5º DIA – Porque transgredis o Mandamento de Deus, por causa da vossa TRADIÇÃO?

31 03 2011

 

Tradição é a transmissão de práticas ou de valores espirituais de geração em geração, o conjunto das crenças de um povo, algo que é seguido de forma conservadora, através das gerações.

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Segundo a doutrina católica, a transmissão ininterrupta e fiel da Revelação divina e imutável fez-se, com a assistência sobrenatural do Espírito Santo, por uma dupla tradição (que em latim significa entrega ou acto de confiar):

  • Tradição escrita ou as Sagradas Escrituras (Bíblia).
  • Tradição oral, radicada essencialmente no testemunho dos Apóstolos à revelação de Jesus Cristo, aos quais Jesus “deixou o encargo de levar o Evangelho da Salvação a todas as criaturas, testemunho depois assumido“. Eles crêem que nem toda a tradição oral foi registrada, sendo ela hoje ainda transmitida de geração para geração pelos Bispos em união com o Papa, que, segundo eles, são os autênticos sucessores dos 12 Apóstolos e os únicos que possuem autoridade para interpretar a Bíblia.

A Tradição, seja ela oral ou escrita, é interpretada e aprofundada autêntica e progressivamente, à luz da Revelação, pela Igreja Católica. (assim crêem eles). Extraído de Wikpédia.

 

Esta é uma história realmente antiga!

Já nos tempos de Jesus, havia essa competição: Tradição X Palavra de Deus.

Alguns fariseus, foram a Jesus para questioná-lo, sobre o porquê seus discípulos não realizavam a lavagem cerimonial (como constava na tradição interpretativa e na expansão rabínica da lei). Os discípulos de Jesus não lavavam as mãos antes de comer e foram acusados de transgressores pelos fariseus! Veja:

“Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos quando comem pão” (Mt 15.2). Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: “Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? (…) assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus” (Mt 15.3,6).

O que Jesus estava querendo dizer é que a Palavra de Deus é a Fonte de nossa autoridade (e deve ser obedecida) e não meras tradições interpretativas da lei. O apego à estas tradições estava tão entranhado no judaísmo, que Paulo e Pedro alertaram sobre ela, em suas epístolas:

“Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Cl 2.8) e “Sabendo que não foi com coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados da vossa vã maneira de viver que por tradição recebestes dos vossos pais” (1 Pe 1. 18).

Os judeus viveram em um ambiente religioso, onde honravam as opiniões dos rabis (seus guias). Estas opiniões chegaram a ser tradições e com o tempo, suas interpretações foram as únicas que importavam, como na Igreja Católica, atualmente. Suas opiniões chegaram ter mais prioridade do que a própria Palavra de Deus. Quando Jesus ensinou a verdade, muitos judeus não receberam a verdade porque Jesus não apoiava aos rabis (os padres deles), nem foi apoiado por eles. No final, Jesus atacou estas tradições dos pais, porque impediam as pessoas de receber a Verdade de Deus. O óbvio das Escrituras foi escurecido pelas tradições dos fariseus. A igreja Católica seguiu o mesmo caminho, trocando a verdade de Deus pelas tradições e opiniões dos papas, bispos e padres católicos. Se estas tradições católicas são obrigatórias como inspiradas, Por que a Bíblia claramente propõe uma maldição sobre qualquer um que aumente a Bíblia? (Ap 22,18-19). Parágrafo extraído de (http://www.davidcox.com.mx/folletos/c06_cox-O_Catolicismo_e_Suas_Tradicoes_v1r.htm). Se você quiser mais sobre este assunto, pode acessar este link, pois nele contém um estudo resumido, mas muito bom sobre o tema.

Quando falamos em Tradição, nos referimos à questões como: batismo de crianças, boas obras que salvam, catecismo, obediência aos sacramentos, participação na missa, purgatório, indulgências, veneração às relíquias, veneração à Maria, etc.

Pois bem, o apego à  Tradição tem sido um grande empecilho para a pregação do Evangelho, em Portugal. Constantemente ouvimos: “meus pais me ensinaram assim”, “eu tenho fé, eu sou uma pessoa boa, não faço mal à ninguém, vou à missa, faço caridade”.

Alguns portugueses chegam até confessar a Jesus, mas tem dificuldades imensas de romperem com a tradição; o que os leva a uma fé manca e a quase nenhum crescimento espiritual. Eles não conseguem romper em compreensão das Escrituras e em Revelação, pois vêem tudo com os óculos da tradição. É claro, que há muitos portugueses libertos e verdadeiramente crentes em Jesus; mas ainda são uma minoria, no país.

 

Motivos de Oração:

  • Oremos pela cura da cegueira espiritual, causada pela influência da tradição católica.
  • Oremos para que as mentes sejam completamente libertas e seus entendimentos iluminados à Luz da Palavra da Verdade.
  • Oremos por um Ensino Bíblico nas Igrejas, sadio, fundamentado das Escrituras, sobretudo, apoiado na prática e no testemunho.
  • Oremos para que a Igreja do Senhor se levante, livre de toda religiosidade, para que os novos convertidos vindos do catolicismo, não saiam de uma tradição e caia em outra.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.

 


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4º DIA – PORQUE PORTUGAL SOFRE COM ESTA CRISE?

30 03 2011

Espero que ao final deste Artigo, você mesmo possa responder esta pergunta.

A RELIGIÃO EM PORTUGAL

A população portuguesa é maioritariamente católica, devido sobretudo à tradição e às circunstâncias históricas que Portugal teve e viveu no passado.

Os católicos, segundo os censos de 2001, compõem cerca de 85% da população portuguesa, conferindo, por isso, à Igreja Católica, uma considerável influência junto da sociedade, embora agora não tanto como outrora.

