros sujeitos uns aos outros formando uma unidade orgânica. Paulo declara em Efésios 4: 16 “do qual o corpo inteiro bem ajustado, e ligado pelo auxílio de todas as juntas, …” Quando pensamos na igreja como corpo, fica mais claro que há coisas que são circunstanciais . Pode celebrar-se na localidade uma reunião, ou dez reuniões, ou cinqüenta reuniões em lugares diferentes. Podem ter um edifício, ou muitos edifícios, ou nenhum. Todas estas coisas são circunstanciais. O ser uma só igreja na cidade não depende destas coisas que estamos considerando. Porém é fundamental que a igreja em cada cidade chegue a “SER” UM SÓ CORPO, de um modo real, funcional e visível .

  • I Co 12: 20 Agora, porém, há muitos membros, mas um só corpo.
  • I Co 12: 27 Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros.
  • Ef 1: 22,23 e sujeitou todas as coisas debaixo dos seus pés, e para ser cabeça sobre todas as coisas o deu à igreja, que é o seu corpo, o complemento daquele que cumpre tudo em todas as coisas.
  • Cl 1: 18 também ele é a cabeça do corpo, da igreja; …..

 Os Apóstolos: (Anciãos) Fator de Unidade

Jesus Cristo é o cabeça da igreja. Ele é quem governa e tem toda autoridade.Ele é quem cobre, santifica e sustenta. Portanto a autoridade da igreja é uma autoridade delegada e está diretamente relacionada com a submissão que se manifesta ao cabeça; porém, fundamentalmente, a submissão aos Apóstolos (anciãos = mais experientes), já que estes são os guias e canais para abençoar o povo.

Quando os reis de Israel faziam a vontade de Deus, e o povo seguia essa linha de conduta, e honravam o Senhor Ele os abençoava. Por outro lado quando os reis viviam conforme os seus próprios caminhos, o povo sofria as conseqüências e se apartava do Senhor. No concílio de Jerusalém se reuniram os apóstolos e anciãos para tratar sobre o tema da circuncisão. Logo, comunicaram a igreja o seguinte: “nos pareceu bem a nós e ao Espírito Santo….”

Em Antioquía foi o Espírito Santo que falou aos líderes da igreja acerca de Paulo e Barnabé. Essa relação com o Espírito Santo é que outorga autoridade aos apóstolos e anciãos para conduzir o povo nos propósitos de Deus e levar a igreja ao cumprimento de sua vontade.

A vontade de Deus é a UNIDADE DA SUA IGREJA. Os líderes da igreja podem ser um meio para unir o povo do Senhor ou para dividir ainda mais a casa de Deus. Os pastores de cada localidade devem funcionar como um só presbitério. Deus nos conceda graça para sermos fator de unidade.

 A Igreja : Um só Fundamento

A preocupação do apóstolo Paulo foi a unidade da igreja em uma mesma localidade. Não há nenhum conceito que permita que os crentes de uma mesma localidade se dividam, formando grupos em torno do ministério de diferentes apóstolos. Alguns diziam “eu sou de Paulo”, outros “eu sou de Apólo”, ou “eu sou de Cefas”, o ” eu sou de Cristo”. O apóstolo declara: “Ninguém pode por outro fundamento além do que já esta posto, o qual é Jesus Cristo”.

 Cuidados e Advertências

A unidade da igreja não é a unidade da “vassoura” onde se ajunta tudo: tudo que se chama “igreja”, tudo que se chama “cristão”.

  • A unidade se dá com aqueles que são da mesma espécie: com quem deve ser? Com somente os evangélicos? Com os protestantes? Com os católicos? Com quem? Com os que nasceram de novo? Ainda que alguns digam que tiveram uma experiência de conversão, ainda que digam que nasceram de novo, hoje constatamos que isso não é nenhuma garantia de que são filhos de Deus. Jesus nos ensinou a diferenciar entre os que “são” e os que se “dizem”; Jesus disse: POR SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS. O santo só se une com o santo. A espiritualidade na igreja trará como conseqüência a unidade. Se quisermos unir o carnal com o espiritual, provocaremos mais divisão. A casa de Saul e a casa de Davi não puderam marchar juntas, porém na medida em que o espiritual vai se fortalecendo a carne irá se debilitando e alcançar-se a maior unidade.
  • A unidade vem com o reconhecimento de autoridade. A unidade não deve dar-se só porque estamos de acordo. Estar de acordo é necessário, como é a santidade e a integridade. Porém também é necessário o reconhecimento de autoridade. Sempre me chamou a atenção Atos 8:1, onde se diz: “que todos foram dispersos, exceto os apóstolos“. No meu entender esta unidade apostólica foi o ponto de referência para a unidade da igreja. Também a atitude de Paulo, que não decide por sua própria conta a não circuncisão dos gentios, senão que sobe a Jerusalém para tratar do assunto com os demais apóstolos, reflete a unidade que havia na igreja. Isto se dava pelo reconhecimento do princípio de autoridade. Paulo podia ter decidido por sua própria conta nas igrejas que havia fundado e que estavam sob os seus cuidados; porém consciente de que a igreja é uma, se submete a toda autoridade. Logo, o apóstolo Pedro em sua carta reconhece o ministério e a revelação que havia em Paulo, o apóstolo; o reconhecimento desta autoridade mantinha e deixa evidente a unidade que havia na igreja . Devemos reconhecer os ministérios e os dons que Deus vai levantando na localidade onde residimos se quisermos alcançar a unidade.
  • Nossa Vocação Pela Unidade. Por causa das divisões da igrejatemos empobrecido. Os ricos recursos ministeriais do corpo de Cristo estão dispersos. A maioria das congregações tem um ministério uni-pastoral (singular). Um só homem não reúne em si mesmo todos os dons e ministérios. Estamos desarticulados. Não funcionamos como um corpo. A Bíblia nos fala de diversidade de ministérios. Onde estão? Onde estão os apóstolos e os profetas? Onde estão os que pastoreiam os pastores? Todavia não existe suficiente consciência de que um dos grandes dramas da igreja é a solidão ministerial? Até quando seguiremos assim? A igreja em cada localidade deve funcionar como um só corpo. Deve assumir, com todas as congregações do lugar, sua IDENTIDADE como A IGREJA DA CIDADE, pois tão somente em unidade poderá cumprir com sua missão integral no mundo.

Se juntos aos nossos irmãos da localidade assumimos nossa responsabilidade de que somos luz e sal, os problemas da cidade se tornam nossos problemas e assumimos nosso compromisso. Os pobres, os órfãos, as viúvas que estão desamparadas, as crianças e anciãos abandonados, os que sofrem injustiças,etc. , serão o peso da igreja da cidade.

Porém quando vemos todos estes problemas, e estamos sós nos apavoramos e dizemos: impossível para a nossa congregação. Porém quando enfrentamos em conjunto com os demais irmãos, PODEMOS; porque no corpo estão todos os recursos. Por causa da divisão estamos gastando mal os nossos esforços e duplicando os nossos trabalhos. NECESSITAMOS DA UNIDADE.

  • Não nos resignemos a uma igreja dividida, como inimigos guerreando.
  • Não nos conformemos com o fato de nossas congregações estejam mais ou menos bem.
  • Não aceitemos a teologia da resignação, que diz que somos um em espírito.
  • Não condenemos aquele que não vê, não compreende, ou que não tem fé. Só Deus pode revelar a sua palavra.
  • Cremos que a unidade da igreja tem que ter sua expressão prática na localidade e que todos os crentes da cidade formam um só corpo.
  • Cremos que Deus paulatinamente irá restaurando a unidade de sua igreja em cada cidade ou povo.
  • Cremos que Deus previamente através do Espírito Santo, nos levará a um nível de santidade e espiritualidade que fará DESEJAVEL a unidade.
  • Cremos que Deus fará, pois a unidade da igreja é um milagre tão grande que só Deus pode fazer.
  • Cremos que a cruz irá operando em cada um dos pastores, depondo toda atitude carnal que impede a unidade.

(Parte do livro: A Igreja Normal, de Watmannee)

Motivos de Oração:

Pela UNIDADE DA IGREJA. em Portugal.
Para que sejamos UM:

a)       No Fundamento (1 Co 3.11)

b)       No Pensamento (Fl 4.8)

c)        Nas Atitudes (At 4.33)

d)       Na Concordância (1 Co 1.10)

e)       Na Divisão das tarefas, como Corpo (1 Co 12.20)

f)         Nas Conquistas (At 5.14)

Que Deus o abençoe! Daniele Marques






24º Dia – Oremos por Braga!

19 04 2011

Hoje, nosso Motivo de Oração vai para Braga, o Distrito menos alcançado de Portugal. Segundo a Aliança Evangélica Portuguesa, BRAGA é a Prioridade Número 1 e precisa urgentemente ser evangelizada. Braga clama por Missionários. Esse Distrito deve estar no topo de nossa lista de Orações.

Distrito de Braga encontra-se localizado na Região de Entre Douro e Minho e compreende 14 concelhos, abrangendo uma área total de cerca de 2.705,1 km2. É em grande parte, montanhoso, sendo atravessado por três grandes serras: a Serra da Cabreira, a Serra do Gerês e a Serra da Falperra, e por vários cursos de água: os rios Vizela, Ave, Este, Cávado, Neiva e Homem.

População residente: 830 292 (Dados de 2001 do INE)

Braga tem 62 freguesias (Mapa: http://portugal.veraki.pt)

O catolicismo é muito forte neste Distrito, que possui uma infinidade de Igrejas Católicas e monumentos religiosos. Para você ter uma idéia da influência da religião em Braga, veja o vídeo (Eu preferi assistir sem som):

Braga é um distrito com pouquíssimas Igrejas Evangélicas e há muitas Localidades sem  Nenhuma Igreja Evangélica: são aproximadamente 124.941 habitantes sem NENHUM acesso ao Evangelho. E o restante dos habitantes, com pouquíssimo acesso (1 Igreja para cada 22.741 habitantes). Confira no quadro abaixo, e veja os lugares onde NÃO HÁ IGREJA EVANGÉLICA:

Distrito

Concelho

Localidades

Habitantes

Braga

Amares

Ferreiros

2.879

Barcelos

Barcelinhos

1.899

Lijó – Barcelos

2.191

Manhente

1.587

Viatodos

2.027

Vila Seca

1.245

Braga

Cabreiros

1.638

Celeiros Braga

6.000

Gualtar

3.897

Lamaçães

1.364

Palmeira

4.594

Panóias

1.630

Real

4.871

Tadim

886

Cabeceiras de Basto

Arco de Baúlhe

1.808

Celorico de Basto

Celorico de Basto

2.542

Ribas

1.229

Esposende

Esposende

3.471

Fafe

Arões

1.352

Revelhe-Fafe

820

Guimarães

Briteiros

1.248

Caldas das Taipas

5.252

Creixomil

9.393

Fermentões

4.137

Moreira de Cónegos

5.828

Ronfe

4.487

S. Torcato

3.624

Selho S. Jorge

5.114

Póvoa de Lanhoso

Taíde

1.569

Terras de Bouro

Rio Caldo

993

Terras de Bouro

1.800

Vieira do Minho

Vieira do Minho

2.289

Vila Nova de Famalicão

Calendário

10.697

Joane

7.528

Ribeirão

8.298

Vila Verde

Ribeira do Neiva

343

Vila de Prado

4.381

Você se sente desafiado com esta realidade? Precisamos orar, mas, certamente, podemos fazer mais do que isso. Podemos ser missionários em Braga, podemos enviar missionários a Braga (sustentando alguém que esteja disposto a ir) e também podemos e devemos orar por Braga. O que você vai fazer?

Motivos de Oração: 

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.






23º Dia – Concelhos Não-Alcançados em Portugal? Sim!

18 04 2011

Ás vezes temos a impressão que em nosso país não existem regiões não-alcançadas. Eu me surpreendi ao tomar conhecimento destas estatísticas. Realmente, é algo que não conseguimos entender, o porquê de um aglomerado de Igrejas na Região de Lisboa e Sul do Tejo e tantos Concelhos SEM NENHUMA IGREJA. Eu me sinto desafiada com estes números! E você?

“Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho pregado o evangelho de Jesus Cristo. E desta maneira me esforcei por anunciar o Evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar sobre fundamento alheio; antes, como está escrito: Aqueles a quem não foi anunciado, o verão, E os que não ouviram o entenderão” (Rm 15.19-21).

Muito Bem! O texto de Romanos é bem claro e concorda com tanto em Jerusalém como na Judéia”. Aqui nós encontramos desde e até. E isto nos dá uma idéia de simultaneidade: tanto em um lugar, como no outro; porém, com preferência para o lugar onde ainda o Evangelho não foi anunciado para não se correr o risco de edificar sobre fundamento alheio. Jerusalém era o Centro Financeiro de Israel e também onde havia uma maior concentração de pessoas e foi, portanto, o ponto de partida da pregação do Evangelho. É muito bom, plantarmos uma Igreja em um lugar onde há abundância de recursos e pessoas para evangelizar. Jesus não condena isto, mas é taxativo quanto ao permanecermos concentrados na Metrópole. A Pregação obediente passa por Jerusalém e alcança os “os confins da terra”. Por este motivo, somos responsáveis em plantar Igrejas, tanto em Lisboa, como no Sul do Tejo e até os Concelhos não-alcançados.

Portugal é um grande desafio missionário! 

(Vejamos os dados apresentados pela Missão Global 2015):

1. Portugal integra a Europa pós-cristã e em muito aspectos está relacionado com a janela 10×40. Cabe salientar que a Reforma protestante nunca alcançou a Península Ibérica!

2. Portugal tem apenas 1% de cristãos evangélicos.

3. O tamanho médio das igrejas evangélicas em Portugal é de 55 membros.

4. Portugal tem 1 igreja evangélica para cada 7.313 habitantes.

5. As igrejas portuguesas necessitam ser revitalizadas, pois muitas estão a “morrer” a uma velocidade assustadora. É urgente a elaboração e implantação de um “Plano de Revitalização de Igrejas em Portugal”.

6. Portugal precisa ter 1 igreja evangélica para cada 3500 habitantes numa primeira fase (saturação nível 3). É importante lembrar que esta fase idealizada não signifca a saturação plena do país, que está relacionada a 1 igreja para cada 1000 habitantes (saturação nível 1).

7. Portugal precisa portanto de mais 1533 igrejas até 2015 nesta primeira fase (saturação nível 3).

8. Portugal tem 233 localidades consideradas prioritárias para a plantação de novas igrejas.

9. Portugal é um país não-alcançado, e possui 44 Concelhos, 21 sedes de Concelho e mais de 3000 freguesias sem a presença evangélica.
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Para termos uma igreja acessível a todos, são necessárias pelo menos 1533 novas igrejas evangélicas distribuídas por todo o país, conforma o quadro a seguir:

10. É preciso desmistificar o que é uma igreja. Alguns paradigmas impedem o avanço do Reino e deverão ser discutidos de forma ampla oportunamente.

11. É preciso desmistificar quem planta e quem dirige uma igreja. Alguns paradigmas impedem o avanço do Reino e deverão ser discutidos de forma ampla oportunamente.

12. É preciso formar plantadores de igrejas a partir das igrejas locais (sacerdócio universal – díscípulos que fazem discípulos que fazem discípulos.)

13. Continua a ser necessária e fundamental a entrada de missionários estrangeiros em Portugal devidamente orientados para ajudar a igreja portuguesa a alcançar Portugal e a desenvolver uma visão e uma acção missionária mais efectiva até os confins da Terra.

2. Para além da classificação dos distritos do ítem 1 acima, foram também identificadas 233 localidades estratégicas para a plantação de novas igrejas em Portugal. Os critérios utilizados foram:

a. 44 concelhos não-alcançados

b. 21 sedes de concelhos sem igreja (há contudo pelo menos uma igreja no concelho)

c. 168 localidades sem igrejas e que possuem escolas do 3º ciclo.

Na tabela abaixo estão todos os concelhos não alcançados (44) ordenados pela sua densidade demográfica.

Concelho

Distrito

População

Câmara de Lobos

Ilha da Madeira

34818

Baião

Porto

21370

Celorico de Basto

Braga

20044

Valpaços

Vila Real

19154

Vieira do Minho

Braga

14395

Ansião

Leiria

13666

Sátão

Viseu

13419

Montalegre

Vila Real

12150

Vouzela

Viseu

11807

Vila Franca do Campo

Ilha de São Miguel

11039

Carregal do Sal

Viseu

10555

Penalva do Castelo

Viseu

8768

Stª Marta de Penaguião

Vila Real

8400

Tarouca

Viseu

8303

Ponta do Sol

Ilha da Madeira

8189

Alvaiázere

Leiria

8016

Vila Flor

Bragança

7688

Almeida

Guarda

7592

Armamar

Viseu

7318

Ribeira de Pena

Vila Real

7251

Sabrosa

Vila Real

6879

Povoação

Ilha de São Miguel

6696

Murça

Vila Real

6548

Tabuaço

Viseu

6501

Vila Nova de Paiva

Viseu

6319

Madalena

Ilha do Pico

6132

São Vicente

Ilha da Madeira

6063

Ourique

Beja

5764

Golegã

Santarém

5621

Sousel

Portalegre

5504

Fornos de Algodres

Guarda

5398

Nordeste

Ilha de São Miguel

5254

Mesão Frio

Vila Real

4652

Manteigas

Guarda

3835

Vila Velha de Ródão

Castelo Branco

3708

São Roque do Pico

Ilha do Pico

3662

Mourão

Évora

3359

Monforte

Portalegre

3209

Vila de Rei

Castelo Branco

3201

Porto Moniz

Ilha da Madeira

2762

Alvito

Beja

2709

Barrancos

Beja

1806

Lajes das Flores

Ilha das Flores

1491

Corvo

Ilha do Corvo

461

Para visualizar estas localidades estratégicas clique aqui e procure o link “localidades sem igreja”.

3. TOP 10

Veja os 10 Distritos mais necessitados em termos de plantação de novas igrejas bem como as suas localidades estratégicas agrupadas em blocos prioritários (para ver clique aqui):

Para saber as necessidades de plantação de igrejas nos demais distritos de Portugal para além dos TOP 10, para ver clique aqui.

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Os sites de onde eu tirei estas informações:
http://missaoglobal2015.com/about/ e http://www.congresso.vibis.com/

Peço a todos os líderes de Portugal, que leiam as informações destes sites. Entrem em contacto e se possível, adoptem um Concelho não-alcançado. Participem deste Desafio: Uma Igreja em cada Concelho não-alcançado até 2015.  Invistam neste Projecto do Reino. Podemos e devemos fazer algo!

Motivos de Oração:

  • Ore pela salvação de cada Concelho não-alcançado. Imprima as informações. Cole em seu mural de Oração e ore muito, e todos os dias por aqueles que, mesmo sendo nossos vizinhos, ainda não conhecem a Jesus.
  • Ore por uma estratégia nacional de plantação de igrejas.
  • Ore por um movimento de despertamento de famílias com filhos recém-nascidos ou em idade escolar que se disponham a mudar a sua residência para os concelhos e freguesias não alcançados em Portugal, e aí vivam a sua fé de forma relevante e com bom testemunho.
  • Ore por missionários que apoiem essas famílias e as pastoreiem.
  • Ore pelos vários seminários teológicos em Portugal para que invistam em cursos de plantação de igrejas.
  • Ore pelas igrejas para que invistam no despertamento de vocações direccionadas para a plantação de igrejas.
  • Ore pelo projecto da AEP Missão Global 2015, e para que a adopção de povos não alcançados por igrejas portuguesas sejam, definitivamente, implantadas e consolidadas em Portugal.


Que Deus os abençoe! Daniele Marques.







22º Dia – Oremos pelos Imigrantes em Portugal!

17 04 2011

Portugal tem aproximadamente 10.698,888 habitantes e quase meio milhão de Imigrantes legais. Em 1990 residiam em Portugal 107.767 estrangeiros, em 2000 passaram a ser 207.587. No ano de 2009, o último disponibilizado pelo SEF, viviam em território português 454.191 estrangeiros. Mas acreditamos que estejam cá muito mais, uma vez que o SEF registra apenas os imigrantes já legalizados. Alguns crêem, que pelo menos 10% da população seja efectivamente, de imigrantes. Deste número, as comunidades mais representativas são a brasileira, a cabo-verdiana e o contingente de imigrantes dos países de leste, com predominância para os ucranianos.

 OS PARTIDOS TEM OPINIÕES DIFERENTES SOBRE “O QUÊ” DEVE-SE FAZER COM OS ESTRANGEIROS

 Em Portugal, da esquerda à direita, existem diversas visões e argumentações no que diz respeito às políticas de imigração. Desde a “igualdade” entre portugueses e imigrantes, proposta pelo Bloco de Esquerda, até ao repatriamento imediato de todos os clandestinos para os seus países de origem, sugerido pelo PNR (Partido Nacional Renovador), o que não faltam são propostas para o problema da imigração.

 À esquerda, o Bloco defende uma “nova política de imigração” que passe pela regularização dos clandestinos e a legalização dos imigrantes, com todos os direitos e deveres, a atribuição direito de voto a todos os imigrantes que estejam em Portugal há mais de três anos, bem como, a concessão de autorização de residência aos actuais portadores de autorização de permanência, extinguindo-se esta última categoria. Por outro lado, o BE (Bloco de Esquerda) recusa qualquer tipo de políticas de criminalização da imigração, como as adoptadas, em Itália, pelo governo de Berlusconi.

 O PCP (Partido Comunista Português) não tem uma posição tão taxativa quanto a do Bloco de Esquerda, porém, os comunistas apontam a sua acção política para o mesmo sentido que os bloquistas, ou seja, pretendem a legalização dos imigrantes e das suas famílias, a equiparação ao nível de direitos entre trabalhadores portugueses e estrangeiros. Ao nível das prestações socais, o Partido Comunista defende uma maior abrangência para os imigrantes, como forma de os ajudar na inserção social. O partido liderado por Jerónimo de Sousa demonstra-se, ainda, desfavorável a um sistema de quotas que, segundo os comunistas, cria marginalização social, exploração desenfreada e constante violação dos direitos humanos.

 À direita, o CDS (Centro Democrático Social, partido Popular) pretende uma resposta comum ao nível dos Estados-membros da União Europeia, defendendo que a “Europa deve ser aberta mas deve regular a imigração”. Isto significa dizer que a política de imigração deve atender ao desenvolvimento económico e demográfico, bem como às capacidades de recepção e, por fim, às ligações com cada um dos países de origem das comunidades imigrantes. Defendem um controlo rigoroso da entrada, saída e permanência de cidadãos estrangeiros, assim como, a criação de Gabinetes de Informação e Apoio ao Imigrante (GIAI), destinados a fornecer conhecimentos básicos da legislação portuguesa, em todas as Lojas do Cidadão. No que toca à ligação com a criminalidade, o CDS propõe que em caso de condenação por crimes graves cometidos por titulares de vistos de residência, detidos em flagrante delito, a consequência seja a expulsão do país.

 O PNR aponta a imigração como uma das causas da actual difícil situação do país. Os nacionalistas consideram que a imigração em massa traduz-se numa ameaça à soberania, segurança dos portugueses, cria situações de injustiça para os trabalhadores portugueses, que se vêem confrontados com a “concorrência desleal de mão-de-obra mais barata vinda do exterior”. O PNR  fala num aumento generalizado da insegurança no país e aponta as suas causas: redes de crime organizado estrangeiras que operam em Portugal e gangues compostos por jovens de origem africana. Para dar resposta a este problema, o Partido Nacional Renovador defende a renúncia aos Acordos de Schengen, a criminalização do apoio à imigração ilegal, alterar a Lei da Nacionalidade para que os imigrantes “nunca possam recorrer ao subterfúgio de ter filhos em Portugal para poderem ficar a viver permanentemente no nosso País” e ainda, decretar o repatriamento imediato de todos os clandestinos para os seus países de origem. (http://e-clique.com/m3-portugal/2011/03/06/imigracao-um-problema-ou-uma-solucao/).

Enquanto não há um concenso entre os partidos políticos de Portugal, se os imigrantes são um problema ou uma solução, eles ficam, de um lado, aceitos como importantes para o desenvolvimento do país e aquecimento da sua economia; mas por outro lado, sofrem imensas discriminações, correndo o risco, inclusive de serem explusos do país.

 E QUANTO A NÓS, POVO DE DEUS? QUAL É A NOSSA POSIÇÃO?

Penso, que pelo facto de sermos cristãos, temos que nos posicionar, com relação aos imigrantes. E a melhor solução é aquela que a Palavra de Deus nos dá. Essa convivência entre nativos e imigrantes é muito antiga. Já na época de Moisés, e até mesmo antes, temos ouvido falar disto. O povo de Israel foi imigrante (estrangeiro) em muitas terras e este foi um dos motivos pelos quais Deus ordenou que eles deveriam tratar bem aos estrangeiros: “Também não oprimirás o estrangeiro;  pois vós conheceis o coração do estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito” (Ex 23. 9).

 O Senhor também não permitia que seu povo discriminasse ou oprimisse seus estrangeiros. Veja:

 “Uma mesma lei haja para o natural e para o estrangeiro que peregrinar entre vós” (Ex 12.49).

“Como um natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco; amá-lo-ás como a ti mesmo, pois estrangeiros fostes na terra do Egito. Eu sou o SENHOR vosso Deus” (Lv 19. 34).

“Não perverterás o direito do estrangeiro e do órfão; nem tomarás em penhor a roupa da viúva” (Dt 24. 17).

“Maldito aquele que perverter o direito do estrangeiro, do órfão e da viúva. E todo o povo dirá: Amém” (Dt 27. 19).

“O SENHOR guarda os estrangeiros; sustém o órfão e a viúva, mas transtorna o caminho dos ímpios” (Sl 146. 9).

“Ao povo da terra oprimem gravemente, e andam roubando, e fazendo violência ao pobre e necessitado, e ao estrangeiro oprimem sem razão (Ez 22. 29).

Jesus disse que quem tratasse bem ao estrangeiro, estaria fazendo-o a ele: “Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me” (Mt 25. 35).

Há uma certa identificação, entre a realidade étnica do primeiro século e o fenómeno das migrações no Portugal actual: “E em Jerusalém (podemos ler: Portugal) estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.” Atos 2.5

Portugal, que foi peregrino e estrangeiro por tantas terras, foi desbravador de territórios “DANDO NOVOS MUNDOS AO MUNDO”, e emigrou para muitos deles, agora tem, dentro de suas portas, muitos imigrantes. Eles estão à nosso cargo, e segundo a Palavra de Deus, precisam ser amados, hospedados, e cuidados, sem discriminação, como vimos nos textos acima referidos. A expressão multi-culturas é algo, que de facto, estamos acostumados.

Quantas aflições têm de passar para a sua reinserção na cultura, costumes, trabalho, religião, etc.? Quantos sofrem com discriminações, racismo, imensas burocracias com os processos de legalização, falta de assistência médica, de emprego, etc? Será que já paramos para perguntar: se eles estão cá, o que Deus pretende com isto?

Este é um desafio. Hoje temos de alcançar os grupos étnicos aqui representados e dispor-nos a ajudá-los com aquilo que, muitas vezes sem eles saberem, é o que de melhor poderão levar desta experiência de imigração, ou seja: o Evangelho de Jesus Cristo.

A pergunta feita em Atos 2.12:“O QUE QUER ISTO DIZER?”, surgiu num ambiente de uma cidade carregada de diversidade étnica e linguística. Essa pergunta deve estimular-nos à reflexão. Tendo uma realidade multi-étnica muito semelhante a esta vivida num dia especial em Jerusalém. Como responderemos nós ao desafio missionário da comunidade imigrante entre nós? Independentemente da nossa resposta, Deus já está a trabalhar entre os milhares de imigrantes que estão paredes-meias a partilhar connosco este espaço e este tempo, tão especial nas nossas vidas. E PORQUE? Uma pergunta que nunca teve resposta, poderá neste caso particular ter a seguinte solução:

 Nós não fomos, Deus enviou-os até nós! E agora?

