11º Dia – Oremos por nossos Jovens!

6 04 2011

A respeito dos nossos jovens, há três áreas que merecem a nossa atenção e a nossa intercessão:

1. GRAVIDEZ E ABORTOS NA ADOLESCÊNCIA

Gravidez na adolescência é vista por muitas raparigas como um projecto de vida, na falta de objectivos profissionais.

Todos os dias, 12 adolescentes dão à luz em Portugal. Idealizado como um projecto de vida, a maternidade transforma-se muitas vezes num “trampolim para a pobreza”, alertam os especialistas. Os estudos sobre a caracterização das mães adolescentes portuguesas indicam que a grande maioria são raparigas oriundas de famílias carenciadas, que abandonaram a escola antes do tempo.

Não se sabe ao certo quantas adolescentes ficam grávidas. Os números oficiais revelam apenas quantas jovens decidem interromper a gravidez recorrendo aos serviços de saúde e quantas decidem ser mães. “Mais de 10% das interrupções voluntárias de gravidez ocorrem em adolescentes até aos 19 anos e quase 5% dos nascimentos são de jovens mães”, lembrou Duarte Vilar, director executivo da Associação para o Planeamento Familiar (APF). No ano passado, 4347 raparigas entre os 12 e os 19 anos decidiram levar a gravidez até ao final. Em 2008, o número de novas mães adolescentes foi mais alto (4844) e, em 2006, passou as 5500, segundo dados do INE. Os números mostram que esta é uma realidade que tem vindo a diminuir, apesar de ser um processo “muito lento”. “Na década de 80, 14 a 15 mil adolescentes eram mães todos os anos”, sublinhou Duarte Vilar (Fonte: Lusa, via DN).


2. EMIGRAÇÃO POR FALTA DE OPORTUNIDADES

Portugal Sem Soluções, Obriga Jovens Portugueses a Emigrar…

Uma nova onda de emigrantes. Entre os milhões de portugueses que trabalham fora do país aumenta o número de jovens qualificados que procuram novas oportunidades. Todos os anos mais de 20 mil portugueses abandonam o país à procura de trabalho. Muitos deles são jovens altamente qualificados que procuram novos lugares para seguirem a sua vocação ou obterem uma qualificação de excelência. Para a economista, este é o fenómeno mais preocupante, já que, salienta, estas pessoas estão entre aquelas que têm “maiores capacidades para promoverem o desenvolvimento económico do país”. “Saem os que têm maior capacidade de impulso e isso é bastante negativo.”“Simultaneamente, não estamos a conseguir atrair gente”, constata Filomena Mendes (24 de Julho de 2009, no Jornal Publico).

Depois da emigração rural dos anos 50, há agora uma emigração urbana, altamente qualificada, que começa ocupar lugares de destaque em centros de investigação, empresas e hospitais de referência (Letícia Amorim,Rádio Renascença)

Há muito mais gente a abandonar Portugal. Seja para estrangeiros ou para cidadãos nacionais, a capacidade de atracção de Portugal está em queda. As estimativas da população residente relativas a 2008, ontem divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística, mostram que o número de residentes que, no ano passado, decidiu abandonar o país mais que duplicou o patamar de 2001. Há sete anos, com uma taxa de desemprego nos quatro por cento, foram 9800 os que procuraram outro destino para viver e trabalhar. Em 2008, com o desemprego nos 7,7 por cento, esta foi a escolha de 20.357 cidadãos. Com 26.800 saídas, o salto para as dezenas de milhar fora dado um ano antes, mais do que triplicando as estimativas feitas pelo INE em 2003.

Este aumento de saídas está a ser alimentado tanto por cidadãos nacionais que decidem emigrar, como pelo abandono de imigrantes que se tinham fixado em Portugal, frisa Pedro Góis, investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Como não existem registos exactos do fluxo de saídas, os dados do INE são apenas estimativas. O que quer dizer que a realidade poderá ser pior.

“Estamos a perder população jovem, em idade activa, e isso é grave para o país”, constata a demógrafa Filomena Mendes. A economista Nádia Simões, investigadora do centro Dinâmia do ISCTE, atribui este fenómeno à “degradação das condições do mercado de trabalho”. Pedro Góis lembra que os efeitos da crise têm sido particularmente pesados nos sectores que habitualmente captavam mais mão-de-obra imigrante. Como, por exemplo, a construção civil, que, desde o boom de 2004, com a construção dos novos estádios de futebol, entre outras estruturas, “caiu para metade”. E não são só os imigrantes que trabalhavam nas obras que partem. “Também muitos portugueses que estavam neste sector estão a ir embora”, diz. Para esta mão-de-obra, Angola tem sido o ponto de destino que mais se tem destacado.

Quais as consequências mais diretas desta emigração?