Além dos católicos, Portugal tem ainda uma presença relativamente significativa de Evangélicos (ou protestantes) e de testemunhas de jeová. Os judeus, os anglicanos, os islâmicos, os hindus,  os ortodoxos, os bahá’ís, os budistas, os gnósticos, e os espíritas são os restantes grupos religiosos minoritários existentes neste país europeu.

Segundo um estudo realizado em 2005, cerca de 81% da população portuguesa indicou que “Acredita em Deus“, cerca de 12% que “Acredita que existe alguma forma de espírito ou força da vida” e ainda cerca de 6% que “Não acredita que exista uma força divina, Deus ou força vital” (Wikipédia).

A IDOLATRIA E SEUS MALES

“…Lançai fora os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos e mudai as vossas vestes” (Gn 35:2).

Aqui está uma ordem de Deus que persiste até hoje! Que lancemos fora os deuses estranhos e eliminemos toda a idolatria que há no meio de nós! Será que existe uma razão tão forte que leva Deus a abominar assim tanto a idolatria? Para isso é preciso entender o que é a idolatria e o que de negativo ela implica na vida de um povo.

Segundo o Dicionário português do Texto Editora, a idolatria é a adoração dos ídolos; acção de prestar a certas entidades as honras próprias da divindade; amor, dedicação excessiva; adoração cega.

Portugal é um país profundamente idólatra, muito por influência do catolicismo romano. Embora existam muitos tipos de idolatria, é quase impossível separá-la do catolicismo romano em Portugal. Não me refiro ao ocultismo que agora tem vários rótulos tais como ciências paranormais, medicina alternativa ou mais ainda espiritualidades alternativas, mas sim à adoração dos ídolos, como é citado no dicionário acima referido.

A maioria das pessoas que seguem a idolatria, seguem uma tradição, alguns até têm convicções e não aceitam outra forma de adorar. Mas todos os idólatras ainda não chegaram ao conhecimento da verdade, pois a Bíblia diz: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32). Portanto eles necessitam ser livres. Mas isso só é possível com conhecimento da verdade que é Jesus Cristo.

De uma forma geral, consideramos idólatras, aqueles que vão atrás das imagens e estatuas, que veneram os mortos até pessoas vivas, e não fazemos caso de outros tipos de idolatria que têm a ver com objectos de culto.

O que é um objecto de culto? Objecto de culto é tudo aquilo que ocupa o primeiro lugar da nossa vida. Qualquer coisa que retire o lugar que pertence a Deus, é um ídolo. Tudo que não é Deus e toma o primeiro lugar na nossa vida é idolatria. Qualquer coisa pode tornar-se objecto de culto, mas Deus quer ser o único objecto de culto. Quando colocamos maior importância numa coisa do que em Deus, esta pode tornar-se um objecto de culto, e quando temos um ídolo a quem prestamos culto directa ou indirectamente, tornamo-nos idolatras e assim nasce uma nova idolatria.
Estes tipos de idolatria encontram-se em qualquer lugar. Entre os religiosos e os ateus, entre aqueles que confessam Jesus e os descrentes. É uma idolatria camuflada, cega, que dificilmente descobrimos porque faz parte do nosso dia-a-dia.

O Deus criador de todas as coisas é um Deus zeloso e não permite que haja outro objecto de adoração além dele. (Êxodo 20:4-5). Ele sempre condenou a idolatria. Aquilo que Ele disse ao seu povo no Velho testamento, Ele continua a dizê-lo a nós portugueses: “Não fareis para vós ídolos, nem para vós levantareis imagem esculpida, nem coluna, nem poreis na vossa terra pedra com figuras, para vos inclinardes a ela; porque eu sou o Senhor vosso Deus.” (Lv 26:1).

A idolatria traz consequências negativas a uma nação que dela está cativa. Uma delas é a falta de prosperidade, pois a Bíblia diz: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor” (Sl 33:12).

A idolatria também traz consequências espirituais. A idolatria generalizada num país entroniza os poderes das trevas. Os pactos e alianças com entidades espirituais não-divinos, dão legalidade aos poderes das trevas de edificar tronos sobre uma cidade ou nação. As procissões e as marchas sobre as cidades servem para reforçar e reconsiderar o controlo espiritual das mesmas a um deus qualquer.

Outra consequência é a escravidão espiritual e o medo. O povo torna-se escravo porque tem de cumprir todas as formalidades e rituais, pensando que se não puder fazê-lo, surgirão acontecimentos trágicos. Isso dá abertura às potestades das trevas para intimidar e aterrorizar o povo.

Nós, a Igreja em Portugal, sendo representantes do povo Português diante de Deus, podemos cumprir a ordem acima citada (Gn 35.). Se não de uma forma literal, podemos fazê-lo de uma forma espiritual, através das nossas orações, e também através da revelação da verdade aos entendimentos dessas pessoas idólatras, com o nosso evangelismo e Ensino genuíno da Palavra. Porque para a maioria delas, o diabo cegou os seus entendimentos. Não devemos esquecer que Deus, embora deteste a idolatria, ama as pessoas que a ela estão ligadas. (Manza Garcia (ICMAV) é o autor deste texto, extraído do site da JOCUM, Portugal).

 

No artigo acima, vimos, que segundo a Palavra de Deus, a falta de prosperidade é uma das consequências da idolatria. Talvez, isto explique a crise, que atualmente Portugal vem enfrentando.