 (O texto a seguir é de autoria de Fernando Cunha, Ministério Alkantara / Igreja Baptista de Faro e responde a esta pergunta):


“AMAI O ESTRANGEIRO” (DT. 19:10 A)

Há vários anos, ouvimos falar de uma perseguição longínqua movida contra os cristãos nos países de governo comunista. Emocionamo-nos com os testemunhos vindos da ex-União Soviética, da Roménia, da China e da Albânia, entre outros. Certamente, até oramos pelos nossos irmãos e pela quebra de barreiras à pregação do Evangelho nesses países.

Há menos anos, tomamos consciência das perseguições nos países muçulmanos e nas tremendas dificuldades que se levantam contra a evangelização nesses países…

Mas não fomos! A esmagadora maioria dos missionários transculturais estão em países já alcançados. A Igreja portuguesa, há muito habituada a receber missionários do exterior tem-se mostrado fechada ao envio de obreiros.

Foi então que Deus os trouxe até nós. Dos países da ex-União Soviética, da China, de Marrocos, do Egipto e da Argélia, para só citar alguns. Eles estão cá!

E nós?

Chamamos-os de ladrões, dizemos que andam a roubar os nossos empregos e observamo-los como quem observa animais num zoológico. Mas foi Deus, quem os trouxe para nos entregar o enorme privilégio de os alcançarmos com o Evangelho de Jesus.

Temos em nossas mãos um campo de missões tremendo. Eles estão cá, e cá podemos evangelizá-los em liberdade (pelo menos por enquanto!)

Durante quase 40 anos de expedições a um país muçulmano, tenho sentido muito profundamente a dor de conhecer um país onde é proíbido pregar o Evangelho. Mas os muçulmanos estão cá, as suas mesquitas também, e nós o que fazemos?

Chegou a altura de fazer como Jesus disse: Levantar os olhos e VER. Chegou a altura de pedirmos ao Senhor que nos faça sentir a Sua paixão pelos perdidos e que essa paixão nos mova à acção.

Chegou a hora de buscarmos a Sua face, entendermos que Ele nos a entregou para ouvirmos as Suas estratégias para alcançarmos os que Ele nos enviou.

Somos responsáveis perante o Senhor por aquele muçulmano que trabalha ao pé de nós, por aquela senhora chinesa que nos atende na sua loja tantas vezes, por aquele egípcio, dono do restaurante onde vamos comer quando queremos celebrar algo importante. SOMOS RESPONSÁVEIS!!!

Não fomos, Deus enviou-os. Vamos agir?

Motivos de Oração:

  • Pedir perdão ao Senhor, por todos os maus-tratos e racismos que fizemos nossos imigrantes sofrer.
  • Para que Deus nos dê uma genuína e intensa paixão pelos imigrantes não-alcançados.
  • Pela salvação dos imigrantes que encontram-se em Portugal.
  • Para que a Igreja realmente, sinta-se responsável pelos imigrantes, entendendo o grande privilégio e a grande responsabilidade que Deus nos está a conceder. Precisamos amá-los e cuidar bem deles. Qualquer atitude hostil, é considerada pelo Senhor, como opressão e injustiça social e portanto, pecado.
  • Por uma boa integração dos imigrantes, na sociedade portuguesa.
  • Para que Deus destrua todo e qualquer preconceito e racismo que possa existir entre nós.
  • Em Portugal há igrejas inteiras com maioria de imigrantes e por causa de toda esta crise, muitos estão voltando para suas casas (muitos mesmo). Pr. Carlos, da Igreja Elim, mencionou este facto e pediu orações pelo imenso número de igrejas que estão perdendo seus membros.
Que Deus o abençoe! Daniele Marques.




21º Dia – Oremos pelos nossos Governantes!

16 04 2011

A CORRUPÇÃO

 “O SENHOR Deus tem uma acusação a fazer contra o povo que vive neste país. Escutem, israelitas, o que Deus está dizendo: — Não há sinceridade, não há bondade, e ninguém neste país quer saber de Deus.  Juram falso, mentem, matam, roubam e cometem adultério. Os crimes e os assassinatos aumentam.  Por isso, a terra ficará seca, e tudo o que vive nela morrerá. Morrerão os animais, as aves e até os peixes” (Oséias: 4.1-3)

Nos tempos do profeta Oséias, Israel era uma nação corrompida. Reinava a mentira, o roubo, e o crime, ou seja, o abuso de autoridade (pública ou privada) para benefício próprio, era comum. Este é um facto que devemos considerar, quando a corrupção não é devidamente enfrentada e contrariada por cada cidadão e pelo estado, a nação pode mergulhar numa depravação e perversão generalizada.

Nos nossos dias, em Portugal, o quadro não parece muito diferente.

Vários títulos de jornais revelam a corrupção nos mais diversos sectores da nossa nação: Corrupção no Desporto, corrupção nas autarquias (as suspeitas que pairam sobre a Câmara Municipal de Lisboa, entre outras), corrupção na economia (a fuga ao fisco como problema transversal na nossa sociedade), corrupção na política (começa a ser cada vez mais frequente vermos figuras politicas a serem arrastadas para a barra dos tribunais) e de forma lamentável e paradoxal a própria justiça não escapa a esta maré negra da corrupção, sendo quase prática comum a violação do segredo de justiça.

 Segundo o Diário Económico “a criminalidade económica e financeira consolidou-se em Portugal”. Dizia então o artigo que dados do Ministério Publico apontavam para a abertura de mais de 8 mil inquéritos relativos a fraudes, corrupção, crimes fiscais, branqueamento de capitais e infracções de tecnologia. Estes números revelavam uma média de 13 novos inquéritos por dia. A maioria incide sobre casos de corrupção (42,3%), que estão a ser investigados pela Policia Judiciária e dizem respeito a suspeitas que recaem sobre órgãos e dirigentes de autarquias.

O assunto é realmente muito sério, de tal forma que a luta contra a corrupção foi o tema dominante do discurso evocativo do 5 de Outubro passado, proferido pelo Presidente da Republica (PR) e também o foi para o Procurador-Geral da Republica (PGR) no dia da sua tomada de posse. Na sua intervenção, o Presidente da República disse que a corrupção “tem um potencial corrosivo para a qualidade da democracia, que não pode ser menosprezado” e por isso “o combate à corrupção é vital”. Por seu lado o PGR afirmou, “a verdade é que em cada povo e em cada época tem que existir aquele mínimo de valores éticos a respeitar, e subjacentes à feitura e aceitação das leis… não havendo essa consciência moral e a certeza de que todos serão tratados de igual forma, existindo antes a convicção de que todos se governam e de que a corrupção é um mal menor e inevitável, os esforços contra a corrupção serão sempre votados ao fracasso”.

 O quadro é realmente negro, as autoridades parecem despertas para o problema mas até hoje não conseguiram inverter esta tendência.

A Igreja não deve adoptar uma postura de resignação porque fomos desafiados por Jesus Cristo para sermos o Sal da terra. Uma das características do sal é precisamente evitar a decomposição, sendo factor de conservação dos alimentos. Jesus ensinou também que seriam “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça.” A Igreja tem que assumir a sua responsabilidade.

Levantemos a uma só voz um clamor diante de Deus para que tenha misericórdia da nossa nação e estabeleça entre nós o seu reino, que é de justiça, e de paz, e de alegria no Espírito santo. “Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade”.                                     

  Pastor João Pedro Carvalho
                                    Assembleia de Deus de Coimbra
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Somente um Poder pode contrariar a corrupção. O único Poder que consegue guardar-nos de corrupção é o de JESUS CRISTO. É essencial que os filhos de Deus mantenham um coração puro e incontaminado do sistema do mundo, do hedonismo, do humanismo e dos desejos da carne. Para isto é necessário que abracemos de corpo e alma a Palavra de Deus e suas promessas.

Pedro diz que Deus nos deu grandíssimas e preciosas promessas para que por elas nos tornemos co-participantes na natureza divina, livrando-nos da corrupção das paixões que há no mundo. A natureza de Deus em nós é alcançada mediante o novo nascimento. É desenvolvida através de meditação constante na Palavra de Deus, após a crucificação dos desejos da nossa carne. “Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção, mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna. E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”.  É tempo da igreja se levantar e semear no Espírito para que o mundo perceba que há como colher o bem. É tempo da igreja acender uma luz para que o mundo perceba que as trevas são dissipadas; é  tempo da igreja ser igreja: Sal da terra, para que no meio do mundo, possa evitar a sua corrupção. Sejamos pois sal fora do saleiro. O mundo preciso, o mundo espera, o mundo exige.

Jacinto Rosa
Pastor do Centro Cristão Fonte de Vida
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Como o cristão deve se portar, face à corrupção que assola o mundo todo (e não somente Portugal):

  • Cada cristão deve adoptar  uma conduta irrepreensível em toda a sua maneira de viver. Todos os dias e em todos os lugares, por todos os meios. Isto deve ser inegociável!
  • O Evangelho de Cristo, capaz de transformar o Homem corrupto num Homem íntegro, deve ser anunciado a tempo e fora de tempo.
  • Os Princípios Bíblicos, essenciais na formação de uma consciência moral e ética, devem ser transmitidos de forma adequada e persistente a cada geração.
  • Cada cristão, em obediência à Palavra de Deus, deve manter uma vida diária de oração, súplica e acções de graças pelos seus governantes, pois todos eles, foram constituídos por Deus. Veja o que nos diz a Palavra: “Exorto, pois antes de tudo, que se façam súplicas, orações, intercessões e acções de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda piedade e honestidade” (1 Tm  2. 1-2).

 Motivos de Oração:

  • Peçamos perdão pelos nossos pecados e os pecados da nossa nação.
  • Oremos pelo Presidente da República, pelo Primeiro Ministro, pelos Ministros das diversas áreas, pelos deputados, pelos partidos políticos, pelos Governadores Civis, pelos presidentes das Câmaras Municipais, pelos Presidentes das Juntas de Freguesias em todo o país, pelos vereadores municipais e todos aqueles que de alguma forma exercem autoridade neste país.
  • Oremos contra toda forma de corrupção no coração dos nossos governantes.
  • Oremos para que Deus possa abrir portas para a pregação do Evangelho dentro dos ministérios públicos.
  • Oremos pedindo salvação para nossos governantes ( 1 Tm 2.1-6)
  • Oremos para que nossos governantes sejam completamente transformados pela Palavra de Deus, sejam cheios do Temor do Senhor e de sabedoria.
  • Oremos por estabilidade política.
  • Oremos por um renovo de ética e moral no seio das autoridades da nação portuguesa.

Que Deus o abençoe! Daniele Marques.

“Bem-aventurada é a nação, cujo Deus é o Senhor e o povo ao qual escolheu para sua herança”  (Salmo 33.12)





20º Dia de Oração – Desertificação, uma consequência da Emigração das Áreas Rurais!

15 04 2011

Quero começar este artigo, fazendo uma diferença entre os termos Imigração e Emigração. Imigração é o movimento de entrada, com ânimo permanente ou temporário e com a intenção de trabalho e/ou residência, de pessoas ou populações, de um país para outro. Ex: um brasileiro que venha morar em Portugal. Já emigração é o ato e o fenômeno espontâneo de deixar seu local de residência para se estabelecer numa outra região ou nação em busca de trabalho ou residência. Ex: um português do interior que sai de Portugal para morar em Lisboa, ou em algum outro país.

Até há poucos anos atrás Portugal era um país essencialmente rural, poder-se-ia dizer que não haviam pessoas nascidas no “asfalto”, as pessoas nasciam na província e só depois debandavam para as grandes cidades do litoral. A relação com a ruralidade e com tudo o que tinha a ver com a terra era por demais evidente. Nos anos 60 e 70 não havia agregado familiar que migrasse para os arredores das grandes cidades que não arranjasse maneira de ter a sua horta e os seus animais domésticos, normalmente galinhas, coelhos, patos… nas hortas cultivava-se batatas, cebolas, couves, feijão verde, tomate, etc.

 Com o aumento da globalização e da modernidade; também, devido à falta de empregos, muitos portugueses precisaram emigrar para outros países ou até mesmo para Lisboa, em busca de trabalho e meio de vida melhores. E grande parte da população das aldeias e das regiões rurais de Portugal, principalmente do Norte, abandonaram seus locais de origem, para migrarem para o litoral ou para lugares com mais oportunidades de trabalho.

 Hoje já quase ninguém quer “perder tempo” a tratar da horta ou dos animais. O consumismo leva a que as pessoas comprem tudo nos hipermercados e há muitas crianças das cidades que nunca viram uma galinha ao vivo ou a rama de uma cenoura… Estes factores contribuem para um desenraizamento, para uma falta de identidade, para uma frustração e uma desmotivação das pessoas. Infelizmente, isto tem implicações negativas para muitas famílias: deixam de existir os laços fundamentais de coesão social, cultural e familiar.

Outro problema é a desertificação do interior, que perde sua população jovem, que sai em busca de novas oportunidades, deixando seus pais, já idosos, a cuidar dos campos. Ao chegar a idade, não podem mais trabalhar como antes, e consequentemente, os campos perdem a produtividade. E sem produtividade, vão ficando cada vez mais áridos, até se tornarem completamente desertos e inférteis. O interior do país sofre com tudo isto: os campos ficam ao abandono, as florestas (e os incêndios) entram pelas aldeias porque ninguém as detém (as hortas deram lugar a florestas desordenadas), muitas casas começam a ficar degradadas porque as pessoas que lá vivem envelheceram e não têm possibilidades de fazer a manutenção necessária, as populações envelhecem a ritmo acelerado e deixa de haver interacção entre gerações mais novas e mais velhas.

 Para entender mais sobre este assunto: assista os vídeos:

“a terra está de luto, e todo que mora nela desfalece…” Oséias 4: 3

A palavra “Desertificação” é a degradação do solo, cuja qualidade e quantidade é determinante para o desenvolvimento de plantas, colheitas, florestas, animais, bem como o estabelecimento das comunidades humanas, que é consequencia da emigração das populações rurais, para os centros urbanos ou para países desenvolvidos, que deixam a terra sem capacidade de produzir.

Portugal é um dos países da bacia do Mediterrâneo onde a desertificação é particularmente sentida, com cerca de 60% do seu território susceptível à desertificação e à seca. As características mediterrâneas do clima associado à geologia, são factores que contribuem para que no território português se encontrem zonas classificadas de semi-áridas e sub-húmidas secas.

As políticas de ordenamento do território desajustadas, como a campanha do trigo nos anos 30 ou a plantação de monoculturas de eucalipto durante os anos 80 do século passado, os incêndios florestais que grassam ao longo do Verão, o regime hídrico torrencial que caracteriza o clima mediterrânico, a ocupação urbana e industrial dos melhores solos agrícolas, são tudo factores que têm contribuído para a degradação e erosão do solo pobre e frágil que Portugal possui. Este é um fenómeno, que sendo complexo, urge ser travado. É a nossa subsistência que está em jogo, pois a diminuição da capacidade agrícola dos nossos solos, bem como o abandono dos meios rurais, terá como consequência a nossa futura dependência de terceiros para alimentarmos a nossa população.

 No Velho Testamento Deus através do profeta Oséias refere a reacção da criação perante aquilo que observa no relacionamento existente entre o povo de Israel (Os 4:1-3). O profeta Isaías, contemporâneo de Oséias, declara que “são os seus moradores” os responsáveis pela degradação da terra (Is. 24:5-6). Mais tarde, o profeta Jeremias lamenta-se perante o estado deplorável em que a terra se encontra (Jer. 12: 4). São alguns exemplos que encontramos nas Sagradas Escrituras que mostram o desagrado de Deus pela forma como é tratada a sua Criação, onde o Ser Humano é o expoente máximo.

Felizmente, a obra redentora de Cristo Jesus dá-nos esperança genuína sobre o nosso futuro e sobre o futuro da Criação (Jo. 3:16; Cl. 1:17-20; Rm. 8:19-22). Nesse sentido, enquanto adoradores do Criador temos de reflectir sobre a nossa relação uns com os outros e com a própria criação à luz da Bíblia. Isso implica avaliar o nosso estilo de vida e os sistemas sociais económicos onde estamos inseridos e procurar a vontade de Deus.

Neste sentido, creio que desertificação não se refere apenas a tudo o que foi exposto acima. Ao nosso lado, o nosso próximo poderá estar a ser perturbado pela “desertificação espiritual” sendo a nossa responsabilidade apresentar Aquele que afirmou “…aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede;…” (Jo.4: 14). Filipe Bally Jorge, Biólogo.

(Fontes: matéria de José Alex Gandum (Jornalista), textos da Jocum, vídeo site do pr. Denner)

Motivos de Oração:

  • Pela salvação dos portugueses que estão a envelhecer nas aldeias, muitas delas, sem nenhuma igreja evangélica.
  • Por envio de pastores missionários para estas regiões não-alcançadas de Portugal.
  • Pela preservação da biodiversidade, criação de Deus, presente em Portugal.
  • Pelas autoridades locais, nas decisões que tomam, relativas à ocupação do solo.
  • Pelas famílias que perdem tudo devido a catástrofes naturais, incêncios, etc, efeitos da desertificação.
  • Por uma maior consciência ambiental e cívica dos portugueses.
  • Por medidas do governo de re-população dos lugares abandonados.
Que Deus te abençoe! Daniele Marques.






19º Dia – Oremos pelos Carenciados de Portugal!

14 04 2011

POBREZA:

O risco de pobreza em Portugal sobe cinco pontos percentuais, (de 18 para 23 por cento) no caso das crianças (até aos 17 anos inclusive) e é de 22 por cento no caso dos idosos (a partir dos 65 anos).

O Eurostat revela ainda que mais de metade dos habitantes em Portugal (64 por cento) não consegue pagar uma semana de férias no estrangeiro e nove por cento da população não tinha, em 2008, possibilidades de adquirir viatura própria. Relativamente aos consumos de primeira necessidade, 35 por cento dos que habitam em Portugal não têm capacidade para manter a casa adequadamente quente (face a dez por cento da Europa a 27) e quatro por cento da população não tem condições financeiras para fazer uma refeição, pelo menos dia sim dia não, de carne, peixe ou equivalente vegetariano (um número mais positivo do que a média europeia, que se situa nos nove por cento).

De entre os 27 países que compõem a União Europeia, Portugal não é, ainda assim, dos mais severamente afectados pelo risco de pobreza. Em 2008, Letónia (26 por cento), Roménia (23 por cento), Bulgária (21 por cento) e Espanha e Grécia (21 por cento), eram, segundo o estudo do Eurostat, os mais afectados pelo risco de pobreza. Os países da União Europeia com menos risco de pobreza são a República Checa (9 por cento) e Holanda e Eslováquia (11 por cento). Jornal Público on line.

Desemprego em Crescimento

O FMI aponta para um crescimento contínuo da taxa de desemprego em Portugal, de 11,9% este ano, num crescimento de 0,9 pontos percentuais em relação ao ano passado, para 12,4 por cento em 2012.

Inadiplentes:

Só este ano, a impossibilidade de pagamento da prestação ao banco levou a que mais de 700 famílias portuguesas perdessem a casa onde moravam, segundo noticia o Correio da Manhã.

Segundo dados fornecidos pelo pr. Luiz Pizano, da Igreja Metodista Wesleyana, “nos últimos dias, devido à crise, aproximadamente 35.000 famílias ficaram sem pagar a renda (aluguel).  Dessas famílias, muitas tiveram os seus abonos cortados pelo governo. Até o Banco Alimentar diminuiu seu fornecimento de alimentos”. Pastor Luiz pede oração por estas famílias.

Carenciados Sem-teto:

Segundo os dados fornecidos pelo pr. Dantas, da Igreja Batista Shekinah, existem aproximadamente 3.000 moradores de rua em Portugal, muitos deles, sem ajuda alguma”. Segundo ele, que realiza um lindo trabalho com Moradores de rua, “essas pessoas estão muito abertas à Palavra de Deus, porém, não há muitos que invistam neles”. Pr. Dantas pede oração pelos carenciados de Portugal.
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Reportagem sobre a Pobreza em Portugal:

“Porque sempre tendes os pobres convosco”

Talvez estas palavras de Jesus nunca tenham sido tão profeticamente actualizadas como nos dias em que vivemos. Num total de 493 milhões de habitantes, a pobreza é uma realidade que actualmente afecta 68 milhões de pessoas na Europa da União (16% da população). Em Portugal, com 1 em cada 5 portugueses a viver nessa condição, o alarme tem soado a todos os níveis da sociedade, envolvendo o próprio Presidente da República.

A pobreza pode ser entendida sob três perspectivas principais: na esfera económica, que envolve a falta de recursos financeiros – o aspecto mais referido por ser quantificável; na esfera material, que compreende as necessidades mais básicas (alimentação, vestuário, alojamento e saúde); e na esfera social, que tem a ver com a qualidade de vida, envolvendo aspectos que não sendo de sobrevivência (como o acesso à educação, informação, diversão, etc.), podem mesmo assim conduzir à exclusão social do indivíduo.

O entendimento de pobreza varia de acordo com a geografia e o contexto social, daí que ser-se pobre na Índia, na Guiné ou nas Filipinas, é completamente diferente de ser-se pobre na Suécia, na Austrália ou no Canadá. A nível da União Europeia, considera-se em risco de pobreza toda a pessoa que tem rendimentos inferiores ao limiar de 60% do rendimento mediano equivalente.

Conforme se constatou atrás, a problemática da pobreza (e os seus contextos envolventes) não é um fenómeno exclusivo de Portugal, mas uma realidade europeia e do chamado ‘primeiro mundo’; contudo, atinge no nosso país dimensões que não são próprias do seu enquadramento político e geográfico. A sintomática disso é que enquanto a União Europeia tem em média um Produto Interno Bruto (PIB) de €22.600 por habitante, Portugal fica-se pelos €16.800.

As comparações, com os nossos parceiros europeus, não são propriamente uma fonte de inspiração: apesar de os sucessivos governos terem aumentado o seu investimento na protecção social, que em 2004 era de 24,9% do PIB (contra apenas 21,7% em 2000); a média da União Europeia é presentemente já de 27,3%. Aliás, a realidade mostra que pese, embora todos os esforços desenvolvidos ao longo dos anos pelo Estado, sociedade civil e organizações filantrópicas, é apropriado afirmar-se que a situação da pobreza em Portugal se encontra hoje aos mesmos níveis de há 20 anos atrás.

É neste contexto desafiante e complexo que vivem as igrejas cristãs em Portugal. A citação com que este artigo se iniciou está incompleta, pois o texto do versículo todo diz o seguinte: “Porque sempre tendes os pobres convosco e podeis fazer-lhes bem quando quiserdes” . Jesus Cristo descreve uma realidade e diz depois o que se pode fazer sobre essa mesma realidade.

Salvo pouquíssimas excepções, a comunidade evangélica em Portugal tem tradicionalmente desenvolvido quase exclusivamente a sua ‘actividade’ na esfera espiritual. As poucas incursões na área social têm sido feitas muitas vezes por iniciativas individuais ou por se ver aí uma forma de ministrar aos crentes mais carenciados.

Os finais do século XX, vieram trazer novas realidades que possivelmente nem todas as igrejas acompanharam. Uma sociedade pós-modernista, multifacetada e retalhada por princípios adversos ao cristianismo, requer uma abordagem apropriada por parte da igreja; uma igreja que, sem abdicar dos seus objectivos evangelísticos, procura alcançar o ser humano como um todo. É este ministério holístico e este engajamento por parte da igreja em áreas que, não sendo aparentemente do foro estritamente ‘espiritual’, lhe abrem no entanto o caminho para a evangelização e a oportunidade de responder às necessidades da sociedade em que supostamente está inserida. Talvez tenha chegado o momento em que a Igreja deverá deixar de caminhar paralelamente à sociedade para tomar uma diagonal e envolver-se na realidade que a rodeia e ministrar ao seu próximo. A questão que então se levanta é: estão os cristãos evangélicos em Portugal preparados para dar este passo e empenharem-se activamente no combate à pobreza? À exclusão social e a muitos outros males que enfermam a sociedade de hoje? Estão as comunidades evangélicas deste país – e as suas lideranças – suficientemente despertas e motivadas para se comprometerem na luta contra a miséria que atravessa este país onde o Senhor as colocou? Se procuramos que a Igreja seja visível e relevante para a sua geração e para os desafios que a sociedade de hoje apresenta, dificilmente encontraríamos melhor área por onde começar!

Alberto Serém
Major do Exercito de Salvação

Evangelismo ou Ação Social?

Neste período em que tanto se tem falado das grandes dificuldades vividas na nossa sociedade em Portugal, como podemos nós, Igreja de Cristo, ficar indiferente com tudo aquilo que se passa. Deus não é indiferente! Não tem conta as vezes que são mencionadas nos meios de comunicação, palavras como: “Desemprego”, “Piores níveis de ensino de toda a Europa”, “Listas de espera da saúde”, “Sofrimento dos idosos”, “Reformas e pensões insuficientes”, “Rendimento Social de Inserção”, “Baixo poder de compra”, “Baixo nível de vida”, “Endividamento das famílias”, “Emigração”… Em tudo isto Deus tem a sua Palavra a dizer.

Se por um lado, nós, Igreja de Cristo, somos unânimes em concordarmos que só Deus pode transformar vidas de forma sustentável, por outro lado, muitas têm sido as dúvidas, inseguranças e divergências enquanto à estratégia que deve ser seguida: Evangelismo ou Acção Social ? Este debate não é novo !

Para uns, a acção social tem sido uma perda de tempo, um desgaste de energia e recursos, onde entram em conflito os interesses do mundo (nomeadamente os do Estado) e o propósito de Deus – o importante é as pessoas aceitarem Jesus, congregarem numa igreja e serem salvas.

Para outros, o evangelismo é estéril, ficando só pelo entusiasmo religioso e não produzindo nenhuma transformação de vida real – o importante é responder às necessidades sociais ajudando as pessoas a sair das suas dificuldades reais e começar a viver uma vida abençoada.

Durante muito tempo, e ainda nos dias de hoje, este debate tem sido vivido. Quantos vezes a acção social tem sido associada a movimentos eclesiásticos ditos “históricos”, ou por outras palavras, aos que menos avivados são, espiritualmente ? Quem associaria um avivamento espiritual a um mover da acção social ? Não nos sentimos nós mais cómodos ao pensar em igrejas cheias com tempos de louvor e adoração maravilhosos e pessoas quebrantadas a chorar diante da presença de Deus ? O inimigo das nossas almas tem sido muito astuto !! Ele tem conseguido entreter-nos com questões estratégicas de segundo plano, colocando muitas vezes em conflitos instrumentos que o próprio Deus deseja utilizar de forma complementar no seu devido contexto.

Na sequência do Congresso de Lausanne de 1974, chegou-se à conclusão de que no lugar de destronar o “Evangelismo” a favor do “Social”, era necessário “Entronizar o AMOR  como motivação histórica principal para as missões”. Desta declaração permita-me apresentar-vos três considerações importantes:

1. “Evangelismo” e “Acção Social” são actividade distintas. Quando se considera estas duas actividades uma só, uma das duas acaba sempre por desaparecer (frequentemente o Evangelismo). Ora, os frutos da “acção social” podem nunca vir a surgir, mas os da “proclamação” sempre surgirão. As respostas sociais são muitas vezes fundamentadas em estratégias e métodos humanos limitados e falíveis mas a Mensagem de Esperança vem directamente de Deus – Isaías 55:11.

2. A “Proclamação da Palavra” é central. A “acção social” e o “evangelismo” são sem dúvida nenhuma parceiros, contudo, não têm o mesmo peso. A principal necessidade das pessoas continua a ser a de reconciliar-se com Deus. De alguma forma, deve-se usar de muita criatividade para que os valores e princípios da mensagem de Deus sejam proclamados no desenvolvimento das acções sociais. Caso contrário, as pessoas só ficarão pelo reconhecimento a pessoas, a instituições ou a programas, em vez de serem gratas a Deus por aquilo que Ele está a fazer nas suas vidas.
3. “Evangelismo” e “Acção social” são inseparáveis. Em termos absolutos, podemos dizer que o “evangelismo” (conhecer Jesus) tem toda a
prioridade sobre a “acção social”. Contudo, em contextos específicos, assim não poderemos pensar: uma criança a morrer à fome precisa, acima de tudo, de algo que a mantenha viva.