  • Empobrecimento geral das regiões.
  • Falta de pessoas novas, para fazer continuar a renovação de gerações.
  • Encerramentos de equipamentos sociais (escolas, centros saúde, etc).

Não há empregos, os empregos que há, são muito precários, no seu geral mal remunerados, e essencialmente emprega-se pessoas mais velhas.

Perante isto, o jovem, em período fértil não consegue arranjar emprego, apesar de te investido recursos e tempo a tirar uma licenciatura que ninguém quer reconhecer, é obrigado a duas situações:

  1. Ou não saem da casa dos pais, e como tal não servem de desenvolvimento à economia, pois não produzem (porque não lhe dão oportunidade), não podem comprar habitações (desenvolvimento da nação), como tal não podem ter filhos (sem sustentabilidade monetária) e essencialmente, não consomem.
  2. Outra solução é emigrar, para países onde as suas qualificações sejam reconhecidas, ou onde, seja bem melhor pago, nem que sejam em trabalhos mais precários.

Para finalizar, se não se tivermos cuidado Portugal, dentro de poucos anos será um país deserto, com a maioria de idosos, sem ninguém para dar continuidade às gerações. (hangover80.wordpress.com).

 

3. DIFICULDADE DE TÊ-LOS NAS IGREJAS

“A verdadeira viagem da descoberta não consiste em buscar novos territórios mas em ter novos olhos” (Marcel Proust)

O divórcio entre a igreja e a juventude não é um fenómeno recente. Ele tem vindo a ser diagnosticado ao longo das últimas décadas na sociedade portuguesa.

Embora algumas comunidades cristãs tenham vindo a realizar, esforços bem sucedidos no sentido de inverter esta tendência, somos levados a crer que a maioria denota imensas dificuldades em manter o grupo populacional compreendido entre os 15 e os 24 anos de idade (a faixa etária que usualmente se designa por juventude segundo as Nações Unidas).

Se pretendemos, enquanto comunidades inclusivas, alcançar a juventude portuguesa, precisamos primeiramente de compreender este fenómeno e entender a condição juvenil nas sociedades contemporâneas.

Muitas comunidades cristãs, paralisadas por uma enorme incapacidade em transformar a sua ortodoxia em ortopraxia actuante, escudam-se numa concepção cristalizada e ainda “vitoriana” de juventude que não se adequa a uma sociedade global marcada pela diversidade, mudança e fragmentação.

A ideia, por vezes conveniente, que associa os jovens às noções de crise, irresponsabilidade e problemas sociais continua a fazer escola demonstrando algum autismo relativamente a um dos sectores mais fragilizados da nossa sociedade.

O aumento do grau de escolaridade resultante da popularização do acesso ao ensino superior, a partir de meados da década de 90, é por vezes encarado como ameaça a uma classe dirigente pouco escolarizada e por vezes pouco esclarecida.

Se queremos alcançar a juventude, urge olharmos para a mesma com novos olhos, compreendermos a sua linguagem, encararmos os seus desafios e procurarmos novos modelos de evangelização. As grandes revoluções espirituais e sociais do passado foram encetadas por jovens. As Universidades do Renascimento foram os viveiros da Reforma e dos reformadores protestantes. Este é sem dúvida um dos maiores desafios da Igreja actual. Eliseu Alves (Associação Cristã da Mocidade – Porto)

 

Motivos de Oração:

  • Pelo arrependimento, salvação, cura e restauração das novas mamães, muitas solteiras e também por tantas que praticaram o aborto.
  • Por novas oportunidades de trabalho para nossa juventude, para que elas não sejam obrigadas a deixar o país.
  • Para que nossos jovens voltem a crer em Deus (pois há um grande número de ateus e agnósticos entre eles); recebam visão do Senhor e voltem a a sonhar.
  • Por santificação no meio da juventude evangélica. Santificação esta, que leve a um avivamento. Eu creio que um grande avivamento começará entre os jovens desta nação!
  • Para que Deus possa despertar entre os jovens, novos líderes cheios de amor pelo Senhor e Sua obra.
  • Para que os jovens cristãos universitários tenham ousadia no testemunho de sua fé em Cristo.
  • Para que os líderes evangélicos percebam as necessidades dos jovens e sejam sábios no cuidado e no discipulado.
  • Pelo levantamento de Ministérios aptos a lidar com a juventude.
  • Pela JOCUM (Jovens com uma Missão), pelo Pr. Salomão Oliveira, lider da Jocum. Para que o Senhor continue capacitando-os, nesta tão importante tarefa: salvar, cuidar, discipular e treinar nossos jovens.

“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, Que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões, e os vossos velhos terão sonhos (At 2.17).

“Eu vos escrevi, pais, porque já conhecestes aquele que é desde o princípio. Eu vos escrevi, jovens,  porque sois fortes, e a palavra de Deus está em vós, e já vencestes o maligno (1 Jo 2.14).

Que Deus os abençoe!  Daniele Marques.

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