Antes dos motivos de oração, quero apenas, destacar, um momento histórico, em Portugal, que achei extremamente relevante:

“Durante o domínio filipino, Vila Viçosa, era sede da maior corte ducal da Península Ibérica. Em 1640, um grupo de conspiradores convenceu o então João II, Duque de Bragança a aceitar o trono de Portugal, tornando-se a 1 de Dezembro de 1640, D. João IV (1640-1656) dando início à Dinastia de Bragança. A partir desta data, Vila Viçosa, perdeu fulgor e tornou-se na residência real de férias. Em 1646, João IV de Portugal ofereceu a coroa de Portugal a Nossa Senhora da Conceição como agradecimento pela boa campanha da Guerra da Restauração, tornando-se Nossa Senhora da Conceição, Rainha e Padroeira de Portugal. A partir desta data, mais nenhum Rei de Portugal usou a coroa. Em 1755, Vila Viçosa foi fortemente abalada pelo Terremoto de 1755. No início do século XIX, Vila Viçosa foi saqueada durante as Invasões Francesas”.

Este registro histórico, coloca Portugal sob a mira do julgamento de Deus (como foi confirmado com o terremoto, a seguir). Entregar a coroa, significa entregar o domínio do reinado para poderes espirituais. Houve muitos fatos, semelhantes a estes, na história de Portugal. E todas estas atitudes, foram tornando o país, cada vez mais preso à idolatria, e cada vez, mais na mira do juízo divino, conforme podemos ler em Levítico 26,12-46.

É hora da Igreja se levantar, e por meio do arrependimento, retirar essas “coroas” destes principados ilegítimos, que já provaram que não sabem governar (o resultado, é este, que hoje se vê) e entregar a coroa de Portugal a Jesus, o Único Deus Verdadeiro! Não saberá governar, o Deus que criou os céus e a terra? Não será, pois, Justo, Aquele que criou o Direito? Não nos abençoará, Aquele que é o Amor? Não nos prosperará, o Deus que tem todo ouro e prata? Não nos dará Vida Abundante, o Deus Eterno?

 

MOTIVOS DE ORAÇÃO:

  • Oremos, segundo Jesus nos ensinou, pedindo a implantação do Reino Divino na terra “Pai Nosso que estás no céu, santificado seja o teu Nome, VENHA O TEU REINO SOBRE PORTUGAL, seja feita aqui, a tua vontade, assim como ela é feita no céu … “
  • Oremos, em identificação com o povo português, pedindo a Deus, perdão, pelo pecado da idolatria, praticada no país.
  • Invoquemos a misericórdia e compaixão de Deus, a favor de Portugal.
  • Oremos, pela queda da idolatria sustentada pelo estado português.
  • Oremos, para que Deus ilumine os entendimentos dos líderes espirituais que ensinam, sustentam e conduzem o povo à idolatria.
  • Oremos, para que Deus ilumine o país com ondas de despertamento local, começando nas igrejas.
  • Levantemo-nos em oração contra a idolatria camuflada nas igrejas evangélicas; contra os objectos de culto que roubam o lugar de Deus na vida dos crentes.






3º DIA – Juízo ou Avivamento? Ainda há tempo para decidirmos …

29 03 2011

Se existe algo em que não há qualquer contestação, é acerca da Eqüidade de Deus. A Palavra diz que Deus é um Juiz Justo (Salmo 7.11). Ele criou todas as coisas e as rege com Justiça. E essa Justiça não é partidária. Qualquer nação que O reconhece e anda em obediência, será perdoada e absolvida e gozará do seu favor, pois Seu amor e Graça inigualável, tem Perdão abundante para os maiores pecadores. Entretanto, quando uma nação fere seus princípios, ela se coloca debaixo de Seu Justo Juízo; independente de qual nação seja: Israel, EUA, África, Brasil ou Portugal. Não há acepção, quanto a isso. Deus não aceita subornos! O princípio ratificado em Dt 28 ainda é válido para os dias de hoje. A obediência é geradora de bênçãos e a desobediência, da maldição.

Hoje e amanhã, nossos motivos de Intercessão, referem-se às atitudes da nação portuguesa, em seus anos de vida. Certamente, o caos que se encontra hoje, não é obra do acaso, mas do resultado de suas atitudes, das escolhas de seus líderes, de seu povo.

O autor destas pesquisas, chama-se Renato Rocha, um português, casado com Carla Rocha, brasileira. Além de conhecer, os fatos da história de Portugal, ainda possuiu autoridade e discernimento Divino, para interpretá-los. Este jovem é um profeta de Deus, cheio da Palavra. É um, dentre muitos, que o Senhor tem salvado nesta nação.

“Como qualquer história de cada Nação, existem pontos brilhantes e pontos negros, que foram praticados e que entristeceram e ofenderam o coração do Senhor. Atitudes abomináveis, que chegaram às narinas de Deus, com cheiro nauseabundo e que trazem, muitas vezes Juízo sobre as Nações.

Seria difícil, de um modo resumido, enumerar todos os pecados de uma nação com quase 900 anos de história, mas existem alguns pontos na história portuguesa de muita relevância. De uma forma compacta, vou descrever alguns acontecimentos na história Portuguesa, que certamente, feriram o coração do Senhor.

  1. A INSTITUCIONALIZAÇÃO DA INQUISIÇÃO PORTUGUESA, em que a fé era imposta pela violência, se necessário.

O termo Inquisição refere-se a várias instituições dedicadas à supressão da heresia no seio da Igreja Católica. A Inquisição foi criada inicialmente para combater o sincretismo entre alguns grupos religiosos, que praticavam a adoração de plantas e animais. A Inquisição medieval, da qual derivam todas as demais, foi fundada em 1184 no Languedoc (sul da França) para combater a heresia dos cátaros ou albigenses. Em 1249, implantou-se também no reino de Aragão, como a primeira Inquisição estatal e, já na Idade Moderna, com a união de Aragão e Castela, transformou-se na Inquisição espanhola (1478 – 1821), sob controle directo da monarquia hispânica, estendendo posteriormente sua actuação à América. A Inquisição portuguesa foi criada em 1536 e existiu até 1821. A Inquisição romana ou “Congregação da Sacra, Romana e Universal Inquisição do Santo Ofício” existiu entre 1542 e 1965.