Seja qual for a actividade desenvolvida, esta sempre deverá assentar em relacionamentos humanos. Pois, em tudo isto, a “Proclamação” tem de ser central. Ora, um “centro” sempre pressupõe um contexto, e este contexto é o de uma vida de AMOR. Não podemos pensar em termos de actividades. Pois o AMOR requer que se compartilhe a mensagem de esperança que vai ao encontro da maior necessidade das pessoas. Lutemos para que todas as pessoas envolvidas nesta acção social possa conhecer esta mensagem de esperança !! I Coríntios 13.

João Barros (JOCUM – ComPaixão)
Director do Centro de Acolhimento Temporário
Para Sem Abrigo – Exército de Salvação
Membro da IEFAV – Albarraque

Motivos de Oração:

  • Pela salvação e completa restauração da População carenciada de Portugal.
  • Pelas famílias que dia-após-dia, tem perdido suas casas, seus abonos, seus sonhos e sua dignidade.
  • Por um maior conhecimento, por parte das Igrejas, das necessidades reais das populações locais. Um conhecimento que leve à acção.
  • Pela manifestação do Amor de Deus aos carenciados, por parte da Igreja.
  • Pela promoção de encontros das lideranças das nossas igrejas e instituições sociais de cariz evangélico, no sentido de perceber que a acção social pode seguir, preceder e acompanhar o evangelismo.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.






18º Dia – Oremos pelas Polícias GNR e PSP!

13 04 2011


O suicídio é a principal causa de morte não natural entre os agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP e GNR), revela um estudo hoje divulgado em Peniche durante um seminário dos Serviços Sociais desta força de segurança.

“A principal causa de morte na Polícia entre 2006 e 2009 são os suicídios, que têm aumentado infelizmente, ocorrendo principalmente quando os agentes se encontram no ativo”, revelou a subcomissária Sílvia Caçador.

Falta de acompanhamento psicoafetivo

Segundo a autora do estudo, o problema pode estar relacionado “com uma falta de acompanhamento psicoafetivo e com as dificuldades em lidar com os problemas diários da profissão”.

Os suicídios ocorrem durante a vida ativa dos polícias, enquanto os acidentes de transporte, apontados como outra das principais causas de morte não naturais, acontecem já durante a aposentação.

As doenças do aparelho respiratório, provocados pela poluição atmosférica a que os polícias estão sujeitos quando fazem patrulhamento das ruas e pelo consumo de tabaco enquanto forma de escape para os problemas da profissão, são uma das principais causas de morte natural, seguindo-se as doenças do aparelho circulatório, tumores e perturbações mentais.

O estudo revela ainda que as maiores taxas de mortalidade ocorrem entre os 20 e os 24 anos de idade, devido “à inexperiência dos polícias em lidar com os problemas diários da profissão”, ou entre os 50 e os 54 anos.

“A partir dos 50-55 anos verificamos que há um acumular de anos de cansaço e de dedicação a uma profissão difícil, havendo mais óbitos neste grupo de idades”, já em situação de aposentação, justificou.

Clique no link para ver a reportagem:

http://videos.sapo.pt/nLNeRG3GYvz3K91YJ7zw

Recentemente temos sido confrontados com este problema no seio das forças policiais, nomeadamente na PSP (Polícia de Segurança Pública),  e GNR (Guarda Nacional Republicana.

Em Portugal, ao contrário do Brasil por exemplo, onde este problema é um verdadeiro flagelo e onde os nossos irmãos militares evangélicos estão procurando dar apoio nesta área, eram raros estes casos. Por isso, podemos questionar-nos! Porquê este problema? A sociedade aparentemente tem melhores condições sociais, as forças policiais estão melhor equipadas, os soldos (vencimentos) não sendo os desejáveis, são aceitáveis tendo em conta a condição do país. Contudo, surgem aqui e ali casos de desespero, descontrolados, que não encontrando solução para o seu problema de alma, põem termo à vida física.

Como militares e polícias cristãos evangélicos, sabemos muito bem identificar onde está a origem do problema e que urge ser atacado.  A Bíblia é bem clara mostrando que a influência de Satanás no mundo se manifesta nas pessoas. Esta influência na alma que João 10:10 refere como: Roubar, Matar, Destruir e se materializa através da desmotivação do individuo-o, desagregação da família, descrédito nas instituições e na sociedade, levando por fim ao suicídio; só pode ser contrariada através  duma paz interior, que unicamente podemos encontrar crendo e aceitando Jesus como nosso Salvador.

Quem tem Jesus tem a vida!” Diz o mesmo versículo. “Mas Jesus veio dar-nos vida e vida com abundância” Portanto, não comete este erro ou atentado contra o seu próprio corpo. A vida é um dom de Deus que só a Ele pertence! Nenhum de nós enquanto cidadão militar, polícia ou civil tem o direito de atentar contra ela. Por isso é urgente que a mensagem de Cristo penetre nos corações de todo o homem ou mulher que serve nas forças militares e policiais, para que sejam libertos desta influência satânica e sirvam a Deus e a nação portuguesa com esperança e alegria.

Irmãos, oremos por esta preocupação e que o Senhor nos ajude! Militares, polícias e civis a trabalhar-mos na evangelização dos nossos companheiros e assim contribuir-mos para a ausência deste problema na forças militares e policiais. Os Militares Evangélicos de Portugal – Estão ao dispor das instituições militares e policiais, para que com a “mensagem da cruz” se ganhe esta batalha.

Samuel Cóias
O Presidente da Direcção  MEP – TCOR/PILAV(R)

Motivos de Oração:

  • Que Deus possa dar consolo e conforto aos órfãos e viúvas de militares que suicidaram.
  • Por libertação e salvação de militares e familiares.
  • Por abertura de novos pontos de pregação e testemunho nas Esquadras Policiais espalhadas por nosso país.
  • Por protecção na vida dos militares evangélicos.
  • Pelos lares de militares que estão afectados pela violência doméstica.
  • Que a igreja evangélica portuguesa possa ser usada por Deus para trazer respostas efectivas nesta matéria.
  • Por um avivamento entre os militares do nosso país.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.






17º Oremos pelos Presos de Portugal!

12 04 2011

“Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, …” (Hb 13:3)

Como cristãos é a nossa “obrigação” de levar o Evangelho de salvação a toda a criatura (I Cor 9:16), para que tenham a oportunidade de desfrutarem a verdadeira liberdade espiritual na pessoa de Jesus Cristo.

Como Igreja estamos a viver tempos complicados em que muitos dos lideres, pastores, evangelistas têm esquecido das pessoas que se encontram nas prisões e alguns acham de não valer a pena o investimento nos trabalhos prisionais, pois, os frutos são pouco visíveis e não encaixam nas estruturas da igreja. Não podemos esquecer que o nosso Deus não tem prazer na morte dos ímpios, por essa razão devemos esforçar no propósito de alcançar pessoas em todo o lugar, nas igrejas, nas escolas, nos empregos, nas ruas, nos bairros, nos hospitais, nas prisões, etc.

É verdade que aqueles que nunca estiveram presos não poderão entender o que significa estar preso fisicamente. Mas, também creio por experiência própria, aquele que leva a preciosa Palavra de Deus aos que estão vivendo longe de Deus, da família, dos amigos, têm a oportunidade de ver nos reclusos e de testemunhar a verdadeira liberdade espiritual que nunca tinham experimentado nas suas vidas. Tenho visto coisas grandes a acontecer nas prisões na vida de muitos dos reclusos, desde da fome da Palavra de Deus, a grupos de oração entre eles, ao louvor que sobe até aos céus, a curas e libertação das fortalezas do diabo, a famílias interessadas no Evangelho de Jesus. Certamente teria muito que escrever o que o nosso grande Deus tem operado milagres tremendos nas pessoas que se encontram presas fisicamente, mas verdadeiramente livres espiritualmente para tornar-se servo de Deus e da justiça (Rm 6:18-22).

Numa revista secular um psicólogo que trabalha há muitos anos nas prisões dizia: “Estão a chegar às prisões criminosos muito mais jovens, mais violentos e com psicopatias, sinal da falha da prevenção da criminalidade”. Esta notícia preocupa-me em diversos sentidos, mas, nós como parte da Igreja de Deus, somos chamados para ser o sal da terra e a luz do mundo (Mt 5:13-16). É o papel da Igreja como representante de Deus, de orarmos, levantar-mos e trabalhar-mos para mudar-mos o ambiente prisional, nas prisões do nosso país contando com o poder de Cristo, na transformação das vidas dos reclusos, até dos guardas e todo o pessoal dos serviços prisionais. Nada é impossível para Deus, e tudo é possível ao que crê!

É o nosso alvo levar o Evangelho de Cristo a toda a criatura (Mc 16:15), assim não esquecermos dos presos e sentirmos como se estivésseis presos com eles e despertar o recluso para a vida comunitária, pessoal, familiar, espiritual, sendo este o fruto de uma verdadeira reabilitação e reinserção na vida. Oremos agradecendo em primeiro lugar a Deus por tudo aquilo que está acontecendo nas prisões, e por todos aqueles que tem trabalhado neste ministério prisional em prol de muitas vidas. Pastor GRACINDO FRANCO (Igreja da Assembleia de Deus – Buraca, Lisboa).


SITUAÇÃO DOS PRESOS EM PORTUGAL:

A Direcção Geral dos Serviços Prisionais revelou este sábado que Portugal é um dos países europeus com maior número de presos por 100 mil habitantes, escreve a Lusa. Uma nota da DGSP refere que mesmo após a aplicação da reforma penal, Portugal situa-se entre os países da Europa com maior taxa de encarceramento, ou seja, número de reclusos por 100 mil habitantes.

Este esclarecimento segue-se à divulgação, na sexta-feira, de um estudo do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP), que estabelece uma ligação de causa-efeito entre as reformas penais de 2007, a redução do número de presos e o aumento da criminalidade violenta em Portugal.

Aquele documento, da autoria do procurador Rui Cardoso, membro da direcção do SMMP, demonstra também que Portugal é dos países europeus como menos presos preventivos e que esse número tem vindo a baixar.

A DGSP salienta que, ao contrário do que se afirma, Portugal tem uma taxa de encarceramento (104 por 100.000 habitantes) superior à maior parte dos países europeus» e avança os exemplos de França e Alemanha, onde a taxa é de 91, de Itália, com 83, Irlanda, com 76, Grécia com 99, Bélgica, com 94 ou Dinamarca com 66. (http://aeiou.visao.pt/ha-mais-de-dois-mil-portugueses-presos-no-estrangeiro=f566104)

Cerca de 20 por cento dos reclusos em Portugal são estrangeiros, a maioria oriundos de Cabo Verde, Brasil e Guiné-Bissau, segundo dados da Direção Geral dos Serviços Prisionais (DGSP). Segundo as estatísticas da DGSP, referentes ao segundo trimestre de 2010, estão detidos nos estabelecimentos prisionais portugueses 2351 cidadãos estrangeiros, representando 20,4 por cento da população prisional.

A maioria dos reclusos estrangeiros são oriundos de Cabo Verde (727), seguindo-se Brasil (298), Guiné-Bissau (229), Angola (192) e Roménia (118).

A quase totalidade dos reclusos estrangeiros são homens (2168) com mais de 21 anos. Apenas 183 são mulheres a cumprir penas em Portugal.

As estatísticas da DGSP mostram também que a maioria dos presos estrangeiros está a cumprir uma pena de três a seis anos.

Segundo o organismo, um terço dos reclusos estrangeiros está em prisão preventiva. O número de cidadãos estrangeiros nas prisões portugueses não tem sofrido grandes alterações nos últimos anos, mostrando os dados que têm rondado os dois mil.

Segundo a Direção Geral dos Serviços Prisionais, o total de reclusos em Portugal é de 11 535 (9.184 portugueses e 2.351 estrangeiros), dos quais 10 923 são homens e 612 são mulheres. Em relação aos últimos quatro anos, foi em 2006 que os estabelecimentos prisionais albergaram o maior número de presos, 12 636. A partir dessa data, tem-se mantido na casa dos 11 mil a população prisional. (http://www.inverbis.net/opc/20-porcento-reclusos-estrangeiros.html)

No entanto, segundo o estudo, “existem factos em comum entre determinadas nacionalidades e determinadas condenações”, como é o caso de crimes como o auxílio à imigração ilegal, o tráfico de seres humanos, a angariação de mão-de-obra ilegal, o lenocínio, a extorsão e a falsificação de documentos. (Diário de Notícias)

Tendo em conta que a população prisional actual é composta por 11 688 reclusos, anualmente e em média, o gasto estatal com os presos é superior a 170 milhões de euros (170 644 000 euros).

Portugueses presos no exterior:


Motivos de Oração:

  • Ore pela salvação dos presos em Portugal (portugueses e imigrantes) e pela salvação dos presos portugueses (presos no exterior).
  • Agradecer a Deus pela salvação de muitos dos reclusos em Portugal e em todo o mundo.
  • Agradecer a Deus pelos familiares dos reclusos que também têm encontrado Jesus e pelo poder restaurador operado neles, curando e restaurando suas vidas.
  • Agradecer a Deus pelas Igrejas, o Desafio Jovem e outras instituições que têm contribuído para o trabalho das prisões.
  • Pela Direcção Geral Prisional e os responsáveis pelas prisões
  • Por todas as prisões que abrem a porta para a proclamação do Evangelho de Cristo.
  • Pelas pessoas que trabalham neste ministério prisional.
  • Pelas igrejas em todo o país, para serem o sal da terra e a luz do mundo, levando as Boas Novas de Salvação, quer orando, visitando, distribuindo Bíblias e literatura cristã.
  • Pelos reclusos novos convertidos, por crescimento espiritual e acompanhamento de discipulado.
  • Por grupos de oração entre os reclusos.
  • Por um grande avivamento dentro das prisões.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.

 

 






16º Dia: Oremos por Cura, em uma nação com tantos doentes!

11 04 2011

Sim, saúde é uma necessidade urgente!
Quero hoje, apresentar-vos como motivo de nossa oração, o quadro das principais doenças, causadoras de morte, em Portugal. Mas antes, gostaria que lessem o que escreveu o D. Eduardo Lessa, acerca do Ministério de Jesus:

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Jesus curou

“Vejo Jesus como médico, sobretudo, porque ele passou a maior parte dos três anos e meio de seu ministério curando. “Mas as multidões, ao saberem, seguiram-no. Acolhendo-as, falava-lhes a respeito do reino de Deus e socorria os que tinham necessidade de cura.”Lucas 9:11. É justamente no evangelho do médico Lucas que encontramos a maioria de seus milagres. Era muito comum naquela época as pessoas associarem uma doença ou a desgraça a algum pecado cometido, mesmo que não tivesse relação com consequências naturais de escolhas erradas, como se fosse uma punição divina e portanto essas pessoas eram marginalizadas e sofriam preconceito. Ao contrário da maioria, Cristo se aproximava delas.

As curas realizadas por Jesus tinham um significado muito mais amplo do que uma simples recuperação da saúde física e por isso frequentemente vemos Jesus falando sobre questões de salvação, fé e Deus antes, durante e após seus milagres. “Então, Jesus lhe disse: Recupera a tua vista; a tua fé te salvou.”Lucas 18:42. Na verdade a própria palavra salvação no contexto bíblico é aplicada como sinônimo de cura. Isso se reflete tanto no grego quanto no hebraico, os idiomas originais em que a Bíblia foi escrita.

A palavra salvação, tem sua origem no grego soteria”, que também transmite a ideia de cura, redenção, remédio e resgate, além de libertação; no latim segue-se o mesmo princípio: salvare”, que significa salvar, tem a mesma raiz de salus”, que significa ajuda ou saúde .

Existem vários textos que sugerem essa noção ampliada sobre salvação/cura. “Jesus, porém, ouvindo isso, disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos, mas sim os enfermos; eu não vim chamar justos, mas pecadores.”Marcos 2:17. Jesus disse essa frase para um grupo de fariseus que se consideravam justos, mas a Bíblia e Jesus deixam claro que não há um justo sequer, todos são pecadores e estão separados de Deus. “Ele é quem perdoa todas as tuas iniquidades; quem sara todas as tuas enfermidades.”Salmos 103:3.

Há uma firme conexão entre salvação e cura, assim como entre pecado e doença, demonstrando que a obra de Deus, através do Filho é resgatar e curar a nós, os enfermos do pecado. Essa condição que adquirimos por herança desde o Éden, de viver separados de Deus, num estado de rebelião, por nossa própria escolha. Uma vez que nos desconectamos da fonte da vida, por desconfiança e medo, começamos a padecer rumo à morte, ao menos que essa doença seja extirpada.

Esse tema é parte fundamental do Evangelho e não à toa, o verbo sozo ou sozer”, salvar (curar) em grego, aparece mais de 100 vezes no Novo Testamento. O próprio significado do nome de Cristo resume toda a sua obra de salvar, curar revelando quem é Deus. Jesus, vem do latim Iesus”, que vem do grego Iesous”, que vem do aramaico Yeshua ou Yahshua”, originalmente vindo do hebraico “Yehoshua ou Yaohushua” (traduzido em português para Josué, tipo de Jesus, que conduziu o povo para entrar na terra prometida). Yaohushua” significa Deus salva, “Yaohuh” (Yod Hê Vav Hê, nome hebraico original do Criador Pai) + “shua” (salva).

Resumindo, Jesus veio para mostrar que o Pai só tem um interesse: nos salvar (curar). Revelando o verdadeiro caráter do Pai, que é baseado no amor, o Filho nos atrai para Ele restabelecendo a relação de confiança, proporcionando a cura da doença chamada pecado, que em essência nada mais é do que a nossa separação do Criador. “Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.”Mateus 1:21.“E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (Atos 4:12).

Para mim, são muito elucidativos os seguintes textos interligados: “Tendo Jesus chegado à casa de Pedro, viu a sogra deste acamada e ardendo em febre. Mas Jesus tomou-a pela mão, e a febre a deixou. Ela se levantou e passou a servi-lo. Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; para que se cumprisse o que fora dito por intermédio do profeta Isaías: Ele mesmo tomou sobre si as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças.”Mateus 8:14-17 “Certamente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus e oprimido. Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.”Isaías 53:4,5. “Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. Pois vocês eram como ovelhas desgarradas, mas agora se converteram ao Pastor e Bispo de suas almas.”I Pedro 2:24,25.

O homem que vivia desgarrado, desconfiando de que Deus não é o que diz ser, vivendo uma sobrevida de doença, independente, escravo do próprio eu, ao olhar para cruz tem sua visão regenerada, tal como Paulo após o caminho de Damasco, tem a sua vida transformada, tal como Pedro e João após a ressurreição de Cristo. O que Deus propõe não é só uma salvação futura ou só uma cura física ou simplesmente o perdão, mas sim uma cura da doença do pecado, uma transformação completa da alma, da forma de pensar, de enxergar a Deus, para que o homem possa mais uma vez viver em unidade com o Pai, conectado com a fonte da vida, sem medo, num relacionamento de plena confiança, espelhando Seu caráter em plenitude de vida, hoje.

“Em verdade, em verdade vos digo: o que não entra pela porta no aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, esse é ladrão e salteador. Aquele, porém, que entra pela porta, esse é o pastor das ovelhas. Para este o porteiro abre, as ovelhas ouvem a sua voz, ele chama pelo nome as suas próprias ovelhas e as conduz para fora. Depois de fazer sair todas as que lhe pertencem, vai adiante delas, e elas o seguem, porque lhe reconhecem a voz; mas de modo nenhum seguirão o estranho; antes, fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos. Jesus lhes propôs esta parábola, mas eles não compreenderam o sentido daquilo que lhes falava. Jesus, pois, lhes afirmou de novo: Em verdade, em verdade vos digo: eu sou a porta das ovelhas. Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não lhes deram ouvido. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim, será salvo; entrará, e sairá, e achará pastagem. O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a vida pelas ovelhas.”João 10:4:11.”

(Dr. Eduardo Lessa, Médico)

Quadro de Portugal:

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) e relativos a 2008, as doenças do aparelho circulatório continuam a ser principal causa de morte em Portugal.

As DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO estão no topo da lista, no ano passado provocaram a morte a mais de 33 600 pessoas, na sua maioria mulheres. Valor que dá uma média de 92 óbitos por dia.

Seguem-se os TUMORES MALIGNOS na lista de doenças mais mortais. Em 2008 foram quase 25 mil aqueles que perderam a vida devido ao cancro, tendo sido os homens as principais vítimas. Este número é de 1/4 a 1/5 a taxa da mortalidade global. O índices de mortalidade, ao contrário do que sucede na maioria dos países da UE  continua a aumentar em Portugal, o que nos torna no país da Europa dos Quinze em pior situação neste aspecto. O aumento da mortalidade por cancro em Portugal, em relação ao que se passa na UE, reflecte a fragilidade das políticas de prevenção, a escassa ênfase no diagnóstico precoce, alguns problemas no acesso aos sistemas de saúde, a desigualdade na qualidade da terapêutica e o deficiente apoio ao doente, após o tratamento, em muitas áreas do país.

Em terceiro lugar surgem as DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO que provocaram mais de 11 500 mortes, na sua maioria indivíduos do sexo masculino.

Em quarto lugar estão as DOENÇAS DO APARELHO DIGESTIVO com quase 11 600 óbitos e logo a seguir os acidentes, envenenamentos e o que o Instituto Nacional de Estatística classifica como violências, que em 2008 foram as responsáveis por 4500 mortes, sendo quase dois terços do sexo masculino.

Por fim surge a DIABETES, mais fatal nas mulheres. No ano passado perderam a vida 4267 pessoas devido a esta doença.

Entre as outras causas de morte, o INE divulga que ocorreram 790 óbitos pelo vírus da SIDA (AIDS) e 776 MORTES NA ESTRADA.

Também 1035 pessoas faleceram na sequência de lesões auto provocadas intencionalmente (SUICÌDIO), o que dá mais de 3 casos por dia. Há países europeus com taxas bastante mais elevadas, como é o caso, por exemplo, dos países de Leste ou a Alemanha. No Sul da Europa, Portugal surge nos países com mais alta taxa, em grande parte devido ao elevado número de suicídios de idosos, a sul do Tejo. Os homens suicidam-se mais do que as mulheres e se o género feminino opta por intoxicação medicamentosa, o masculino parece preferir métodos mais violentos como o enforcamento, as armas de fogo ou, sobretudo nas zonas rurais, o envenenamento com pesticidas. Mas será na adolescência que se registam mais tentativas de suicídio.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística em 2008 morreram em Portugal Continental 104 768 pessoas, mais de 97 mil tinham 50 anos ou mais.

Já com os índices de 2009, temos uma tabela das principais taxas de mortalidade dos últimos 10 anos:
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Doenças do aparelho circulatório Tumores Diabetes Lesões e envenena
mentos
Doenças do aparelho respiratório Doenças do aparelho digestivo Doenças
nfecciosas parasitárias
SIDA Suicídio Tubercu
lose
2000 40.804 21.421 3.133 4.675 10.254 4.123 1.026 945 519 337
2001 40.557 21.908 3.956 5.035 8.960 4.448 688 1018 754 343
2002 40.846 22.234 4.443 5.621 9.233 4.559 691 995 1.199 345
2003 40.893 22.677 4.546 5.546 9.536 4.599 1.038 971 1.147 349
2004 36.983 22.283 4.482 5.372 8.665 4.638 832 900 1.195 304
2005 36.570 22.682 4.569 4.481 11.288 4.625 1.075 873 910 285
2006 32.872 22.168 3.729 4.540 11.496 4.291 1.586 714 868 224
2007 34.103 23.380 4.392 4.402 10.949 4.537 1.412 786 1.014 257
2008 33.642 23.944 4.267 4.499 11.555 4.561 1.685 708 1.035 233
2009 33.314 24.277 4.603 4.409 12.170 4.607 1.701 657 1.014 249
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Além disso, ainda registam-se 5 vítimas por mês, em casos de VIOLÊNCIA DOMÉSTICA e 63.000 ABORTOS foram realizados em 4 anos (desde a sua legalização).

Estas são apenas as doenças seguidas de mortes, porque precisar o número EXATO de doentes vivos existentes em Portugal é enorme e quase impossível de contabilizar. E Portugal é um país pequeno.

MAIOR ÍNDICE DE PROBLEMAS MENTAIS DA EUROPA (23% DA POPULAÇÃO)

Os números apanharam de “surpresa” o próprio coordenador nacional para a saúde mental, Caldas de AlmeidaPortugal é o país da Europa com a maior prevalência de doenças mentais na população e aproxima-se perigosamente do campeão mundial Estados Unidos. No último ano, um em cada cinco portugueses sofreu de uma doença psiquiátrica (23%) e quase metade (43%) já teve uma destas perturbações durante a vida. Para um grande mal, poucos remédios: 67% dos doentes graves estão sozinhos com o seu problema e nunca tiveram qualquer tratamento. As conclusões são do primeiro estudo nacional sobre saúde mental, liderado por Caldas de Almeida, da Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa. (…) ” Esta ausência de acompanhamento terapêutico contrasta com o elevado consumo de anti-depressivos e ansiolíticos.

As perturbações mais comuns são as da ansiedade, com 16,5%, que em 3,2% dos casos assume proporções graves. “As pessoas costumam pensar que a depressão é que é grave, mas esquecem-se da ansiedade. Muitas vezes tem consequências também de grande gravidade”, refere o coordenador do estudo. Neste conjunto, o mais comum são as fobias a situações específicas, com 8,6%, seguidas da perturbação obsessivo-compulsiva (4,4%). As depressões atingem 8% do total e, dentro destas, os bipolares representam 1%. Para uma segunda fase ficam as doenças psicóticas, como as esquizofrenias. Por terem uma dimensão menor, os casos não foram apanhados neste levantamento. Nas perturbações do controlo dos impulsos, 1,8% dos doentes têm explosões interminentes. O comportamento irado de alguns portugueses ao volante é o exemplo para a manifestação desta perturbação. Caldas de Almeida sublinha ainda que a hiperactividade/défice de atenção, normalmente associada às crianças, tem também expressão nos adultos: representa 0,4% das perturbações do controlo dos impulsos.

A diferença entre Portugal e os restantes estados europeus é abissal. Aos 23% de prevalência nacional, Espanha contrapõe 9,2%,Itália 8,2% e a Bélgica 12%. Próximo do diagnóstico português apenas está a Ucrânia, com 20,5%. “É um padrão atípico”, admite Caldas de Almeida. No caso das doenças graves, Portugal supera os 6%, enquanto que os outros países do Sul se ficam por 1%. (Extraído do site: http://www.ionline.pt/conteudo/52456-portugal-e-o-pais-da-europa-com-mais-doentes-mentais).

Motivos de Oração:

  • Ore para que haja uma grande atmosfera de arrependimento sobre Portugal e uma grande fome por Deus e por Sua Palavra e seguido a isto, muitas curas e salvação.
  • Ore por saúde em todas as áreas:   espiritual, física e psicológica.
  • Ore para que a Igreja se posicione em estabelecer o Ministério de cura, que era parte essencial do Ministério de Jesus.
  • Ore para que o Senhor capacite os profissionais de saúde cristãos a conservarem a sua fé, mantendo a integridade, honestidade e espírito de serviço, face às enormes pressões que têm de enfrentar nos seus locais de trabalho.
  • Ore para que a Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde (ACEPS-Portugal) e os seus membros, influenciem positivamente a sociedade portuguesa, em defesa da vida e dos valores morais encontrados nas Escrituras.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.






15º Dia: Oremos pelos Toxicodependentes de Portugal!

10 04 2011

O uso de drogas é um problema que tem, não só consumido as vidas, mas as famílias de Portugal, que sofrem, vítimas de um assassino que mata aos poucos: o vício. O imenso número de casos revela o enorme vazio dentro das pessoas, e o descontrolado desejo de preenchê-lo. Uma vez, li uma frase de Tommy Tenney no Livro: “Os caçadores de Deus” e nunca a esqueci: “Não podemos dizer que estas pessoas não querem Deus; elas querem, só ainda não o encontraram”.

As drogas mais comuns em Portugal:

O álcool é a droga que maiores danos traz aos portugueses, tanto pelo facto de cerca de 2 milhões em portugal serem dependentes dele, como pelo número de acidentes e de violência, ocasionados em decorrência de seus efeitos. No caso dos adolescentes, o preocupante em relação ao álcool é a constatação de que o início do consumo tem sido bastante precoce e que seu uso frequente ou pesado atinge cerca de 30% dos jovens.

