8º Dia – Pelas Famílias em Portugal!

3 04 2011

Nesta próxima semana, estaremos em oração pelas famílias de Portugal.
A família é uma instituição Divina e portanto, quando estruturada sob princípios, constitui uma base sólida para a sociedade. Uma Igreja forte, tem famílias fortes: um país forte, tem famílias fortes. O contrário também é verdade, uma evidência disso é que grande parte dos problemas sociais e morais tem como causa, a convivência em lares desestruturados. Vejamos a situação das famílias em Portugal:

Estatísticas:

  • Portugal registou o maior aumento da taxa de divórcios em toda a União Europeia entre 1995 e 2004, com uma subida de 89 por cento. De acordo com um estudo do instituto internacional de política familiar (IPF), em cada 33 segundos termina um casamento europeu.
  • O número de casamentos realizados (47.857) diminuiu e o número de divórcios decretados (23.935) aumentou, implicando que a relação entre o número de divórcios e o número de casamentos tenha passado de 46 divórcios por cada 100 casamentos em 2005, para 48 em 2006.
  • A duração média do casamento é de 14,3 anos. A idade média ao divórcio ultrapassou os 40 anos. Entretanto, nos últimos anos, aumentou o divórcio entre casais com menos de 4 anos de casados.
  • Os dados divulgados pelo INE revelam também que há menos casais a oficializarem a sua relação: em 2007 realizaram-se 46 329 casamentos, o número mais baixo desde 2002, ano em que se celebraram 56 457 matrimónios. “Existe um número muito grande de pessoas que prefere a coabitação ao casamento e esses não entram nas estatísticas”.
  • Tutela dos filhos: Em 90 por cento dos casos a custódia é atribuída à mãe.
  • No ano passado morreram em Portugal 103512 pessoas, enquanto o número de nascimentos não foi além dos 102492. Foi a primeira vez em 90 anos que as mortes superaram os nascimentos.
  • O índice de fecundidade foi de 1,33 crianças por mulher.
  • Idade média da mulher ter o primeiro filho subiu para 28,1 anos. A população portuguesa registou uma taxa de crescimento efectivo de 0,28%, de acordo com os indicadores demográficos disponíveis relativos a 2006. Assim, a taxa de crescimento efectivo da população foi induzida sobretudo pela taxa de crescimento migratório, que se situou em 0,25%.
  • Registou-se, ainda, o agravamento do índice de envelhecimento da população, que se situou em 112 idosos por cada 100 jovens, decorrente do declínio da fecundidade e do aumento da longevidade.

(Fonte: Correio da Manhã e Jornal Público).


VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Segundo o estudo “Mulheres (In) visíveis” da Amnistia Internacional, divulgado em Outubro de 2006, em Portugal o número de queixas de violência doméstica aumentou 17% em 2005, relativamente ao ano anterior, num total de 18.192 queixas.

De acordo com o relatório registam-se cerca de 5 mortes por mês e 40% dos agressores têm idades entre os 25 e 45 anos. Entre as formas mais comuns de violência doméstica estão maus-tratos psíquicos (32,5%), violência física (32,2%), ameaças (20%), violação (1,2%) e homicídio (0,06%). Este estudo indica que, anualmente, quase 60 mulheres são mortas pelos seus companheiros. Este padrão mensal de cinco mortes coloca Portugal acima da média mundial de 3 mortes por mês. Nos primeiros seis meses de 2006, a GNR e PSP registaram uma média de 50 casos de violência doméstica por dia, sendo que ao todo registaram-se 9.679 casos. A maioria dos casos de violência doméstica são entre cônjuges (3.941) e também contra crianças ( 4.158). O custo social da violência doméstica em Portugal é da ordem de 1 milhão de Euros por dia. Nota-se aqui um acréscimo do número de vítimas, devido não só ao aumento das agressões como também um maior número de participações policiais explicado devido à maior visibilidade do problema, à crescente percepção social e consciência dos direitos por parte das vítimas.

 

Uma Palavra sobre o Casamento:

Nestes dias, em que o número de divórcios está a aumentar num ritmo acelerado, devemos tentar perceber algumas causas desta triste realidade. Penso que uma das principais causas está relacionada ao próprio conceito de casamento nas mentes das pessoas. Para alguns, o casamento é somente um contrato que, dessa forma, pode ser desfeito quando houver qualquer motivo para isto. No entanto, o conceito bíblico de casamento é o de aliança. O casamento é uma aliança e não apenas um contrato! Já no primeiro livro da Bíblia podemos ler: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” (Génesis 2:24). “Uma só carne” significa estar em aliança com o nosso cônjuge.

Aquela conhecida frase, utilizada pelas pessoas quando querem se divorciar – já não amo o meu cônjuge – nada mais é que uma consequência da falta de entendimento do significado de um enlace matrimonial. Este pretexto usado para o divórcio não tem fundamento, pois o amor sempre pode ser cultivado. O amor também é fruto de uma decisão. Eu decido amar. Amar também é aceitar o outro como ele é!

De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem(Mateus 19:6).

Alguns divórcios acontecem por causa do estilo de vida que os cônjuges adoptam. Muitos casais estão a precisar de bom senso. Quando um dos cônjuges adopta um estilo de vida com excesso de trabalho, é certo que a quantidade e a qualidade de tempo de que os casais precisam serão afectados. Para que o amor seja cultivado, é necessário tempo! É difícil manter um casamento em que marido e mulher quase não se vêm e a cada dia têm menos coisas em comum.

A unidade dos casais também será testada pelas pressões do dia-a-dia. As pressões profissionais, as pressões das famílias, as pressões das amizades, as pressões da criação dos filhos e as terríveis pressões financeiras, colocam à prova a firmeza de qualquer casamento.

Pelo facto de a família ser fundamental para a edificação de uma sociedade saudável, o mais interessado em casamentos dissolvidos é o diabo. A dissolução de casamentos faz parte dos seus intentos. Para que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios (II Coríntios 2:11). O inimigo, de tudo fará para tirar a harmonia dos casamentos e abalar assim as famílias, que são as colunas essenciais da nossa sociedade.

O diabo é patrocinador de todas as causas de divórcios que aqui já listamos, mas Jesus é maior que as trevas e fará com que a igreja prevaleça sobre todas as maquinações do adversário.

…Para isto se manifestou o Filho de Deus: para destruir as obras do diabo (I João 3:8).

(Pr. Sidson R. Novais (MCI), extraído do site da Jocum).


Motivos de Oração:

  • Para que as pessoas compreendam que o casamento é uma aliança e não um contrato.
  • Por mais “tempo de qualidade” entre os membros da família (pai, mãe e filhos).
  • Pelo fortalecimento das alianças, tornando-as inabaláveis, diante das pressões do dia-a-dia.
  • Por uma diminuição considerável no número de divórcios.
  • Por casais que já consideraram ou estão, neste momento, a considerar o divórcio como uma opção válida.
  • Pelos que já passaram pela experiência do divórcio, que encontrem cura e restauração completas.
  • Pelo desenvolvimento saudável de ministérios voltados ao fortalecimento dos relacionamentos matrimoniais, aconselhamento e mediação de conflitos entre as famílias.
  • Por medidas e campanhas criativas que visem o combate à violência doméstica e por medidas criativas que possibilitem a eliminação do endividamento familiar.
  • Pelos líderes cristãos e pelas igrejas, que sejamos capazes de lidar com os novos desafios de sermos o Corpo de Cristo no contexto do século XXI.

Que Deus te abençoe! Daniele Marques.

 


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