Em 23 de Maio de 1536, foi instituída a Inquisição em Portugal. Sua primeira sede foi Évora, onde se achava a corte. Tal como nos demais reinos ibéricos, tornou-se um tribunal ao serviço da Coroa.

A inquisição aplicava suas sanções a todo o individuo que fosse acusado de heresia. O condenado era muitas vezes responsabilizado por uma “crise da fé”, pestes, terremotos, doenças e miséria social, sendo entregue às autoridades do Estado, para que fosse punido. As penas variavam desde o confisco de bens e perda de liberdade, até a pena de morte, muitas vezes, na fogueira, método que se tornou famoso, embora existissem outras formas de aplicar a pena.

Nessas penas ao longo da história, tiveram inclusos Judeus Portugueses. Até fins do século 15, os judeus portugueses viveram em relativa paz social, apesar dos vários períodos de comoção, onde a minoria judaica pode sentir o peso da opressão cristã. Foi entre 1450 e 1480 que houve maior estabilidade comunitária, quando então alcançaram significativas projecções no reino português, como ministro de Estado, médicos, advogados, mercadores, financistas, intelectuais e geógrafos.

Após esta fase, começam os três séculos de grandes perseguições e sofrimentos que conduziram-nos a três diferentes caminhos: a curta e dolorosa via dos que foram fisicamente exterminados nos “pogroms de Lisboa” e nas tenebrosas masmorras e fogueiras da inquisição. Após 1480 as relações judaico-cristãs deterioram-se rapidamente, agravadas pela chegada de aproximadamente 120.000 fugitivos judeus perseguidos pela inquisição espanhola e expulsos da Espanha em 31 de março de 1492 pelos Reis Fernando e Isabel. Em Portugal, a situação se agrava com um o contrato de casamento entre D. Manuel I e Isabel, princesa espanhola filha dos reis católicos.
Algumas leis portuguesas, apesar de discriminá-los, objectivavam assimilar esta parte do povo: “o filho de judeu que se convertesse ao catolicismo tinha desde logo o direito de receber sua parte da herança, supondo-se falecido os pais, para este efeito.” “Era proibido ao judeu deserdar seu filho por mudança de crença.”
Posteriormente, expediu-se o édito de expulsão dos judeus, dando-se-lhes o prazo de dez meses, sob pena de morte e confisco de todos os seus bens, para a saída definitiva do país. Esse édito criou situações terríveis, uma vez que, decepadas as suas raízes, teriam que vender suas casas, vinhas e outra as posses, sujeitando-se aos preços vís que a ocasião propiciava.
Mais adiante, expediram-se ordens para que se tomassem os filhos menores de 14 anos dos judeus que, à conversão ao catolicismo, houvessem optado pelo desterro. E que as crianças judias fossem distribuídas pelas cidades e aldeias, para que se criassem e se educassem no seio de famílias católicas. Os baptizados, agora não mais judeus e sim “cristãos-novos”, continuaram expostos à malevolência popular que não tardaria a acusá-los da “criminosa” atitude de voltar, no segredo de seus lares, à prática da religião que, em publica violência, foram forçados a abandonar. Tal clima desencadeou, em 15 de abril de 1506, o morticínio de milhares de judeus no “pogrom de Lisboa”.

Sabemos pela Palavra de Deus que a fé não é para ser imposta, mas para ser anunciada e recebida por quem ouve e aceita o evangelho, a Palavra de Deus não nos fala para impormos nossa fé pela violência, pela tortura, ou por qualquer pratica que viole a lei do amor, pois a palavra de Deus nos diz em Lucas 9:54-56, “E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las”.

Outra coisa, Israel é a nação onde nasceu o Messias; ela nos deu Jesus. Temos uma dívida para com Israel. Devemos orar por sua paz: “ORAI PELA PAZ DE JERUSALÉM; PROSPERARÃO AQUELES QUE TE AMAM.  Haja paz dentro de teus muros, e prosperidade dentro dos teus palácios” (Sl 122.6,7). Quando Portugal oprime e mata judeus, se coloca debaixo da mira do juízo de Deus. E não só pelo facto de serem judeus, principalmente, o de serem seres humanos.

  1. A ESCRAVATURA, em que o ser humano era tratado sem direito algum

A escravatura já é uma prática com milhares de anos, quando o homem caiu da graça de Deus, cedo começou a querer subjugar seu semelhante, querendo privar seu semelhante dos direitos que Deus lhe deu. Mesmo em África e no Continente Americano, há relatos de escravatura entre os povos nativos, muito antes da invasão Européia, ganhando maior escala, com a chegada dos Europeus, pois a escravatura se expandiu em grande escala.

O comércio de escravos vindos de África iniciou-se no séc. XVI, com os portugueses, que exportavam mão-de-obra para a sua grande colónia americana, o Brasil. Logo se lhes associaram, neste tráfico, espanhóis, ingleses, franceses e holandeses.

Negociantes sem escrúpulos, os chamados negreiros, compravam africanos já previamente escravizados por outros africanos, que os tinham aprisionado ao longo de guerras tribais. São trocados por tecidos ou outros bens de consumo e, em seguida, embarcados nos navios negreiros. Ali, eram agrilhoados e amontoados e depois submetidos a um regime de impiedoso, de racionamento de água e comida.

Mais de 12 milhões de africanos viram-se, assim, forçados a deixar a terra natal e a atravessar o Atlântico com destino às Américas, onde chegaram, após uma viagem de dois meses, em condições desumanas.

As primeiras excursões portuguesas à África subsaariana foram pacíficas (o marco da chegada foi a construção da fortaleza de S. Jorge da Mina, em Gana, em 1482). Portugueses, muitas vezes, se casavam com mulheres nativas e eram aceitos pelas lideranças locais. Já em meados da década de 1470 os “portugueses tinham começado a comercializar na Enseada do Benim e frequentar o delta do rio Níger e os rios que lhe ficavam logo a oeste”, negociando principalmente, escravos, com comerciantes muçulmanos.