O tabaco (cigarro) aparece como a segunda droga mais consumida pela população, embora em níveis bastante mais baixos do que o álcool. Seu uso inicial também é precoce, tendo sido constatado que aos 10-12 anos cerca de 12% dos adolescentes já experimentou cigarros, ao menos uma vez.

Depois vem a heroína, a maconha, o uso de ansiolíticos, anfetamínicos, cocaína e também anticolinérgicos, barbitúricos, xaropes, orexígenos, alucinógenos e opiáceos.

O consumo da maioria das substâncias ilícitas em Portugal está “abaixo da média europeia”, disse hoje o director do Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência (Um estudo que define o mapa do mercado de cannabis, a ser publicado este ano, estima que na União Europeia e Noruega sejam consumidas “anualmente 1750 toneladas desta droga”, um consumo que “poderá equivaler a um valor de venda ao público de cerca de 9,6 mil milhões de euros”). Embora tenha diminuído um pouco o consumo de outras drogas em Portugal, o consumo de heroína continua a crescer no país.

Consumo de 2007 :

Consumos dos toxicodependentes em tratamento:

(Estatística de 2008)

● Idade média do início dos consumos abusivos: cannabis aos 15 anos; álcool aos 19 anos; heroína aos 20 anos; cocaína/base aos 21 e benzodiazepinas aos 23 anos.

● Substância principal: heroína (67%), seguida do álcool (13%), cocaína/base (12%) e speedball (5%).

● Via de administração da substância principal: fumada (57%), seguida da injectada (28%).

● Com consumos endovenosos ao longo da vida (60%).

● Início do consumo endovenoso entre os 15 e 24 anos (69%), sendo a idade média os 22 anos.

● Nunca partilharam material de consumo (65%).

 

Falta de controlo eficaz de doenças é principal problema de Portugal:

O director do Observatório Europeu da Droga considera que o maior problema relacionado com o consumo de droga que Portugal enfrenta é ainda não ter conseguido mitigar eficazmente a transmissão de doenças infecto-contagiosas através das drogas injectáveis.

Dados Clínicos – Psicopatologias e Doenças Infecciosas:

● Com psicopatologias diagnosticadas (67%), sendo as mais comuns a Perturbação da Personalidade (31%) e as Perturbações do Humor (19%)

● Com marcadores positivos de doenças infecciosas (58%), sendo as mais comuns a Hepatite C (57%) e o VIH (12%); a maioria dos seropositivos não está em tratamento (98% e 57% dos diagnosticados com Hepatite C e VIH)

● Prevalências de infecção para a Hepatite C e VIH muito superiores no grupo de utentes com consumos endovenosos (85%/18%).

Segundo dados do Observatório Europeu, sediado desde 1995 em Lisboa, Portugal apresenta uma taxa de novos casos de HIV/Sida entre os consumidores de drogas injectadas oito vezes superior à média europeia.

Num relatório apresentado no fim do ano passado em Bruxelas, Portugal é apontado como o país onde surgiram mais casos de consumidores de drogas injectáveis infectados com Sida  (AIDS).

(Fontes: Jornal público, I.D.T. – Instituto de Drogas e Toxicologia)


Motivos de Oração:

  • Pela libertação e salvação de muitos que estão presos no vício.
  • Pela cura dos tantos infectados e doentes, por causa das drogas.
  • Pelas famílias, que sofrem demais, convivendo com este problema.
  • Pelos que estão em fase de recuperação; para que sejam perseverantes.
  • Para que a Igreja em Portugal trabalhe para que muitos toxicodependentes deixem as drogas e tenham suas vidas transformadas por Cristo.
  • Para que Deus livre o Seu povo da discriminação e do egoísmo e faça da igreja, um lugar de descanso e refúgio para o toxicodependente.
  • Pelas instituições que prestam apoio ao toxicodependente.
  • Oremos para que Deus possa fechar as portas para o tráfico de drogas no nosso país.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.

 






14º Dia – O Alcoolismo em Portugal!

9 04 2011

O álcool é a maior forma de toxicodependência conhecida no nosso país.

O alcoolismo é uma das principais causas de dramas pessoais e familiares, considera Silva Marques, especialista do Hospital Sobral Cid, em Coimbra. Toda a gente fala dos heroino-dependentes, mas esquecem o problema do álcool no nosso país que é a primeira da lista’, esclarece Silva Marques.

Em Portugal, o consumo de álcool per-capita é dos mais elevados do mundo, cerca de 12 Litros de álcool puro, encontrando-se no 8º lugar do ranking mundial; é o 6º maior consumidor de bebidas alcoólicas da UE; o 4º a nível em consumo de vinho; o 23º a nível de consumo de cerveja e o 31º a nível de consumo de bebidas espirituosas.

Alguns dados estatísticos:

A mortalidade ligada ao álcool estima-se como a 4ª causa de morte no nosso país.

Cerca de 10.3% da população portuguesa com mais de 15 anos é doente alcoólica (800.000) e 13.7% bebem em excesso (1.000.000), um número que chega perto dos 2 milhões. Mas este número ainda pode ser bem maior.

Na UE, só Portugal permite bebidas álcoolicas a menores de 18 . Mas é o país com a menor idade mínima, 16 anos, enquanto em quase todos os países, a idade é de 18 anos. Na Suécia e na Islândia é 20 anos, segundo a pesquisa “Álcool na Europa”. O estudo foi elaborado por Peter Anderseon e Ben Baumberg, do Instituto para o Estudo do Álcool, com sede no Reino Unido.

Mais de 60% dos jovens de ambos os sexos (12 aos 16 anos) e mais de 70% (com mais de 16 anos) consomem regularmente, bebidas alcoólicas (cerveja, espirituosas com refrigerantes e misturas com alto teor alcoólico).

Mais de 10% da mortalidade jovem feminina e cerca de 25% da mortalidade jovem masculina é devida ao álcool.

6% declararam envolvimento em brigas e 4% declararam sexo desprotegido devido ao seu consumo de álcool.

30% dos internamentos em Hospitais Psiquiátricos são relacionados com doentes alcoólicos e 37% dos comportamentos suicidários. Em vários estudos sobre relação entre álcool e suicídio apontam para uma influência do álcool nos comportamentos e na ideação suicida. O álcool potencializa a probabilidade da ocorrência de comportamentos suicidas em todos os grupos. E o consumo prolongado dos pais, potencializa o efeito suicida nos filhos.

40% dos homens e 10% das mulheres internados em Hospitais Gerais está relacionado com o consumo excessivo de álcool. Há muitos casos de depressão e ansiedade em Portugal, pois, muitas pessoas vêem o álcool, como um redutor destes factores, por provocar uma certa euforia.  A caracterização demonstra ainda, que existe uma relação familiar muito forte no alcoolismo, sobretudo, no que diz respeito à dependência nos homens. Dois terços dos utentes do sexo masculino e metade das utentes mulheres têm antecedentes familiares de dependência do álcool. De resto, afirma o estudo, o filho de um homem alcoólico tem de quatro a nove vezes mais risco de vir a ser dependente.

33% das mortes por acidentes de viação (trânsito) e 34% das mortes por acidentes de trabalho revelaram alcoolémia positiva na região de Coimbra. Muitos dos danos causados pelo álcool são suportados por terceiros. Isto inclui 60.000 nascimentos com pouco peso, bem como 16% de abuso e negligência de crianças, e 5-9 milhões de crianças em famílias afectadas pelo álcool.

Em Portugal, os acidentes de trânsito constituem, na UE, um grave problema de saúde pública, tendo sido responsáveis por cerca de 43 000 mortos e 150 000 deficientes. Portugal é o país da UE com a taxa mais elevada de mortalidade rodoviária. Em Portugal, os acidentes de viação são a principal causa de morte em crianças, adolescentes e adultos jovens com idades compreendidas entre 1-25 anos. A mortalidade dos jovens do sexo masculino é 3 vezes mais elevada do que a do sexo feminino, em grande parte devido a acidentes. A condução sob o efeito do álcool é uma verdadeira epidemia. Numa perspectiva mundial, o número de mortos por acidente de viação é mais elevado do que o tumor maligno mais frequente (cancro do pulmão). De uma forma geral, na UE, a média de indivíduos que conduzem com Taxa de Álcool no Sangue (TAS) acima dos limites legais ronda os 3%, enquanto esta percentagem se eleva para 25% quando se considera os condutores envolvidos em acidentes de viação fatais. Três por cento de condutores em Portugal, por dia, equivalem aproximadamente a 90 000 condutores com excesso de álcool no sangue. A Polícia de Segurança Pública, no âmbito da sua actividade de fiscalização do trânsito, durante o mês de Setembro de 2007 obteve os seguintes resultados globais em relação ao alcool: Condução em estado de embriaguez – 541casos. Contra-ordenações detectadas – condução sob o influencia do álcool : 0,5 g/l ≤ 0,79 g/l – 319 casos e 0,8 g/l ≤ 1,19 g/l – 338 casos.

Parte do custo económico é também pago por outras pessoas e instituições, incluindo muito dos estimados €33 biliões devidos ao crime, €17 biliões para os sistemas de saúde, e €9 biliões – €19 biliões de absentismo.

Há uma relação evidente e gradual entre o álcool e doenças mortais como cirroses hepáticas, neoplasias das vias respiratórias, do aparelho digestivo superior, colo-rectais, fígado, hipertensão arterial, pancreatite crónica, AVC hemorrágicos, mesmo com consumos “moderados” de álcool de apenas 25 gramas por dia. Portugal tem a taxa mais alta de doenças crónicas do fígado da Europa Ocidental.

Mesmo com consumos ditos reduzidos (25 gramas/dia) 98% dos doentes alcoólicos referem conflitos na familia, 76% perturbações laborais (baixas frequentes, absentismo, conflitos, baixa de rendimento, sinistralidade), 69% complicações sociais dos quais 16,5% problemas jurídico-criminais. A criminalidade associada é exponencialmente mais elevada sob efeito de álcool a nível de condução, crimes sexuais, ofensas corporais ( Epidemiologia dos Problemas relacionados com o Álcool em Portugal).

Em 2005, foram apresentadas 14.371 queixas na Associação Portuguesa de Apoio à Vítima. 89% levavam o selo da violência doméstica, tinham assinatura masculina, e destes agressores, 50% têm problemas de consumo excessivo de álcool. O alcoolismo e a violência doméstica andam de par em par. A maioria dos crimes violentos são influenciados pelo álcool. Cerca de 47% dos assaltos violentos são devidos a criminosos alcoolizados (WHO. Alcohol and health, implications for public health policy, Oslo, October 1995, p. 20).

Este é o cenário traçado sobre Portugal, mas trata-se “apenas da ponta do iceberg“.

(Fontes: Epidemiologia dos Problemas relacionados com o Álcool em Portugal, Considerações Dr. Augusto Pinto e Relatório World Drink Trends 2005; encare.info; Diário de Notícias on-line, Correio da Manhã e Cruz Azul)

 

Motivos de Oração:

  • Peçamos perdão pela nossa falta de amor e misericórdia para com os alcoolatras.
  • Oremos para que a igreja evangélica portuguesa tenha capacidade e recursos para actuar na area do alcoolismo.
  • Oremos pelos centros cristãos e não cristãos de apoio aos alcoolicos.
  • Oremos pelos lares e famílias que estão a enfrentar este tipo de flagelo.
  • Pela libertação e salvação de muitos que estão amarrados no alcool.
  • Pelos jovens do nosso país que segundo estatisticas começam cada vez mais cedo a se envolverem com bebidas alcoolicas.

Que Deus te abençoe. Daniele Marques.






13º Dia – Oremos pelos nossos Idosos!

8 04 2011

Eu tenho um carinho muito especial pelos idosos. Desde que cheguei em Portugal, eles tem sido muito amorosos comigo e com minha família. Gostamos de sentar para ouvi-los contar suas experiências. Já tivemos o privilégio de conduzir alguns a Jesus e ainda estamos a evangelizá-los, pois eles gostam muito de conversar e se abrem com muita facilidade.

Em relação aos idosos, duas coisas me deixam muito triste e me fazem chorar e quero colocá-las como motivos para intercessão:

1)       A indiferença para com os idosos. Uma grande parte deles, ao completarem uma certa idade, onde não podem mais produzir ou ficam doentes, são colocados em Lares para Idosos (Asilos) e são deixados lá, até a morte. Alguns, recebem visitas periódicas da família, entretanto, grande parte deles, contentam-se em fazer novos amigos por lá mesmo. Os filhos tem uma alegação: trabalham muito e não tem tempo para cuidar dos pais (que agora, cansados da labuta e envelhecidos pelo tempo, perderam suas forças). Mas o que leva os filhos a tratarem seus pais assim? Por que não deixá-los aproveitar sua melhor idade, na casa onde viveram a vida toda? Por que privá-los do contacto diário e pessoal com a família para o qual trabalharam a vida toda? Para isso há uma grande discussão e muitas desculpas, inclusive financeiras. Mas eu chamo isso de indiferença, porque quando queremos arranjamos tempo e dinheiro para tudo.

2)       A falta de honra: A Bíblia nos ensina honrar nossos pais (Êxodo 20.12; Efésios 6.1-3). Honrar significa tratar com dignidade, respeito e importância. Nem os filhos (é claro que não falo de todos, existem muitas exceções) e nem o governo dão-lhes as devidas honras, uma vez, que muitos, no momento em que precisam mais do dinheiro das reformas, as tem em uma quantidade muito subtraída e bem menores que o salário mínimo. Dinheiro que não dá para comprar os remédios (que nesta fase, já são muitos) e ainda pagar a renda.

E nós como Igreja? Nós devemos amá-los, ajudá-los e estimulá-los a continuarem tendo uma vida e um ministério frutífero no Senhor, pois: “…mesmo na velhice crescerão e darão frutos, serão fortes e cheios de vida. Serão uma prova viva de que o Senhor é Fiel” (Salmo 92:14 e 15. Versão Bíblia Viva). É nosso dever, como Igreja, cuidas dos nossos idosos.

A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO
(Por
Cristina Verde, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Psicanalítica na Psicronos)

Muitos, são vítimas de violência. Estudos recentes revelam que o fenómeno da violência contra as pessoas idosas está a aumentar em Portugal. Nos últimos 5 anos, verificou-se em Portugal, um número de mais de 25 mil casos de violências contra idosos. Acredita-se que há muito mais casos, ao passo que “os idosos são vítimas silenciosas, já que não apresentam queixa por medo”.

Num primeiro plano, esta problemática relaciona-se com a condição do idoso na sociedade actual. Nas sociedades contemporâneas há uma certa desvalorização da experiência e sabedoria dos mais velhos, como reflexo de uma crescente perda da tradição e dos valores morais.

O estatuto social do idoso está fragilizado e os estigmas sobre a velhice ameaçam transformar o idoso num ser descartável. O próprio idoso, por pressão do estigma, sente-se muitas vezes ultrapassado, acha que já teve a sua época e que agora não serve para mais nada. A negação social do direito à existência é uma das mais graves formas de violência e é perpetrada pelo próprio idoso em relação a si mesmo e pela sociedade.

Quando se fala em violência contra o idoso, muitas pessoas pensam logo em espancamentos, torturas, privações e aprisionamento (que infelizmente são comuns), mas para além destas existem muitas outras situações de violência que são complexas, de difícil diagnóstico e prevenção. Os agressores mais frequentes dos idosos são os seus cuidadores, muitas vezes, familiares próximos. Na grande maioria dos casos o agressor é o companheiro(a) ou os seus próprios filhos.

São variadíssimas as formas de violência a que o idoso dependente está sujeito: maus tratos e abusos físicos, maus tratos psicológicos, negligência por abandono, negligência medicamentosa ou de cuidados de saúde, abuso sexual, abuso material e financeiro, privação e violação de direitos humanos. Quanto maior for o índice de dependência do idoso e a precariedade social, mais provável é ocorrerem situações de maus-tratos.

Quem conhece a realidade institucional não legalizada (e por vezes até algumas legalizadas) sabe que não são raras as situações em que se verifica um completo desrespeito pela dignidade do idoso mais dependente, sobretudo no que concerne à satisfação de necessidades fisiológicas básicas, cuidados primários de saúde e higiene e o tão essencial contacto humano.

O abandono, a desqualificação da sua personalidade e experiência, a infantilização, o atropelamento ao direito de ser ouvido, a negação de um espaço físico onde se possa sentir seguro, ou a interdição para a administração dos seus próprios bens, são formas comuns de violência contra os idosos. A superprotecção também pode ser uma forma dissimulada agredir, impedindo o idoso de fazer coisas para as quais tem condições plenas.

As diferentes formas de violência alimentam sentimentos de culpa, de solidão, de dependência, de inutilidade, e aumentam o desamparo, a confusão e a dúvida nos julgamentos e juízos sobre mundo que rodeia o idoso. Tudo isto se traduz numa perda da auto-estima.

Algumas pessoas acreditam que providenciar tratamento e medicação adequados é suficiente para preservar a saúde e o bem-estar dos seus familiares mais velhos. Mas providenciar tratamento e medicação não chega. É preciso fazer mais e melhor! Não adianta tentar aliviar a consciência dando o melhor tratamento médico, quando se nega um carinho, uma visita ou um telefonema. O acompanhamento, a estimulação, o amor e a atenção oferecem ao idoso a oportunidade de ser útil a si mesmo e aos outros, de se divertir, aproveitar a vida, em suma, de viver.

É preciso mudar esta mentalidade voltada para a morte. Temos que transformá-la num maior investimento na melhoria da qualidade de vida do idoso, estimulando-lhe o prazer e a alegria em estar vivo.

Segundo o Instituto para o Desenvolvimento Social, quanto maior for o conhecimento, esclarecimento e a discussão das questões relacionadas com a violência, melhor será a prevenção, a identificação e a actuação nas suas várias manifestações.

O problema da violência contra os idosos é um problema de todos nós e não só dos idosos. A degradação da qualidade de vida dos idosos espelha as nossas falhas e a nossa fuga perante o envelhecimento. É necessário revalorizar o papel do idoso na vida social, familiar, económica e política, e criar oportunidades para que utilizem as suas capacidades em actividades que dignifiquem a sua existência. Respeitar a individualidade, não infantilizar, não os tratar como doentes ou incapazes, oferecer cuidados específicos para a sua faixa etária, preservar a sua independência e autonomia, ajudar a desenvolver aptidões, ter paciência com a lentificação do ritmo na realização das tarefas, trabalhar as suas perdas e os seus ganhos, promover a estimulação bio-psico-social. Isto, só é possível com o alargamento do espaço de intervenção social, o desenvolvimento de respostas especializadas e a formação continua de técnicos neste domínio.

Temos que caminhar no sentido de proporcionar ao idoso uma velhice serena como prolongamento normal de existência. Devemos evitar as separações forçadas do próprio meio e dar sempre, aos mais velhos, a possibilidade de desenvolverem iniciativas e actividades que sejam compatíveis com as suas condições física e psíquica (Extraído de psicronos.pt).

EXÉRCITO DA SALVAÇÃO

“Enquanto mulheres chorarem como choram agora, eu lutarei; enquanto crianças passarem fome como passam agora, eu lutarei; enquanto homens passarem pelas prisões, entrando e saindo, entrando e saindo, eu lutarei; enquanto houver um bêbado caído, enquanto houver uma jovem sem rumo vagando pelas ruas, enquanto restar uma alma perdida sem a luz de Deus, eu lutarei, até ao fim, eu lutarei!” (William Booth – Fundador do Exército de Salvação – Reino Unido – 1865)

A Terceira Idade: “Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos.” (Salmos 92:14)

Na parte social, o Exército de Salvação dirige dois Lares em Colares – Sintra: Nosso LarLar Marinel e tem como objectivo prevenir e minimizar todos os tipos de exclusão social. Embora se procure apoiar a família como um todo, a nossa principal actividade centra-se na terceira idade, que absorve 90% do nosso trabalho. De facto, a existência de um elevado número de pessoas idosas com baixos recursos financeiros, por vezes totalmente dependentes dos cuidados de terceiros e fragilizadas por um intenso sentimento de solidão tem definido os seguintes alvos: Manter um nível de vida com qualidade para os nossos idosos; proporcionar-lhes o auxílio que lhes permita manter o seu equilíbrio emocional e espiritual e conservar a sua dignidade pessoal; suprir as suas carências físicas e psíquicas; contribuir para que se sintam realizadas nos seus talentos pessoais. È nossa firme crença de que a chamada “idade dourada” pode e deve ser plenamente vivida, devidamente apoiados, nossos idosos provam que têm muito ainda a nos ensinar, pela sua experiência de vida, pela sua visão única do mundo e das relações humanas, pelo conhecimento de artes que o tempo teima em tentar apagar, pelos valores que defendem, pela sua humildade.

Na parte espiritual, procuramos apoiá-los sem qualquer discriminação, através de aconselhamento pastoral também estendido a familiares e dando suporte semanal através das Reuniões de Oração, Estudos Bíblicos e Cultos que se realizam em nossas instituições.

Major Arlette R. Martins (Directora Social)
Capitã Ana Amaral (Capelã)

Exército de Salvação (Missão Sintra)
colares.igreja@exercitodesalvacao.pt

Motivos de Oração:

  • Pelo pecado de Injustiça Social, pela negligência, indiferença para com os mais velhos e pela falta de honra.
  • Pelos idosos maltratados, vítimas de todo tipo de violência física e psicológica, exploração financeira e outros tipos de agressões.
  • Por cura da alma , traumas do passado e para que se sintam amados por Deus, conhecendo o imenso valor que eles tem.
  • Para que os crentes já idosos tenham saúde física.
  • Para que as famílias aceitem e apóiem seus entes mais velhos.
  • Pela salvação dos que estão envelhecendo sem conhecer Jesus Cristo.
  • Por um maior apoio às viúvas no nosso país por parte do governo e também para que suas reformas, lhes sejam suficientes, pelo menos, para viverem uma vida com a dignidade de quem pagou impostos a vida toda.
  • Para que a igreja evangélica em Portugal possa investir mais tempo e recursos neles (Tiago 1:27).
  • Para que as lideranças das igrejas tenham discernimento para aproveitar as potencialidades dos mais experientes.
  • Para que a experiência da vida e do conhecimento dos idosos sejam passados as gerações.
  • Para que o Senhor levante mais obreiros para atuar em ministérios junto à Terceira Idade, integrando-os nas reuniões de oração, estudos bíblicos, evangelismo e convívios, em vez de excluí-los.
  • Pelo Exército da Salvação, para que possam continuar realizando este trabalho de amor, com tanta excelência.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.






12º Dia – A Homossexualidade em Portugal

7 04 2011

Até 1982, o homossexualismo era considerado crime em Portugal. Em 2001, a união civil entre pessoas do mesmo sexo passou a ser permitida, o que garantiu aos casais alguns direitos legais, fiscais e de propriedade. Mas a medida não permitiu, no entanto, que os casais pudessem ter o nome dos parceiros, serem herdeiros um do outro nem receber pensão do estado em caso de morte de um dos dois, o que é assegurado em casamentos.

Em 18 de janeiro de 2009, o primeiro ministro de então, José Sócrates, líder do PS, apresentou uma moção, defendendo o “casamento civil entre pessoas do mesmo sexo”; segundo ele, ao nível dos direitos para a promoção da igualdade, e o combate a todas as formas de discriminação”. Representantes indicaram que não está nos planos do partido permitir a adopção por duas pessoas do mesmo sexo, embora a questão não tenha sido completamente posta de parte por outros.

Em 8 de janeiro de 2010, a Assembleia da República aprovou com 126 votos a favor, 97 contra e 7 abstenções, o acesso ao casamento civil entre pessoas do mesmo sexo com exclusão da adopção. A lei foi aprovada na especialidade no dia 11 de Fevereiro de 2010 e analisada pelo Tribunal Constitucional que não viu problemas de constitucionalidade em 8 de Abril. A 17 de maio, o Presidente da República promulgou a lei. Deste modo, Portugal passou a ser o oitavo país do mundo a realizar em todo território nacional casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo, juntando-se aos Países Baixos, Espanha, Bélgica, África do Sul, Canadá, Noruega e Suécia. A Islândia seguiu-se-lhe no dia 11 de Junho de 2010, com a lei a entrar em vigor no dia 27 de Junho de 2010.

Que implicações, tem esta atitude para uma nação?

Esta semana, ouvi uma frase, que quero mencionar aqui: “Penso que não é uma boa opção, legalizarmos o que não é legítimo”.

O casamento homossexual não é algo legitimado por Deus. O Senhor criou o homem para a mulher e a mulher para o homem: “não é bom que o homem esteja só: far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18) e ainda: “Por isso deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois, uma só carne” (Gn 2.24).

Deus criou o homem para a mulher e a mulher para o homem. O relacionamento homossexual é condenado pelo Senhor, que o chama de relação pecaminosa. A Bíblia esclarece-nos e aconselha-nos: “Não erreis. Nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores, herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:10).

Notem que as relações homossexuais são numeradas ao lado de outros pecados heterossexuais. Deus não está contra os homossexuais, como alguns afirmam. Deus é contra o pecado, independente de quem o pratique e de qual seja este pecado. Isto é uma coisa importante de dizermos. Deus não faz acepção de pessoas. O pecado “homo” está mencionado ao lado do pecado “hetero”. O que Deus considera pecado, dentro do contexto sexual, é qualquer tipo de sexo praticado indevidamente, fora do contexto para o qual foi criado (um casamento legítimo, entre um homem e uma mulher). E isto não refere-se somente a relações homossexuais, mas também à fornicação (sexo hetero entre solteiros não-casados), adultério, estupro (violação), molestação, bestialismo (sexo entre homens e animais), etc. Além dos pecados sexuais, nesta lista de 1 Coríntios, encontram-se também os ladrões, os bêbados, os idólatras, os maldizentes …  Gálatas 5.19-21 classifica estes comportamentos, como “obras da carne”. Para vencermos nossa carne, precisamos viver uma vida no Espírito, o que envolve sujeição da mesma, à Vontade de Deus. Eu sei que não é fácil, eu sei que é um processo, não dá para mudar de um dia para o outro; mas também sei que é possível uma mudança, com a ajuda do Espírito Santo.

Um alcóolatra não nasceu bêbado, um drogado não nasceu drogado, um idólatra não nasceu idólatra, assim como ninguém nasce homossexual. Assim como qualquer outro desvio comportamental, há uma série de fatores emocionais, familiares, e também espirituais, que levam as pessoas a desenvolverem certos tipos de comportamentos: a maioria destes factores são familiares (uma criação sem a presença de pai ou mãe, ou com uma presença-ausente, ou com pais alcóolatras, drogados, promíscuos, opressores, autoritários, ou pais que queriam determinado sexo e tratam o filho como se fossem do sexo de sua predileção, ou um distúrbio no período de latência ou puberdade, ou violações, molestações, etc). A maioria dos homossexuais tiveram problemas com a falta de afeição de um dos pais ou familiares próximos. E tentam suprir esta carência, da forma que entendem ser certa. E por causa da carência afectiva, ficam o tempo todo precisando de reafirmação. Se fosse algo normal, não precisariam ficar tentando provar que é normal; seria normal e ninguém questionaria. Essas brigas todas por direitos de igualdade, vem de uma única necessidade emocional, que em algum momento da vida, lhes foram privados: afeição, amor, compreensão e respeito. Eles não precisam brigar por igualdade, pois já são iguais como pessoa. Diante de Deus, somos todos iguais. Deus nos vê como pessoas, nos ama e nos respeita, apesar de não aprovar muitas de nossas atitudes.

E o que as pessoas fazem? Condenam, repudiam.

E o que muitos (não todos) na Igreja fazem? Condenam, repudiam.

Enquanto, tudo o que Deus quer é abraçá-los como filhos e suprir-lhes todas as carências afectivas. Deus os ama com um amor intenso! Deus os ama com o mesmo amor que me ama. Um amor imparcial, incondicional. Jesus Cristo morreu por todos: por mim, por você, pelos ladrões, pelos homossexuais, pelos adúlteros, pelos maldizentes, pelos idólatras, pois “todos pecamos e fomos destituídos da Glória de Deus” e precisamos ser reconciliados com Ele. Meu pecado de glutonaria, ofende tanto a Deus, como o pecado de homossexualismo, mas Deus deseja restaurar a todos! Aleluia! Existe no Senhor, amor disponível e abundante, para suprir uma vida inteira de carência. A única distância que existe entre o pecador e o perdão, é o desejo que temos de sermos ou não restaurados. Se quisermos e se crermos, Deus pode nos restaurar, Deus pode curar nossa alma de todas as agressões, desrespeito e falta de amor, que sofremos ao longo da vida.

“Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o melhor desta terra. Mas se recusardes e fordes rebeldes, sereis devorados à espada” (Isaías 1.19,20). “E se andardes contrariamente para comigo, e não me quiserdes ouvir, trar-vos-ei pragas sete vezes mais, conforme os vossos pecados” (Lv 26.21).

Independentemente das opiniões das pessoas, da opinião da sociedade, da opinião da maioria, a Palavra de Deus é bem clara em relação a esses assuntos. A sociedade pode mudar, mas a Palavra de Deus é imutável. Independente se eu concordo ou não, a Bíblia diz o que diz e ninguém pode mudar isso.

O perdão está completamente à disposição daquele que quiser e entender que precisa dele, assim como a condenação está para todos aqueles que ignorarem o amor de Deus, negando-se a recebê-lo como seu Senhor e Salvador. Eu sei que é difícil aceitarmos o amor de Deus, quando fomos feridos a vida toda, mas Deus nos ama e precisamos abrir nosso coração para isso. O amor de Deus foi nos dado para que não pereçamos na condenação: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu o seu Filho Unigênito, para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha vida eterna (João 3.16). O que aceita esse amor é o que crê nele. Os versículos 18 e 19 deste mesmo texto dizem:

“Quem Nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no Nome do Unigênito Filho de Deus. O julgamento é este: Que a Luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a Luz; porque as suas obras eram más”, “Quem crê no Filho tem a Vida Eterna, o que todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a Vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3.36).

Então, o critério para o julgamento será se eu aceitei o amor de Deus ou não. Se eu deixei Deus ser meu Pai e suprir as minhas carências ou não. Se eu cri Nele, ao ponto de me entregar ao Amor dEle ou não.

Quando eu não aceito o amor de Deus, eu decido viver na rebeldia e no pecado. E quando eu não aceito o amor de Deus, eu me coloco debaixo de sua ira e uma vez debaixo da ira, só me resta a condenação, se eu não me arrepender.

Por isso, que uma nação que legaliza o que Deus não legalizou está dizendo que não aceita o Amor de Deus, e evidentemente, não aceita a Sua Vontade, então se coloca em posição de rebeldia, debaixo da ira de Deus, e consequentemente de sua condenação. Se você ler Romanos 1.18-32 verá que o juízo não será somente para quem comete o pecado, mas também para os que aprovam os que tais coisas praticam.

Mas ainda há tempo e ainda há esperança Portugal! Deus, em seu Imenso e Apaixonado amor, ainda continua querendo você!

Você quer esse Amor?

Não resista Portugal, deixe Deus ser teu verdadeiro Pai, Deus é um Pai que não faz mal, Ele não te agredirá, não te violará, Deus te respeita. Ele quer te fazer bem, te colocar no colo, suprir suas carências afectivas e te dar uma vida feliz!

Assista ao Vídeo:

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.


Motivos de Oração:

  • Pedido de perdão ao Senhor pelos pecados de imoralidade e da institucionalização da mesma, na nação.
  • Para que os corações estejam abertos ao Perdão e ao Amor Incondicional de Deus.
  • Para que haja fé, levando as pessoas e entregarem-se a Este Amor.
  • Para que a Igreja seja o referencial da Paternidade Divina sobre essa nação e que se levante, não como uma Igreja julgadora, mas como a Manifestadora do AMOR MARAVILHOSO DE DEUS à toda criatura.
  • Para que as pessoas reconheçam que precisam da ajuda de Deus e sejam levados a um processo de restauração completa.
  • Para que sejam levantados muitos Ministérios capacitados para aplicar este Amor e para curar todas as feridas da alma, que o desafecto produziu.
  • Oremos por famílias saradas nesta nação!

 

Passo a compartilhar o testemunho de um amigo, que decidiu deixar este AMOR MARAVILHOSO DE DEUS entrar em sua vida. O testemunho dele nos edifica e certamente edificará esta nação portuguesa! Ele se chama Lucas. Eu e meu marido temos o privilégio de sermos amigos pessoais dele, e durante algum tempo, nos reuníamos todas as sextas feiras para orar: Eu, Luciano, Dani, Reuel e muitas vezes, o Lucas. Foi um tempo maravilhoso! Hoje ele faz parte do GA, um Ministério capacitado na restauração de Homossexuais. Mais informações, você pode obter pelo site: http://www.missao.grupodeamigos.nom.br/principal.htm . O Lucas está orando conosco nestes 30 dias de Intercessão por Portugal. Ele e sua Igreja.

(…) Vindo de origem humilde e família grande, aprendi desde cedo valores importantes de quem batalha e não desiste da vida. Apesar de desestruturada, minha família me deu vários exemplos de pessoas que não desistiram de viver mesmo em meio à pobreza ou problemas de saúde. Uma dessas pessoas é meu pai. Ele nem ao menos conheceu seu pai e aprendeu, mesmo pobre, a batalhar pela vida e a trabalhar para sustentar a família. Com minha mãe não fora diferente. Seus pais eram humildes e tinham filhos de casamentos diferentes, além de conviver em uma vizinhança bastante conturbada. Os dois se conheceram no trabalho, numa indústria têxtil, nos anos 1970. Ali começou uma história que se estende há mais de 30 anos que, tendo muitos picos de problemas, crises, saúde abalada… permanece até hoje pela graça de Deus!

Nosso lar era um modelo bastante matriarcal, um “lar aranha”, como os estudiosos definem – aquele em que a mãe “tece” a teia e afasta o marido, dominando os filhos. Embora meu pai desejasse muito assumir o controle do lar, a verdade é que tal prerrogativa fora sempre de minha mãe.  Ele se manifestava de forma ausente emocionalmente (embora presente fisicamente) e por muitas vezes bronco e violento, enquanto que ela nos “protegia” dele e nos dava más informações a seu respeito. Ele também nos trazia más informações a respeito dela e a crise era constante. Meus anos de infância foram bastante conturbados, eu era uma criança sozinha e sem amigos, tímido e de poucos relacionamentos. Somente na adolescência comecei a me abrir ao mundo.

Embora tivesse me convertido ao Evangelho com 9 anos de idade, algo ia mal com minha vida: eu não estava bem com Deus nem comigo mesmo. Estava fraco na fé e sem motivação para permanecer na Igreja, embora naquele tempo eu já estivesse participando como membro da sede da Igreja, no centro da cidade, de forma ativa, no ministério de louvor dos adolescentes e com muitos e vários amigos. Decidi me afastar e comecei a ir de mal a pior em todas as áreas de minha vida, e, no trabalho, tive o primeiro contato sexual e homossexual – fui molestado por um cliente.

Meses depois eu comecei a me tratar com a psicóloga de minha Igreja. Eu era muito preconceituoso e cria que psicólogo era para lidar com loucos, por isso resistia a me tratar anteriormente. Naqueles dias eu desejava diariamente morrer ou virar um mendigo.Gostei muito do tratamento e essa preciosa profissional tornou-se uma grande aliada e amiga para mim. Ela me ajudou em questões importantíssimas, como auto-estima. Comecei a me enxergar mais positivamente e a também me amar.

Algum tempo depois decidi ter meu próprio espaço e morar só. Se eu tivesse permanecido no propósito inicial de buscar ao Senhor fervorosamente acredito que meus planos não teriam sido frustrados, pois eu amava ter toda a liberdade que estava saboreando. Mas eu permiti que a maldade invadisse meu coração e comecei a esfriar na fé. Voltei às práticas de masturbação e de pornografia que eu já praticava na casa de meus pais e no trabalho, não tirava tempo necessário com o Senhor, fui experimentando o declínio e a culpa intensa em meu coração. Afastei-me do Ministério que eu tanto amava, pois não me conformava em ministrar às pessoas o louvor sem estar bem, e comecei a afundar-me no pecado e na solidão. Afastei-me dos amigos… Inclusive da reunião de oração que freqüentava todas as 6ª-feiras com amigos que naquela época para mim foram como irmãos. Deus nos uniu tanto naquela época que hoje, embora afastados fisicamente permanecemos muito amigos. (Fazendo aqui um breve parêntese percebo uma coisa: uma de minhas principais queixas naquela época era a falta de amigos e a solidão – que contradição, pois citando esses exemplos acima, vejo o quanto era amado e querido por tantos, seja na Igreja, no trabalho, na família, que eu simplesmente não percebia naquela época. Hoje, vejo que sempre tive amigos disponíveis para mim e que minha família já me amava – mas eu era cego pelo pecado e pelos complexos de inferioridade.)

No desespero e sentindo falta de Deus e do relacionamento com Ele, busquei novamente a psicóloga. Mas ela não mais clinicava por dois motivos: o CRP havia impedido os profissionais de usarem a Bíblia e tentarem ajudar a pessoas que manifestassem desejos de reorientação sexual; e estava envolvida com o Ministério de Casais na Igreja, e isso lhe demandava muito tempo. Mas me atendeu por mais duas vezes com muito amor, e falou-me de um ministério que tinha ouvido falar, chamado GA, que trabalhava com pessoas que buscavam ajuda para deixar a homossexualidade, e haviam estado em uma das Igrejas de nossa cidade para dar um treinamento aos líderes. Ela mostrou-me o material, que continha anotações diversas e também um pequeno folheto com o testemunho dos líderes do ministério. Aceitei de imediato conhecer o trabalho e me vi diante de duas das pessoas que muito me acompanhariam em meu processo. Quando falei de minha história e dificuldade, quis logo saber se havia saída e possibilidade de resgate da heterossexualidade e perguntei a eles se havia alguém no GA que havia alcançado isso, e “L” levanta sua mão e diz: EU! Pronto, aquilo para mim foi tudo, acreditei em suas palavras e decidi que se ele conseguiu, eu poderia também conseguir. E ele estava já de casamento marcado para o ano seguinte.

Um dos primeiros passos que dei foi tomar coragem para abrir minha intimidade para minha família, com a graça do Senhor e ajuda do querido e amado líder de Louvor que estava me acompanhando como Pastor Aspirante. E, para minha surpresa, todos, com muita dor e empatia comigo, decidiram me ajudar e acompanhar, e os trouxe todos ao GA, ao atendimento e ao Grupo Familiar, um perfil em separado que serve para dar suporte aos familiares dos aconselhados.

Meses depois, mudei-me de cidade para adentrar numa das casas ministeriais de restauração do GA. Ali, pude aprofundar meu processo de restauração e rever valores familiares, dentre muitas outras coisas. O Senhor me direcionou à uma nova Igreja, que me apoiou naquele momento de crises intensas e ali tenho sido ajudado até hoje. Essa Igreja é parceira nessa importante Missão e na minha restauração, através dos pastores e queridos amigos que ali tenho conquistado. Alcancei também novo emprego, novidade de vida, e amigos que me marcaram muito!

Reconheço que alcancei muitas coisas, mas não me vejo totalmente resoluto, 100% preparado. Sou um ser incompleto que depende a cada dia de Deus e dos laços que Ele estabeleceu: família, amigos, líderes…  Reconheço também que recebi muito de Deus no GA. Rompi barreiras, inclusive percorri e tenho percorrido muitas distâncias,em lazer e em missões (pois o GA é uma missão) e eu não tinha o hábito de viajar.

Além de restauração da sexualidade alcancei restauração em questões e traumas familiares, financeiros, profissionais… Aprendi também que o perdão é uma palavra-chave nesse processo e, se antes não pensava em família hoje penso e muito EM CONSTITUIR FAMÍLIA e celebro com meus amigos que já têm alcançado esse propósito e bênção nessa área! Participei de muitos casamentos de queridos como minha irmã, um verdadeiro milagre, diante do quadro de família que tínhamos, totalmente contrário à constituição de uma família saudável. E de muitos outros que caminharam comigo no GA e na Igreja. Me enxergo hoje como HOMEM e sei que n’Ele posso alcançar o impossível!

Entendo também que aquele que recebe cura necessita de manutenção, pois caso contrário pode voltar à “lama”. Precisa depender de Deus e se submeter àqueles que Ele coloca para cuidar de si, nunca achar que é auto-suficiente e independente, imune.

(…)

Que Deus te abençoe nessa importante empreitada! Não desista! (Lucas Martins).






11º Dia – Oremos por nossos Jovens!

6 04 2011

A respeito dos nossos jovens, há três áreas que merecem a nossa atenção e a nossa intercessão:

1. GRAVIDEZ E ABORTOS NA ADOLESCÊNCIA

Gravidez na adolescência é vista por muitas raparigas como um projecto de vida, na falta de objectivos profissionais.

Todos os dias, 12 adolescentes dão à luz em Portugal. Idealizado como um projecto de vida, a maternidade transforma-se muitas vezes num “trampolim para a pobreza”, alertam os especialistas. Os estudos sobre a caracterização das mães adolescentes portuguesas indicam que a grande maioria são raparigas oriundas de famílias carenciadas, que abandonaram a escola antes do tempo.

Não se sabe ao certo quantas adolescentes ficam grávidas. Os números oficiais revelam apenas quantas jovens decidem interromper a gravidez recorrendo aos serviços de saúde e quantas decidem ser mães. “Mais de 10% das interrupções voluntárias de gravidez ocorrem em adolescentes até aos 19 anos e quase 5% dos nascimentos são de jovens mães”, lembrou Duarte Vilar, director executivo da Associação para o Planeamento Familiar (APF). No ano passado, 4347 raparigas entre os 12 e os 19 anos decidiram levar a gravidez até ao final. Em 2008, o número de novas mães adolescentes foi mais alto (4844) e, em 2006, passou as 5500, segundo dados do INE. Os números mostram que esta é uma realidade que tem vindo a diminuir, apesar de ser um processo “muito lento”. “Na década de 80, 14 a 15 mil adolescentes eram mães todos os anos”, sublinhou Duarte Vilar (Fonte: Lusa, via DN).


2. EMIGRAÇÃO POR FALTA DE OPORTUNIDADES

Portugal Sem Soluções, Obriga Jovens Portugueses a Emigrar…

Uma nova onda de emigrantes. Entre os milhões de portugueses que trabalham fora do país aumenta o número de jovens qualificados que procuram novas oportunidades. Todos os anos mais de 20 mil portugueses abandonam o país à procura de trabalho. Muitos deles são jovens altamente qualificados que procuram novos lugares para seguirem a sua vocação ou obterem uma qualificação de excelência. Para a economista, este é o fenómeno mais preocupante, já que, salienta, estas pessoas estão entre aquelas que têm “maiores capacidades para promoverem o desenvolvimento económico do país”. “Saem os que têm maior capacidade de impulso e isso é bastante negativo.”“Simultaneamente, não estamos a conseguir atrair gente”, constata Filomena Mendes (24 de Julho de 2009, no Jornal Publico).

Depois da emigração rural dos anos 50, há agora uma emigração urbana, altamente qualificada, que começa ocupar lugares de destaque em centros de investigação, empresas e hospitais de referência (Letícia Amorim,Rádio Renascença)

Há muito mais gente a abandonar Portugal. Seja para estrangeiros ou para cidadãos nacionais, a capacidade de atracção de Portugal está em queda. As estimativas da população residente relativas a 2008, ontem divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, mostram que o número de residentes que, no ano passado, decidiu abandonar o país mais que duplicou o patamar de 2001. Há sete anos, com uma taxa de desemprego nos quatro por cento, foram 9800 os que procuraram outro destino para viver e trabalhar. Em 2008, com o desemprego nos 7,7 por cento, esta foi a escolha de 20.357 cidadãos. Com 26.800 saídas, o salto para as dezenas de milhar fora dado um ano antes, mais do que triplicando as estimativas feitas pelo INE em 2003.

Este aumento de saídas está a ser alimentado tanto por cidadãos nacionais que decidem emigrar, como pelo abandono de imigrantes que se tinham fixado em Portugal, frisa Pedro Góis, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Como não existem registos exactos do fluxo de saídas, os dados do INE são apenas estimativas. O que quer dizer que a realidade poderá ser pior.

“Estamos a perder população jovem, em idade activa, e isso é grave para o país”, constata a demógrafa Filomena Mendes. A economista Nádia Simões, investigadora do centro Dinâmia do ISCTE, atribui este fenómeno à “degradação das condições do mercado de trabalho”. Pedro Góis lembra que os efeitos da crise têm sido particularmente pesados nos sectores que habitualmente captavam mais mão-de-obra imigrante. Como, por exemplo, a construção civil, que, desde o boom de 2004, com a construção dos novos estádios de futebol, entre outras estruturas, “caiu para metade”. E não são só os imigrantes que trabalhavam nas obras que partem. “Também muitos portugueses que estavam neste sector estão a ir embora”, diz. Para esta mão-de-obra, Angola tem sido o ponto de destino que mais se tem destacado.

Quais as consequências mais diretas desta emigração?

  • Empobrecimento geral das regiões.
  • Falta de pessoas novas, para fazer continuar a renovação de gerações.
  • Encerramentos de equipamentos sociais (escolas, centros saúde, etc).

Não há empregos, os empregos que há, são muito precários, no seu geral mal remunerados, e essencialmente emprega-se pessoas mais velhas.

Perante isto, o jovem, em período fértil não consegue arranjar emprego, apesar de te investido recursos e tempo a tirar uma licenciatura que ninguém quer reconhecer, é obrigado a duas situações:

  1. Ou não saem da casa dos pais, e como tal não servem de desenvolvimento à economia, pois não produzem (porque não lhe dão oportunidade), não podem comprar habitações (desenvolvimento da nação), como tal não podem ter filhos (sem sustentabilidade monetária) e essencialmente, não consomem.
  2. Outra solução é emigrar, para países onde as suas qualificações sejam reconhecidas, ou onde, seja bem melhor pago, nem que sejam em trabalhos mais precários.

Para finalizar, se não se tivermos cuidado Portugal, dentro de poucos anos será um país deserto, com a maioria de idosos, sem ninguém para dar continuidade às gerações. (hangover80.wordpress.com).

 

3. DIFICULDADE DE TÊ-LOS NAS IGREJAS

“A verdadeira viagem da descoberta não consiste em buscar novos territórios mas em ter novos olhos” (Marcel Proust)

O divórcio entre a igreja e a juventude não é um fenómeno recente. Ele tem vindo a ser diagnosticado ao longo das últimas décadas na sociedade portuguesa.

Embora algumas comunidades cristãs tenham vindo a realizar, esforços bem sucedidos no sentido de inverter esta tendência, somos levados a crer que a maioria denota imensas dificuldades em manter o grupo populacional compreendido entre os 15 e os 24 anos de idade (a faixa etária que usualmente se designa por juventude segundo as Nações Unidas).

Se pretendemos, enquanto comunidades inclusivas, alcançar a juventude portuguesa, precisamos primeiramente de compreender este fenómeno e entender a condição juvenil nas sociedades contemporâneas.

Muitas comunidades cristãs, paralisadas por uma enorme incapacidade em transformar a sua ortodoxia em ortopraxia actuante, escudam-se numa concepção cristalizada e ainda “vitoriana” de juventude que não se adequa a uma sociedade global marcada pela diversidade, mudança e fragmentação.

A ideia, por vezes conveniente, que associa os jovens às noções de crise, irresponsabilidade e problemas sociais continua a fazer escola demonstrando algum autismo relativamente a um dos sectores mais fragilizados da nossa sociedade.

O aumento do grau de escolaridade resultante da popularização do acesso ao ensino superior, a partir de meados da década de 90, é por vezes encarado como ameaça a uma classe dirigente pouco escolarizada e por vezes pouco esclarecida.

Se queremos alcançar a juventude, urge olharmos para a mesma com novos olhos, compreendermos a sua linguagem, encararmos os seus desafios e procurarmos novos modelos de evangelização. As grandes revoluções espirituais e sociais do passado foram encetadas por jovens. As Universidades do Renascimento foram os viveiros da Reforma e dos reformadores protestantes. Este é sem dúvida um dos maiores desafios da Igreja actual. Eliseu Alves (Associação Cristã da Mocidade – Porto)

 

Motivos de Oração:

  • Pelo arrependimento, salvação, cura e restauração das novas mamães, muitas solteiras e também por tantas que praticaram o aborto.
  • Por novas oportunidades de trabalho para nossa juventude, para que elas não sejam obrigadas a deixar o país.
  • Para que nossos jovens voltem a crer em Deus (pois há um grande número de ateus e agnósticos entre eles); recebam visão do Senhor e voltem a a sonhar.
  • Por santificação no meio da juventude evangélica. Santificação esta, que leve a um avivamento. Eu creio que um grande avivamento começará entre os jovens desta nação!
  • Para que Deus possa despertar entre os jovens, novos líderes cheios de amor pelo Senhor e Sua obra.
  • Para que os jovens cristãos universitários tenham ousadia no testemunho de sua fé em Cristo.
  • Para que os líderes evangélicos percebam as necessidades dos jovens e sejam sábios no cuidado e no discipulado.
  • Pelo levantamento de Ministérios aptos a lidar com a juventude.
  • Pela JOCUM (Jovens com uma Missão), pelo Pr. Salomão Oliveira, lider da Jocum. Para que o Senhor continue capacitando-os, nesta tão importante tarefa: salvar, cuidar, discipular e treinar nossos jovens.

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos (At 2.17).

“Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens,  porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno (1 Jo 2.14).

Que Deus os abençoe!  Daniele Marques.





10º Dia – Oremos pelas nossas Mulheres!

5 04 2011

A Mulher é o principal alvo da Violência Doméstica, em Portugal

Segundo o estudo “Mulheres (In) visíveis” da Amnistia Internacional, divulgado em Outubro de 2006, em Portugal o número de queixas de violência doméstica aumentou 17% em 2005, relativamente ao ano anterior, num total de 18.192 queixas.

De acordo com o relatório registam-se cerca de 5 mortes por mês e 40% dos agressores têm idades entre os 25 e 45 anos.
Entre as formas mais comuns de violência doméstica estão maus-tratos psíquicos (32,5%), violência física (32,2%), ameaças (20%), violação (1,2%) e homicídio (0,06%). Este estudo indica que, anualmente, quase 60 mulheres são mortas pelos seus companheiros. Este padrão mensal de cinco mortes coloca Portugal acima da média mundial de 3 mortes por mês. Nos primeiros seis meses de 2006, a GNR e PSP registaram uma média de 50 casos de violência doméstica por dia, sendo que ao todo registaram-se 9.679 casos. A maioria dos casos de violência doméstica são entre cônjuges (3.941) e também contra crianças ( 4.158). O custo social da violência doméstica em Portugal é da ordem de 1 milhão de Euros por dia.

Nota-se aqui um acréscimo do número de vítimas, devido não só ao aumento das agressões como também um maior número de participações policiais explicado devido à maior visibilidade do problema, à crescente percepção social e consciência dos direitos por parte das vítimas.

Esta criminalidade no “aconchego do lar” caracteriza uma calamidade social, um défice de civilização. Mulheres morrem semanalmente vítimas da agressão daqueles que um dia prometeram amá-las. O abuso e a violência verbal, emocional e física contra as indefesas crianças se sucedem continuamente, e, para surpresa de todos, a quase totalidade desses abusos e dessa violência é levada a efeito pelos próprios familiares!

É verdade que a família é a base da sociedade, e quando a família está mal, todo o tecido social está doente. Na família mostramos quem realmente somos, revelamos nossas carências mais profundas, retiramos todas as máscaras sociais e despejamos de forma inapropriada toda a nossa frustração, toda a pressão do trabalho, ou da falta dele, ou do endividamento, por cima dos nossos seres mais próximos e mais queridos, deitando fora todos os nossos valores morais, sociais e religiosos. O refúgio, o abrigo transformou-se no campo de batalha, causando muitas baixas.

Assim, o famoso cliché “lar doce lar” perde velozmente o referencial. As consequências de toda espécie dessa insalubridade familiar estão à nossa volta. Mutilados emocionais que não sabem dar e receber amor criam uma rede de relacionamentos doentios que perpetuam e agravam ainda mais a situação. Muitos procuram refúgio no álcool ou nas drogas, entre outras coisas.

Pensamos que não podemos esperar que o fado se encarregue de resolver esses problemas. Em parceria com as entidades oficiais reconhecemos que precisamos dar nossa colaboração para apontar um caminho melhor para viver em família e resolver ou pelo menos amenizar a crise familiar portuguesa, com os olhos colocados no que as futuras gerações receberão como nossa herança.

Maria Leão Rodolpho, Psicóloga)

EM CRISTO E LADO A LADO COM O HOMEM!

Só precisamos ir à Internet para ver quantas páginas são escritas sobre as mulheres, seus direitos, violações aos mesmos, abusos sobre o seu corpo, privação e miséria em que vivem ainda, no princípio deste século que deveria ser de mais tolerância e conhecimento.

Afinal, esta luta “contra a mulher” é muito antiga. Começou no princípio, quando Deus declarou que haveria para sempre inimizade entre o diabo e a mulher. O inimigo nunca mais lhe daria tréguas.

Ela tinha sido criada por Deus com um propósito maravilhoso, ser “ajudadora” do homem no governo, frutificação e domínio da terra. O pecado privou-os e separou-os para sempre um do outro. Mesmo quando estão juntos pelo casamento, ainda há um fosso, ainda existe uma dor, uma diferença, uma incompreensão que parece não poder ser ultrapassada. Mas em Cristo e pelo Seu sacrifício, as “coisas velhas já passaram e eis que tudo se fez novo”. Por isso é de suma importância que a mulher cristã assuma o papel para a qual foi criada. Deus sempre se move para o cumprimento do que está no Seu coração e no coração do Pai está o desejo que este ser maravilhoso chamado mulher, encontre o seu lugar, a sua função e o seu destino plenos.

A Igreja deveria ter sido o maior veículo de restauração da mulher. Infelizmente a História diz-nos uma outra realidade. Desde os pais da Igreja até aos nossos dias, continuamos a ver grupos de antagonismo contra as mulheres, os seus dons e os seus ministérios. Creio firmemente que na “restauração de todas as coisas” está incluída a reconciliação entre o homem e a mulher como portadores da imagem de Deus – juntos. Para isso temos que trabalhar e nisso temos que crer. Como iremos afectar as mulheres fora da Igreja, se dentro dela ainda existem mulheres escravizadas, maltratadas e ignoradas?

Por isso levanto a minha oração a Deus e apelo a que muitos cristãos façam o mesmo, para que a condição da mulher cristã seja restaurada e elevada nesta nação e nela se levante um grande exército de mulheres que fique ao lado dos homens que servem a Deus, para que esta terra seja ganha e redimida para Jesus Cristo.

(Sarah Catarino, Presidente da Aglow International em Portugal)

(Fontes: site da Jocum.pt)

Motivos de Oração:

  • Oremos pelo livramento e protecção de crianças e mulheres que estão a sofrer com a violência doméstica.
  • Pela Libertação das famílias, vítimas da violência familiar.
  • Por perdão e reconciliação para casais que estão em vias de separação por causa da violência entre eles.
  • Oremos contra toda obra do diabo que está a trabalhar para destruição dos lares em Portugal
  • Pela cura emocional, psicológica e espiritual de mulheres feridas, ignoradas, abusadas, reprimidas e maltradas no nosso país.
  • Pelas divorciadas, abandonadas e mães solteiras, que lutam por uma nova vida.
  • Pela libertação e salvação de mulheres amarradas na prostituição.
  • Oremos pedindo ao Senhor mais Ministérios evangélicos efectivos e capazes de auxiliar estas pessoas.
  • Para que o Príncipe da Paz possa reinar nos lares portugueses.
  • Por uma consciência do propósito de Deus para as mulheres na Igreja.
  • Para que a igreja evangélica portuguesa possa ser mais sensível às necessidades das mulheres.
  • Pela nova geração de mulheres, para que entendam tudo o que Deus tem para elas e se movam em fé e na plenitude do Espírito Santo.
  • Pelos ministérios de mulheres em Portugal, para que cumpram o plano de Deus em humildade e verdade.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.

 






9º Dia – Oremos por nossas crianças!

