13º Dia – Oremos pelos nossos Idosos!

8 04 2011

Eu tenho um carinho muito especial pelos idosos. Desde que cheguei em Portugal, eles tem sido muito amorosos comigo e com minha família. Gostamos de sentar para ouvi-los contar suas experiências. Já tivemos o privilégio de conduzir alguns a Jesus e ainda estamos a evangelizá-los, pois eles gostam muito de conversar e se abrem com muita facilidade.

Em relação aos idosos, duas coisas me deixam muito triste e me fazem chorar e quero colocá-las como motivos para intercessão:

1)       A indiferença para com os idosos. Uma grande parte deles, ao completarem uma certa idade, onde não podem mais produzir ou ficam doentes, são colocados em Lares para Idosos (Asilos) e são deixados lá, até a morte. Alguns, recebem visitas periódicas da família, entretanto, grande parte deles, contentam-se em fazer novos amigos por lá mesmo. Os filhos tem uma alegação: trabalham muito e não tem tempo para cuidar dos pais (que agora, cansados da labuta e envelhecidos pelo tempo, perderam suas forças). Mas o que leva os filhos a tratarem seus pais assim? Por que não deixá-los aproveitar sua melhor idade, na casa onde viveram a vida toda? Por que privá-los do contacto diário e pessoal com a família para o qual trabalharam a vida toda? Para isso há uma grande discussão e muitas desculpas, inclusive financeiras. Mas eu chamo isso de indiferença, porque quando queremos arranjamos tempo e dinheiro para tudo.

2)       A falta de honra: A Bíblia nos ensina honrar nossos pais (Êxodo 20.12; Efésios 6.1-3). Honrar significa tratar com dignidade, respeito e importância. Nem os filhos (é claro que não falo de todos, existem muitas exceções) e nem o governo dão-lhes as devidas honras, uma vez, que muitos, no momento em que precisam mais do dinheiro das reformas, as tem em uma quantidade muito subtraída e bem menores que o salário mínimo. Dinheiro que não dá para comprar os remédios (que nesta fase, já são muitos) e ainda pagar a renda.

E nós como Igreja? Nós devemos amá-los, ajudá-los e estimulá-los a continuarem tendo uma vida e um ministério frutífero no Senhor, pois: “…mesmo na velhice crescerão e darão frutos, serão fortes e cheios de vida. Serão uma prova viva de que o Senhor é Fiel” (Salmo 92:14 e 15. Versão Bíblia Viva). É nosso dever, como Igreja, cuidas dos nossos idosos.

A VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO
(Por
Cristina Verde, Psicóloga Clínica e Psicoterapeuta Psicanalítica na Psicronos)

Muitos, são vítimas de violência. Estudos recentes revelam que o fenómeno da violência contra as pessoas idosas está a aumentar em Portugal. Nos últimos 5 anos, verificou-se em Portugal, um número de mais de 25 mil casos de violências contra idosos. Acredita-se que há muito mais casos, ao passo que “os idosos são vítimas silenciosas, já que não apresentam queixa por medo”.

Num primeiro plano, esta problemática relaciona-se com a condição do idoso na sociedade actual. Nas sociedades contemporâneas há uma certa desvalorização da experiência e sabedoria dos mais velhos, como reflexo de uma crescente perda da tradição e dos valores morais.

O estatuto social do idoso está fragilizado e os estigmas sobre a velhice ameaçam transformar o idoso num ser descartável. O próprio idoso, por pressão do estigma, sente-se muitas vezes ultrapassado, acha que já teve a sua época e que agora não serve para mais nada. A negação social do direito à existência é uma das mais graves formas de violência e é perpetrada pelo próprio idoso em relação a si mesmo e pela sociedade.

Quando se fala em violência contra o idoso, muitas pessoas pensam logo em espancamentos, torturas, privações e aprisionamento (que infelizmente são comuns), mas para além destas existem muitas outras situações de violência que são complexas, de difícil diagnóstico e prevenção. Os agressores mais frequentes dos idosos são os seus cuidadores, muitas vezes, familiares próximos. Na grande maioria dos casos o agressor é o companheiro(a) ou os seus próprios filhos.

São variadíssimas as formas de violência a que o idoso dependente está sujeito: maus tratos e abusos físicos, maus tratos psicológicos, negligência por abandono, negligência medicamentosa ou de cuidados de saúde, abuso sexual, abuso material e financeiro, privação e violação de direitos humanos. Quanto maior for o índice de dependência do idoso e a precariedade social, mais provável é ocorrerem situações de maus-tratos.

Quem conhece a realidade institucional não legalizada (e por vezes até algumas legalizadas) sabe que não são raras as situações em que se verifica um completo desrespeito pela dignidade do idoso mais dependente, sobretudo no que concerne à satisfação de necessidades fisiológicas básicas, cuidados primários de saúde e higiene e o tão essencial contacto humano.

O abandono, a desqualificação da sua personalidade e experiência, a infantilização, o atropelamento ao direito de ser ouvido, a negação de um espaço físico onde se possa sentir seguro, ou a interdição para a administração dos seus próprios bens, são formas comuns de violência contra os idosos. A superprotecção também pode ser uma forma dissimulada agredir, impedindo o idoso de fazer coisas para as quais tem condições plenas.

As diferentes formas de violência alimentam sentimentos de culpa, de solidão, de dependência, de inutilidade, e aumentam o desamparo, a confusão e a dúvida nos julgamentos e juízos sobre mundo que rodeia o idoso. Tudo isto se traduz numa perda da auto-estima.