Os investimentos na navegação da costa oeste da África foram inicialmente estimulados pela crença de que a principal fonte de lucro seria a exploração de minas de ouro, expectativa que não se realizou. Assim, consta que o comércio de escravos que se estabeleceu no Atlântico entre 1450 e 1900 contabilizou a venda de cerca de 11 313 000 indivíduos . A Palavra de Deus nos diz que o amor é o coração do Evangelho, pois Deus é Amor, toda e qualquer prática que viole o mandamento do Amor é condenado pelo Senhor. A Palavra de Deus nos fala que todos os mandamentos se resumem em dois: amar a Deus acima de todas as coisas e o próximo como a nós mesmos. Toda e qualquer violação dos direitos humanos é condenável aos olhos do Senhor. A escravatura foi uma manifestação de total violação desses direitos, e por isso condenável diante de Deus, e Portugal caiu, dissolutamente, na prática desse pecado” (Renato Rocha).

Eu não sei vocês, mas meu coração chorou hoje, ao tomar conhecimentos destes tristes factos. Destas violações tão claras, da Palavra de Deus.

Esta semana, um líder, me mandou um e-mail, que continha a seguinte direção:

“Shalom amados Daniele e Luciano, creio que o Senhor segundo a Sua infinita misericórdia realmente está mobilizando um povo para interceder por Portugal, tenho tido conhecimento de outras pessoas se mobilizando como igreja a fim de interceder pela nação. Isso é maravilhoso, pois esta é a função da igreja, exercer o sacerdocio na terra, intercedendo pelo povo. Creio tbm num juízo iminente da parte de Deus vindo sobre a nação portuguesa, fruto da idolatria do povo português. Fruto de um tempo onde Portugal dominou, subjugou, roubou e escravizou outras nações. Creio que a oração da igreja portuguesa deveria ser no sentido de confessar estes pecados, e pedir ao Senhor que tenha misericórdia da nação, pois é tempo é chegado um tempo de colheita para as nações e o fruto que portugal plantou não é bom. A igreja na nação tem que reconhecer isso, se humilhar e confessar estes pecados, para que seja gerado arrependimento no coração do povo e a partir dai flua um avivamento sobre Portugal”.

Então, nossa Intercessão de hoje, baseia-se em 2 Cr 7.14: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face  e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

MOTIVOS DE ORAÇÃO:

  • Peçamos perdão e confessemos ao Senhor os pecados de Portugal, como nação. Meus antepassados são portugueses e certamente, se você é brasileiro, você tem algum português como ascendente. Sigamos o exemplo de Daniel, Esdras e Neemias, que confessaram os pecados de seu povo (Dn 9,3-19: Ed 9,5-15 e Ne 9).
  • Peçamos perdão pelos nossos próprios pecados, que agravam ainda mais, a situação da nação. Hoje é dia de confessarmos pecados e de nos arrependermos deles.
  • Oremos por Misericórdia.
  • Peçamos perdão a Deus, pelos maltratos, escravidão, inquisição e assassinatos de milhares de judeus e africanos. Se você conhece algum africano ou judeu, ore com ele hoje e peça a ele, perdão pelos pecados de sua nação.
  • Oremos para que haja uma atmosfera de reconciliação e quebrantamento sobre Portugal.
  • Peçamos perdão pelo pecado de racismo, que ainda se encontra bastante presente em Portugal.
  • Oremos por Jerusalém e pela África.
  • Oremos por restauração e avivamento em Portugal.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.





2º DIA – EM DEFESA DO NOSSO CAMPO DE LENTILHAS!

28 03 2011

“Depois dele, Samá, filho de Agé, o hararita, quando os filisteus se ajuntaram em Lei, onde havia um pedaço de terra cheio de lentilhas: e o povo fugia de diante dos filisteus. Pôs-se Samá no meio daquele terreno, e o defendeu, e feriu os filisteus; e o Senhor efetuou grande livramento” (2 Samuel 23.11, 12)


O texto mostra uma nação acuada, diante dos inimigos; uma nação vítima da espoliação, do roubo e da crise; uma nação,  que tinha tudo para ser próspera, mas que estava sendo vítima de toda sorte de intimidações, por parte dos inimigos …até que um homem de nome Samá decidiu defender seu pedaço de terra,  onde havia uma plantação de lentilhas! O que me impressiona neste texto é que Samá, sozinho,  se levantou para guerrear e diz a Bíblia que ele “feriu os filisteus” (…)  e o Senhor efetuou grande livramento”. O posicionamento de um homem e Deus foi suficiente para vencer esta guerra!

Deus queria livrar Israel, mas precisava da intervenção de alguém!

Deus quer livrar Portugal, mas precisa da nossa intervenção e Portugal  é o nosso campo de lentilhas!

Talvez você se sinta sozinho, diante do muito que ainda temos para fazer aqui, mas saiba que você e Deus juntos, podem fazer grandes coisas! Imagine então, o que Deus poderá fazer, se decidirmos nos levantar, todos juntos “como um só homem”?

Se Samá tivesse só esperando um grande livramento, sem tomar nenhuma atitude, certamente , nada teria acontecido; mas porque ele decidiu se levantar e guerrear, a Bíblia diz que o Senhor se levantou e efetuou grande livramento.

Se quando agimos, Deus nos respalda, o contrário também é verdade: quando não agimos, em vez do livramento, vem o juízo: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei” (Ez 22.30)

Por favor, leia novamente este versículo, com atenção redobrada.