4 04 2011

Deus é extremamente Justo e nos ensina, através de sua Palavra a viver e praticar a justiça, sem dever nada a ninguém, a não ser o amor. É nosso dever, de acordo com a Palavra de Deus, defender e proteger os fracos, os indefesos, os inocentes, os necessitados, os estrangeiros e os não desejados:

“Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição. Abre a tua boca, julga retamente e fazes justiça aos pobres e aos necessitados” (Provérbios 31:8-9).

Salmos 82:2-4; Provérbios 6:16-19; 12:6 e 17,5; Deuteronômio 19:10 e 27:25; Isaías 59:2-3; Jeremias 22:17 e Lucas 17:2, apresentam textos que reforçam o facto de ser errado, prejudicar os indefesos inocentes.

Todas as crianças enquadram-se nestes textos, pois são inocentes, precisam ser cuidadas, amadas e defendidas por nós.

Entretanto, Portugal, tem um número extremamente grande de crianças e jovens em risco, envolvendo casos de maus-tratos físicos e psíquicos, violações sexuais, exploração no trabalho, negligência e indiferença para com as crianças. Em Portugal são 120 mil, um número duro de ser lido. 269 Comissões por todo o país tentam acompanhar os casos que têm em mãos, mas a cada dia há novas situações, além dos que casos que não são relatados”.

“As estatísticas de 2007, indicam que três crianças por dia, fazem exames por abusos sexuais. A esmagadora maioria dos casos foram oriundos de Lisboa, sendo as meninas as principais vítimas, numa faixa etária com maior incidência entre ao 0 e os 9 anos”.

MORTES INFANTIS POR MAUS-TRATOS

“A UNICEF coloca o nosso País no topo da lista negra, com uma média de quatro mortes por violência física e negligência em cada 100 mil crianças (Diário de Notícias).
“Aí está mais uma estatística para nos envergonhar. Em Portugal, em cada 100.000 crianças com menos de 15 anos, 3,7 morrem de negligência ou maus-tratos. Todos os anos morrem cerca de 3 500 crianças, vítimas de violência nos países desenvolvidos. Os principais agressores são os pais biológicos (41,3% dos pais e 38,5% das mães), os padrastos (11,1%), as madrastas (3,4%), outros familiares (4,9%) e pais adoptivos (0,4%).
Mais uma vez se comprova que a violência começa no interior das próprias famílias e as principais vítimas são as crianças! Triste realidade!”
(mafraregional.pt).

MAIS ÓBITOS DO QUE NASCIMENTOS

A diferença entre nascimentos e óbitos em Portugal, em 2009, cifrou-se num saldo negativo de 4945: segundo o Instituto Nacional de Estatística, verificaram-se 104 436 mortes e 99 491 nascimentos. Em 2008, esse saldo tinha sido positivo, com mais 314 nascimentos (104 594) em relação aos óbitos (104 280)”. (Correio da Manhã, 10/02/2011)

MORTE POR ABORTOS (QUE AGORA É LEGALIZADO)

Por causa da Aprovação da Lei nº 16/2007 de 17 de Abril, em Portugal, o Aborto voluntário (praticado por qualquer motivo), a pedido da mulher (grávida) até às dez semanas de gravidez não é considerado crime. Qualquer mulher dar fim à gravidez, sem qualquer razão justificável – simplesmente a pedido – sem que daí decorra qualquer penalização legal.

  • É permitido até às dezesseis semanas em caso de violação ou crime sexual (não sendo necessário que haja queixa policial).
  • É permitido até às vinte e quatro semanas em caso de malformação do feto.
  • É permitido em qualquer momento em caso de risco para a grávida (“perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida”) ou no caso de fetos inviáveis.

Nas situações permitidas, a interrupção voluntária da gravidez pode ser realizada quer em estabelecimentos públicos quer em clínicas particulares devidamente autorizadas.

Desde que foi aprovado (ou seja, em apenas quatro anos), 63.000 crianças já foram cruelmente assassinadas. Eu disse cruelmemente, devido ao processo de sofrimento pelo qual a criança é submetida no momento do aborto.

Assista ao vídeo e veja estatísticas atuais. Se necessário, vá pausando, para dar tempo de lê-las:

“AQUILO QUE É DEMASIADO HORRÍVEL PARA SER VISTO É DEMASIADO HORRÍVEL PARA SER FEITO”.

Antes do abortamento da gravidez temos um ser humano vivo com 10 semanas, durante o abortamento decorre o homícidio desse ser humano inocente, depois do abortamento o resultado é um ser humano assassinado.

quem dá aval a que tais coisas aconteçam, afectando uma suposta “caridade” às mães, mostra-se um covarde que engana-se ao pensar que pode cruzar um rio de sangue a pés secos.”

Ao “legalizar” um pecado como este, Portugal institucionalizou a iniquidade e deu a ela, força de lei, colocando-se mais uma vez, na mira do julgamento Divino. Além disso, usa o dinheiro público na morte de seres humanos indefesos e na “morte” de mulheres vítimas do aborto, com dinheiro proveniente DOS CONTRIBUINTES, mesmo daqueles que não concordam com o aborto legal!

Veja as notícias:

Mais de 63 mil abortos a pedido da mulher foram feitos em Portugal desde que entrou em vigor a lei da interrupção voluntária da gravidez (IVG), em Julho de 2007, revela um estudo da Federação Pela Vida. Os custos directos e indirectos com os abortos podem ascender aos 100 milhões de euros, com o pagamento de subsídios sociais e despesas com a deslocação às unidades do continente das mulheres dos Açores e Madeira. Segundo os números oficiais mais recentes, de 2009, por ano realizam-se perto de 20 mil abortos no País, mais de metade dos quais, na região de Lisboa e Vale do Tejo” (Dn.pt, de 10/02/2011).

Estimamos que o aborto legal, hoje, já chega a mais de 100 milhões de euros gastos pelo Estado, não só na prática do acto, como nos subsídios pagos por efeito do aborto”, disse à Renascença Isilda Pegado, da Federação Portuguesa pela Vida. Esta situação é muito grave, tanto mais que o país se confronta com o futuro do Estado social. Temos que definir o que queremos, se o Estado continua a financiar e a promover o aborto ou se, pelo contrário, deve ter medidas de incentivo à natalidade”, acusa a responsável (Jornal de negócios On line, 09/02/2011).

Isilda Pegado questiona a “justiça social de um subsídio pago a 100% a uma mulher que faz um aborto, enquanto outra que fica em casa por assistência a um filho doente recebe 65 por cento do salário” (Jornal de negócios On line, 09/02/2011).

AFINAL, ABORTO É CRIME OU NÃO?

Mas a questão é: “O aborto é um crime ou não?” A resposta, ainda que não seja simpática, é sim. Se o feto é um ser humano, o aborto é matar um ser humano. E matar um ser humano é um crime!

A nossa posição face ao aborto (ou como queiram os eufemistas, “Interrupção Voluntária da Gravidez”), tem, acima de tudo, a ver com o conceito que temos a respeito do feto.
Argumentam os abortistas – os que disseram o “sim” ao aborto – que o feto é uma “coisa”, “uma amalgama de células”, “um apêndice” ou um “prolongamento do corpo da mulher”. É um argumento arbitrário e incongruente, porque a “coisa” ou o “bocado de carne” que dizem pertencer ao corpo da mulher, o é até às dez semanas e a partir das dez semanas e um dia já é – como que por um toque de magia – um ser humano.

É um conceito errado, porque, a todos os níveis, o feto é um ser humano completo, na sua constituição genética e biológica e na sua essência, como ser. O feto é um ser humano desde o momento da sua concepção, declara-o a ciência e declara-o a Bíblia Sagrada.

Às três semanas o feto tem o seu sistema nervoso totalmente formado e em pleno funcionamento. Às oito semanas tem nos seus dedos as impressões digitais que serão as mesmas até à sua morte. Às dez semanas o feto tem cerca de cinco centímetros e está completo na sua formação física: tem todos os órgãos e membros plenamente formados e funcionais. A partir deste momento só precisa de crescer para se tornar infante, adolescente, jovem, adulto, idoso… a única diferença para com um ser humano nascido, é o tamanho e o espaço em que habita.

O que a Bíblia Sagrada diz acerca do feto? Sem referenciar todos os textos bíblicos, encontramos o seguinte , no Livro de Deus:

No Antigo Testamento, Deus dava a mesma pena para quem cometia um homicídio e para quem causava a morte de um bebê no útero. Isto indica claramente que Deus considera um bebê no útero como um ser humano tanto quanto um adulto. Jeremias 1:5 nos diz que Deus nos conhece antes de nos formar no útero. Na Bíblia, o Livro de Deus, a lei estabelecia que quando homens bulhassem e um deles ferisse, acidentalmente, uma mulher grávida, e esta desse à luz prematuramente, sem porém, haver morte, os causadores do dano teriam que indenizar o casal, num valor imposto pelo pai da criança. No caso de haver morte da criança, os causadores teriam que pagar com a sua própria vida o dano – “vida por vida”. (Ex. 21:22-25). Significa que Deus declara tal situação como  um crime. Para o cristão, o aborto não é uma questão sobre a qual a mulher tem o direito de escolher. É uma questão de vida ou morte de um ser humano feito à imagem de Deus (Gênesis 1:26-27; 9:6). Se esta era a posição divina quanto ao aborto não intencional, qual será a Sua posição face ao aborto voluntário, a pedido e induzido?

Na Bíblia, a palavra grega “brephos” é muitas vezes, usada para referir-se a recém-nascidos, lactentes e crianças de outros. Por exemplo, em Atos 7:19, “brephos” refere-se às crianças mortas por ordem de Faraó. Mas em Lucas 1:41,44, a mesma palavra é usada para João Batista, quando ele era ainda um feto no útero, um pré-nascido. A Bíblia também nos informa, que João Batista ficou cheio do Espírito Santo ainda no ventre de sua mãe, indicando pessoalidade (Lucas 1:15), portanto, o feto é dotado de espírito e pode ter experiência espiritual. Também possui uma alma que se emociona (Lc 1:44) e ainda na forma embrional, ele já tem mãe (Lc 1:43).

Além disso, a palavra grega “huios” significa “filho”, e também foi usada em lucas 1:36 para se referir a existência de João baptista no ventre materno, antes do nascimento, com seis meses.

A palavra hebraica “yeled” é normalmente usado para se referir ás crianças – um filho, um menino, etc. Mas , em êxodo 21.22, ele é usado de uma criança no ventre.

Em Genesis 25.22, a palavra “yeladim” (crianças) é usada em referencia aos filhos de rebeca lutando enquanto ainda no ventre.

Estes textos deixam claro, que Deus vê o feto como uma criança. A Escritura, repetidamente, pressupõe a continuidade de uma pessoa desde a concepção á idade adulta.

A seguir, estão alguns textos bíblicos, que mostram que Deus se relaciona com o feto de uma forma pessoal:

  • No Salmo 139:16, o salmista diz a respeito de Deus, “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe”.
  • Em Jó 10:8-11, lemos uma descrição poética afirmando a mão de Deus em nossa criação: “Suas mãos formaram-me e fez-me completamente… Você me vestiu com a carne, e cobriste-me de ossos e nervos”.
  • Salmos 78:5-6 revela a preocupação de Deus sobre “as crianças ainda por nascer”.

Aqui estão mais algumas escrituras que mostram que o aborto é errado e que Deus tem planos para as pessoas, mesmo antes de nascer:

  • Jeremias 1:5 – “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes de você nascer eu te distante, te dei um profeta para as nações”.
  • Gálatas 1:15-16a – “Mas quando Aquele que me separou, já desde o ventre de minha mãe e me chamou pela Sua graça, o prazer de revelar seu Filho em mim, que eu o pregasse entre os gentios”
  • Isaías 49:1,5 – “Ouça-me, ó ilhas, e preste atenção que os povos de longe. O Senhor chamou-me desde o ventre materno, a partir do corpo da minha mãe Ele me chamou. E agora diz o Senhor, que me formou desde o ventre para ser seu servo… ” .

Além disso, a vida humana pertence a Deus e não a nós:

Zacarias 12:1 – “O Senhor… Faz o espírito do homem dentro dele…”.

O próprio Deus faz a declaração em Ezequiel 18:4 – “Eis que todas as almas são minhas, a alma do pai, bem como a alma do filho é minha”.

Aos olhos de Deus, o aborto é um assassinato, pois está quebrando o mandamento “Não matarás”. Toda Escritura é inspirada por Deus.

Hebreus 4:13 – “Nada em toda a criação está escondido dos olhos de Deus. Tudo está descoberto e exposto diante dos olhos daquele a quem devemos prestar contas.”


Na época bíblica, houve casos semelhantes aos que vemos hoje. Em países como Amom e de Moabe, o povo sacrificava seus filhos a ídolos chamados Moloque e Camos. Os profetas de Deus denunciaram estes países e profetizaram que eles seriam destruídos.
Em Israel, Acaz e Manassés chegaram a sacrificar suas crianças a esses deuses falsos. Pouco tempo depois, a nação foi destruída.

Portugal hoje faz o mesmo: sacrifica seus filhos em clínicas de aborto. Não para os antigos ídolos Moloque e Camos, mas para os novos ídolos: o dinheiro, a comodidade e a Carreira. Não há diferença entre Portugal, Amom e Moabe. Portugal é tão culpado, quanto eles.  A ira de Deus não será menor para Portugal do que foi para estes países.

Na terra, o sangue dos inocentes mortos clama por Justiça. E Deus vai fazer Justiça.

A única alternativa para Portugal escapar do juízo iminente é o arrependimento. Portugal precisa pedir perdão pelo assassinato dos inocentes, pela injustiça social e por usar o dinheiro da nação para financiar a morte.

Para concluir todo este texto, é importante as pessoas entenderem que a prática do pecado separa o homem de Deus. O Senhor, em toda a sua Palavra, nos mostra que ama o homem, mas odeia o pecado. Sempre que a Nação de Israel obedecia aos mandamentos de Deus, ela era vencedora, entretanto, sempre que a Nação se afastava de Deus, ela sofria pestes, fomes, crises, cativeiro e humilhações.
Estamos à beira da derrota e da falência? O que devemos fazer?

Voltemos para Deus, pois “Bem  Aventurada é a Nação cujo Deus é o Senhor” (Salmo 33.12)

Fontes: (Bíblia, apontamentos de Renato Rocha, Textos de Michel Cruz (www.pela-positiva.blogspot.com, citado no Diário de Notícias de 20/10/2006, site da Federação Portuguesa pela Vida, site da Jocum.pt, site da Aliança Evangélica Portuguesa e artigos de jornais).

Motivos de Oração:

  • Por arrependimento, pelos pecados de injustiça social, maus-tratos e assassinato às crianças, neste país.
  • Pelas crianças em risco de todo o país, para que Deus coloque nas suas vidas pessoas capazes de as proteger do perigo em que vivem e  pela cura dos traumas que transportam devido às situações que vivem ou viveram.
  • Pelas famílias vítimas de stress social, perturbadas por várias situações (pobreza, alcoolismo, maternidade precoce), para que procurem ajuda, de modo proporcionarem um melhor crescimento às suas crianças.
  • Pelos profissionais e voluntários (educadores, técnicos de serviço social, psicílogos, médicos e enfermeiros, entre outros) que trabalham com crianças em risco, por sensibilidade, capacidade e sabedoria para lidar com as situações.
  • Para que a  igreja evangélica em Portugal possa ser um instrumento nas mãos de Deus para cuidar destas famílias e crianças e também para criar projectos de apoio e cuidado às crianças menos favorecidas.
  • Pela saúde, bem-estar e salvação das nossas famílias.
  • Pelas crianças que são vítimas de abuso sexual em nosso país.
  • Pelos técnicos de saúde cristãos para que sejam corajosos e influentes na defesa da vida.
  • Pela Igreja do Senhor em Portugal para que continue firme na defesa ética bíblica na questão do aborto.
  • Para que o temor do Senhor seja manifestado no coração de médicos e enfermeiros que praticam aborto e eles cheguem ao arrependimento.
  • Por cura, libertação e restauração para mulheres que praticaram o aborto.
  • Pelas Campanhas de Valorização da vida para que sejam efectivas na conscientização do povo português no que diz respeito ao aborto.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.






8º Dia – Pelas Famílias em Portugal!

3 04 2011

Nesta próxima semana, estaremos em oração pelas famílias de Portugal.
A família é uma instituição Divina e portanto, quando estruturada sob princípios, constitui uma base sólida para a sociedade. Uma Igreja forte, tem famílias fortes: um país forte, tem famílias fortes. O contrário também é verdade, uma evidência disso é que grande parte dos problemas sociais e morais tem como causa, a convivência em lares desestruturados. Vejamos a situação das famílias em Portugal:

Estatísticas:

  • Portugal registou o maior aumento da taxa de divórcios em toda a União Europeia entre 1995 e 2004, com uma subida de 89 por cento. De acordo com um estudo do instituto internacional de política familiar (IPF), em cada 33 segundos termina um casamento europeu.
  • O número de casamentos realizados (47.857) diminuiu e o número de divórcios decretados (23.935) aumentou, implicando que a relação entre o número de divórcios e o número de casamentos tenha passado de 46 divórcios por cada 100 casamentos em 2005, para 48 em 2006.
  • A duração média do casamento é de 14,3 anos. A idade média ao divórcio ultrapassou os 40 anos. Entretanto, nos últimos anos, aumentou o divórcio entre casais com menos de 4 anos de casados.
  • Os dados divulgados pelo INE revelam também que há menos casais a oficializarem a sua relação: em 2007 realizaram-se 46 329 casamentos, o número mais baixo desde 2002, ano em que se celebraram 56 457 matrimónios. “Existe um número muito grande de pessoas que prefere a coabitação ao casamento e esses não entram nas estatísticas”.
  • Tutela dos filhos: Em 90 por cento dos casos a custódia é atribuída à mãe.
  • No ano passado morreram em Portugal 103512 pessoas, enquanto o número de nascimentos não foi além dos 102492. Foi a primeira vez em 90 anos que as mortes superaram os nascimentos.
  • O índice de fecundidade foi de 1,33 crianças por mulher.
  • Idade média da mulher ter o primeiro filho subiu para 28,1 anos. A população portuguesa registou uma taxa de crescimento efectivo de 0,28%, de acordo com os indicadores demográficos disponíveis relativos a 2006. Assim, a taxa de crescimento efectivo da população foi induzida sobretudo pela taxa de crescimento migratório, que se situou em 0,25%.
  • Registou-se, ainda, o agravamento do índice de envelhecimento da população, que se situou em 112 idosos por cada 100 jovens, decorrente do declínio da fecundidade e do aumento da longevidade.

(Fonte: Correio da Manhã e Jornal Público).


VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Segundo o estudo “Mulheres (In) visíveis” da Amnistia Internacional, divulgado em Outubro de 2006, em Portugal o número de queixas de violência doméstica aumentou 17% em 2005, relativamente ao ano anterior, num total de 18.192 queixas.

De acordo com o relatório registam-se cerca de 5 mortes por mês e 40% dos agressores têm idades entre os 25 e 45 anos. Entre as formas mais comuns de violência doméstica estão maus-tratos psíquicos (32,5%), violência física (32,2%), ameaças (20%), violação (1,2%) e homicídio (0,06%). Este estudo indica que, anualmente, quase 60 mulheres são mortas pelos seus companheiros. Este padrão mensal de cinco mortes coloca Portugal acima da média mundial de 3 mortes por mês. Nos primeiros seis meses de 2006, a GNR e PSP registaram uma média de 50 casos de violência doméstica por dia, sendo que ao todo registaram-se 9.679 casos. A maioria dos casos de violência doméstica são entre cônjuges (3.941) e também contra crianças ( 4.158). O custo social da violência doméstica em Portugal é da ordem de 1 milhão de Euros por dia. Nota-se aqui um acréscimo do número de vítimas, devido não só ao aumento das agressões como também um maior número de participações policiais explicado devido à maior visibilidade do problema, à crescente percepção social e consciência dos direitos por parte das vítimas.

 

Uma Palavra sobre o Casamento:

Nestes dias, em que o número de divórcios está a aumentar num ritmo acelerado, devemos tentar perceber algumas causas desta triste realidade. Penso que uma das principais causas está relacionada ao próprio conceito de casamento nas mentes das pessoas. Para alguns, o casamento é somente um contrato que, dessa forma, pode ser desfeito quando houver qualquer motivo para isto. No entanto, o conceito bíblico de casamento é o de aliança. O casamento é uma aliança e não apenas um contrato! Já no primeiro livro da Bíblia podemos ler: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Génesis 2:24). “Uma só carne” significa estar em aliança com o nosso cônjuge.

Aquela conhecida frase, utilizada pelas pessoas quando querem se divorciar – já não amo o meu cônjuge – nada mais é que uma consequência da falta de entendimento do significado de um enlace matrimonial. Este pretexto usado para o divórcio não tem fundamento, pois o amor sempre pode ser cultivado. O amor também é fruto de uma decisão. Eu decido amar. Amar também é aceitar o outro como ele é!

De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem(Mateus 19:6).

Alguns divórcios acontecem por causa do estilo de vida que os cônjuges adoptam. Muitos casais estão a precisar de bom senso. Quando um dos cônjuges adopta um estilo de vida com excesso de trabalho, é certo que a quantidade e a qualidade de tempo de que os casais precisam serão afectados. Para que o amor seja cultivado, é necessário tempo! É difícil manter um casamento em que marido e mulher quase não se vêm e a cada dia têm menos coisas em comum.

A unidade dos casais também será testada pelas pressões do dia-a-dia. As pressões profissionais, as pressões das famílias, as pressões das amizades, as pressões da criação dos filhos e as terríveis pressões financeiras, colocam à prova a firmeza de qualquer casamento.

Pelo facto de a família ser fundamental para a edificação de uma sociedade saudável, o mais interessado em casamentos dissolvidos é o diabo. A dissolução de casamentos faz parte dos seus intentos. Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios (II Coríntios 2:11). O inimigo, de tudo fará para tirar a harmonia dos casamentos e abalar assim as famílias, que são as colunas essenciais da nossa sociedade.

O diabo é patrocinador de todas as causas de divórcios que aqui já listamos, mas Jesus é maior que as trevas e fará com que a igreja prevaleça sobre todas as maquinações do adversário.

…Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo (I João 3:8).

(Pr. Sidson R. Novais (MCI), extraído do site da Jocum).


Motivos de Oração:

  • Para que as pessoas compreendam que o casamento é uma aliança e não um contrato.
  • Por mais “tempo de qualidade” entre os membros da família (pai, mãe e filhos).
  • Pelo fortalecimento das alianças, tornando-as inabaláveis, diante das pressões do dia-a-dia.
  • Por uma diminuição considerável no número de divórcios.
  • Por casais que já consideraram ou estão, neste momento, a considerar o divórcio como uma opção válida.
  • Pelos que já passaram pela experiência do divórcio, que encontrem cura e restauração completas.
  • Pelo desenvolvimento saudável de ministérios voltados ao fortalecimento dos relacionamentos matrimoniais, aconselhamento e mediação de conflitos entre as famílias.
  • Por medidas e campanhas criativas que visem o combate à violência doméstica e por medidas criativas que possibilitem a eliminação do endividamento familiar.
  • Pelos líderes cristãos e pelas igrejas, que sejamos capazes de lidar com os novos desafios de sermos o Corpo de Cristo no contexto do século XXI.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.

 






7º Dia – Vamos fazer a Luz Brilhar!

2 04 2011

“Será, pois, que, se não deres ouvidos à voz do Senhor teu Deus, não cuidando em cumprir todos os seus mandamentos e os seus estatutos, que hoje te ordeno, então virão todas estas maldições sobre ti e te alcançarão” (Dt 28.15).

Moramos em uma casa alugada. O dono construiu esta casa e por isso, ela pertence a ele. Ele é nosso senhorio, somos apenas inquilinos. Embora ele seja o dono, a casa é nossa, enquanto estivermos em acordo. Mas nós precisamos permanecer fiéis às cláusulas contratuais, no que diz respeito à preservação, manutenção e pagamentos. O senhorio nos fornece tudo o que precisamos para vivermos com dignidade: temos luz, água, gás, um teto, boas instalações. Mas tudo isso com uma condição: precisamos estar em dia com nossos compromissos e despesas mensais, para não sofrermos privações como: ficarmos sem água, sem luz, sem gás, sem alimento, sem conforto e consequentemente, sem casa para morarmos.

Pois bem! Se em nosso dia-a-dia somos responsáveis com os nossos compromissos, porque achamos que com Deus, podemos ser irresponsáveis? Deus nos deu esta terra. Não pagamos aluguel para morar nela, porque a relação dele para connosco é uma relação de Pai e filhos e ninguém cobra aluguel de seu filho. Mas, temos compromissos para com a sua preservação. Não fomos presenteados apenas com uma terra, mas também com uma vida, da qual,  somos igualmente responsáveis.

O que Deuteronômio 27 ensina é que se fomos responsáveis com os presentes que recebemos (a vida e a terra), receberemos como resultado da nossa fidelidade, todas as bênçãos, vigentes no contrato. Seremos imensamente supridos e abençoados em qualquer lugar onde morarmos, nossa família será abençoada, nossas finanças também. Teremos inimigos, mas triunfaremos sobre eles.

Todavia, Deuteronômio 28, apresenta as punições para a quebra do contrato: crises, confusão, enfermidades, fuga, queda, pragas, traição, roubo, opressão, catástrofes climáticas, muito trabalho e pouco retorno, falta de unção, problemas familiares, dívidas, etc. Estas são apenas algumas das punições, para quem desejar usar a terra e a vida, de maneira leviana. Nossos pecados tem ferido a nossa terra, tem atingido a nossa família, tem espoliado nossos bens, tem golpeado nossas finanças.

É difícil entendermos isso? Qualquer um entende que o criador tem o direito à patente. Por que achamos que Deus não tem direitos sobre nós, se foi Ele quem nos criou e criou também a terra em que vivemos?

Levítico 26.14-16 diz:
“ Mas se não me ouvirdes, e não cumprirdes todos estes mandamentos: se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se aborrecer dos meus juízos a ponto de não cumprir todos os meus mandamentos, e violardes a minha aliança, então eu vos farei isto: porei sobre vós o terror, a tísica e a febre ardente que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeareis debalde a vossa semente, porque os vossos inimigos comerão. Voltar-me-ei contra vós outros e sereis feridos diante de vossos inimigos; os que vos aborrecem assenhorar-se-ão de vós e fugireis sem ninguém vos perseguir”.

Levítico 26 apresenta um julgamento 7 vezes pior para cada nível de desobediência. Veja os versos 19 e 21:

“Quebrantarei a soberba da vossa força, e vos farei que os céus sejam de ferro e a vossa terra como bronze. Debalde se gastará a vossa força, a vossa terra não dará a sua messe, e as árvores da terra não darão o seu fruto. E se andares contrariamente para comigo, e não me quiserdes ouvir, trarei sobre vós pragas sete vezes mais, segundo os vossos pecados”.

E a coisa só vai piorando à medida em que a nossa desobediência aumenta: pragas, pestes, miséria, espada, fome, cidades desertas, terra assolada, ansiedade e calamidades.

Portugal vive 9 séculos de pecados acumulados!
A medida de sua iniquidade está cheia! E não sou eu quem diz isto, é a Palavra de Deus que testifica contra esta nação. Ou a nação se arrepende, ou estará na mira de um juízo sete vezes maior, a cada vez. Nestes últimos anos, muitos profetas se levantaram em Portugal, pronunciando o juízo sobre a terra, caso não haja arrependimento.

Semana passada, eu estava a conversar com um pastor, do Concelho de Sintra, e ele me disse que precisávamos orar para rompermos os céus de Portugal, porque a impressão que ele tinha, era que os céus da nação estavam fechados. E que a mente das pessoas estavam entenebrecidas, cheias de fortalezas, construídas pela desobediência.