Algumas pessoas acreditam que providenciar tratamento e medicação adequados é suficiente para preservar a saúde e o bem-estar dos seus familiares mais velhos. Mas providenciar tratamento e medicação não chega. É preciso fazer mais e melhor! Não adianta tentar aliviar a consciência dando o melhor tratamento médico, quando se nega um carinho, uma visita ou um telefonema. O acompanhamento, a estimulação, o amor e a atenção oferecem ao idoso a oportunidade de ser útil a si mesmo e aos outros, de se divertir, aproveitar a vida, em suma, de viver.

É preciso mudar esta mentalidade voltada para a morte. Temos que transformá-la num maior investimento na melhoria da qualidade de vida do idoso, estimulando-lhe o prazer e a alegria em estar vivo.

Segundo o Instituto para o Desenvolvimento Social, quanto maior for o conhecimento, esclarecimento e a discussão das questões relacionadas com a violência, melhor será a prevenção, a identificação e a actuação nas suas várias manifestações.

O problema da violência contra os idosos é um problema de todos nós e não só dos idosos. A degradação da qualidade de vida dos idosos espelha as nossas falhas e a nossa fuga perante o envelhecimento. É necessário revalorizar o papel do idoso na vida social, familiar, económica e política, e criar oportunidades para que utilizem as suas capacidades em actividades que dignifiquem a sua existência. Respeitar a individualidade, não infantilizar, não os tratar como doentes ou incapazes, oferecer cuidados específicos para a sua faixa etária, preservar a sua independência e autonomia, ajudar a desenvolver aptidões, ter paciência com a lentificação do ritmo na realização das tarefas, trabalhar as suas perdas e os seus ganhos, promover a estimulação bio-psico-social. Isto, só é possível com o alargamento do espaço de intervenção social, o desenvolvimento de respostas especializadas e a formação continua de técnicos neste domínio.

Temos que caminhar no sentido de proporcionar ao idoso uma velhice serena como prolongamento normal de existência. Devemos evitar as separações forçadas do próprio meio e dar sempre, aos mais velhos, a possibilidade de desenvolverem iniciativas e actividades que sejam compatíveis com as suas condições física e psíquica (Extraído de psicronos.pt).

EXÉRCITO DA SALVAÇÃO

“Enquanto mulheres chorarem como choram agora, eu lutarei; enquanto crianças passarem fome como passam agora, eu lutarei; enquanto homens passarem pelas prisões, entrando e saindo, entrando e saindo, eu lutarei; enquanto houver um bêbado caído, enquanto houver uma jovem sem rumo vagando pelas ruas, enquanto restar uma alma perdida sem a luz de Deus, eu lutarei, até ao fim, eu lutarei!” (William Booth – Fundador do Exército de Salvação – Reino Unido – 1865)

A Terceira Idade: “Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e vigorosos.” (Salmos 92:14)

Na parte social, o Exército de Salvação dirige dois Lares em Colares – Sintra: Nosso LarLar Marinel e tem como objectivo prevenir e minimizar todos os tipos de exclusão social. Embora se procure apoiar a família como um todo, a nossa principal actividade centra-se na terceira idade, que absorve 90% do nosso trabalho. De facto, a existência de um elevado número de pessoas idosas com baixos recursos financeiros, por vezes totalmente dependentes dos cuidados de terceiros e fragilizadas por um intenso sentimento de solidão tem definido os seguintes alvos: Manter um nível de vida com qualidade para os nossos idosos; proporcionar-lhes o auxílio que lhes permita manter o seu equilíbrio emocional e espiritual e conservar a sua dignidade pessoal; suprir as suas carências físicas e psíquicas; contribuir para que se sintam realizadas nos seus talentos pessoais. È nossa firme crença de que a chamada “idade dourada” pode e deve ser plenamente vivida, devidamente apoiados, nossos idosos provam que têm muito ainda a nos ensinar, pela sua experiência de vida, pela sua visão única do mundo e das relações humanas, pelo conhecimento de artes que o tempo teima em tentar apagar, pelos valores que defendem, pela sua humildade.

Na parte espiritual, procuramos apoiá-los sem qualquer discriminação, através de aconselhamento pastoral também estendido a familiares e dando suporte semanal através das Reuniões de Oração, Estudos Bíblicos e Cultos que se realizam em nossas instituições.

Major Arlette R. Martins (Directora Social)
Capitã Ana Amaral (Capelã)

Exército de Salvação (Missão Sintra)
colares.igreja@exercitodesalvacao.pt

Motivos de Oração:

  • Pelo pecado de Injustiça Social, pela negligência, indiferença para com os mais velhos e pela falta de honra.
  • Pelos idosos maltratados, vítimas de todo tipo de violência física e psicológica, exploração financeira e outros tipos de agressões.
  • Por cura da alma , traumas do passado e para que se sintam amados por Deus, conhecendo o imenso valor que eles tem.
  • Para que os crentes já idosos tenham saúde física.
  • Para que as famílias aceitem e apóiem seus entes mais velhos.
  • Pela salvação dos que estão envelhecendo sem conhecer Jesus Cristo.
  • Por um maior apoio às viúvas no nosso país por parte do governo e também para que suas reformas, lhes sejam suficientes, pelo menos, para viverem uma vida com a dignidade de quem pagou impostos a vida toda.
  • Para que a igreja evangélica em Portugal possa investir mais tempo e recursos neles (Tiago 1:27).
  • Para que as lideranças das igrejas tenham discernimento para aproveitar as potencialidades dos mais experientes.
  • Para que a experiência da vida e do conhecimento dos idosos sejam passados as gerações.
  • Para que o Senhor levante mais obreiros para atuar em ministérios junto à Terceira Idade, integrando-os nas reuniões de oração, estudos bíblicos, evangelismo e convívios, em vez de excluí-los.
  • Pelo Exército da Salvação, para que possam continuar realizando este trabalho de amor, com tanta excelência.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.


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