  • Esta  uma declaração na 1ª Pessoa, ou seja, Deus está falando. Mas falando o quê?
  • Falando que buscou alguém para tapar o muro e se colocar na brecha
  • Perante Ele
  • A favor da terra
  • Mas não achou ninguém

Não sei você, mas quando eu li este versículo pela segunda vez e terceira e quarta, na minha mente, ficou martelando: Deus não achou ninguém … Deus não achou ninguém … não achou nenhum representante, nenhum embaixador, para estar “perante Ele” “a favor da terra” … então, o juízo poderá vir sobre Portugal!

Mas se Deus achar alguém, achar intercessores, achar reparadores, nossa terra poderá ser salva: “Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face  e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.” (2 Cr 7.14)

Por isso, este dia de Intercessão será em Prol dos Intercessores!

MOTIVOS DE ORAÇÃO PARA ESTE DIA: (fornecidos pela JOCUM de Portugal)

  • Peçamos perdão à Deus pela nossa negligência na oração, principalmente, pelo nosso orgulho e egoísmo, por não exercitarmos a intercessão diária e constante, em favor do nosso país.
  • Oremos por um verdadeiro despertamento para a oração, em nossas igrejas.
  • Oremos para que Deus levante um exército de Intercessores, não somente para este Propósito, mas pessoas, que intercedam continuamente “Pelos nossos irmãos, por nossos filhos, nossas casas e por nossa terra”(Ne 4.14).
  • Oremos por um quebrantamento de coração.
  • Oremos para que o Espírito Santo possa colocar um desejo intenso pela oração, em cada crente em Jesus, neste país.
  • Oremos pelos pastores e líderes, para que possam ser exemplos na vida de oração e a coloquem como prioridade, nos programas de suas igrejas.
  • Oremos por mais iniciativas de oração corporativa por parte da liderança evangélica em Portugal.
  • Oremos por mais tempo de oração nos lares evangélicos em Portugal.
  • Oremos pelo surgimento e multiplicação de células de oração em Portugal.
  • Oremos pelo levantamento de novos guerreiros de oração a favor de Portugal.

Que Deus os abençoe! Daniele Marques.

 





1º DIA – Campanha de Oração por Portugal PROPÓSITO E DATAS

27 03 2011

Graça e Paz, a todos os intercessores, pastores, líderes, e a todos os que se unirão, como um Corpo e um Exército, nesta mesma causa e propósito! Deus é Conosco! Ele pelejará por nós!

Em primeiro lugar, eu gostaria de informar-lhes que Deus tem levantado uma boa equipa para unir-se a nós, nestes dias de oração. Há muitas Igrejas envolvidas e por isso, eu posso afirmar, que essa guerra será a guerra da Igreja e esta Vitória, a Vitória do Senhor! Temos claramente discernido o Mover do Espírito Santo para esta finalidade e propósito.

Uma das frases, que tenho frequentemente ouvido nesta semana é: “esta é uma boa altura para nos unirmos em oração”, “esta é uma boa altura para fazermos isso”. Sim, é!

Contamos com você, intercessor!

Contamos com você pastor e contamos com as orações de sua igreja!

Deus precisa de nós! Eu creio em um avivamento, que virá como fruto de nossa unidade!

Por favor, repasse esse E-mail para outros líderes, pastores, intercessores, redes de mobilização e oração.

Nosso Propósito e Datas:

Por que esta data específica?

O dia 25 de abril para os portugueses, é um dia de grande importância, pois é o dia em que eles comemoram o início da democracia, conseguida, através de uma investida militar e também das massas contra a ditadura, que era imperante no país. Foi uma vitória tão grande que este dia, é chamado de “Dia da Liberdade”.

Neste ano de 2011, “o Dia da Liberdade”, será exatamente, um dia após a Páscoa, onde comemoramos a Ressurreição de Jesus, conquistada após seu Sacrifício, no Calvário. Então, profeticamente, em um dia, comemoraremos a Ressurreição e no outro, profetizaremos a Verdadeira Libertação Espiritual da nação Portuguesa. Este será “O Dia da Verdadeira Libertação” do regime ditador, que o principe das trevas impôs aqui.

Um outro detalhe interessante, é que segundo a história de Portugal, depois do dia da Liberdade, “foi criada a Junta de Salvação Nacional, responsável pela nomeação do Presidente da República, pelo programa do Governo Provisório e respectiva orgânica” (wikipédia).

Com a demissão do nosso Primeiro Ministro, José Sócrates, provavelmente teremos eleições em junho. Não é uma boa altura para se levantar “O Verdadeiro Exército da Salvação”? E profetizar aos “ares de Portugal”, a Vinda do Reino de Deus sobre esta Nação, crendo, que, como Igreja, temos autoridade para nomearmos o próximo Governante de Portugal:  Jesus Cristo!

Motivos de Oração para este dia:

  • Ore por este Propósito, para que ele seja declarado legal, no mundo espiritual, e uma vez, legitimado diante de Deus, por nossas orações, consentimento e concordância, como Corpo de Cristo, cumpra o propósito proposto por Deus.
  • Ore pelos “Ares” (Regiões Celestes) de Portugal, para que toda investida de satanás contra Portugal seja impedida e neutralizada. “A oração de um justo pode muito em seus efeitos” e “As portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”.
  • Ore, pedindo ao Senhor um grande exército de anjos, para guerrear nestes dias, ao nosso favor, e em favor da nação.
  • Ore para Deus levantar um grande exército de intercessores, que orem, diariamente, em prol desta nação.
  • Ore por quebrantamento dos corações.
  • Ore por um mover sobrenatural do Espírito Santo ocorra, nestes dias, desencadeando um grande avivamento sobre a nação.
  • Tire o dia de hoje para profetizar palavras de esperança à nação portuguesa. Faça isso o tempo todo! Declare as promessas Bíblicas em alta voz!

Hoje é nosso primeiro dia! Amanhã, postaremos os motivos de oração para o Segundo Dia.