Em nosso 4º dia de oração, recebi um e-mail, de um pastor do Brasil, que foi missionário por 11 anos aqui em Portugal. Ele está connosco nesta campanha de intercessão, é um homem de Deus e teve uma visão ao orar pela nação. Achei-a importantíssima e passo agora a compartilhá-lha, pois é uma direcção de Deus para este nosso período de intercessão:

“Enquanto orava hoje, tive uma visão em meu espírito. Quando comecei a oração uma nuvem negra invadiu minha mente. Não era nuvem de água nem fumaça, mas uma presença das trevas. Essa nuvem cobriu Portugal e o envolveu completamente. A nação mergulhou na escuridão, embora alguns pontos, bem pequenos, de luz podiam ser vistos espalhados pelo país. A impressão que tive era de que o Senhor se afastou de Portugal. O pecado dessa nação tornou-se insuportável para o Senhor. Existem lugares onde o Senhor não está, e Portugal é um desses lugares. Ele está em seus filhos (os pontos de luz), mas não na nação. Nem mesmo a igreja cristã está brilhando com essa luz. A idolatria, a feitiçaria, a bruxaria e o humanismo cobriram Portugal, entraram na igreja e o Senhor se afastou da nação. Não li seu Post hoje ainda porque queria escrever antes de saber o motivo de oração do dia. Mas me parece que Portugal sofre há muitos anos por causa de sua arrogância e sua incapacidade de reconhecer a necessidade que tem de Deus. Continuo em oração. Se não pudermos fazer a Luz voltar a brilhar sobre a nação, que ela alcance pelo menos alguns corações”.

A nossa situação é muito mais séria do que imaginávamos!

Se Portugal está em trevas, não podemos dormir na luz!

Se não acordarmos e não nos conscientizarmos do nosso papel como Igreja, sofreremos juntos com a nação! Se uma calamidade abater Portugal, como escaparemos? Ou você acha que Jeremias não sofreu com a calamidade de Judá? Ou você acha que Ezequiel e Daniel escaparam do cativeiro por serem profetas?

Somos pontos de luz pequenos, mas se nos unirmos e brilharmos todos juntos (na unidade do Corpo de Cristo), temos uma chance da Luz brilhar nos céus desta nação!

 

Motivos de Oração:

  • Oremos, pedindo perdão pelo pecado da nação. Perdão pelo pecado do orgulho, da arrogância e da incapacidade em reconhecer a necessidade de Deus.
  • Oremos, pedindo perdão pelo pecado da nação: idolatria, feitiçaria, bruxaria e humanismo.
  • Oremos, pela Unidade do Corpo de Cristo, em Portugal.
  • Oremos para que os corações estejam quebrantados e abertos à pregação da Palavra.
  • Oremos para que a igreja se levante em oração e ação!
  • Oremos pelos ares de Portugal, para que estas trevas sejam dissipadas e para que a Luz de Cristo enfim, brilhe sobre estes céus!

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.





6º DIA – A RELIGIÃO EM PORTUGAL

1 04 2011

A população portuguesa é maioritariamente católica, devido sobretudo à tradição e às circunstâncias históricas que Portugal teve e viveu no passado. Os católicos, segundo os censos de 2001, compõem cerca de 85% da população portuguesa, conferindo, por isso, à Igreja Católica uma considerável influência junto da sociedade, embora agora não tanto como outrora. Segundo estatísticas feitas pela Igreja Católica, apenas 1% destes 85%, são praticantes assíduos.

Além dos católicos, Portugal tem ainda uma presença relativamente significativa de evangélicos (ou protestantes) e de testemunhas de Jeová. Os judeus, os anglicanos, os islâmicos, os hindus, os ortodoxos, os bahá’ís, os budistas, os gnósticos e os espíritas são os restantes grupos religiosos minoritários existentes neste país europeu.

Segundo um estudo realizado em 2005, cerca de 81% da população portuguesa indicou que “Acredita em Deus“, cerca de 12% que “Acredita que existe alguma forma de espírito ou força da vida” e ainda cerca de 6 a 9% da população total (este número tem aumentado a cada dia) que “Não acredita que exista uma força divina, Deus ou força vital”.

LIBERDADE RELIGIOSA NO PAÍS: A presença de tantos grupos religiosos, deve-se à lei da liberdade religiosa, assinada no país, sob a qual, cada grupo ou indivíduos, pode escolher livremente, de qual religião quer ser. A partir daí, o estado português passou a ser não confessional, isto é, não adota nenhuma religião oficial, nem se pronuncia sobre questões religiosas, e também não programa a educação ou a cultura, segundo as diretrizes confessionais.

Há uma comissão religiosa no país, constituída por 11 representantes das principais religiões presentes em Portugal (catolicismo, islamismo, judaísmo, protestantismo, induísmo), que tem por funções, apresentar pareceres e propostas sobre a aplicação da lei da liberdade religiosa, nomeadamente sobre projectos de acordos entre Estado e comunidades religiosas, reconhecimento de jurídico Pessoas Colectivas Religiosas e radicação de Confissões Religiosas e composição da Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas.

PRESENÇA NA TELEVISÃO: Segundo a Lei da Liberdade Religiosa, os canais públicos de televisão garantem às comunidades religiosas inscritas um tempo de emissão em programas específicos. Essa garantia materializa-se nos programas “A Fé dos Homens” e “Caminhos”. O Governo criou a Comissão do Tempo de Emissão das Confissões Religiosas que trabalha em conjunto com a RTP para atribuir e distribuir os tempos de emissão segundo critérios de representatividade.

ENSINO DA RELIGIÃO NAS ESCOLAS PÚBLICAS: A Lei da Liberdade Religiosa define que em estabelecimentos do ensino básico e secundário das escolas públicas, a disciplina de Educação Moral e Religiosa é opcional. As comunidades religiosas inscritas podem solicitar autorização para leccionar esta disciplina.[12] Para as confissões não-católicas é exigido um número mínimo de alunos; para a Igreja Católica esta exigência não se coloca.

Ao abrigo desta lei, algumas Igrejas Evangélicas e a Comunidade Bahá’í leccionam aulas de Educação Moral e religiosa em alguns estabelecimento de ensino público.

PROTESTANTISMO (cerca de 1% da população)
Os Evangélicos ou Protestantes em Portugal possuem várias denominações. Estão divididos em várias categorias, que vão desde as igrejas históricas (presbiterianos, metodistas, baptistas e lusitanos), Pentecostais (como a Assembleia de Deus) as Neopentecostais (diversas igrejas) a igrejas mais conservadoras. Em Portugal, tanto pessoas individuais, como igrejas evangélica associam-se à Aliança Evangélica Portuguesa, entidade representativa das mesmas. Actualmente existem perto de 100 mil evangélicos em Portugal.

As igrejas evangélicas estão em quase todos os concelhos portugueses, faltando apenas 14 concelhos para se afirmar que estes estão de norte a sul do país. A Aliança Evangélica tem um evento denominado “Portugal 2015“, em que o intuito é que até 2015 seja aberta uma igreja evangélica em cada um destes concelhos.

TESTEMUNHAS DE JEOVÁ

As Testemunhas de Jeová contam com mais de 52.000 praticantes em Portugal, distribuídos por cerca de 650 congregações, sendo que os simpatizantes alcançam um número similar. Isso pode ser constatado no Anuário das Testemunhas de Jeová de 2009 que refere terem assistido cerca 95.000 pessoas em 2008 à sua principal celebração, a Comemoração da Morte de Cristo.

A religião está presente no país desde 1925, tendo sido proscrita oficialmente entre 1961 e1974, período em que operou na clandestinidade. Em Dezembro de 1974, após a Revolução dos Cravos que derrubou o Estado Novo, a Associação das Testemunhas de Jeová foi legalmente reconhecida, tendo hoje a sua sede em Alcabideche. Em 2009, foram oficialmente reconhecidas como comunidade religiosa radicada em Portugal. O Atestado de Radicação em Portugal como comunidade religiosa era fundamental para que as Testemunhas de Jeová pudessem prestar assistência religiosa nos hospitais públicos e prisões.

SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS

Os Santos dos Últimos Dias (conhecidos também como Mórmons) possuem aproximadamente 40.000 membros em Portugal, distribuídos por cerca de 77 congregações.

As primeiras reuniões da Igreja realizada em Portugal estão entre as Forças Armadas dos Estados Unidos estacionadas no país no início de 1970. Mais tarde, em 1974, a Igreja de Presidente Spencer W. Kimball visitou Portugal e recebeu a confirmação de que a Igreja seria reconhecida e que os missionários pudessem começar a trabalhar no país. Em novembro de 1974, Elder William Grant Bangerter dos Setenta chegou a Lisboa para presidir a recém-criada Missão Portugal Lisboa. Quatro missionários foram transferidos de uma missão no Brasil para começar o trabalho. As primeiras reuniões da Igreja foram realizadas na casa de um membro da embaixada canadense que vivia em Portugal.

ANGLICANISMO
Os anglicanos em Portugal são organizados na Igreja Lusitana Católica Apostólica Evangélica, que foi fundada em 1880. No início, estaIgreja anglicana foi auxiliada por um conselho de bispos presidido por Lord Plunkett, naquela época bispo da diocese de Meath, na Irlanda. O primeiro bispo anglicano português foi somente consagrado em 1958.  A integração total na Comunhão Anglicana ocorreu somente em 1980, quando a Igreja se transformou numa diocese extraprovincial sob a autoridade do Arcebispo da Cantuária.

JUDAÍSMO

A comunidade judaica em Portugal conseguiu manter-se até à actualidade, não obstante a ordem de expulsão dos Judeus a 5 de Dezembro de 1496 por decreto do Rei D. Manuel I, obrigando muitos a escolher entre conversões forçadas ou a efectiva expulsão do país, ou à prisão e consequentes penas decretadas pela Inquisição portuguesa, que, precisamente por este motivo, acabou por ser uma das mais activas na Europa. A forma como o culto se desenvolveu na vila raiana de Belmonte é um dos exemplos de perseverança dos Judeus como unidade em Portugal. Em 1506, em Lisboa, dá-se um massacre de Judeus, onde muitos são mortos e feridos, tornando-se num dos mais violentos massacres da época, a nível europeu.

FÉ BAHÁ’Í

As primeiras campanhas de divulgação da religião Bahá’í em Portugal deram-se em 1926, mas foi só em 1949 que a comunidade começou a estabelecer as suas instituições. Nesse ano foi eleita a Assembleia Espiritual Local de Lisboa, e em 1962 foi eleita a Assembleia EspiritualNacional dos Bahá’ís de Portugal.

Antes da Revolução de 25 de Abril, os Bahá’ís estiveram sujeitos a vigilância policial, tendo diversas das suas actividades sido proibidas. Em 1975 a Comunidade Bahá’í de Portugal foi reconhecida como pessoa colectiva religiosa e em 2005 obteve o estatuto de comunidade religiosa radicada. Actualmente residem em Portugal (continente, Açores e Madeira) milhares de Bahá’ís distribuídos por mais de 150 localidades. A sede da comunidade situa-se em Lisboa.

OUTRAS RELIGIÕES

Existem ainda minorias ISLÂMICAS (cerca de 15.000 pessoas) e HINDUS (cerca de 7000), com base, na sua maioria, em descendentes de imigrantes, bem como alguns focos pontuais (alguns apenas a nível regional) de budistas, gnósticos e espíritas.

AGNOSTICISMO/ATEÍSMO (4 a 9% da população total)

Existe actualmente em Portugal cerca de 420 mil a 947 mil , que afirmam serem ateus ou agnósticos, enquanto que, num outro estudo, 6,5% da população identificou-se como ateus ou agnósticos.

CANDOMBLÉ YORÙBÁ

A Comunidade Portuguesa do Candomblé Yorùbá foi reconhecida como Pessoa Colectiva Religiosa, em Abril de 2010. Esta comunidade professa uma religião afro-descendente Candomblé de matriz Yorùbá (Ketu, Oyó, Ijexá, etc.) e é constituída por pessoas de várias procedências, das quais se destacam portugueses, brasileiros e africanos yorùbás.

Sem dependência face a uma estrutura superior, a Comunidade Portuguesa do Candomblé Yorùbá, propõe-se preservar as tradições culturais e religiosas africanas yorùbás-jejes no território português, representando oficialmente a religião e promovendo cerimónias públicas em louvor de divindades, encetando diálogos institucionais a fim de fomentar o diálogo inter-religioso e o melhor conhecimento da tradição religiosa.

(Fonte: Wikipédia)

MOTIVOS DE ORAÇÃO:

  • Oremos pela salvação e libertação de cada grupo religioso presente no país.
  • Oremos por uma maior presença dos crentes em Jesus, no que diz respeito à Prática e Ensino da Palavra, Testemunho, e envolvimento com projetos sociais (moradores de rua, hospitais, prisões e pessoas carentes de um modo geral).
  • Oremos pelo Projeto da ALIANÇA EVANGÉLICA PORTUGUESA, que é uma Missão para todos nós: estabelecer uma Igreja Evangélica em cada Concelho Português, até 2015.
  • Oremos por Professores Evangélicos aptos para ensinar Educação Moral nas escolas públicas e por uma maior procura desta matéria.
  • Oremos pelo surgimento de canais Evangélicos na Televisão e Mídia em geral, para o Ensino Genuíno da Palavra de Deus.
  • Oremos, para que Portugal se volte para Deus. Algo que nos preocupa é o crescimento, acima da média, dos ateus, gnósticos, bruxos, maçons e satanistas no país. Além disso, é muito comum, os portugueses consultarem cartomantes, bruxos e tarólogos. Os jornais estão cheios destes anúncios. Oremos pela conversão e libertação destes grupos e pela queda das fortalezas espirituais, que são erguidas nas mentes, pelo envolvimento com tais práticas.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.






5º DIA – Porque transgredis o Mandamento de Deus, por causa da vossa TRADIÇÃO?

31 03 2011

 

Tradição é a transmissão de práticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto das crenças de um povo, algo que é seguido de forma conservadora, através das gerações.

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Segundo a doutrina católica, a transmissão ininterrupta e fiel da Revelação divina e imutável fez-se, com a assistência sobrenatural do Espírito Santo, por uma dupla tradição (que em latim significa entrega ou acto de confiar):

  • Tradição escrita ou as Sagradas Escrituras (Bíblia).
  • Tradição oral, radicada essencialmente no testemunho dos Apóstolos à revelação de Jesus Cristo, aos quais Jesus “deixou o encargo de levar o Evangelho da Salvação a todas as criaturas, testemunho depois assumido“. Eles crêem que nem toda a tradição oral foi registrada, sendo ela hoje ainda transmitida de geração para geração pelos Bispos em união com o Papa, que, segundo eles, são os autênticos sucessores dos 12 Apóstolos e os únicos que possuem autoridade para interpretar a Bíblia.

A Tradição, seja ela oral ou escrita, é interpretada e aprofundada autêntica e progressivamente, à luz da Revelação, pela Igreja Católica. (assim crêem eles). Extraído de Wikpédia.

 

Esta é uma história realmente antiga!

Já nos tempos de Jesus, havia essa competição: Tradição X Palavra de Deus.

Alguns fariseus, foram a Jesus para questioná-lo, sobre o porquê seus discípulos não realizavam a lavagem cerimonial (como constava na tradição interpretativa e na expansão rabínica da lei). Os discípulos de Jesus não lavavam as mãos antes de comer e foram acusados de transgressores pelos fariseus! Veja:

“Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão” (Mt 15.2). Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: “Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? (…) assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (Mt 15.3,6).

O que Jesus estava querendo dizer é que a Palavra de Deus é a Fonte de nossa autoridade (e deve ser obedecida) e não meras tradições interpretativas da lei. O apego à estas tradições estava tão entranhado no judaísmo, que Paulo e Pedro alertaram sobre ela, em suas epístolas:

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8) e “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais” (1 Pe 1. 18).

Os judeus viveram em um ambiente religioso, onde honravam as opiniões dos rabis (seus guias). Estas opiniões chegaram a ser tradições e com o tempo, suas interpretações foram as únicas que importavam, como na Igreja Católica, atualmente. Suas opiniões chegaram ter mais prioridade do que a própria Palavra de Deus. Quando Jesus ensinou a verdade, muitos judeus não receberam a verdade porque Jesus não apoiava aos rabis (os padres deles), nem foi apoiado por eles. No final, Jesus atacou estas tradições dos pais, porque impediam as pessoas de receber a Verdade de Deus. O óbvio das Escrituras foi escurecido pelas tradições dos fariseus. A igreja Católica seguiu o mesmo caminho, trocando a verdade de Deus pelas tradições e opiniões dos papas, bispos e padres católicos. Se estas tradições católicas são obrigatórias como inspiradas, Por que a Bíblia claramente propõe uma maldição sobre qualquer um que aumente a Bíblia? (Ap 22,18-19). Parágrafo extraído de (http://www.davidcox.com.mx/folletos/c06_cox-O_Catolicismo_e_Suas_Tradicoes_v1r.htm). Se você quiser mais sobre este assunto, pode acessar este link, pois nele contém um estudo resumido, mas muito bom sobre o tema.

Quando falamos em Tradição, nos referimos à questões como: batismo de crianças, boas obras que salvam, catecismo, obediência aos sacramentos, participação na missa, purgatório, indulgências, veneração às relíquias, veneração à Maria, etc.

Pois bem, o apego à  Tradição tem sido um grande empecilho para a pregação do Evangelho, em Portugal. Constantemente ouvimos: “meus pais me ensinaram assim”, “eu tenho fé, eu sou uma pessoa boa, não faço mal à ninguém, vou à missa, faço caridade”.

Alguns portugueses chegam até confessar a Jesus, mas tem dificuldades imensas de romperem com a tradição; o que os leva a uma fé manca e a quase nenhum crescimento espiritual. Eles não conseguem romper em compreensão das Escrituras e em Revelação, pois vêem tudo com os óculos da tradição. É claro, que há muitos portugueses libertos e verdadeiramente crentes em Jesus; mas ainda são uma minoria, no país.

 

Motivos de Oração:

  • Oremos pela cura da cegueira espiritual, causada pela influência da tradição católica.
  • Oremos para que as mentes sejam completamente libertas e seus entendimentos iluminados à Luz da Palavra da Verdade.
  • Oremos por um Ensino Bíblico nas Igrejas, sadio, fundamentado das Escrituras, sobretudo, apoiado na prática e no testemunho.
  • Oremos para que a Igreja do Senhor se levante, livre de toda religiosidade, para que os novos convertidos vindos do catolicismo, não saiam de uma tradição e caia em outra.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.

 






4º DIA – PORQUE PORTUGAL SOFRE COM ESTA CRISE?

30 03 2011

Espero que ao final deste Artigo, você mesmo possa responder esta pergunta.

A RELIGIÃO EM PORTUGAL

A população portuguesa é maioritariamente católica, devido sobretudo à tradição e às circunstâncias históricas que Portugal teve e viveu no passado.

Os católicos, segundo os censos de 2001, compõem cerca de 85% da população portuguesa, conferindo, por isso, à Igreja Católica, uma considerável influência junto da sociedade, embora agora não tanto como outrora.

Além dos católicos, Portugal tem ainda uma presença relativamente significativa de Evangélicos (ou protestantes) e de testemunhas de jeová. Os judeus, os anglicanos, os islâmicos, os hindus,  os ortodoxos, os bahá’ís, os budistas, os gnósticos, e os espíritas são os restantes grupos religiosos minoritários existentes neste país europeu.

Segundo um estudo realizado em 2005, cerca de 81% da população portuguesa indicou que “Acredita em Deus“, cerca de 12% que “Acredita que existe alguma forma de espírito ou força da vida” e ainda cerca de 6% que “Não acredita que exista uma força divina, Deus ou força vital” (Wikipédia).

A IDOLATRIA E SEUS MALES

“…Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes” (Gn 35:2).

Aqui está uma ordem de Deus que persiste até hoje! Que lancemos fora os deuses estranhos e eliminemos toda a idolatria que há no meio de nós! Será que existe uma razão tão forte que leva Deus a abominar assim tanto a idolatria? Para isso é preciso entender o que é a idolatria e o que de negativo ela implica na vida de um povo.

Segundo o Dicionário português do Texto Editora, a idolatria é a adoração dos ídolos; acção de prestar a certas entidades as honras próprias da divindade; amor, dedicação excessiva; adoração cega.

Portugal é um país profundamente idólatra, muito por influência do catolicismo romano. Embora existam muitos tipos de idolatria, é quase impossível separá-la do catolicismo romano em Portugal. Não me refiro ao ocultismo que agora tem vários rótulos tais como ciências paranormais, medicina alternativa ou mais ainda espiritualidades alternativas, mas sim à adoração dos ídolos, como é citado no dicionário acima referido.

A maioria das pessoas que seguem a idolatria, seguem uma tradição, alguns até têm convicções e não aceitam outra forma de adorar. Mas todos os idólatras ainda não chegaram ao conhecimento da verdade, pois a Bíblia diz: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Portanto eles necessitam ser livres. Mas isso só é possível com conhecimento da verdade que é Jesus Cristo.

De uma forma geral, consideramos idólatras, aqueles que vão atrás das imagens e estatuas, que veneram os mortos até pessoas vivas, e não fazemos caso de outros tipos de idolatria que têm a ver com objectos de culto.

O que é um objecto de culto? Objecto de culto é tudo aquilo que ocupa o primeiro lugar da nossa vida. Qualquer coisa que retire o lugar que pertence a Deus, é um ídolo. Tudo que não é Deus e toma o primeiro lugar na nossa vida é idolatria. Qualquer coisa pode tornar-se objecto de culto, mas Deus quer ser o único objecto de culto. Quando colocamos maior importância numa coisa do que em Deus, esta pode tornar-se um objecto de culto, e quando temos um ídolo a quem prestamos culto directa ou indirectamente, tornamo-nos idolatras e assim nasce uma nova idolatria.
Estes tipos de idolatria encontram-se em qualquer lugar. Entre os religiosos e os ateus, entre aqueles que confessam Jesus e os descrentes. É uma idolatria camuflada, cega, que dificilmente descobrimos porque faz parte do nosso dia-a-dia.

O Deus criador de todas as coisas é um Deus zeloso e não permite que haja outro objecto de adoração além dele. (Êxodo 20:4-5). Ele sempre condenou a idolatria. Aquilo que Ele disse ao seu povo no Velho testamento, Ele continua a dizê-lo a nós portugueses: “Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem esculpida, nem coluna, nem poreis na vossa terra pedra com figuras, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o Senhor vosso Deus.” (Lv 26:1).

A idolatria traz consequências negativas a uma nação que dela está cativa. Uma delas é a falta de prosperidade, pois a Bíblia diz: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33:12).

A idolatria também traz consequências espirituais. A idolatria generalizada num país entroniza os poderes das trevas. Os pactos e alianças com entidades espirituais não-divinos, dão legalidade aos poderes das trevas de edificar tronos sobre uma cidade ou nação. As procissões e as marchas sobre as cidades servem para reforçar e reconsiderar o controlo espiritual das mesmas a um deus qualquer.

Outra consequência é a escravidão espiritual e o medo. O povo torna-se escravo porque tem de cumprir todas as formalidades e rituais, pensando que se não puder fazê-lo, surgirão acontecimentos trágicos. Isso dá abertura às potestades das trevas para intimidar e aterrorizar o povo.

Nós, a Igreja em Portugal, sendo representantes do povo Português diante de Deus, podemos cumprir a ordem acima citada (Gn 35.). Se não de uma forma literal, podemos fazê-lo de uma forma espiritual, através das nossas orações, e também através da revelação da verdade aos entendimentos dessas pessoas idólatras, com o nosso evangelismo e Ensino genuíno da Palavra. Porque para a maioria delas, o diabo cegou os seus entendimentos. Não devemos esquecer que Deus, embora deteste a idolatria, ama as pessoas que a ela estão ligadas. (Manza Garcia (ICMAV) é o autor deste texto, extraído do site da JOCUM, Portugal).

 

No artigo acima, vimos, que segundo a Palavra de Deus, a falta de prosperidade é uma das consequências da idolatria. Talvez, isto explique a crise, que atualmente Portugal vem enfrentando.

Antes dos motivos de oração, quero apenas, destacar, um momento histórico, em Portugal, que achei extremamente relevante:

“Durante o domínio filipino, Vila Viçosa, era sede da maior corte ducal da Península Ibérica. Em 1640, um grupo de conspiradores convenceu o então João II, Duque de Bragança a aceitar o trono de Portugal, tornando-se a 1 de Dezembro de 1640, D. João IV (1640-1656) dando início à Dinastia de Bragança. A partir desta data, Vila Viçosa, perdeu fulgor e tornou-se na residência real de férias. Em 1646, João IV de Portugal ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição como agradecimento pela boa campanha da Guerra da Restauração, tornando-se Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. A partir desta data, mais nenhum Rei de Portugal usou a coroa. Em 1755, Vila Viçosa foi fortemente abalada pelo Terremoto de 1755. No início do século XIX, Vila Viçosa foi saqueada durante as Invasões Francesas”.

Este registro histórico, coloca Portugal sob a mira do julgamento de Deus (como foi confirmado com o terremoto, a seguir). Entregar a coroa, significa entregar o domínio do reinado para poderes espirituais. Houve muitos fatos, semelhantes a estes, na história de Portugal. E todas estas atitudes, foram tornando o país, cada vez mais preso à idolatria, e cada vez, mais na mira do juízo divino, conforme podemos ler em Levítico 26,12-46.

É hora da Igreja se levantar, e por meio do arrependimento, retirar essas “coroas” destes principados ilegítimos, que já provaram que não sabem governar (o resultado, é este, que hoje se vê) e entregar a coroa de Portugal a Jesus, o Único Deus Verdadeiro! Não saberá governar, o Deus que criou os céus e a terra? Não será, pois, Justo, Aquele que criou o Direito? Não nos abençoará, Aquele que é o Amor? Não nos prosperará, o Deus que tem todo ouro e prata? Não nos dará Vida Abundante, o Deus Eterno?

 

MOTIVOS DE ORAÇÃO:

  • Oremos, segundo Jesus nos ensinou, pedindo a implantação do Reino Divino na terra “Pai Nosso que estás no céu, santificado seja o teu Nome, VENHA O TEU REINO SOBRE PORTUGAL, seja feita aqui, a tua vontade, assim como ela é feita no céu … “
  • Oremos, em identificação com o povo português, pedindo a Deus, perdão, pelo pecado da idolatria, praticada no país.
  • Invoquemos a misericórdia e compaixão de Deus, a favor de Portugal.
  • Oremos, pela queda da idolatria sustentada pelo estado português.
  • Oremos, para que Deus ilumine os entendimentos dos líderes espirituais que ensinam, sustentam e conduzem o povo à idolatria.
  • Oremos, para que Deus ilumine o país com ondas de despertamento local, começando nas igrejas.
  • Levantemo-nos em oração contra a idolatria camuflada nas igrejas evangélicas; contra os objectos de culto que roubam o lugar de Deus na vida dos crentes.






3º DIA – Juízo ou Avivamento? Ainda há tempo para decidirmos …

29 03 2011

Se existe algo em que não há qualquer contestação, é acerca da Eqüidade de Deus. A Palavra diz que Deus é um Juiz Justo (Salmo 7.11). Ele criou todas as coisas e as rege com Justiça. E essa Justiça não é partidária. Qualquer nação que O reconhece e anda em obediência, será perdoada e absolvida e gozará do seu favor, pois Seu amor e Graça inigualável, tem Perdão abundante para os maiores pecadores. Entretanto, quando uma nação fere seus princípios, ela se coloca debaixo de Seu Justo Juízo; independente de qual nação seja: Israel, EUA, África, Brasil ou Portugal. Não há acepção, quanto a isso. Deus não aceita subornos! O princípio ratificado em Dt 28 ainda é válido para os dias de hoje. A obediência é geradora de bênçãos e a desobediência, da maldição.

Hoje e amanhã, nossos motivos de Intercessão, referem-se às atitudes da nação portuguesa, em seus anos de vida. Certamente, o caos que se encontra hoje, não é obra do acaso, mas do resultado de suas atitudes, das escolhas de seus líderes, de seu povo.

O autor destas pesquisas, chama-se Renato Rocha, um português, casado com Carla Rocha, brasileira. Além de conhecer, os fatos da história de Portugal, ainda possuiu autoridade e discernimento Divino, para interpretá-los. Este jovem é um profeta de Deus, cheio da Palavra. É um, dentre muitos, que o Senhor tem salvado nesta nação.

“Como qualquer história de cada Nação, existem pontos brilhantes e pontos negros, que foram praticados e que entristeceram e ofenderam o coração do Senhor. Atitudes abomináveis, que chegaram às narinas de Deus, com cheiro nauseabundo e que trazem, muitas vezes Juízo sobre as Nações.

