IGREJA – LUGAR DE GENTE QUE ORA

27 03 2011

Este artigo foi escrito  pela Miss. Paulina Faria, uma mulher de Deus, que admiro muito, não somente pelo seu ministério frutífero, sua sabedoria e conhecimento, mas principalmente, pela sua vida de testemunho e exemplo. Além de amiga e madrinha de nosso casamento, ela foi minha professora no Seminário  e discipuladora. Devo-lhe muito. Paulina é uma mulher de oração e estará connosco, intercedendo, nesta campanha de 30 dias de Oração por Portugal.

A minha casa será chamada casa de oração por todos os povos” – estas,  foram as palavras ditas por Jesus por ocasião da purificação do Templo em Jerusalém (Lc 11.17). Com estas palavras, o Senhor não apenas corrige um comportamento dos comerciantes que ali se punham, obtendo lucro com o culto a Deus, mas ressalta o propósito do lugar estabelecido para a morada do Altíssimo. Destarte, a Igreja, enquanto casa de Deus (na visão bíblica), foi instituída para ser um lugar de oração. Por conta do caráter sacerdotal do povo de Deus, e, portanto, mediador, a oração constitui o serviço da Igreja, e deveria ocupar lugar essencial na vida de cada um cristão.

Uma das formas de Deus nos chamar a atenção para algum tema em Sua Palavra é a repetição, ou a constância do mesmo no texto sagrado. De acordo com Macintosh, a palavra “orar” ocorre 146 vezes em 139 versículos da Bíblia. A palavra “oração” ocorre 108 vezes e muitas variações podem ser encontradas. A palavra orações ocorre 27 vezes; “orando”, 25 vezes; “ora”, 5 vezes, “orou/oraram”, 59 vezes. Segundo Strong, a palavra orar, nas suas mais diversas formas, é encontrada 370 vezes na Bíblia. Portanto, “se uma palavra aparece com tanta freqüência na Bíblia, deveríamos prestar atenção a ela. Deus, obviamente, está destacando um ponto crucial” (Livro Apaixone-se pela oração, pg. 27). A Bíblia deixa a importância e o significado da oração claro como cristal. Existem mais de 650 orações registradas na Palavra de Deus – e mais de 450 respostas de oração – sem falar de todo o livro de Salmos, que é essencialmente um livro de oração.

A oração permeia o conteúdo vétero-testamentário como elemento essencial da história de Israel,  em relação direta com os acontecimentos. Os grandes momentos da história do povo de Deus estão assinalados pela oração dos mediadores e de todo o povo, e se baseiam no conhecimento do plano de Deus para obter a sua intervenção na hora presente. A começar por Moisés (vale ressaltar que é em atenção a ele que Deus salva o povo – Ex 33.17; e como resultado de sua oração que brota a obra legisladora, e os sucessivos livramentos experimentados por Israel no deserto), passando pelos reis profetas (quem não se lembra da oração de Salomão, por ocasião da inauguração do Templo – I Rs 8.10-61 – ou do rei Josafá, 2 Cr 20.6-12, ou ainda do profeta Elias, I Rs18.36ss, e sobretudo, de Jeremias, o que muito orou pelo seu povo?), a função de interceder pressupunha uma clara consciência tanto da distinção como do relacionamento que se estabelecia entre o individuo e a comunidade.

No Novo Testamento, a oração aparece na vida de Jesus como centro de todos os seus atos. É interessante o fato de Marcos registrar seus grandes retiros espirituais (Mc 1.32-37), visto que é justamente este evangelista que focaliza mais as suas atividades, apresentando Jesus como o Servo, fato que estabelece, do ponto de vista de causa-efeito, uma conexão mais que óbvia entre a oração e a ação, bem como revela o tipo de serviço que agrada e glorifica a Deus. Esta conexão faz-nos lembrar da máxima de Moody: “Se você está tão ocupado que não tem tempo para orar, então você está mais ocupado do que Deus queria que estivesse”.

A oração é o resultado imediato da Cruz de Cristo, visto que Mateus registra o momento da entrega do espírito, ou de tudo consumado, como o momento em que o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo (Mt 27.50,51). E o autor de Hebreus (que no capitulo 9 afirma que o véu era um alerta do Espírito quanto ao fato do caminho do Santuário estar encoberto), convida-nos a entrar no Santuário, valendo-nos do sangue de Jesus (10.19). Esse santuário é também chamado trono da graça, ou lugar de misericórdia, ou ainda, descanso, onde Jesus, nosso Sumo-Sacerdote, nos recebe, enquanto Mediador, poderoso para salvar os que por ele se achegam a Deus.

O caráter convidativo da oração também assume um modo imperativo na linguagem apostólica, quando somos exortados a orar sem cessar (I Ts 5.17), ou perseverar em  oração (Rm 12.12; Cl 4.2). Essa ordenança dos apóstolos fundamenta-se no ensino de Jesus sobre o “dever de orar sempre, sem nunca esmorecer” (Lc 18.1), exemplificado na parábola do juiz iníquo e da viúva.

Particularmente, creio que perdemos a perspectiva correta da oração. Ela é vista sob a ótica do pragmatismo, utilitarismo, e não como possibilidade de contato com Deus, uma entrada no céu, de uma comunhão intima com o Senhor. Na verdade, a oração deve brotar do desejo de estar com o Senhor. Essa é a verdade expressada pela busca da noiva pelo noivo, em Cantares de Salomão: “De noite, busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei; Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma? Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma” (Ct 3.1-40. A motivação da busca era o amor, que 4 vezes é claramente expressado pela noiva.

A verdadeira essência da vida cristã é o relacionamento individual entre nosso Criador e nós, e a oração é o meio pelo qual aprofundamos este relacionamento e solidificamos este elo com Deus. A oração não apenas produz um avivamento espiritual como coloca a vida na perspectiva correta. Ela é, sem dúvida, uma das experiências mais emocionantes que podemos desfrutar, e a nossa expectativa é que sejamos despertados pelo Senhor a buscar a Sua Presença mediante uma vida de oração.

Deus nos quer em Sua presença, e o alto preço pago por Ele mesmo a fim de tornar possível este fato já deveria constituir, para nós, motivação para que vivêssemos em oração. O Senhor está a nossa espera…

Miss. Paulina F. Albino Gonçalves

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2 responses

27 03 2011
Lilian Marcia Rocco Pires

Amiga, se puder veja Apóstolo Luiz Hermínio no Youtube (Aljava, Arco e Alvo, são 6 partes), mto abençoado e fala mto sobre oração, pois quem não ora n ão conhece o melhor de Deus.Bjs

8 04 2011
Blog da Danny

Hahaha Lili! Nós vimos assim que eles postaram! Fomos o número 2 ou 3 dos acessos. Realmente, é uma palavra desafiadora! Um beijão para você, minha amiga!
Saudades!
Danny.

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