Que Deus nos abençoe! Deus fará maravilhas no meio de nós! Daniele Marques.





IGREJA – LUGAR DE GENTE QUE ORA

27 03 2011

Este artigo foi escrito  pela Miss. Paulina Faria, uma mulher de Deus, que admiro muito, não somente pelo seu ministério frutífero, sua sabedoria e conhecimento, mas principalmente, pela sua vida de testemunho e exemplo. Além de amiga e madrinha de nosso casamento, ela foi minha professora no Seminário  e discipuladora. Devo-lhe muito. Paulina é uma mulher de oração e estará connosco, intercedendo, nesta campanha de 30 dias de Oração por Portugal.

A minha casa será chamada casa de oração por todos os povos” – estas,  foram as palavras ditas por Jesus por ocasião da purificação do Templo em Jerusalém (Lc 11.17). Com estas palavras, o Senhor não apenas corrige um comportamento dos comerciantes que ali se punham, obtendo lucro com o culto a Deus, mas ressalta o propósito do lugar estabelecido para a morada do Altíssimo. Destarte, a Igreja, enquanto casa de Deus (na visão bíblica), foi instituída para ser um lugar de oração. Por conta do caráter sacerdotal do povo de Deus, e, portanto, mediador, a oração constitui o serviço da Igreja, e deveria ocupar lugar essencial na vida de cada um cristão.

Uma das formas de Deus nos chamar a atenção para algum tema em Sua Palavra é a repetição, ou a constância do mesmo no texto sagrado. De acordo com Macintosh, a palavra “orar” ocorre 146 vezes em 139 versículos da Bíblia. A palavra “oração” ocorre 108 vezes e muitas variações podem ser encontradas. A palavra orações ocorre 27 vezes; “orando”, 25 vezes; “ora”, 5 vezes, “orou/oraram”, 59 vezes. Segundo Strong, a palavra orar, nas suas mais diversas formas, é encontrada 370 vezes na Bíblia. Portanto, “se uma palavra aparece com tanta freqüência na Bíblia, deveríamos prestar atenção a ela. Deus, obviamente, está destacando um ponto crucial” (Livro Apaixone-se pela oração, pg. 27). A Bíblia deixa a importância e o significado da oração claro como cristal. Existem mais de 650 orações registradas na Palavra de Deus – e mais de 450 respostas de oração – sem falar de todo o livro de Salmos, que é essencialmente um livro de oração.

A oração permeia o conteúdo vétero-testamentário como elemento essencial da história de Israel,  em relação direta com os acontecimentos. Os grandes momentos da história do povo de Deus estão assinalados pela oração dos mediadores e de todo o povo, e se baseiam no conhecimento do plano de Deus para obter a sua intervenção na hora presente. A começar por Moisés (vale ressaltar que é em atenção a ele que Deus salva o povo – Ex 33.17; e como resultado de sua oração que brota a obra legisladora, e os sucessivos livramentos experimentados por Israel no deserto), passando pelos reis profetas (quem não se lembra da oração de Salomão, por ocasião da inauguração do Templo – I Rs 8.10-61 – ou do rei Josafá, 2 Cr 20.6-12, ou ainda do profeta Elias, I Rs18.36ss, e sobretudo, de Jeremias, o que muito orou pelo seu povo?), a função de interceder pressupunha uma clara consciência tanto da distinção como do relacionamento que se estabelecia entre o individuo e a comunidade.

No Novo Testamento, a oração aparece na vida de Jesus como centro de todos os seus atos. É interessante o fato de Marcos registrar seus grandes retiros espirituais (Mc 1.32-37), visto que é justamente este evangelista que focaliza mais as suas atividades, apresentando Jesus como o Servo, fato que estabelece, do ponto de vista de causa-efeito, uma conexão mais que óbvia entre a oração e a ação, bem como revela o tipo de serviço que agrada e glorifica a Deus. Esta conexão faz-nos lembrar da máxima de Moody: “Se você está tão ocupado que não tem tempo para orar, então você está mais ocupado do que Deus queria que estivesse”.

A oração é o resultado imediato da Cruz de Cristo, visto que Mateus registra o momento da entrega do espírito, ou de tudo consumado, como o momento em que o véu do Templo foi rasgado de alto a baixo (Mt 27.50,51). E o autor de Hebreus (que no capitulo 9 afirma que o véu era um alerta do Espírito quanto ao fato do caminho do Santuário estar encoberto), convida-nos a entrar no Santuário, valendo-nos do sangue de Jesus (10.19). Esse santuário é também chamado trono da graça, ou lugar de misericórdia, ou ainda, descanso, onde Jesus, nosso Sumo-Sacerdote, nos recebe, enquanto Mediador, poderoso para salvar os que por ele se achegam a Deus.

O caráter convidativo da oração também assume um modo imperativo na linguagem apostólica, quando somos exortados a orar sem cessar (I Ts 5.17), ou perseverar em  oração (Rm 12.12; Cl 4.2). Essa ordenança dos apóstolos fundamenta-se no ensino de Jesus sobre o “dever de orar sempre, sem nunca esmorecer” (Lc 18.1), exemplificado na parábola do juiz iníquo e da viúva.

Particularmente, creio que perdemos a perspectiva correta da oração. Ela é vista sob a ótica do pragmatismo, utilitarismo, e não como possibilidade de contato com Deus, uma entrada no céu, de uma comunhão intima com o Senhor. Na verdade, a oração deve brotar do desejo de estar com o Senhor. Essa é a verdade expressada pela busca da noiva pelo noivo, em Cantares de Salomão: “De noite, busquei em minha cama aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei. Levantar-me-ei, pois, e rodearei a cidade; pelas ruas e pelas praças buscarei aquele a quem ama a minha alma; busquei-o e não o achei; Acharam-me os guardas, que rondavam pela cidade; eu perguntei-lhes: Vistes aquele a quem ama a minha alma? Apartando-me eu um pouco deles, logo achei aquele a quem ama a minha alma” (Ct 3.1-40. A motivação da busca era o amor, que 4 vezes é claramente expressado pela noiva.