Seria difícil, de um modo resumido, enumerar todos os pecados de uma nação com quase 900 anos de história, mas existem alguns pontos na história portuguesa de muita relevância. De uma forma compacta, vou descrever alguns acontecimentos na história Portuguesa, que certamente, feriram o coração do Senhor.

  1. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA INQUISIÇÃO PORTUGUESA, em que a fé era imposta pela violência, se necessário.

O termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão da heresia no seio da Igreja Católica. A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre alguns grupos religiosos, que praticavam a adoração de plantas e animais. A Inquisição medieval, da qual derivam todas as demais, foi fundada em 1184 no Languedoc (sul da França) para combater a heresia dos cátaros ou albigenses. Em 1249, implantou-se também no reino de Aragão, como a primeira Inquisição estatal e, já na Idade Moderna, com a união de Aragão e Castela, transformou-se na Inquisição espanhola (1478 – 1821), sob controle directo da monarquia hispânica, estendendo posteriormente sua actuação à América. A Inquisição portuguesa foi criada em 1536 e existiu até 1821. A Inquisição romana ou “Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício” existiu entre 1542 e 1965.

Em 23 de Maio de 1536, foi instituída a Inquisição em Portugal. Sua primeira sede foi Évora, onde se achava a corte. Tal como nos demais reinos ibéricos, tornou-se um tribunal ao serviço da Coroa.

A inquisição aplicava suas sanções a todo o individuo que fosse acusado de heresia. O condenado era muitas vezes responsabilizado por uma “crise da fé”, pestes, terremotos, doenças e miséria social, sendo entregue às autoridades do Estado, para que fosse punido. As penas variavam desde o confisco de bens e perda de liberdade, até a pena de morte, muitas vezes, na fogueira, método que se tornou famoso, embora existissem outras formas de aplicar a pena.

Nessas penas ao longo da história, tiveram inclusos Judeus Portugueses. Até fins do século 15, os judeus portugueses viveram em relativa paz social, apesar dos vários períodos de comoção, onde a minoria judaica pode sentir o peso da opressão cristã. Foi entre 1450 e 1480 que houve maior estabilidade comunitária, quando então alcançaram significativas projecções no reino português, como ministro de Estado, médicos, advogados, mercadores, financistas, intelectuais e geógrafos.

Após esta fase, começam os três séculos de grandes perseguições e sofrimentos que conduziram-nos a três diferentes caminhos: a curta e dolorosa via dos que foram fisicamente exterminados nos “pogroms de Lisboa” e nas tenebrosas masmorras e fogueiras da inquisição. Após 1480 as relações judaico-cristãs deterioram-se rapidamente, agravadas pela chegada de aproximadamente 120.000 fugitivos judeus perseguidos pela inquisição espanhola e expulsos da Espanha em 31 de março de 1492 pelos Reis Fernando e Isabel. Em Portugal, a situação se agrava com um o contrato de casamento entre D. Manuel I e Isabel, princesa espanhola filha dos reis católicos.
Algumas leis portuguesas, apesar de discriminá-los, objectivavam assimilar esta parte do povo: “o filho de judeu que se convertesse ao catolicismo tinha desde logo o direito de receber sua parte da herança, supondo-se falecido os pais, para este efeito.” “Era proibido ao judeu deserdar seu filho por mudança de crença.”
Posteriormente, expediu-se o édito de expulsão dos judeus, dando-se-lhes o prazo de dez meses, sob pena de morte e confisco de todos os seus bens, para a saída definitiva do país. Esse édito criou situações terríveis, uma vez que, decepadas as suas raízes, teriam que vender suas casas, vinhas e outra as posses, sujeitando-se aos preços vís que a ocasião propiciava.
Mais adiante, expediram-se ordens para que se tomassem os filhos menores de 14 anos dos judeus que, à conversão ao catolicismo, houvessem optado pelo desterro. E que as crianças judias fossem distribuídas pelas cidades e aldeias, para que se criassem e se educassem no seio de famílias católicas. Os baptizados, agora não mais judeus e sim “cristãos-novos”, continuaram expostos à malevolência popular que não tardaria a acusá-los da “criminosa” atitude de voltar, no segredo de seus lares, à prática da religião que, em publica violência, foram forçados a abandonar. Tal clima desencadeou, em 15 de abril de 1506, o morticínio de milhares de judeus no “pogrom de Lisboa”.

Sabemos pela Palavra de Deus que a fé não é para ser imposta, mas para ser anunciada e recebida por quem ouve e aceita o evangelho, a Palavra de Deus não nos fala para impormos nossa fé pela violência, pela tortura, ou por qualquer pratica que viole a lei do amor, pois a palavra de Deus nos diz em Lucas 9:54-56, “E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las”.

Outra coisa, Israel é a nação onde nasceu o Messias; ela nos deu Jesus. Temos uma dívida para com Israel. Devemos orar por sua paz: “ORAI PELA PAZ DE JERUSALÉM; PROSPERARÃO AQUELES QUE TE AMAM.  Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios” (Sl 122.6,7). Quando Portugal oprime e mata judeus, se coloca debaixo da mira do juízo de Deus. E não só pelo facto de serem judeus, principalmente, o de serem seres humanos.

  1. A ESCRAVATURA, em que o ser humano era tratado sem direito algum

A escravatura já é uma prática com milhares de anos, quando o homem caiu da graça de Deus, cedo começou a querer subjugar seu semelhante, querendo privar seu semelhante dos direitos que Deus lhe deu. Mesmo em África e no Continente Americano, há relatos de escravatura entre os povos nativos, muito antes da invasão Européia, ganhando maior escala, com a chegada dos Europeus, pois a escravatura se expandiu em grande escala.

O comércio de escravos vindos de África iniciou-se no séc. XVI, com os portugueses, que exportavam mão-de-obra para a sua grande colónia americana, o Brasil. Logo se lhes associaram, neste tráfico, espanhóis, ingleses, franceses e holandeses.

Negociantes sem escrúpulos, os chamados negreiros, compravam africanos já previamente escravizados por outros africanos, que os tinham aprisionado ao longo de guerras tribais. São trocados por tecidos ou outros bens de consumo e, em seguida, embarcados nos navios negreiros. Ali, eram agrilhoados e amontoados e depois submetidos a um regime de impiedoso, de racionamento de água e comida.

Mais de 12 milhões de africanos viram-se, assim, forçados a deixar a terra natal e a atravessar o Atlântico com destino às Américas, onde chegaram, após uma viagem de dois meses, em condições desumanas.

As primeiras excursões portuguesas à África subsaariana foram pacíficas (o marco da chegada foi a construção da fortaleza de S. Jorge da Mina, em Gana, em 1482). Portugueses, muitas vezes, se casavam com mulheres nativas e eram aceitos pelas lideranças locais. Já em meados da década de 1470 os “portugueses tinham começado a comercializar na Enseada do Benim e frequentar o delta do rio Níger e os rios que lhe ficavam logo a oeste”, negociando principalmente, escravos, com comerciantes muçulmanos.

Os investimentos na navegação da costa oeste da África foram inicialmente estimulados pela crença de que a principal fonte de lucro seria a exploração de minas de ouro, expectativa que não se realizou. Assim, consta que o comércio de escravos que se estabeleceu no Atlântico entre 1450 e 1900 contabilizou a venda de cerca de 11 313 000 indivíduos . A Palavra de Deus nos diz que o amor é o coração do Evangelho, pois Deus é Amor, toda e qualquer prática que viole o mandamento do Amor é condenado pelo Senhor. A Palavra de Deus nos fala que todos os mandamentos se resumem em dois: amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a nós mesmos. Toda e qualquer violação dos direitos humanos é condenável aos olhos do Senhor. A escravatura foi uma manifestação de total violação desses direitos, e por isso condenável diante de Deus, e Portugal caiu, dissolutamente, na prática desse pecado” (Renato Rocha).

Eu não sei vocês, mas meu coração chorou hoje, ao tomar conhecimentos destes tristes factos. Destas violações tão claras, da Palavra de Deus.

Esta semana, um líder, me mandou um e-mail, que continha a seguinte direção:

“Shalom amados Daniele e Luciano, creio que o Senhor segundo a Sua infinita misericórdia realmente está mobilizando um povo para interceder por Portugal, tenho tido conhecimento de outras pessoas se mobilizando como igreja a fim de interceder pela nação. Isso é maravilhoso, pois esta é a função da igreja, exercer o sacerdocio na terra, intercedendo pelo povo. Creio tbm num juízo iminente da parte de Deus vindo sobre a nação portuguesa, fruto da idolatria do povo português. Fruto de um tempo onde Portugal dominou, subjugou, roubou e escravizou outras nações. Creio que a oração da igreja portuguesa deveria ser no sentido de confessar estes pecados, e pedir ao Senhor que tenha misericórdia da nação, pois é tempo é chegado um tempo de colheita para as nações e o fruto que portugal plantou não é bom. A igreja na nação tem que reconhecer isso, se humilhar e confessar estes pecados, para que seja gerado arrependimento no coração do povo e a partir dai flua um avivamento sobre Portugal”.

Então, nossa Intercessão de hoje, baseia-se em 2 Cr 7.14: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face  e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

MOTIVOS DE ORAÇÃO:

  • Peçamos perdão e confessemos ao Senhor os pecados de Portugal, como nação. Meus antepassados são portugueses e certamente, se você é brasileiro, você tem algum português como ascendente. Sigamos o exemplo de Daniel, Esdras e Neemias, que confessaram os pecados de seu povo (Dn 9,3-19: Ed 9,5-15 e Ne 9).
  • Peçamos perdão pelos nossos próprios pecados, que agravam ainda mais, a situação da nação. Hoje é dia de confessarmos pecados e de nos arrependermos deles.
  • Oremos por Misericórdia.
  • Peçamos perdão a Deus, pelos maltratos, escravidão, inquisição e assassinatos de milhares de judeus e africanos. Se você conhece algum africano ou judeu, ore com ele hoje e peça a ele, perdão pelos pecados de sua nação.
  • Oremos para que haja uma atmosfera de reconciliação e quebrantamento sobre Portugal.
  • Peçamos perdão pelo pecado de racismo, que ainda se encontra bastante presente em Portugal.
  • Oremos por Jerusalém e pela África.
  • Oremos por restauração e avivamento em Portugal.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.





2º DIA – EM DEFESA DO NOSSO CAMPO DE LENTILHAS!

28 03 2011

“Depois dele, Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram em Lei, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas: e o povo fugia de diante dos filisteus. Pôs-se Samá no meio daquele terreno, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o Senhor efetuou grande livramento” (2 Samuel 23.11, 12)


O texto mostra uma nação acuada, diante dos inimigos; uma nação vítima da espoliação, do roubo e da crise; uma nação,  que tinha tudo para ser próspera, mas que estava sendo vítima de toda sorte de intimidações, por parte dos inimigos …até que um homem de nome Samá decidiu defender seu pedaço de terra,  onde havia uma plantação de lentilhas! O que me impressiona neste texto é que Samá, sozinho,  se levantou para guerrear e diz a Bíblia que ele “feriu os filisteus” (…)  e o Senhor efetuou grande livramento”. O posicionamento de um homem e Deus foi suficiente para vencer esta guerra!

Deus queria livrar Israel, mas precisava da intervenção de alguém!

Deus quer livrar Portugal, mas precisa da nossa intervenção e Portugal  é o nosso campo de lentilhas!

Talvez você se sinta sozinho, diante do muito que ainda temos para fazer aqui, mas saiba que você e Deus juntos, podem fazer grandes coisas! Imagine então, o que Deus poderá fazer, se decidirmos nos levantar, todos juntos “como um só homem”?

Se Samá tivesse só esperando um grande livramento, sem tomar nenhuma atitude, certamente , nada teria acontecido; mas porque ele decidiu se levantar e guerrear, a Bíblia diz que o Senhor se levantou e efetuou grande livramento.

Se quando agimos, Deus nos respalda, o contrário também é verdade: quando não agimos, em vez do livramento, vem o juízo: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez 22.30)

Por favor, leia novamente este versículo, com atenção redobrada.

  • Esta  uma declaração na 1ª Pessoa, ou seja, Deus está falando. Mas falando o quê?
  • Falando que buscou alguém para tapar o muro e se colocar na brecha
  • Perante Ele
  • A favor da terra
  • Mas não achou ninguém

Não sei você, mas quando eu li este versículo pela segunda vez e terceira e quarta, na minha mente, ficou martelando: Deus não achou ninguém … Deus não achou ninguém … não achou nenhum representante, nenhum embaixador, para estar “perante Ele” “a favor da terra” … então, o juízo poderá vir sobre Portugal!

Mas se Deus achar alguém, achar intercessores, achar reparadores, nossa terra poderá ser salva: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face  e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Cr 7.14)

Por isso, este dia de Intercessão será em Prol dos Intercessores!

MOTIVOS DE ORAÇÃO PARA ESTE DIA: (fornecidos pela JOCUM de Portugal)

  • Peçamos perdão à Deus pela nossa negligência na oração, principalmente, pelo nosso orgulho e egoísmo, por não exercitarmos a intercessão diária e constante, em favor do nosso país.
  • Oremos por um verdadeiro despertamento para a oração, em nossas igrejas.
  • Oremos para que Deus levante um exército de Intercessores, não somente para este Propósito, mas pessoas, que intercedam continuamente “Pelos nossos irmãos, por nossos filhos, nossas casas e por nossa terra”(Ne 4.14).
  • Oremos por um quebrantamento de coração.
  • Oremos para que o Espírito Santo possa colocar um desejo intenso pela oração, em cada crente em Jesus, neste país.
  • Oremos pelos pastores e líderes, para que possam ser exemplos na vida de oração e a coloquem como prioridade, nos programas de suas igrejas.
  • Oremos por mais iniciativas de oração corporativa por parte da liderança evangélica em Portugal.
  • Oremos por mais tempo de oração nos lares evangélicos em Portugal.
  • Oremos pelo surgimento e multiplicação de células de oração em Portugal.
  • Oremos pelo levantamento de novos guerreiros de oração a favor de Portugal.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.

 





1º DIA – Campanha de Oração por Portugal PROPÓSITO E DATAS

27 03 2011

Graça e Paz, a todos os intercessores, pastores, líderes, e a todos os que se unirão, como um Corpo e um Exército, nesta mesma causa e propósito! Deus é Conosco! Ele pelejará por nós!

Em primeiro lugar, eu gostaria de informar-lhes que Deus tem levantado uma boa equipa para unir-se a nós, nestes dias de oração. Há muitas Igrejas envolvidas e por isso, eu posso afirmar, que essa guerra será a guerra da Igreja e esta Vitória, a Vitória do Senhor! Temos claramente discernido o Mover do Espírito Santo para esta finalidade e propósito.

Uma das frases, que tenho frequentemente ouvido nesta semana é: “esta é uma boa altura para nos unirmos em oração”, “esta é uma boa altura para fazermos isso”. Sim, é!

Contamos com você, intercessor!

Contamos com você pastor e contamos com as orações de sua igreja!

Deus precisa de nós! Eu creio em um avivamento, que virá como fruto de nossa unidade!

Por favor, repasse esse E-mail para outros líderes, pastores, intercessores, redes de mobilização e oração.

Nosso Propósito e Datas:

Por que esta data específica?

O dia 25 de abril para os portugueses, é um dia de grande importância, pois é o dia em que eles comemoram o início da democracia, conseguida, através de uma investida militar e também das massas contra a ditadura, que era imperante no país. Foi uma vitória tão grande que este dia, é chamado de “Dia da Liberdade”.

Neste ano de 2011, “o Dia da Liberdade”, será exatamente, um dia após a Páscoa, onde comemoramos a Ressurreição de Jesus, conquistada após seu Sacrifício, no Calvário. Então, profeticamente, em um dia, comemoraremos a Ressurreição e no outro, profetizaremos a Verdadeira Libertação Espiritual da nação Portuguesa. Este será “O Dia da Verdadeira Libertação” do regime ditador, que o principe das trevas impôs aqui.

Um outro detalhe interessante, é que segundo a história de Portugal, depois do dia da Liberdade, “foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica” (wikipédia).

Com a demissão do nosso Primeiro Ministro, José Sócrates, provavelmente teremos eleições em junho. Não é uma boa altura para se levantar “O Verdadeiro Exército da Salvação”? E profetizar aos “ares de Portugal”, a Vinda do Reino de Deus sobre esta Nação, crendo, que, como Igreja, temos autoridade para nomearmos o próximo Governante de Portugal:  Jesus Cristo!

Motivos de Oração para este dia:

  • Ore por este Propósito, para que ele seja declarado legal, no mundo espiritual, e uma vez, legitimado diante de Deus, por nossas orações, consentimento e concordância, como Corpo de Cristo, cumpra o propósito proposto por Deus.
  • Ore pelos “Ares” (Regiões Celestes) de Portugal, para que toda investida de satanás contra Portugal seja impedida e neutralizada. “A oração de um justo pode muito em seus efeitos” e “As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”.
  • Ore, pedindo ao Senhor um grande exército de anjos, para guerrear nestes dias, ao nosso favor, e em favor da nação.
  • Ore para Deus levantar um grande exército de intercessores, que orem, diariamente, em prol desta nação.
  • Ore por quebrantamento dos corações.
  • Ore por um mover sobrenatural do Espírito Santo ocorra, nestes dias, desencadeando um grande avivamento sobre a nação.
  • Tire o dia de hoje para profetizar palavras de esperança à nação portuguesa. Faça isso o tempo todo! Declare as promessas Bíblicas em alta voz!

Hoje é nosso primeiro dia! Amanhã, postaremos os motivos de oração para o Segundo Dia.

Que Deus nos abençoe! Deus fará maravilhas no meio de nós! Daniele Marques.





IGREJA – LUGAR DE GENTE QUE ORA

27 03 2011

Este artigo foi escrito  pela Miss. Paulina Faria, uma mulher de Deus, que admiro muito, não somente pelo seu ministério frutífero, sua sabedoria e conhecimento, mas principalmente, pela sua vida de testemunho e exemplo. Além de amiga e madrinha de nosso casamento, ela foi minha professora no Seminário  e discipuladora. Devo-lhe muito. Paulina é uma mulher de oração e estará connosco, intercedendo, nesta campanha de 30 dias de Oração por Portugal.

A minha casa será chamada casa de oração por todos os povos” – estas,  foram as palavras ditas por Jesus por ocasião da purificação do Templo em Jerusalém (Lc 11.17). Com estas palavras, o Senhor não apenas corrige um comportamento dos comerciantes que ali se punham, obtendo lucro com o culto a Deus, mas ressalta o propósito do lugar estabelecido para a morada do Altíssimo. Destarte, a Igreja, enquanto casa de Deus (na visão bíblica), foi instituída para ser um lugar de oração. Por conta do caráter sacerdotal do povo de Deus, e, portanto, mediador, a oração constitui o serviço da Igreja, e deveria ocupar lugar essencial na vida de cada um cristão.

Uma das formas de Deus nos chamar a atenção para algum tema em Sua Palavra é a repetição, ou a constância do mesmo no texto sagrado. De acordo com Macintosh, a palavra “orar” ocorre 146 vezes em 139 versículos da Bíblia. A palavra “oração” ocorre 108 vezes e muitas variações podem ser encontradas. A palavra orações ocorre 27 vezes; “orando”, 25 vezes; “ora”, 5 vezes, “orou/oraram”, 59 vezes. Segundo Strong, a palavra orar, nas suas mais diversas formas, é encontrada 370 vezes na Bíblia. Portanto, “se uma palavra aparece com tanta freqüência na Bíblia, deveríamos prestar atenção a ela. Deus, obviamente, está destacando um ponto crucial” (Livro Apaixone-se pela oração, pg. 27). A Bíblia deixa a importância e o significado da oração claro como cristal. Existem mais de 650 orações registradas na Palavra de Deus – e mais de 450 respostas de oração – sem falar de todo o livro de Salmos, que é essencialmente um livro de oração.

A oração permeia o conteúdo vétero-testamentário como elemento essencial da história de Israel,  em relação direta com os acontecimentos. Os grandes momentos da história do povo de Deus estão assinalados pela oração dos mediadores e de todo o povo, e se baseiam no conhecimento do plano de Deus para obter a sua intervenção na hora presente. A começar por Moisés (vale ressaltar que é em atenção a ele que Deus salva o povo – Ex 33.17; e como resultado de sua oração que brota a obra legisladora, e os sucessivos livramentos experimentados por Israel no deserto), passando pelos reis profetas (quem não se lembra da oração de Salomão, por ocasião da inauguração do Templo – I Rs 8.10-61 – ou do rei Josafá, 2 Cr 20.6-12, ou ainda do profeta Elias, I Rs18.36ss, e sobretudo, de Jeremias, o que muito orou pelo seu povo?), a função de interceder pressupunha uma clara consciência tanto da distinção como do relacionamento que se estabelecia entre o individuo e a comunidade.

No Novo Testamento, a oração aparece na vida de Jesus como centro de todos os seus atos. É interessante o fato de Marcos registrar seus grandes retiros espirituais (Mc 1.32-37), visto que é justamente este evangelista que focaliza mais as suas atividades, apresentando Jesus como o Servo, fato que estabelece, do ponto de vista de causa-efeito, uma conexão mais que óbvia entre a oração e a ação, bem como revela o tipo de serviço que agrada e glorifica a Deus. Esta conexão faz-nos lembrar da máxima de Moody: “Se você está tão ocupado que não tem tempo para orar, então você está mais ocupado do que Deus queria que estivesse”.

A oração é o resultado imediato da Cruz de Cristo, visto que Mateus registra o momento da entrega do espírito, ou de tudo consumado, como o momento em que o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo (Mt 27.50,51). E o autor de Hebreus (que no capitulo 9 afirma que o véu era um alerta do Espírito quanto ao fato do caminho do Santuário estar encoberto), convida-nos a entrar no Santuário, valendo-nos do sangue de Jesus (10.19). Esse santuário é também chamado trono da graça, ou lugar de misericórdia, ou ainda, descanso, onde Jesus, nosso Sumo-Sacerdote, nos recebe, enquanto Mediador, poderoso para salvar os que por ele se achegam a Deus.

O caráter convidativo da oração também assume um modo imperativo na linguagem apostólica, quando somos exortados a orar sem cessar (I Ts 5.17), ou perseverar em  oração (Rm 12.12; Cl 4.2). Essa ordenança dos apóstolos fundamenta-se no ensino de Jesus sobre o “dever de orar sempre, sem nunca esmorecer” (Lc 18.1), exemplificado na parábola do juiz iníquo e da viúva.

Particularmente, creio que perdemos a perspectiva correta da oração. Ela é vista sob a ótica do pragmatismo, utilitarismo, e não como possibilidade de contato com Deus, uma entrada no céu, de uma comunhão intima com o Senhor. Na verdade, a oração deve brotar do desejo de estar com o Senhor. Essa é a verdade expressada pela busca da noiva pelo noivo, em Cantares de Salomão: “De noite, busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei; Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma? Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma” (Ct 3.1-40. A motivação da busca era o amor, que 4 vezes é claramente expressado pela noiva.

A verdadeira essência da vida cristã é o relacionamento individual entre nosso Criador e nós, e a oração é o meio pelo qual aprofundamos este relacionamento e solidificamos este elo com Deus. A oração não apenas produz um avivamento espiritual como coloca a vida na perspectiva correta. Ela é, sem dúvida, uma das experiências mais emocionantes que podemos desfrutar, e a nossa expectativa é que sejamos despertados pelo Senhor a buscar a Sua Presença mediante uma vida de oração.

Deus nos quer em Sua presença, e o alto preço pago por Ele mesmo a fim de tornar possível este fato já deveria constituir, para nós, motivação para que vivêssemos em oração. O Senhor está a nossa espera…

Miss. Paulina F. Albino Gonçalves





30 dias de Oração por Portugal

22 03 2011


Nestes últimos dias, eu e meu marido Luciano, temos sido confrontados a intensificar nossa vida de oração.

No penúltimo Post, falei sobre a oração, como a base da vida e do ministério de Neemias e a apontei como “a chave”, que proporcionou a Neemias o sucesso de sua missão!

A vida, a fidelidade, o temor e a determinação de Neemias tem me impressionado! E a forma como ele orava, me confrontou muito! Tenho ouvido frequentemente Deus me chamar para uma forma mais intensa de oração! Deus deseja nos levar a um novo lugar, através da intercessão. Deus tem criado muitas situações, pelas quais, temos tido que orar, orar e orar! Deus tem nos dado sonhos sobre intercessão! Nossos pastores no Brasil, também tem ensinado sobre a oração, nestes últimos dias. Há muitas pessoas, que nem imaginávamos, que estão nos mandando mensagens, emails, telefonando e nos falando, que estão intercedendo por nós! Sentimos muita urgência em orar e sabemos que Deus vai se mover de alguma forma, em nossa vida, em nossa história e em nossa nação! Portugal é hoje a nação que temos pedido ao Senhor por herança. Temos chorado por esta nação, por esta terra e por seus filhos … pois ainda há muitos e muitos que ainda não foram salvos, apesar de grande presença missionária.

Ainda há muito o que fazer aqui, não podemos parar, não podemos esmorecer, não podemos voltar atrás … Portugal ainda não foi salvo! Passou a sega, findou o verão, e” (Portugal) ainda não está salvo” (Jr 8.20).

Neemias disse:  Grande e extensa é a obra, e estamos muito longe, separados uns dos outros” (Ne 4.19).

1. A obra é grande e extensa (isto fala do muito que ainda temos para fazer).

2. Estamos muito longe

3. Estamos separados uns dos outros (ainda que cada um (cada igreja) construa de frente para a sua própria casa, precisamos fazer isso “todos” juntos, em unidade de propósito, e em concordância).

“Pelos nossos irmãos, por nossos filhos, nossas casas e por nossa terra” (Ne 4.14).

É de Deus esta peleja! Mas, nós, como Igreja, podemos e devemos cooperar Ele, nesta batalha.

Estamos iniciando um tempo de oração, jejum e intercessão por Portugal.

Precisamos corresponder com os anseios do coração do Pai, estarmos no mesmo espírito, em sintonia e unidade com Seus propósitos e Sua visão. Deus ama esta nação e decidiu não abrir mão dela. Há muitas palavras proféticas sobre o que o Senhor deseja fazer aqui, e Deus vai usar a sua Igreja, para cumprir suas promessas. Deus prometeu a terra de Canaã para Israel, mas eles não sentaram e esperaram as promessas cumprirem-se, sozinhas. Eles lutaram e conquistaram. Avançaram, debaixo da Vontade Soberana de Deus; deram passos em direção ao que Deus desejava, por isso venceram!

O nosso propósito é orar durante 30 dias, começando dia 27 de março, até dia 25 de abril.

Por que esta data específica?

O dia 25 de abril para os portugueses, é um dia de grande importância, pois é o dia em que eles comemoram o início da democracia, conseguida, através de uma investida militar e também das massas contra a ditadura, que era imperante no país. Foi uma vitória tão grande que este dia, é chamado de “Dia da Liberdade”.

Então, vamos orar até o “Dia da Liberdade” para neste dia, profetizarmos “A Verdadeira Libertação Espiritual” da Nação Portuguesa, do regime ditador, no qual o principe das trevas impôs aqui. Vamos profetizar aos “ares de Portugal”, a Libertação e a Vinda do Reino de Deus sobre Portugal, crendo, que Jesus será o próximo governante desta nação! Aleluia!

Você quer se ajuntar a nós nesta guerra?

“ No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós” (Ne 4.20).

Marque então em sua Agenda, o dia para o início de nossa Campanha de Oração por Portugal. A começar pelo dia 27 de março, estaremos, todos os dias, Postando motivos específicos de Oração. Dedique algum tempo a esta causa.

Gosto muito de uma expressão de Davi, que diz: “Porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal também será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais”.

Isto significa que mesmo que você não esteja em solo português, você pode dar seu tempo, em oração, por esta causa e por este país. Você pode ser um missionário, doando seu tempo e sua oração.  Alguém já disse: “Missões se faz com os pés dos que vão, com os joelhos dos que oram e com as mãos dos que contribuem”.

Esteja atento ao dia 27!

Baruch Hashem! Daniele Marques.