A verdadeira essência da vida cristã é o relacionamento individual entre nosso Criador e nós, e a oração é o meio pelo qual aprofundamos este relacionamento e solidificamos este elo com Deus. A oração não apenas produz um avivamento espiritual como coloca a vida na perspectiva correta. Ela é, sem dúvida, uma das experiências mais emocionantes que podemos desfrutar, e a nossa expectativa é que sejamos despertados pelo Senhor a buscar a Sua Presença mediante uma vida de oração.

Deus nos quer em Sua presença, e o alto preço pago por Ele mesmo a fim de tornar possível este fato já deveria constituir, para nós, motivação para que vivêssemos em oração. O Senhor está a nossa espera…

Miss. Paulina F. Albino Gonçalves





30 dias de Oração por Portugal

22 03 2011


Nestes últimos dias, eu e meu marido Luciano, temos sido confrontados a intensificar nossa vida de oração.

No penúltimo Post, falei sobre a oração, como a base da vida e do ministério de Neemias e a apontei como “a chave”, que proporcionou a Neemias o sucesso de sua missão!

A vida, a fidelidade, o temor e a determinação de Neemias tem me impressionado! E a forma como ele orava, me confrontou muito! Tenho ouvido frequentemente Deus me chamar para uma forma mais intensa de oração! Deus deseja nos levar a um novo lugar, através da intercessão. Deus tem criado muitas situações, pelas quais, temos tido que orar, orar e orar! Deus tem nos dado sonhos sobre intercessão! Nossos pastores no Brasil, também tem ensinado sobre a oração, nestes últimos dias. Há muitas pessoas, que nem imaginávamos, que estão nos mandando mensagens, emails, telefonando e nos falando, que estão intercedendo por nós! Sentimos muita urgência em orar e sabemos que Deus vai se mover de alguma forma, em nossa vida, em nossa história e em nossa nação! Portugal é hoje a nação que temos pedido ao Senhor por herança. Temos chorado por esta nação, por esta terra e por seus filhos … pois ainda há muitos e muitos que ainda não foram salvos, apesar de grande presença missionária.

Ainda há muito o que fazer aqui, não podemos parar, não podemos esmorecer, não podemos voltar atrás … Portugal ainda não foi salvo! Passou a sega, findou o verão, e” (Portugal) ainda não está salvo” (Jr 8.20).

Neemias disse:  Grande e extensa é a obra, e estamos muito longe, separados uns dos outros” (Ne 4.19).

1. A obra é grande e extensa (isto fala do muito que ainda temos para fazer).

2. Estamos muito longe

3. Estamos separados uns dos outros (ainda que cada um (cada igreja) construa de frente para a sua própria casa, precisamos fazer isso “todos” juntos, em unidade de propósito, e em concordância).

“Pelos nossos irmãos, por nossos filhos, nossas casas e por nossa terra” (Ne 4.14).

É de Deus esta peleja! Mas, nós, como Igreja, podemos e devemos cooperar Ele, nesta batalha.

Estamos iniciando um tempo de oração, jejum e intercessão por Portugal.

Precisamos corresponder com os anseios do coração do Pai, estarmos no mesmo espírito, em sintonia e unidade com Seus propósitos e Sua visão. Deus ama esta nação e decidiu não abrir mão dela. Há muitas palavras proféticas sobre o que o Senhor deseja fazer aqui, e Deus vai usar a sua Igreja, para cumprir suas promessas. Deus prometeu a terra de Canaã para Israel, mas eles não sentaram e esperaram as promessas cumprirem-se, sozinhas. Eles lutaram e conquistaram. Avançaram, debaixo da Vontade Soberana de Deus; deram passos em direção ao que Deus desejava, por isso venceram!

O nosso propósito é orar durante 30 dias, começando dia 27 de março, até dia 25 de abril.

Por que esta data específica?

O dia 25 de abril para os portugueses, é um dia de grande importância, pois é o dia em que eles comemoram o início da democracia, conseguida, através de uma investida militar e também das massas contra a ditadura, que era imperante no país. Foi uma vitória tão grande que este dia, é chamado de “Dia da Liberdade”.

Então, vamos orar até o “Dia da Liberdade” para neste dia, profetizarmos “A Verdadeira Libertação Espiritual” da Nação Portuguesa, do regime ditador, no qual o principe das trevas impôs aqui. Vamos profetizar aos “ares de Portugal”, a Libertação e a Vinda do Reino de Deus sobre Portugal, crendo, que Jesus será o próximo governante desta nação! Aleluia!

Você quer se ajuntar a nós nesta guerra?

“ No lugar onde ouvirdes o som da buzina, ali vos ajuntareis conosco; o nosso Deus pelejará por nós” (Ne 4.20).

Marque então em sua Agenda, o dia para o início de nossa Campanha de Oração por Portugal. A começar pelo dia 27 de março, estaremos, todos os dias, Postando motivos específicos de Oração. Dedique algum tempo a esta causa.

Gosto muito de uma expressão de Davi, que diz: “Porque qual é a parte dos que desceram à peleja, tal também será a parte dos que ficaram com a bagagem; receberão partes iguais”.

Isto significa que mesmo que você não esteja em solo português, você pode dar seu tempo, em oração, por esta causa e por este país. Você pode ser um missionário, doando seu tempo e sua oração.  Alguém já disse: “Missões se faz com os pés dos que vão, com os joelhos dos que oram e com as mãos dos que contribuem”.

Esteja atento ao dia 27!

Baruch Hashem! Daniele Marques.